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domingo, 24 de maio de 2015

Prefeitura de Campos fecha salas de leitura no munícípio .

O Projeto de Leitura na rede municipal não existe mais.Este ano o governo conseguiu acabar com a sala de Coordenação de Leitura da Secretaria de Educação e fechar praticamente todas as salas de leitura da rede municipal.
Como avançar na área de educação se a leitura é ignorada pelos nossos governantes? Essa política do Garotinho reconhece que o povo sem cultura é facilmente manipulável, e, portanto, não têm interesse na solução dos problemas na educação. Tudo que se tem feito a respeito é pura demagogia.
O ônibus de leitura há anos está parado no galpão de material e os livros acabando; o que me causa uma grande indignação.
Como a escola, que tem a função de formar cidadãos conscientes, poderá reverter essa realidade, se o governo desconhece o valor da leitura na formação do cidadão?
A Bienal do livro deixou de existir no município, o que é lamentável.
Como explicar um governo que não investe na leitura como um ato verdadeiramente cultural?
Dessa forma ele nega aos cidadãos o direito da informação, deixa de investir maciçamente em instrumentos que facilitam a educação e, conseqüentemente, a produção de conhecimentos; não seria isto inconstitucional?

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

O mistério do cofre rosa:FUNDEB




O site PMCG anuncia a destinação de R$ 142,7 milhões para a Educação em 2009, “mostrando” os gastos com salários dos profissionais, bem como os recursos destinados aos adicionais e ao auxílio alimentação. No entanto, não explica qual a porcentagem do Fundeb que deveria estar incluso nos salários dos educadores da rede municipal, já que 60% da verba do Fundeb deveriam ser repassados como remuneração a esses servidores.
Se todo esse “investimento” saiu diretamente dos cofres da prefeitura, onde está o dinheiro do Fundeb?
Até o momento nenhum esclarecimento foi dado, como se prestar contas de uma verba federal, ou qualquer dinheiro público, fosse um mero favor. Não podemos esquecer que o SEPE no dia 09 de dezembro de 2009 apresentou o recurso nº 2754/09 ao Ministério Público para maiores esclarecimentos.
Quanto a prefeitura destina de fato aos salários dos educadores?
Se a prefeitura paga os salários integralmente, qual é o mistério na matemática do Fundeb?
Alguém poderia esclarecer?
Vejam bem, o art. 22 da Lei 11.494/2007 regulamenta o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação – FUNDEB, para efeito da destinação ao pagamento da remuneração dos profissionais do magistério da Educação Básica em efetivo exercício na rede pública de, pelo menos, 60% (sessenta por cento) dos recursos anuais totais dos Fundos.
Portanto, não me venham com historinhas de que esse dinheiro foi utilizado para a melhoria na estrutura da rede municipal de ensino ou qualquer coisa do gênero, uma vez que há uma lei que regulamenta o uso correto desse recurso e destina 60% à remuneração do magistério!

Esse assunto já rolou na blogosfera em outros blogs e foi aberto um debate que para mim não pode ser encerrado.

Palavras acesas

Folha da Manhã no Blog da Odisséia


Professora Luciana questiona o SEPE

Renato pediu direito a resposta

Outros também falaram


A palavra do Digui



Palavra da blogueira:
Quanto a questão do mistério que gira em torno do cofre rosa :FUNDEB e o SEPE e a nova diretoria tenho algo a falar:Xacal faz falta nessa blogosfera mas ele mantem-se vivo ,mesmo depois de morto por isto grande parte do que aqui direi já foi dito em outras vezes.

Não poderia deixar de registrar aqui a palavra de Provisiano a respeito da eleição feita para escolher os representantes do SEPE:
"
Esse sistema de direção colegiada, em tese, é interessante, pois parte do pressuposto de que todas as correntes ideológicas, ficam representadas de forma proporcional aos votos obtidos no processo eleitoral.

Passa para o cidadão comum, a ideia de que a Democracia foi levada à sua forma mais próxima da perfeição. Pelo menos, Professora, é como em minha limitada visão, assim enxergo.

Como enxergo também que, esse tipo de representação paritária, pode ser uma forma dissimulada de se dar um "cala-boca", no grupo ou nos grupos, que são minoritários e que, na prática, foram derrotados no processo eleitoral e, que, ao comporem a direção, ficam eticamente limitados, quase que impedidos de fazer a oposição que poderiam fazer se não fizessem parte da direção.

É assim que enxergo, volto a repetir, dentro de minha visão limitada. Sou de uma escola antiga onde para nós, era tudo ou nada, liberdade e luta, era a nossa máxima, mas, certamente, dinossauro e jurássico que sou, devo estar equivocado em minha visão.

De toda a forma, adestrado pelo tempo, entendo que alguma representatividade é melhor do que nenhuma e, comer pelas beiradas, é uma tática que é válida, desde que quem come, não venha a ser cooptado pelo mainstream.

Sábio foi Confúcio que disse: "Senta-te a beira de um rio e verás passar boiando o cadáver de seu inimigo", ou seja, há que se ter paciência, as coisas não mudam do dia para a noite e a luta, a luta continua, companheira."



Já que entrei para a luta ... as antenas ficam ligadas quando o assunto é SEPE..

Acreditei que após esta eleição o SEPE teria tudo para reaproximar a categoria da rede municipal ao sindicato ,resgatando assim a capacidade de mobilização que tanto contribui para alcançar conquistas;muitos são os que da categoria que fazem parte do SEPE CAMPOS.

Eu acreditei que veria as nossas assembleias com centenas de professores da rede..mais alguns novos colegas cheios de coisas para falarem ...pois os novatos que aparecerem com certeza querem e devem falar.E a diretoria precisa estar unida pois os desafios são reais!

É essa categoria nova nos bastidores que poderá fazer muito e até mais do que muitos que ocupam o assento na direção!...

Nossa categoria anda oprimida,sem ânimo,é preciso animá-la e nosso companheiro e visionário de luta Maicon Bezerra já disse " O sindicato precisa estar com a categoria para que a mesma esteja com o sindicato. A permanente prestação de contas e a constante convocação dos profissionais da educação para viver a dinâmica da mobilização devem ser os princípios básicos da ação do SEPE-Campos. Para isto é preciso atitude e disposição de luta e organização, utilizando recursos que devemos construir e adquirir, como jornal, carro de som, portal na Internet, e etc..."

É importante lembrarmos que a companheira Graciete Santana Nogueira Nunes, líder sindical do SEPE, militante-dirigente do PCB, sempre demonstrou sua capacidade de lutar pelo que acredita, ...Concorde-se ou não com suas crenças políticas, uma coisa é inegável: Ela tem coragem...!

Antes mesmo de saber que faria parte desse processo eleitoral fiquei bem atenta quando li sobre as eleições do SEPE (bem antes das chapas serem formadas)e procurei guardar comigo algumas coisas para na hora certa compartilhar neste espaço.

Em Campos dos G., o SEPE acabou de encerrar um processo de eleições internas para definir seus novos dirigentes...A própria estrutura do SEPE, colegiada e proporcional onde não há um presidente, e os menos votados ocupam assentos na direção, na proporção dos votos obtidos, "exige uma cauterização das cicatrizes deixadas no processo eleitoral..."(XACAL).

A Democracia interna do Sindicato é mais saudável... embora abrigue um número não muito pequeno de tendências e facções,não impedem de alcançarmos importantes conquistas e mantê-las ...lógico que algumas tendências permanecerão,algumas irão quando as incompatibilidades forem irremediáveis, e outras se fundirão...

Acho que agora mais do que nunca não podemos deixar que a disputa por hegemonia do aparato partidário e sindical imobilize o SEPE com lutas fraticidas...Pois não é hora de concentrarmos energias em derrubar o adversário interno e sim de unificarmos em torno do inimigo comum externo...

Nesse contexto, é importante a atual direção sindical não fazer corpo mole frente a necessidade de unificar a luta pelos direitos da categoria e conquistar direitos que são de todos!É preciso conseguirmos enxergar além dos cortes políticos das nossas tendências e facções...

Tomara que o mistério do cofre rosa seja desvendado e que o SEPE tome isto como prioridade no momento ...

"Mas que fique claro: melhor a democracia interna que a obediência cega e "religiosa" aos "senhores feudais partidários"...!"(Xacal)


È preciso arrumar um jeito de mobilizar a categoria ,é urgrnte unir os profissionais da educação da rede municipal, professores e funcionários, ...marcar um evento.... um evento é sempre importante e é uma maneira de enfrentarmos o descaso,a manipulação e o autoritarismos do governo.

Pode ser que não haja tantas pessoas no encontro mas "política não se faz apenas com quantidade, porém muito mais com simbologia..."

É urgente despertar a categoria para comparecer às assembleias, arrumar uma maneira das nossas reivindicações se alastrarem por cada Escola municipal, quer seja com a reivindicação por melhores condições materiais e salariais, quer seja com o movimento eleição direta, diretor...e o desvendamento do mistério do cofre rosa:FUNDEB!

E aí representantes da categoria da Educação?
Quando conseguiremos falar bem alto aos ouvidos anestesiados da sociedade que o governo detesta a Educação pública, gratuita e de qualidade???

Quando diremos que não podem os mais trabalhar sob o jugo de diretores,indicados em esquemas de vereadores e cabos eleitorais???

Como se não bastasse, a atual direção do SEPE tem nos empurrado para paralisações esvaziadas, que nos têm levado a descontos em nossos contracheques e a nenhuma conquista. Não devemos nos iludir com propostas sectárias de mudanças, queremos reconstruir um sindicato forte, representativo, democrático, transparente, disposto a negociar e lutar por suas reivindicações.

Diga sim ao desvendamento que envolve o mistério do cofre rosa:FUNDEB

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Considerações sobre a Conferência Municipal em Campos dos Goytacazes

Tivemos a primeira Conferência Municipal em Campos dos Goytacazes...
Grandes expectativas,já que ali novas metas estavam em jogo e o que de interessante com a participação dos diversos segmentos da sociedade civil organizada.

Participei como representante da EJA,já que sou professora da rede do 1º segmento e luto para que a Prefeitura assuma o compromisso com os analfabetos que chegam à rede e só encontram a opção da 1ª fase,e caem numa repetência que dura anos e não os atendem da forma como merecem,já que desejam aprender a ler a escrever,pois este é um direito de todo cidadão brasileiro,e não se sentem confortáveis em participarem dos Projetos oferecidos em parceria com o Governo Federal,pois estes não lhe garantem transportes,alimentação e ainda aquela vontade nada escondida de se sentirem participantes da Escola .

Participei da 1ª palestra com o professor Hélio Coelho que nos fez entender que a Conferência nos daria oportunidade de contribuirmos ,como participantes da História de Campos dos Goytacazes,pois vivemos um momento em que a Democracia na planície está passando da forma representativa para participativa,já que ali tínhamos pais,alunos,professores,profissionais da Educação ,Sindicato dos Profissionais de Educação (SEPE), Sindicato dos Profissionais Servidores Públicos Municipais (SIPROSEP), Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino (SINEPE) e o Fórum Interinstitucional dos Dirigentes do Ensino Superior de Campos (FIDESC), PROCON/Campos, a Coordenadoria Regional Norte Fluminense I, representantes de escolas municipais(Aí eu estava) e a Câmara Municipal de Vereadores.

Se não tivemos uma melhor representatividade por parte tanto da sociedade civil,como da de pais e alunos foi talvez porque tenha faltado em algumas Unidades Escolares o Debate antes da Conferência,talvez alguns diretores não organizaram o debate para os eixos temáticos não despertando nos pais, alunos ,professores de participarem destas novas metas que culminará na CONAE 2010.

Percebi que vários representantes da sociedade civil compareceram e se eu não estou enganada as ausências de professores ,funcionários e alunos na minha opinião ficaram por conta de determinações de alguns diretores que consideraram a discussão irrelevante e não permitiu uma maior participação.

A Conferência é uma conquista e demorada,digo de passagem, não só dos campista mas de toda sociedade brasileira que se julga no direito de opinar sobre seu presente e seu futuro. Para isso, convoca os atores que considera fundamentais: professores, funcionários, estudantes, pais e gestores.

A Conferência é deliberativa, isto é, o poder público deve acatar as sínteses produzidas e transformá-las em políticas...


A Conferência é uma oportunidade de, finalmente, dar alguma concretude ao conceito de “sistema nacional de educação” que permeou o Manifesto dos Pioneiros da Educação, em 1932, mas esteve, muito antes, nas preocupações de pensadores brasileiros.
A Conferência é um espaço coletivo que visa elevar o protagonismo dos que se sentem responsáveis pelos rumos da educação.

Finalmente, a Conferência é um espaço para a crítica, para a polêmica, para a discordância que, pelo método de construção coletiva, pode converter-se em alguns consensos. Ou não. Mas, o direito à crítica supõe estar lá para fazê-la. É o que garante sua pertinência e sua legitimidade.


Se nem todas as etapas da Conferência, o debate primou "pela qualidade, pela garantia do processo democrático, pelo respeito à autonomia na relação federativa,a pluralidade, a representatividade dos segmentos sociais, dentro de uma visão ampla e sistêmica da educação"...não posso negar que houve representatividade,e que delegados foram escolhidos ,sendo que os representantes foram metade da Sociedade Civil e outra da Pública(Tentando atender na medida do possível todos ali representantados) ,foi remarcada outra data para a realização da plenária final desta Conferência, para a construção do documento que servirá de base para as discussões da Conferência Intermunicipal de Educação, em Agosto, também em Campos.
Na ocasião serão eleitos os 184 delegados que levarão as propostas da sociedade campista para o evento.
Em seguida, as propostas também serão levadas para a fase estadual e para a Conae, em Brasília, em abril de 2010.

Foi o segundo dia,onde o sociólogo João Antônio de Monlevade encaminhou as discussões em torno da eficácia da educação do município onde respondia a perguntas e sugestões do público, em tribuna aberta, junto à secretária...um "Reino foi dividido"...,confira o relato da Professora Monica Ensinar - Projeto de vida: "UM REINO DIVIDIDO, NÃO SUBSISTE"

Realmente no momento que ouvi pelo microfone o nome da Escola que trabalho,e a distorção a respeito justamente de um dos pontos positivos da Audiência postado aqui no meu blog,fui impulsionada a entrar no auditório para melhor entender a colocação da professora,...mas aí já era tarde demais para defender ou pelo menos relatar as verdades ditas e que com certeza foram encaminhadas a Secretária ,...

Mas é imaturidade como esta que nos fez ouvir da Secretária que teríamos que encerrar as perguntas e sugestões e que não estávamos acostumados a ter voz e vez por isso não sabíamos fazer uso das mesmas quando oportunidades nos eram oferecidas...

Como categoria digo,não havia necessidades de aumentar ou mentir sobre nada,temos muitas lutas reais que merecem mais atenção por parte de nossas autoridades...

domingo, 12 de julho de 2009

Considerações sobre a audiência pública:Professora Monica


É para lá de bom falar sobre os saldos positivos,isto nos revigora para a luta!


Em meio ao debate,um dos assuntos que surgiu foi o abuso de poder por parte de alguns diretores e também a questão da qualificação profissional dos diretores escolares da Rede Municipal,e com uma inquietação da platéia, o presidente da câmara, quebrou o protocolo e concedeu a palavra a um Professor presente para falar em nome da categoria .

A professora Mônica que aqui na Blogosfera iniciou a campanha da Direja já para Diretor de Escola,nos representou ,ressaltando a importância da mesma,dizendo que esta não feria a lei e nem tiraria o mérito da Prefeita em dar posse àqueles que as comunidades elegeriam para representá-las ,mas sim teria a oportunidade de fazer da Escola a porta para a Democracia,já que é nela que pensamos quando queremos formar cidadãos;bem como deixou claro que ainda hoje na rede existem pessoas que foram indicadas e preenchem cargos de direção de escola sem a formação mínima exigida.

Enfatizou também a questão ,onde alunos de uma escola estudam com as carteiras encostadas no quadro;a situação dos alunos da EJA que estudam em turma multisseriada,onde apenas um professor tem que ministrar aulas para 4 turmas ao mesmo tempo ,dificultando a aprendizagem dos mesmos,pois estes acordam muito cedo para o trabalho ;da realidade de existirem professores sobrando .

Foi um momento realmente ímpar a sua participação...

Vale a pena conferir as suas considerações a respeito da Audiência Pública realizada na planície:
Ensinar - Projeto de vida: Considerações sobre a Audiência Pública no último dia 09.

sábado, 11 de julho de 2009

INFORMES DA REDE MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE CAMPOS

Divulgando a pedido de Graciete Santana...

"No dia 09 de julho tivemos uma audiência pública na Câmara dos Vereadores, com a comissão de educação da Câmara. Participamos, eu e o Fábio, com a apresentação da pauta de reivindicações da categoria. A questão central abordada foi a eleição direta para diretores de escola. O presidente da Câmara, a comisão de educação e demais vereadores presentes assumiram o compromisso de aprovar projeto de lei, com indicação ao executivo a fim de promover as eleições diretas para diretores de escola logo após término do recesso parlamentar.
Se isso se tornar realidade representará um avanço para os profissionais da rede municipal.
Além disso, como já afirmei, tive oportunidade durante a minha fala, de abordar outros assuntos, dentre os quais a necessidade de convocação de concursados de 2008, que a junção de turmas não soluciona a carência de profissionais de educação. A representante da Secretária de Educação informou que, o quadro é de carência em determinados distritos e excedentes em outros, mas que em relação aos remanejamentos ocorridos recentemente o PARECER DA PROCURADORIA DIZ QUE OS PROFISSIONAIS EM ESTÁGIO PROBATÓRIO NÃO PODEM SER REMANEJADOS. Portanto a secretaria terá que rever os remanejamentos feitos.
Solicito aos colegas que divulguem isso na rede municipal, para que os profissionais atingidos por essa ação estejam atentos a sua recondução ao distrito para o qual prestou concurso".

Saudações fraternas e revolucionárias

ATENÇÃO:Funcionários e professores da rede estadual

Achei legal divulgar:SEPE-NA LUTA PELA EDUCAÇÃO -CONTRA A CRISE E A PRIVATIZAÇÃO: Funcionários e professores da rede estadual!

ATENÇÃO

Funcionários e professores da rede estadual!

Concursados de 93, e que tem a matricula "5 milhões".


Dê entrada ao processo para receber os atrasados do triênio 97 a 99 que o governo não pagou até hoje. Os documentos necessários são:

Requerimento padrão ( pode ser pego na escola ou na coordenadoria);

Contracheque de outubro e novembro de 1999;

Cópia do ultimo contracheque;

Cópia do ato de investidura;

Cópia da identidade e do CPF.

Você pode dar entrada ao processo na escola ou na coordenadoria.

Endereço da metropolitana II: Rua José Ramos de Oliveira s/n – Paiva – São Gonçalo.
Telefone: 21 3703-2293

domingo, 14 de junho de 2009

Porque eles votam na CHAPA 5: UNIDADE NA LUTA(Eleição SEPE Campos)



Luciano D’Angelo
Professor, fundador do SEPE

"A Chapa 5 é a chapa da CUT. Tem referência na base. É a
única credenciada a promover o reencontro do SEPE com as
mobilizações de massa que caracterizaram as conquistas históricas
da categoria.
Uma chapa composta por educadores comprometidos sobretudo
com novas conquistas para os profissionais da educação e com a
melhoria da qualidade da educação pública.”


Odisséia Carvalho
Professora

“Votar na Chapa 5 em Campos e na Chapa 2 no Rio,é resgatar
o SEPE de luta,mobilização e conquistas. Não podemos permitir
que nosso sindicato seja usado para fins eleitoreiros e partidários,
precisamos unir forças para vencer!
Os profissionais da educação que fazem parte dessa chapa
ajudaram a fundar o nosso sindicato, portanto estão
comprometidos com a educação pública de qualidade. É preciso
refiliar o SEPE a CNTE e a CUT para fortalecer nossas lutas
nacionais!”




João Antonio Felicio
Secretário Internacional da Cut Nacional

“Apoio a chapa 2 no Rio e a Chapa 5 em Campos, pois
representam a chapa da CUT com profissionais da educação
comprometidos com ensino de qualidade.
Portanto, a hora é de romper definitivamente com o passado de
mordaças e algemas que hoje se encontra o SEPE, descortinando
um novo tempo de desenvolvimento, garantindo direitos e
fortalecendo conquistas.”

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Ecos sobre as Conferência Municipal de Educação



Hoje lendo o Diário Oficial da planície campista o DECRETO Nº 193/2009 que Institui a Conferência Municipal de Educação e dá outras providências;um trecho me chamou a atenção e abaixo o reproduzi,para enfim tocar num ponto primordial.

A PREFEITA MUNICIPAL DE CAMPOS DOS GOYTACAZES, Estadodo Rio de Janeiro, no uso de suas atribuições legais, nos termos dosartigos 73, incisos IX, da Lei Orgânica do Município de Campos dosGoytacazes;
CONSIDERANDO a necessidade de inserir no conjunto das ações do Município, políticas educacionais que garantam a democratização da gestão e a qualidade social da educação entre os municípios fluminenses; DECRETA:

Art. 1º - Fica instituída a Conferência Municipal de Educação.

Art. 2º - O Município de Campos dos Goytacazes sediará, conforme estabelecido pelo Conselho Estadual de Educação/RJ, a Conferência Intermunicipal de Educação, a ser promovida no prazo máximo de 60 (sessenta) dias contados da publicação deste Decreto;

Art. 3º - O tema central da Conferência Municipal de Educação será “Construindo o Sistema Municipal Articulado de Educação: Plano Municipal de Educação, Diretrizes e Estratégias de Ação”.

Art. 4º - Fica delegado à Secretária Municipal de Educação, no uso de suas atribuições:

§ 1° - Estabelecer a estrutura organizacional da Conferência Municipal;

§ 2°- Constituir a Comissão Municipal composta por representantes:

a) da Secretaria Municipal de Governo
b) da Superintendência Escolar da Secretaria Municipal de Educação de Campos dos Goytacazes;
c) do Departamento Pedagógico da Secretaria Municipal de Educação de Campos dos Goytacazes ;
d) do Departamento de Serviço Social da Secretaria Municipal de Educação de Campos dos Goytacazes;
e) do Departamento de Projetos Especiais da Secretaria Municipal de Educação de Campos dos Goytacazes;
f) da Comissão de Sindicância da Coordenadoria Regional Norte FluminenseI;
g) da Gerência de Ensino, Gestão e Integração da Coordenadoria Regional
Norte Fluminense I;
h) do Setor Financeiro da Coordenadoria Regional Norte Fluminense I;
i) da Assessoria de Acompanhamento e Avaliação Coordenadoria Regional
Norte Fluminense I;
j) da Fundação Municipal da Infância e da Juventude;
k) da Fundação Municipal Zumbi dos Palmares;
l) da Secretaria Municipal da Família e Assistência Social;
m) da Secretaria Municipal de Saúde;
n) do Sindicato dos Profissionais de Educação - SEPE;
o) do Sindicato dos Profissionais Servidores Públicos Municipais -SIMPROSEP;
p) do Sindicato dos Professores das Escolas Particulares de Campos- SINPRO;
q) do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra - (MST);
r) do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino - SINEPE;
s) do Conselho Municipal de Educação de Campos;
t) do Fórum Interinstitucional dos Dirigentes do Ensino Superior de Campos dos Goytacazes - FIDESC;
u) do Centro de Defesa dos Direitos Humanos;
v) da Associação de Pais e Alunos;
w) da Federação de Estudantes de Campos - FEC;
x) da Federação de Estudantes Universitários de Campos - FEUC;
y) da Federação das Associações de Moradores e Amigos de Campos- FAMAC;
z) Centro Norte Fluminense para a Conservação da Natureza -CNFC

§ 3° - Firmar instrumentos de parcerias com entidades públicas e privadas no sentido de apoiar e patrocinar a realização da Conferência Municipal de Educação;

Art. 5º - Os recursos necessários para a realização da Conferência Municipal de Educação correrão a contas da Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes.

Parágrafo único - O Município de Campos dos Goytacazes participará,juntamente com os demais municípios integrantes da Conferência Intermunicipal de Educação, com recursos financeiros necessários a sua realização, além dos provenientes do Ministério de Educação.

Art. 6º - Este Decreto entra em vigor a partir da data de sua publicação.

Art. 7º - Revogam-se as disposições em contrário.
Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes, 26 de maio de 2009.Rosinha Garotinho
Prefeita


Já estava com vontade de comentar sobre esta Conferência desde antes de ontem quando fiquei sabendo de sua realização na Unidade Escolar que trabalho.

Chegando à casa após o trabalho, recebi um telefonema de um colega de trabalho perguntando se já sabia deste evento e, demonstrou muita expectativa no mesmo e disse que eu precisava estar ligada.

Hoje,após algumas navegações na Internet constatei que a Conferência da Segurança Pública já havia sido realizada e a postagem do Xacal e a sua impressão sobre a mesma ecoou e atingiu a blogueira.

Sei que não será o número de participantes que garantirá que a história da política e da gestão pública do Estado em nosso país sofra uma transformação.

Fico pensando neste governo atual e na falta de vontade de implantar políticas educacionais que garantam a democratização da gestão e a qualidade social da educação no Município pois esta foi a sinalização diante da Mobilização:Eu quero votar para diretor de escola!

Todos queremos uma Educação Pública de qualidade mas, só isso não basta ...é preciso estarmos atentos pois o governo em questão parece já ter demonstrado que quer "tomar para si a primazia da direção dos rumos de movimentos que deveriam ser autônomos, porém não impermeáveis, a ação dos governos...

Já está na hora de não aceitarmos discursos prontos e exercermos nossa cidadania definindo políticas que serão incorporadas e praticadas não só na planície,mas no Estado,e na União.

sábado, 16 de maio de 2009

Também me indigno..."Eu sou Auxiliar de Secretaria e também EDUCO".


Recebi este e-mail de uma leitora do blog e achei muito interessante,pois a indignação com o descaso na Educação não é só dos educadores,mas também das secretárias que também educam!!!
Confira:

Quero manifestar minha indignação pela situação não só da educação municipal mas também pela estadual. Passei no concurso da SMEC e fui convocada em
2006 para assumir como Auxiliar de secretaria.

Fui trabalhar em uma escola super problemática, sem nenhuma estrutura, mas com ótimos profissionais que realmente tiravam dinheiro do próprio bolso para realizar as atividades em sala de aula.Orgulho de dizer que saí dessa escola deixando minha marca lá.

Consegui transferência para uma escola municipalizada próxima a minha residência e o que acontece lá é incompreensível.

Trabalho em uma secretaria que tem 1 computador, que há aproximadamente um mês e meio queimou o HD e, portanto não funciona. A SMEC ainda não nos mandou um novo, pois "não tem" verbas disponíveis. A parte cômica da história é que o Governo Federal nos deu 10 computadores para montarmos um laboratório de informática (já chegaram há aproximadamente 7 meses) e até hoje não puderam ser instalados porque depende da SMEC vistoriar/instalar tomadas na sala. Também não podemos utilizar esses computadores para serviços da secretaria. Resultado: uma escola com quase 400 alunos voltando à Pré-história. Tenho mais de 50 históricos para fazer manuscrito (em duas vias originais) sujeito a refazer, pois não aceita-se rasura.
Não temos computador, máquina de escrever, nem xerox, mas temos que emitir declarações, históricos e outros. Não recebemos nenhuma verba como unidade Executora pq somos municipalizada e a máquina de xerox da SMEC está parada.

Mas de quem é o problema? Deve ser meu, porque da Secretária de educação não parece ser. Será que Rosinha deixaria um de seus filhos estudar durante um bimestre pelo menos nessa escola?
O terreno da escola é enorme e o mato maior ainda. Existem inúmeros focos de dengue e muitos ratos, mas isso também não deve ser problema da PMCG ou da SMEC, afinal nem respondem aos nossos ofícios. A diretora e a vice-diretora são indicadas, mas pelo menos são professoras da rede e lotadas na U.E. São pessoas comprometidas e que estão desenvolvendo um bom trabalho. Faço o meu trabalho com muito amor e dedicação.

Gostaria muito de saber de quem é a responsabilidade por todo esse descaso com a educação. Talvez seja melhor rasgar o regimento da SMEC, afinal ninguém é responsável por nada.
Fica a minha indignação e o meu apoio ao seu blog e a sua luta.
Eu sou Auxiliar de Secretaria e também EDUCO.
Um grande abraço!!!


quinta-feira, 14 de maio de 2009

Parece que o SEPE tem demonstrado que é um Sindicato que vem de encontro com os educadores.
Às vezes ficamos inconformados e achamos que existe um imobilismo do SEPE-Campos.Mas não podemos esquecer que o sindicato não pode manter uma dinâmica de lutas e de mobilização, sem a participação da categoria.

Educadores:"Reivindicar em nome de uma categoria que lida com algo tão importante, como Educação, é muito mais que agitar palavras de ordens...Sobre os ombros dos interlocutores da categoria estão o ônus de negociar com governos que além de não enxergarem a Educação como nós, ainda por cima não abrirão mão de ditar a agenda, quer dizer, nunca aceitarão ser pautados por nenhum sindicato..."

O SEPE convoca todos os profissionais da educação para a Assembleia do dia 19 de maio, às 17h no Sindicato dos Bancários de Campos.

Apelo da blogueira: não se deixe levar pelo desânimo....Anime-se e não viva a espera de favores..."

É hora da categoria aproximar-se...

Parabéns aos profissionais da Escola Frederico Paes Barbosa que mostrou que é participando que exercemos cidadania!!!!

sábado, 2 de maio de 2009

A Educação Municipal em Campos vai de mal à pior ...


Eu gostaria de escrever algo positivo sobre a Educação Municipal em Campos para alegrar um pouco o coração dos leitores deste blog mas realmente está difícil...
A mudança de governo, não melhorou em nada a qualidade do ensino.

Mas uma vez faço uso deste espaço para relatar algumas situações que têm ocorrido e que muito tem me atingido,não só a mim ou a categoria em si mas, há muitos cidadãos campistas;se o vereador Nelson Nahin se sentiu incomodado com as críticas dos blogueiros, eu como professora me sinto muito mais com o descaso dos nossos representantes com a Educação Pública.

Na Escola Municipal em Santa Maria temos da 1ª á 5ª fase 16 alunos analfabetos que estão frequentando a escola e que agora não mais poderão frequentar as aulas na Rede Municipal pois a Prefeitura lavou as mãos,se livrando desta responsabilidade, querendo que os alunos frequentem aulas no Programa Brasil Alfabetizado,desenvolvido pelo Governo Federal.Não tenho muito o que falar sobre este programa,mas sei que estes 16 alunos não têm condições de frequentá-lo pois as aulas são ministradas na casa do professor,não oferecendo transporte e nem alimentação para os mesmos.A maioria destes alunos moram em regiões vizinhas,trabalham desde às 5:00 hs da manhã,fazendo um esforço imenso para correr atrás do prejuízo pois na época que teriam que estar nas escolas tiveram que trabalhar para ajudar no sustento de suas famílias.Esta realidade não é só neste Distrito...Ou é?

Onde estão os vereadores eleitos que não se dispõe a criarem Resoluções para resolver este dilema? A Prefeitura nunca desenvolveu uma política pública voltada para a EJA e isto muito têm me incomodado.

Nesta mesma escola temos uma turma sem Professor de Língua Portuguesa,no dia 06 de Abril a Secretaria liberou um Ret para a disciplina e a professora me disse na quinta feira que depois de ter trabalhado 35 dias ,recebeu a notícia que o Ret havia sido cancelado e o pior que trabalhou de graça este tempo todo.O Conselho de classe será no início de maio e nem professores nós temos....Neste bimestre os alunos foram muito prejudicados,primeiro pelo início do ano letivo conturbado que tivemos:Sem merenda,sem transporte,sem material para trabalhar,sem diretores ...

A questão está ficando cada vez mais séria,com a municipalização, muitas escolas aumentaram seu número de alunos e o espaço físico permaneceu o mesmo,a número de alunos por metros quadrados só está na lei.

Para evitar contratar os concursados do ano 2008,as supervisoras obedecendo as ordens impostas pela Secretária têm juntado as turmas,ficando o professor com muitos alunos em uma sala e o pior sem condições de trabalhar.Com isto sobram professores que têm sido remanejados para outras Unidades escolares que estão em falta.

Não há respeito pelo profissional,eu mesma que alfabetizo adultos não sei nem o que me reserva daqui uns dias...pois eu só posso trabalhar no horário noturno.Não estou falando por mim mas também por todos aqueles que já estão há anos em uma escola serem obrigados a remanejarem para um local bem mais distante,muitos estão preocupadísssimos achando até que terão que largar a sua matrícula,pois a maioria deles não poderão ir para os locais onde estão sendo designados.

Cada caso é um caso ....mas todos muito parecidos:A educação continua um caos!

Nas escolas da Zona rural as salas são pequenas,até porque as localidades também são pequenas e o número de alunos estipulados pela secretaria não observa este detalhe.Nesta mesma escola que trabalho estão sobrando 3 professores, que estão cumprindo seu horário porque as turmas se juntaram...A maioria é casada, moram distante e a situação tende a piorar....

Daqui uns dias começam aparecendo novos Projetos e para quê se os que existem não funcionam direito?

A Rosinha iniciou o ano letivo com atrasos e agora temos que trabalhar todos os sábados e o que não funciona, aí inventaram Projetos para tapear o prejuízo dos alunos e nós somos obrigados a seguir o que eles estipularam...É muito duro!!!

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Municipalização de escolas não melhora ensino, aponta estudo.


Alunos de escolas estaduais que passaram para a gestão de prefeituras não aprenderam mais do que os que estudam em estabelecimentos onde não houve a mudança. Estudo inédito da Fundação Getúlio Vargas analisou o chamado processo de municipalização do ensino fundamental, que desde 1996 tem sido incentivado por leis federais. A premissa era que a descentralização favoreceria a educação porque a comunidade escolar estaria mais próxima dos tomadores de decisão, podendo exigir mais rapidamente a solução de problemas.
Medindo pela primeira vez o aprendizado das crianças no processo de municipalização, a pesquisa mostra que as notas em avaliações nacionais aumentaram entre 4 e 6 pontos tanto nas escolas que mudaram a gestão quanto nas que permaneceram como estavam. Especialistas avaliam que, em vários municípios, as prefeituras receberam a responsabilidade de gerenciar o ensino de 1ª a 8ª séries sem que estivessem preparadas. Havia falta de pessoal, de verba e de estrutura.
“Muito se dizia que o desempenho das escolas deveria melhorar à medida que elas ficassem mais perto do centro de tomada de decisões, mas esse processo se deu de forma descuidada”, diz o presidente da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação, Cesar Callegari. Para ele, isso é consequência da criação, em 1997, do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef) - mecanismo que repassa dinheiro aos municípios conforme o número de alunos matriculados na rede.
Callegari diz que os prefeitos, preocupados em conseguir mais dinheiro, assumiram as escolas sem um projeto que preparasse a prefeitura para isso. “Não tomaram as providências necessárias para capacitar professores, aparelhar escolas, estabelecer sistemas de avaliação e desenvolver projeto pedagógico.”
A secretária de Educação Básica do MEC, Maria do Pilar Lacerda, completa que 80% dos municípios têm menos de 20 mil habitantes e, portanto, pouca “massa crítica”, ou seja, equipes para fazer a gestão da educação. Em pequenos municípios, mesmo de São Paulo, a secretária da Educação costuma ser a diretora da única escola. (O Estado de S. Paulo)

segunda-feira, 27 de abril de 2009

A Educação como campo de disputa política


Artigo escrito para o Jornal Brasil de Fato por Sérgio Haddad, economista, doutor em educação, coordenador geral da Ação Educativa e Diretor Presidente do Fundo Brasil de Direitos Humanos.


Os meses de abril e março vêm sendo marcados por uma intensa batalha de posições no jogo político, tendo a Educação como foco da cena. Ainda no final do mês de março, um artigo do Ministro Fernando Haddad ateou fogo ao debate por classificar como progressistas e conservadoras, posições tomadas no campo da educação onde, evidentemente, colocava as políticas do governo Lula no campo progressista e estocava as políticas do PSDB/DEM do Estado e Município de São Paulo como dentro do campo conservador. Afirmava que os conservadores - tucanos e democratas – defendem menores volumes de recursos, acusando os adversários por trabalhar contra a vinculação constitucional dos recursos para a educação. Confrontava a utilização das avaliações como mecanismo para premiar e punir trabalhadores da educação por parte da oposição, enquanto o MEC amplia os recursos daqueles que, a partir dos resultados, se comprometem com melhorias pedagógicas e de valorização do professorado. Por fim, acusa os conservadores de colocar toda a culpa dos males do ensino nas costas dos professores e sua formação, não assumindo a parte de responsabilidade que cabe ao poder público, enquanto o MEC está preocupado em valorizar o professorado e punir as agências formadoras que não cumprem com a qualidade necessária.

Dias depois, o secretário municipal de Educação de São Paulo, Alexandre Schneider, respondeu ao ministro, também em artigo publicado no mesmo jornal, desqualificando a classificação de conservadores e progressistas, acusando-o de simplificar e politizar a questão educacional. Ironicamente acusa o ministro de proclamar resultados utilizando as mesmas políticas do PSDB/DEM, de defender aumento de recursos no final da sua gestão para aumentar os encargos dos governos que virão, e saiu em defesa das políticas do governo Serra de bônus ao professorado como uma “forma de premiar aqueles que cumprem melhor o seu papel: educar”.

Reforço no time

Ainda no mês de março, novos lances ocorreram. No dia 11, o ministro Fernando Haddad anunciou, em solenidade na Andifes - A Associação Nacional dos Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior, a proposta de mudança no acesso às universidades pelo novo Enen. . No dia 30, as diretrizes da proposta foram enviadas formalmente à associação e a discussão ganhou visibilidade pública provocando polêmicas entre os principais contendores da batalha política.

O governo Serra, por sua vez, substituiu a secretária de Educação Maria Helena Guimarães pelo ex-ministro do governo FHC e atual deputado federal, Paulo Renato de Souza. Depois de uma desastrada gestão, que culminou com a distribuição de livros didáticos com mapas onde havia dois países com nome de Paraguai e o Equador não existia, Maria Helena Guimarães saiu para dar lugar a um profissional da política, um dos caciques do PSDB, que chegou com a clara intenção de reforçar a campanha do Governador Serra.

Na sua primeira entrevista, Paulo Renato afirmou que sua chegada à secretaria é "compromisso partidário em um momento delicado da vida política do país". Quanto às políticas educacionais da sua antecessora, nada muda, pois o ex-ministro não só elogiou como convidou sua colega a permanecer como auxiliar das suas ações, assim como já havia ocorrido no tempo de ministro, quando Maria Helena foi uma das principais colaboradoras e técnicas. Quanto ao novo Enem, o secretário disparou em entrevista ao jornal FSP: “ A proposta tem méritos, mas está mal formulada...O exame hoje avalia competências e habilidades gerais. Não serve para selecionar candidatos para cem vagas disputadas. Ele ficará descaracterizado.”

Sindicatos e movimentos sociais também em cena

Mas o ambiente de disputa não se encerra no âmbito dos principais partidos e entre os pólos do governo federal e o governo estadual e municipal de São Paulo. Os movimentos sociais e sindicais saíram a campo para se posicionar sobre temas variados que impactam os pólos políticos em disputa.

Depois dos intensos protestos nacionais pelo fechamento das escolas itinerantes do estado do Rio Grande do Sul, governado pelo PSDB de Ieda Crusius, em função da decisão do Ministério Público daquele Estado, o secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do MEC, André Lázaro, manifestou sua contrariedade com o fato durante audiência pública realizada pela Comissão de Direitos Humanos do Senado. Em solidariedade ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, o secretário defendeu a prioridade do direito à educação das crianças e alunos privados de freqüentar as escolas.

Em São Paulo, ao mesmo tempo em que ocorria a mudança na Secretaria do Estado, os movimentos estudantis UNE e UBES saíram às ruas em passeata para apoiar o fim do vestibular, mas em defesa de um Enem que fosse seriado e não apenas no último ano, como forma de aprimorar o ensino médio. As manifestações dos estudantes deixaram claramente uma marca de oposição e crítica ao novo secretário Paulo Renato de Souza.

No plano federal a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE pediu audiência ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, para acelerar o processo de julgamento do novo piso salarial. Com paralisação dos professores marcada para o dia 24 de abril, a CNTE defende a proposta governamental do piso salarial nacional com um terço das horas dedicadas a atividades externas à sala de aula, como preparação de aulas, correção de material e reuniões pedagógicas. Alguns governos estaduais, particularmente os de oposição, questionam no supremo o seu mérito.

Fiel da balança?

O que está em jogo em meio a estas lutas de posições? Por um lado, o governo Serra e sua candidatura à presidência da República. A Educação é um dos pontos mais criticados da gestão tucana, que em 15 anos no poder do estado mais rico da federação poucos resultados têm a apresentar. Depois de inúmeros secretários e secretárias, com propostas e estilos completamente diversos, que vai do carismático-religioso secretário Gabriel Chalita à truculência da secretária Maria Helena Guimarães, o governo tucano não conseguiu conferir identidade à política educacional do Estado de modo a impor suas orientações programáticas e prever resultados. Nem mesmo resultados quantitativos, como ocorreram na época do Governo FHC, quando uma equipe permanente e coordenada ideologicamente logrou impor suas políticas em acordo com as orientações neoliberais do momento.

No outro pólo o governo Lula, com o Ministro Fernando Haddad, um dos candidatos do PT ao governo do Estado. Diferentemente do que ocorre no governo Serra, a área educacional do governo Lula tem sido uma das mais bem avaliadas pelas pesquisas de opinião, apesar de estarmos muito longe de um bom sistema educacional. Depois de um primeiro mandato com 3 ministros em 4 anos, sem uma atuação coordenada e lógica que mostrasse uma política educacional petista, e que pudesse confrontar o arrumado discurso neoliberal do governo anterior, o segundo mandato mostrou mais estabilidade, com um discurso mais coerente e algumas ações inclusivas e diferenciadas, com resultados ainda por serem avaliados.



Quem manda?

Por trás destes pólos de luta política, há o regime federativo, um dos nós da política educacional brasileira e para o sistema nacional de educação. O governo federal tem dificuldades em gerir políticas nacionais na educação básica, pois a responsabilidade é dos estados e municípios. Muitas das propostas nacionais promovidas pelo governo federal encontram resistências, principalmente nos governos estaduais de oposição, que acabam por questionar inclusive a constitucionalidade destas medidas. Assim foi e tem sido com a proposta do piso salarial nacional, com a implementação de uma política nacional de formação de professores, com o novo Enem, com os modelos de avaliação. Sem entrar no mérito destas medidas, o que se percebe é que o regime federativo, por suas características, tem sido instrumento nesta batalha de posições.

Resta, portanto, ao cidadão comum, aos movimentos sociais e sindicais, e à população em geral, influir para que a disputa política eleitoral, que tem na educação um campo agora privilegiado, seja voltado para algo que é central: uma política de Estado que tome nas mãos a responsabilidade por universalizar a oferta e garantir a qualidade do ensino.




sexta-feira, 17 de abril de 2009

Fim da DRU e ampliação da obrigatoriedade do ensino podem se atrapalhar no Congresso Nacional


Esse assunto passou despercebido pela blogueira no final de março,mas achei importante relatar mesmo assim...

Sob a liderança da deputada Maria do Rosário (PT-RS), a Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados promoveu em 25/03, um encontro entre o presidente da Casa, Michel Temer (PMDB-SP), o ministro da Educação, Fernando Haddad, e representantes da sociedade civil. A intenção foi discutir a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 277/2008, aprovada dia 24/03, na Comissão Especial que tratava da matéria na Câmara. O texto versa sobre o fim gradual da DRU (Desvinculação dos Recursos da União) e a extensão da obrigatoriedade do ensino dos atuais 6 a 14 anos (restrito ao ensino fundamental) para 4 a 17 anos (incluindo pré-escola e ensino médio).

Favorável ao projeto, o especialista em educação infantil, Vital Didonet, lembra que a matéria atende às reivindicações da sociedade civil, principalmente no que diz respeito ao fim da DRU, porém toca em um ponto pouco debatido. “O ensino médio já tem algo mais ou menos consolidado porque a idéia de obrigatoriedade progressiva vem desde a Constituição de 1988, mas a educação infantil é recente e não houve discussão”.

Didonet explica que o problema não está no texto em si, mas na idéia de quebrar a “unidade” referente à educação infantil. A etapa vai de 0 a 5 anos e se subdivide em creche (0 a 3) e pré-escola (4 e 5). Com a PEC 277 as creches passariam a não mais pertencer a essa unidade. “[O texto] modifica a política de valorização das creches. São implicações pedagógicas profundas e precisamos ter consciência de seus significados”, alerta.

O coordenador geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, concorda. “Toda medida que vise promover a ampliação dos anos de estudo da população brasileira é, em princípio, interessante porém as creches ficarão, sim, isoladas e o ensino médio carece de profundo debate antes de se tornar obrigatório. É preciso resolver esses nós críticos e a Campanha vai colaborar nesse sentido”.



Fim da DRU – Diferentemente da ampliação da obrigatoriedade, o fim da DRU é consensual no meio educacional. O mecanismo retira 20% do total dos 18% constitucionais que a União é obrigada a separar de sua arrecadação com impostos e direcionar para a educação. O governo federal fica livre para gastar esse percentual como quiser, prejudicando o desenvolvimento das redes públicas educacionais. O parecer do relator da PEC 277/2008, deputado Rogério Marinho (PSB/RN), indica que em 10 anos de vigência da desvinculação a educação perdeu cerca de R$ 80 bilhões.



A proposta será agora analisada no plenário da Câmara e se aprovada terá que voltar ao Senado, já que a junção da ampliação da obrigatoriedade à PEC do fim da DRU surgiu na Comissão Especial. Cara reconhece que os dois temas são positivos, porém considera que anexar as matérias pode impor riscos à aceitação das duas. “Se não estivessem conjugados, o fim da desvinculação seria mais rapidamente aprovado, porque já foi debatido no Senado e é consenso”. Segundo ele, a possibilidade de rejeição existe porque os senadores vão querer discutir a obrigatoriedade, o que levaria tempo, e a DRU pode não ser extinta se a crise mundial se agravar. “O governo arrecadará menos e a área econômica não vai abrir mão dos recursos advindos da DRU. É uma estratégia muito arriscada”.


No encontro de 25/03, na sala da presidência da Câmara dos Deputados, a Campanha Nacional pelo Direito à Educação foi representada por Gustavo Amora, da Rede Nacional pela Primeira Infância e membro do pró-comitê regional do Distrito Federal da Campanha. Compareceram ainda as deputadas Maria do Rosário (PT-RS) e Fátima Bezerra (PT-RN), os deputados Michel Temer (PMDB-SP), Gastão Vieira (PMDB-MA), Rogério Marinho (PSB/RN) e Carlos Abicalil (PT-MT), além de outros parlamentares e entidades da sociedade civil.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Representante do SEPE apresenta demandas da Classe na Tribuna Livre da Câmara



Nosso companheiro Félix Manhães e Professor Roberto Moraes já falaram da excelente iniciativa do Professor Fábio Siqueira, reinaugurar a Tribuna Livre da Câmara Municipal que já estava desativada a tempo...

A Tribuna Livre é um espaço que foi reinaugurado pela iniciativa do vereador e presidente da Câmara Nelson Nahin que permite diferentes representantes da sociedade civil expor suas demandas aos nossos representantes que ,além de fiscalizar o trabalho da Prefeita estão lá para fazer leis que interessam a toda sociedade.

O mais legal para a categoria dos professores foi ter um representante do SEPE lá para expor as demandas da classe aos vereadores presentes:

* A questão da Lei Municipal que foi revogada pelo ex-Prefeito Alexandre Mocaiber que permitia a eleição direta para as direções das Escolas Municipais.

* Pedido de apoio aos vereadores para a implementação do Plano de Cargos e Carreira dos profissionais do SEPE, que foi apresentado e aprovado pela Câmara há 7 anos e até hoje não foi implementado.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Blogosfera Campista :Embrião da sociedade civil organizada!!!!


CYBORGA (entidade máquina tornou-se numa prótese tão poderosa e íntima que reconfigura o próprio corpo e a sua relação com o real).A progressiva simbiose entre o homem e a tecnologia coloca a questão, já muito debatida, da dissolução do corpo, do desaparecimento da existência corporal, que daria lugar a uma existência virtual. Na realidade virtual é oferecida, não apenas a possibilidade de se escolherem livremente espaços e ambientes, mas também corpos e modos de interação com os outros.

Não poderia deixar de postar o assunto depois que li essas duas postagens ( Que vale a pena conferir) : Razão e Crítica: Do virtual ao real e A TroLhA: Razão e crítica...


Em Campos nem tudo está perdido....

A blogosfera campista é o embrião do desenvolvimento de uma sociedade civil organizada como muitos blogueiros apostaram!!!!Pois muitos são os que usam esta ferramenta para articular as demandas de certa parte da comunidade em rede!

Tomara que o SEPE como intituição faça juz a esta materialização .É preciso agora garantir o sucesso dessa nova experiência de interação entre blogosfera e vida política institucional , aproveitando do fato de ser movimento definido e direcionado...
E não custa nada atender à chamada do Xacal:

"O SEPE tem trabalhado bem essa possibilidade, e creio que já passa da hora do Sindicato adotar a blogosfera de forma sistêmica, com a criação de um espaço próprio, ainda que mantenham seus laços de afinidade com os outros blogs...

Tal providência ainda evitaria o erro de que os blogueiros identificados com sua luta possam ser confundidos como interlocutores oficiais do sindicato nos seus blogs pessoais...
E quem sabe, evitar também, o atraso na divulgação de suas notícias, bem como a dependência de espaços e a conveniência de outros blogs, que demonstram boa vontade, mas, certas ocasiões têm impedimentos por vários motivos...

O SEPE pode ser o embrião, e laboratório para a fusão entre a rede de blogs e o movimento social organizado, e quiçá, os partidos políticos..."

quarta-feira, 8 de abril de 2009



08/05 (12:00 hs )

Ato no calçadão de lançamento oficial da campanha"EU QUERO VOTAR PARA DIRETOR".

Assembleia do SEPE...




O comentário do Renato e do Soprador de vidro na postagem A TroLhA: Silêncio sepulcral... já esclareceu bastante sobre a reunião...O Maycon Bezerra do Razão e Crítica também apareceu por lá o que foi muito legal no meu ponto de vista ,pois sua participação acrescentou vivências ao grupo( acho que seria legal ele falar algo),a Ana Paula Motta (nossa jornalista),também a Monica do Ensinar Projeto de Vida,O Fábio Siqueira e muitos outros ...!!!



Vamos ver, então, os fatores, para melhor pensar sobre eles:


É preciso pensar com urgência o que está impedindo os profissionais da rede municipal a se moverem, todos estão procurando melhores condições de trabalho,muitos querem o plano de cargo, condições estruturais para atuarem,querem a democratização na escola , mas insistem em se distanciar radicalmente de qualquer movimento...

A desvalorização dos profissionais e e o descaso com a Educação e as condições impostas às quais somos forçados a nos submeter deveria gerar no grupo um
forte sentimento de inadequação diante de valores que não nos diz respeito, levando todos a querer uma mudança.

O quadro social do SEPE parece ser psicologicamente favorável, é natural o ajuntamento ,aglutinados em grupos na mesma luta, é fácil cultivar valores deixados para trás,e na tentativa de conquistar melhores condições dividimos o mesmo tipo de sentimento ,ficando mais fácil associar e dinamizar nossas ações para a formação de um movimento social,na defesa de nossos interesses .

Não entendo o porque das pessoas não se sentirem estimuladas à formação de movimentos sociais , pois eu como você sabemos o tamanho do descaso de nossos governantes em relação à Educação.

O isolamento e a alienação que afetam as pessoas que, por razões
econômicas ou por conta de doenças, entre outros motivos, acabam se
afastando da sociedade que lhes é comum não pode contaminar a classe!!!.

Nossos representantes políticos,precisam tornar-se inseguros,a classe precisa ajudá-los a vivenciar a ameaça de perder o status alcançado e para isso é necessário engajar em movimentos que assegure uma melhoria na área de atuação profissional.

A depressão que assola a tantos poderia levar pessoas a se ocuparem de outras, no afã de se sentirem úteis e de resolver problemas comuns, poderiam se engajar em movimentos sociais.

Temos que entender que o momento que a gente vive é histórico e o espaço da planície campista é um espaço geográfico perfeito para propiciar um movimento social para o agir, no afã de instaurar mudanças sociais.


Fatores individuais e sociais não faltam para levar uma pessoa a atuar como um membro para a formação de um movimento .

Por que tanta resistência???

Nós e a sociedade em partes ou no todo somos uma só rede de relações que
transformamos e nos transformam...

É fácil entender que há motivos e as condições estruturais são favoráveis aos movimentos sociais.

Mantenha seu pensamento voltado para a pessoa humama – o ator social,
o sujeito impulsionador das mudanças, das transformações. Identifique as condições
de estrutura social que possam ter levado qualquer grupo à formação de um
movimento social; procure descobrir quais fatores individuais contribuíram para
tal e como o movimento foi se formando.

Se você está “em dia” com a cidadania, ótimo! Não estando tão bem
quanto o que imagina que deveria, providencie a releitura, debata com seus colegas
de profissão, recorra ao SEPE.

O importante é não deixar pendências que futuramente poderão destruir o que você já conquistou. Afinal, a atualização da ordem social depende da ação do coletivo – e você não pertence a ele?

sábado, 4 de abril de 2009

Professores planejam paralisação nacional para o dia 24 de abril — Agência Brasil - EBC





Professores querem que a Lei do Piso seja respeitada por estados e municípios
A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e os sindicatos afiliados decidiram, hoje (3), a data e a duração para a greve nacional dos professores da educação básica da rede pública : no dia 24 de abril, os profissionais cruzam os braços por 24 horas. O objetivo é fazer com que a lei 11.738, que institui o piso salarial nacional do magistério, seja implementada nos estados e municípios conforme o texto aprovado no Congresso Nacional e sancionado pelo presidente Lula, em 2008.




Lisiane Wandscheer
Repórter da Agência Brasil







Brasília - O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Leão, afirmou hoje (3), durante reunião com representantes de sindicatos da categoria de todo o país, que os professores devem paralisar as atividades no dia 24 de abril. A categoria cruza os braços por 24 horas para exigir o cumprimento da lei que institui o piso do magistério no valor de R$ 950.

“Nosso indicativo é para o dia 24 de abril. A data não deve ser alterada porque foi uma sugestão dos estados”, afirmou Leão.

A lei foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em julho de 2008 e prevê que o piso nacional seja pago a todos os professores da rede pública para uma carga horária de 40 horas semanais, a partir de 2010.

O aplicação da Lei se dará de forma progressiva. O primeiro reajuste seria em janeiro de 2009, entretanto alguns estados não o fizeram por considerar a lei inviável do ponto de vista orçamentário.

Em outubro do ano passado, governadores de cinco estados entraram com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) no Superemo Tribunal Federal (STF) contra a lei. A Adin questionava a denominação “vencimento básico", em vez de “piso salarial”. O vencimento básico não contemplaria as gratificações, que passariam a ser recebidas com as horas extras, o que ultrapassaria o orçamento dos estados.

O STF definiu, em dezembro, que o piso salarial entraria em vigor em janeiro e que o aumento do tempo de planejamento de aulas para um terço da carga horária de trabalho do professor, previsto em lei, ficaria suspenso até novo julgamento.

“Queremos que o Supremo julgue o mérito da ação o mais rápido possível. Os governos estaduais tiveram oportunidade de opinar durante a votação da lei no Congresso Nacional. É um absurdo que agora posicionem-se contra”, destacou Roberto Leão.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Convocação dos profissionais da Rede Municipal!!

Hoje a Escola Municipal de Santa Maria recebeu os representantes do SEPE(Núcleo que representa os profissionais da Rede Municipal):Fábio Siqueira e Norma.
O SEPE está convocando os profissionais da REDE MUNICIPAL para uma Assembleia .Dia 06de abril será um dia de atividade importante para todos os profissionais de Educação do Município.Se o Xacal achou difícil usar as tecnologias da internet, eu achei muito mais...mas vamos publicar a convocação sem a Arte da Ana Paula Motta...








Eleições diretas para diretores de escolas: questão de cidadania

EU QUERO VOTAR !
DIRETAS JÁ PARA DIRETOR DE ESCOLA!!!
O princípio básico da democracia passa pela escolha livre de nossos representantes nas diversas esferas de poder.
Na escola não pode ser de outra forma. Gestão democrática não é apenas eleição de diretores, mas esta é imprescindível para que uma gestão com participação de pais, professores, funcionários e alunos aconteça de fato.
Negar à comunidade escolar o direito de escolher seus gestores é o primeiro ataque que o governo faz à categoria, tentando impor
“apadrinhados” para as direções das escolas municipais.


O SEPE convoca todos os profissionais da educação para a Assembleia do dia 6 de abril, às 17h no Sindicato dos Bancários de Campos.



• Realização imediata de eleições diretas para a direção das escolas.
• Convocação de concursados aprovados e classificados em 2008.
• Realização de concurso público para funcionários de escolas.
• Enquadramento por tempo de serviço.
• Equiparação salarial entre pedagogos (as) e demais cargos de profissionais da educação.




SEPE – Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação- Núcleo Campos dos Goytacazes
Praça do Santíssimo Salvador nº 41 – Sala 701- Centro – Tel.2735-2406
Jornalista responsável Ana Paula Motta