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quinta-feira, 23 de julho de 2009

A privatização da merenda escolar


Deu na Folha de S. Paulo - 21/02/2009

TENDÊNCIAS/DEBATES

A terceirização da merenda escolar é a melhor alternativa para adoção pelas escolas públicas?

NÃO
Um direito constitucional dos escolares

O PROGRAMA Nacional de Alimentação Escolar, criado na década de 1950 com a assessoria de Josué de Castro, é o mais antigo programa de alimentação do Brasil. O objetivo desse programa é atender parte das necessidades nutricionais dos alunos, contribuindo para o crescimento, o desenvolvimento, a aprendizagem e o rendimento escolar dos estudantes. Colabora também para a formação de hábitos alimentares saudáveis, além de valorizar a diversidade e a cultura alimentares.

No decorrer de sua existência, ocorreram modificações na gestão desse programa. Em seus primórdios, a própria administração pública o gerenciava (autogestão). Posteriormente, passou a admitir-se a terceirização do fornecimento das merendas. Partidários do "Estado mínimo", os defensores da terceirização sustentam que essa modalidade de gestão seria mais vantajosa para o poder público.

Primeiramente porque diminuiria as despesas com pessoal, incluindo os gastos com a remuneração de servidores enfermos ou com proventos de inativos. Em segundo, porque o poder público não mais seria obrigado a equipar adequadamente as escolas para a preparação das refeições (por exemplo, construindo cozinhas e adquirindo fogões, refrigeradores e outros eletrodomésticos).

Haveria supostamente uma racionalização dos gastos públicos. Em alguns locais onde ocorreu a terceirização (como no Espírito Santo e no município de São Paulo), os profissionais da educação detectaram graves problemas no programa de alimentação escolar, entre os quais: baixa qualidade nutricional dos alimentos; excesso de alimentos industrializados, ricos em açúcares e gorduras (em geral, mais baratos); fraude nas licitações; aumento considerável do custo unitário da refeição; falhas na prestação de serviços; falta de vínculo com a comunidade assistida; transporte inadequado das refeições para as escolas, quando há produção centralizada delas; descaso com a opinião dos alunos; exploração do trabalho das merendeiras ou oferta de condições de trabalho precárias; sucateamento das áreas de produção; e desestruturação da economia local, principalmente da produção de alimentos em pequenos municípios.

Outro agravante é que algumas empresas que são contratadas pelo poder público, ao elaborarem o cardápio, não inserem alimentos regionais. Elas alegam que contrataram nutricionistas para adequar os cardápios à cultura local. Porém, o que se observa, na maioria das vezes, é que o parecer técnico dos nutricionistas não é seguido pelas organizações terceirizadas que os contrataram. Na prática, verificou-se que a autogestão apresenta inúmeras vantagens em comparação com o outro sistema.

Com a autogestão, os gêneros alimentícios são, em regra, comprados de produtores locais -o que contribui para o aquecimento da economia da região, bem como propicia a inclusão, nas refeições, de alimentos naturais e comprovadamente mais saudáveis. Com frequência, os pais dos alunos participam mais efetivamente da execução do programa, por meio dos conselhos. Os órgãos governamentais de controle -como o Tribunal de Contas- têm acesso a mais informações sobre essa execução e, consequentemente, a fiscalizam mais efetivamente. O gestor tem de contar com a assessoria de um nutricionista (o qual assume a responsabilidade técnica do cardápio) e, com o dever de zelar pela educação e saúde dos escolares, acaba se comprometendo mais com o sucesso do programa.

Por fim, é preciso ter em mente que a alimentação escolar é um direito humano e constitucional dos escolares e um dever do poder público. A terceirização revela omissão do Estado em cumprir seu dever, já que a alimentação dos estudantes passa a ser encarada como mera mercadoria que pode ser negociada com a iniciativa privada. Diante dos sérios problemas que a terceirização vem apresentando, conclui-se que a presença do Estado, por meio de autogestão, é necessária para garantir o sucesso do programa e sua universalização.

SONIA LUCENA DE ANDRADE, nutricionista, é professora do curso de nutrição da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco). É conselheira titular do Consea Nacional (Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional) e membro da diretoria da Asbran (Associação Brasileira de Nutrição).

domingo, 5 de julho de 2009

Eleição Direta para Diretores de Escola é Debate em Audiência Pública na Câmara de Vereadores


Não custa lembrar: "Quem não luta por seus direitos,
vive a espera de favores..."


A Comissão de Educação da Câmara, por iniciativa dos vereadores Dona Penha (PPS) - presidente da comissão - e Renato Barbosa (PT), convocou a audiência pública para o DIA 09 DE JULHO ,às 15:00 horas na Câmara dos Vereadores para a discussão das eleições diretas para a direção das escolas da rede municipal, conforme solicitação do SEPE Campos motivada por deliberação em assembleia da categoria.

A Secretaria Maria Auxiliadora Freitas foi convocada para discutir o assunto com o Legislativo e a sociedade...

Tramita naquela Casa de Leis um projeto de Lei de autoria de Renato Barbosa (PT) que determina a gestão democrática nas escolas municipais. Na ultima audiência com o SEPE, a Secretaria Auxiliadora Freitas condicionou a instalação de um grupo de trabalho para implementar o processo à aprovação da prefeita Rosinha.


Todos lá....


domingo, 28 de junho de 2009

O assunto é...SEPE Campos 2...

Como já disse neste espaço, não entendo nada de sindicato,apenas não quero viver à espera de favores,prefiro lutar pelos meus direitos...e meu envolvimento com o SEPE começou logo após a professora Monica do Blog Ensinar - Projeto de vida iniciar a campanha para a Eleição Direta para diretores e vice-diretores de Campos dos Goytacazes ...foi querendo isso que procurei o SEPE e digo que muitos filiados ultimamente buscaram o sindicato pelo mesmo motivo.

Comecei indo às assembleias do Sepe e lá conheci alguns que representam a categoria e neste contato fui convidada para fazer parte de uma das chapas ..não nego que pela expectativa que me envolvia fui impulsionada a aceitar o convite.No início por insegurança e por não saber no que estava me envolvendo,questionei comigo e com alguns sobre inquietações que me afligiam...

Muito bem a eleição passou...minha chapa tem 26 componentes e estes foram subdivididos em 3 grupos...Dois destes terão 3 indicações e um apenas 2 representantes na direção...

A maioria que hoje ocupam cargos na direção,continuarão a acupá-los;fui comunicada por uma das componentes da chapa que ela estaria pleiteando a minha indicação,questionei de início se isso não deveria ser feito entre todos ,mas parece que em conversas informais já foi decidido que um não abria mão,outro teria o direito de indicar alguém e percebi que estava sendo envolvida nesta questão sem muito bem entendê-la...fico a pensar nos outros componentes que também fazem parte da luta e que não tem o direito de pleitear nada...não se sentiriam ofendidos em participarem de um jogo de cartas marcadas?Será que alguns foram usados por outros para atingirem os seus interesses?Você deve estar se perguntando o por quê do meu chororô se eu tenho possibilidades de fazer parte da direção.

Não poderia deixar de usar este espaço para comunicar minhas decisões,já que ele serviu de campanha por esses dias para a chapa da qual fiz parte.Não pretendo participar da direção no momento,pois nem uma licença sindical resolveria o meu problema:"O Tempo";pois sei que este terá que ser empregado para que a categoria seja representada como merece e a "nova direção" terá que se dedicar bastante para reaproximar a categoria do sindicato e confesso que sempre com expectativas vou para as assembleias do SEPE e como a professora Monica convoquei a categoria para a última que foi realizada na quarta-feira(24/04) e a falta de sintonia foi como um balde de água fria.

Eu não desisti da luta! Continuo nos bastidores e a minha preocupação é a mesma que invadiu a professora Monica.Veja o seu relato:

"...
Minha preocupação maior é: Será que todo aquele empenho de luta e ideal ficou depositado nas urnas?
...
De verdade tinha uma expectativa muito boa para essa assembleia, afinal acabamos de sair de uma eleição que, no meu ponto de vista, nos aguça a arregaçar as mangas e botar a mão na massa. Mas a realidade foi bem outra.

A proposta comum de todas as chapas era reaproximar a categoria ao SEPE, mas a categoria só se aproximará se acreditar e vir em sua liderança firmeza, determinação e principalmente compromisso.

(Confira na íntegra aqui.)

No mesmo dia encontrei com a professora Graciete e ela disse que havia feito um comentário em seu blog a respeito de uma postagem que escrevi "Sobre a eleição do SEPE" Palavras Acesas: COMENTÁRIO EM UM BLOG....

A respeito do comentário acima ,quero esclarecer que quando postei aqui no Blog sobre a eleição do SEPE, e afirmei que se a chapa 2, que corresponde a 5 em Campos, não ganhasse no SEPE CENTRAL não seria possível romper com os rumos que caracterizam a direção estadual é justamente por saber que apesar de todo esforço o SEPE não tem conseguido absorver com eficácia as políticas para os funcionários da Educação do Estado.Existe a desmobilizalção,este fato é real e isso prejudica e muito na conquista de nossos direitos.Não tem existido uma organização para este enfretamento,as assembleias não tem quórum,não são realizados encontros semestrais de funcionários e a luta por uma política salarial unificada entre todos os setores da categoria.

Muito bem :A categoria elegeu para o SEPE RJ as chapas 1 e 4 , com 71% dos votos, constituindo desta forma em maioria absoluta, ocupando 34 das 48 cadeiras, restando 14 cadeiras para as chapa 2 e 3, que continuarão sendo parte minoritária do SEPE RJ...mas daí a falar que esta gestão "têm garantido aos Diretores que representam estas duas chapas em Campos mobilizar a categoria para a luta no mandato que está terminando como também neste que se inicia " não é bem a verdade,a verdade é que não há uma aproximação da categoria com o SEPE ;se a culpa é "do grupo majoritário de Campos o NÚCLEO que fica no IMOBILISMO devido as ligações destes com o governo Lula e Cabral"(Como ela afirma)eu não sei ,eu só sei que nossas lutas tem sido um fracasso e nosso sindicato não tem exercido sua autonomia diante dos governos e partidos políticos e não tem defendido melhores condições salariais e de trabalho e por isso mesmo não temos uma Educação de qualidade.

O Sindicato não tem encaminhado nossas lutas de acordo com a vontade da maioria,pois não tem existido a participação maciça de professores e funcionários.

Infelizmente essa Democracia interna não está tão saudável assim ...pois o sectarismo,partidarismo e isolamento da atual direção do sindicato foi desfiliado da CNTE(Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação) e embora discordemos neste ponto eu acredito que a CNTE e a CUT são entidades que representam no país a luta geral dos profissioanais da educação,protagonizam importantes discussões em nível nacional como o direito do Piso Salarial Profissional Nacional(PSPN),entre outras ações.

A professora afirmou que "diretores do SEPE defendem poupar o governo dessas cobranças", se infelizmente isto acontece...não deveria estar acontecendo pois a prioridade deveria ser os interesses da categoria.

A categoria decidiu num plebiscito a desfiliação do SEPE da CUT e daí o que foi feito?

quarta-feira, 24 de junho de 2009

O Assunto é...SEPE CAMPOS...




Palavras Acesas: ELEIÇÕES DO SEPE...



FABIO SIQUEIRA: Sobre o chororô na rede

Já que entrei para a luta ... as antenas ficam ligadas quando o assunto é SEPE..

Acredito que após esta eleição o SEPE tem tudo para reaproximar a categoria da rede municipal ao sindicato ,resgatando assim a capacidade de mobilização que tanto contribui para alcançar conquistas;digo isto pois as 3 vezes que a urna chegou á escola muitos professores queriam participar mas, não eram filiados e alguns já me procuraram para este fim.

Eu penso e quero ver nossas assembleias com centenas de professores da rede e nós que já estamos na luta precisamos saber ouvir quem está chegando...pois os novatos que aparecerem com certeza querem e devem falar.E a diretoria precisa estar unida pois os desafios são reais!

É essa categoria nova nos bastidores que poderá fazer muito e até mais do que muitos que ocupam o assento na direção!...

Nossa categoria anda oprimida,sem ânimo,é preciso animá-la e nosso companheiro e visionário de luta Maicon Bezerra já disse " O sindicato precisa estar com a categoria para que a mesma esteja com o sindicato. A permanente prestação de contas e a constante convocação dos profissionais da educação para viver a dinâmica da mobilização devem ser os princípios básicos da ação do SEPE-Campos. Para isto é preciso atitude e disposição de luta e organização, utilizando recursos que devemos construir e adquirir, como jornal, carro de som, portal na Internet, e etc..."

É importante lembrarmos que a companheira Graciete Santana Nogueira Nunes, líder sindical do SEPE, militante-dirigente do PCB, sempre demonstrou sua capacidade de lutar pelo que acredita, ...Concorde-se ou não com suas crenças políticas, uma coisa é inegável: Ela tem coragem...!

Antes mesmo de saber que faria parte desse processo eleitoral fiquei bem atenta quando li sobre as eleições do SEPE (bem antes das chapas serem formadas)e procurei guardar comigo algumas coisas para na hora certa compartilhar neste espaço.

Em Campos dos G., o SEPE acabou de encerrar um processo de eleições internas para definir seus novos dirigentes...A própria estrutura do SEPE, colegiada e proporcional onde não há um presidente, e os menos votados ocupam assentos na direção, na proporção dos votos obtidos, "exige uma cauterização das cicatrizes deixadas no processo eleitoral..."(XACAL).

A Democracia interna do Sindicato é mais saudável... embora abrigue um número não muito pequeno de tendências e facções,não impedem de alcançarmos importantes conquistas e mantê-las ...lógico que algumas tendências permanecerão,algumas irão quando as incompatibilidades forem irremediáveis, e outras se fundirão...

Acho que agora mais do que nunca não podemos deixar que a disputa por hegemonia do aparato partidário e sindical imobilize o SEPE com lutas fraticidas...Pois não é hora de concentrarmos energias em derrubar o adversário interno e sim de unificarmos em torno do inimigo comum externo...

Nesse contexto, é importante a atual direção sindical não fazer corpo mole frente a necessidade de unificar a luta pelos direitos da categoria e conquistar direitos que são de todos!É preciso conseguirmos enxergar além dos cortes políticos das nossas tendências e facções...

Tomara que essa Assembleia de hoje sirva para romper esses laços que atam a conquista dos direitos dos profissionais de ensino da rede municipal...

"Mas que fique claro: melhor a democracia interna que a obediência cega e "religiosa" aos "senhores feudais partidários"...!"(Xacal)


A Assembleia de hoje, convocada pelo SEPE, às 17 horas no Sindicato dos Bancários, onde estarão profissionais da educação da rede municipal, professores e funcionários, é um evento importante pois estaremos articulando uma maneira de enfrentarmos o descaso,a manipulação e o autoritarismos do governo.

Pode ser que não haja tantas pessoas no encontro mas "política não se faz apenas com quantidade, porém muito mais com simbologia..."

É urgente despertar a categoria para comparecer ás assembleias, arrumar uma maneira das nossas reivindicações se alastrarem por cada Escola municipal, quer seja com a reivindicação por melhores condições materiais e salariais, quer seja com o movimento eleição direta, diretor...!

E aí categoria da Educação?
Quando conseguiremos falar bem alto aos ouvidos anestesiados da sociedade que o governo detesta a Educação pública, gratuita e de qualidade???

Quando diremos que não podem os mais trabalhar sob o jugo de diretores,indicados em esquemas de vereadores e cabos eleitorais???


E já está marcada a audiência pública na Câmara Municipal sobre as Diretas para as escolas municipais. Vai ser no dia 02 de Julho às 15:00.

sábado, 20 de junho de 2009

I Conferência Local de Controle Social

Já vem sendo muito divulgada aqui na Blogosfera Campista a "I Conferência Local de Controle Social" em Campos dos Goytacazes,RJ...

Mas a chamada especial vai para o George Coutinho do Blog "Outros Campos".

"Divulgo com entusiasmo a programação da "I Conferência Local de Controle Social" em Campos dos Goytacazes, RJ, cidade no Norte Fluminense usualmente dotada de somas vultuosas de recursos e baixíssimo nível de "controle social" ou de "controles democráticos" sobre o erário.

Tanto o é que usualmente as ações de maior impacto político na cidade são deflagradas na esteira do que a literatura contemporânea chama de "judicialização da política", o que significa que o aparato judicial do Estado, mediante seu braço repressivo, desbarata e criminaliza práticas nefastas e ilegais contra o bem público. Mas, como venho argumentando, o revés da judicialização é a inércia dos atores atuantes na sociedade civil que tanto depositam sua fé cívica na ação da justiça quanto aguardam, placidamente, que o poder judiciário faça aquilo que deveria sua prerrogativa: a fiscalização do Estado e da classe política.

Por tudo isso a ousada tentativa, mais uma vez capitaneada pelo professor Hamilton Garcia de Lima (Laboratório de Estudos da Sociedade Civil e do Estado - UENF), deve ser acompanhada de perto pelos interessados nas tramas ocorridas no espaço público local. Afinal, fóruns e conferências como as que ele tem promovido são vias de injeçao de reflexividade e crítica em um espaço público carente de intervenções de alto nível (vide os miseráveis debates no legislativo local como um dos nossos exemplos mais patéticos).

Em suma, divulguem e prestigiem. Justamente por se tratar de um projeto de extensão universitária podemos ter aí deflagrados aprendizados políticos e gramáticas morais de grande valia para uma sociedade acostumada com dois móveis rastaquera da ação política: a ação carismática de um lado ou o poder sistêmico e instrumental do "dinheiro fácil" no outro."
Veja a postagem na íntegra

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Ecos sobre as Conferência Municipal de Educação



Hoje lendo o Diário Oficial da planície campista o DECRETO Nº 193/2009 que Institui a Conferência Municipal de Educação e dá outras providências;um trecho me chamou a atenção e abaixo o reproduzi,para enfim tocar num ponto primordial.

A PREFEITA MUNICIPAL DE CAMPOS DOS GOYTACAZES, Estadodo Rio de Janeiro, no uso de suas atribuições legais, nos termos dosartigos 73, incisos IX, da Lei Orgânica do Município de Campos dosGoytacazes;
CONSIDERANDO a necessidade de inserir no conjunto das ações do Município, políticas educacionais que garantam a democratização da gestão e a qualidade social da educação entre os municípios fluminenses; DECRETA:

Art. 1º - Fica instituída a Conferência Municipal de Educação.

Art. 2º - O Município de Campos dos Goytacazes sediará, conforme estabelecido pelo Conselho Estadual de Educação/RJ, a Conferência Intermunicipal de Educação, a ser promovida no prazo máximo de 60 (sessenta) dias contados da publicação deste Decreto;

Art. 3º - O tema central da Conferência Municipal de Educação será “Construindo o Sistema Municipal Articulado de Educação: Plano Municipal de Educação, Diretrizes e Estratégias de Ação”.

Art. 4º - Fica delegado à Secretária Municipal de Educação, no uso de suas atribuições:

§ 1° - Estabelecer a estrutura organizacional da Conferência Municipal;

§ 2°- Constituir a Comissão Municipal composta por representantes:

a) da Secretaria Municipal de Governo
b) da Superintendência Escolar da Secretaria Municipal de Educação de Campos dos Goytacazes;
c) do Departamento Pedagógico da Secretaria Municipal de Educação de Campos dos Goytacazes ;
d) do Departamento de Serviço Social da Secretaria Municipal de Educação de Campos dos Goytacazes;
e) do Departamento de Projetos Especiais da Secretaria Municipal de Educação de Campos dos Goytacazes;
f) da Comissão de Sindicância da Coordenadoria Regional Norte FluminenseI;
g) da Gerência de Ensino, Gestão e Integração da Coordenadoria Regional
Norte Fluminense I;
h) do Setor Financeiro da Coordenadoria Regional Norte Fluminense I;
i) da Assessoria de Acompanhamento e Avaliação Coordenadoria Regional
Norte Fluminense I;
j) da Fundação Municipal da Infância e da Juventude;
k) da Fundação Municipal Zumbi dos Palmares;
l) da Secretaria Municipal da Família e Assistência Social;
m) da Secretaria Municipal de Saúde;
n) do Sindicato dos Profissionais de Educação - SEPE;
o) do Sindicato dos Profissionais Servidores Públicos Municipais -SIMPROSEP;
p) do Sindicato dos Professores das Escolas Particulares de Campos- SINPRO;
q) do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra - (MST);
r) do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino - SINEPE;
s) do Conselho Municipal de Educação de Campos;
t) do Fórum Interinstitucional dos Dirigentes do Ensino Superior de Campos dos Goytacazes - FIDESC;
u) do Centro de Defesa dos Direitos Humanos;
v) da Associação de Pais e Alunos;
w) da Federação de Estudantes de Campos - FEC;
x) da Federação de Estudantes Universitários de Campos - FEUC;
y) da Federação das Associações de Moradores e Amigos de Campos- FAMAC;
z) Centro Norte Fluminense para a Conservação da Natureza -CNFC

§ 3° - Firmar instrumentos de parcerias com entidades públicas e privadas no sentido de apoiar e patrocinar a realização da Conferência Municipal de Educação;

Art. 5º - Os recursos necessários para a realização da Conferência Municipal de Educação correrão a contas da Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes.

Parágrafo único - O Município de Campos dos Goytacazes participará,juntamente com os demais municípios integrantes da Conferência Intermunicipal de Educação, com recursos financeiros necessários a sua realização, além dos provenientes do Ministério de Educação.

Art. 6º - Este Decreto entra em vigor a partir da data de sua publicação.

Art. 7º - Revogam-se as disposições em contrário.
Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes, 26 de maio de 2009.Rosinha Garotinho
Prefeita


Já estava com vontade de comentar sobre esta Conferência desde antes de ontem quando fiquei sabendo de sua realização na Unidade Escolar que trabalho.

Chegando à casa após o trabalho, recebi um telefonema de um colega de trabalho perguntando se já sabia deste evento e, demonstrou muita expectativa no mesmo e disse que eu precisava estar ligada.

Hoje,após algumas navegações na Internet constatei que a Conferência da Segurança Pública já havia sido realizada e a postagem do Xacal e a sua impressão sobre a mesma ecoou e atingiu a blogueira.

Sei que não será o número de participantes que garantirá que a história da política e da gestão pública do Estado em nosso país sofra uma transformação.

Fico pensando neste governo atual e na falta de vontade de implantar políticas educacionais que garantam a democratização da gestão e a qualidade social da educação no Município pois esta foi a sinalização diante da Mobilização:Eu quero votar para diretor de escola!

Todos queremos uma Educação Pública de qualidade mas, só isso não basta ...é preciso estarmos atentos pois o governo em questão parece já ter demonstrado que quer "tomar para si a primazia da direção dos rumos de movimentos que deveriam ser autônomos, porém não impermeáveis, a ação dos governos...

Já está na hora de não aceitarmos discursos prontos e exercermos nossa cidadania definindo políticas que serão incorporadas e praticadas não só na planície,mas no Estado,e na União.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Gestores da Rede Municipal utilizam o poder do cargo para impor sua decisão.



Parece que a indignação é a palavra certa para definir o ocorrido ...
Leia aqui o relato da Professora Luciana - que foi pressionada e coagida no sentido da imposição da aplicação da tal "avaliação externa" à sua turma - em seu blog pessoal.

O Professor Fábio Siqueira nesta postagem esbanjou sabedoria ao retratar o assunto e caprichou no título nos ajudando a entender a ausência de democracia , o constrangimento e o desrespeito que passaram as crianças e a Professora.

A atitude da Professora em procurar o SEPE a ajudou e também facilitou a direção do Sindicato a intervir no problema.

Há dias atrás dei uma chamada paraesta postagem e desde que li ,esse trecho não me saiu da cabeça...Será que o Xacal já previa?

"Não digam que sou contra avaliações de desempenho...Não é nada disso...O problema é que avaliação como "punição" é uma mera estratégia para achatar salários, dividir a categoria(com vencimentos distintos), e finalmente, colocar a responsabilidade toda em cima do magistério, eximindo assim quem a tem, ou seja: os governos que formulam e executam as políticas públicas de Educação...

Avaliação é ferramenta de planejamento, para que os erros sejam sanados, e convertidos em soluções para o melhor desempenho...a quantificação isolada, e em si mesmada, não serve a nada, a não ser estigmatizar e impedir um verdadeiro diálogo para solução dos gargalos..."

O blogueiro campista Dignidade fez esta postagem retratando a FALSA DEMOCRACIA NA REDE MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO e demonstrando o seu apoio à professora envolvida na situação.

Também a professora Monica do blog Ensinar - Projeto de vida deu o seu recado através da imagem inserida na chamada para os link do relato da professora:Uma escola que não é democrática,não educa para a DEMOCRACIA!!!!

Eu,como a professora e blogueira que sou, não poderia deixar de demonstrar toda a minha indignação e meu total apoio à Professora Luciana e me junto a ela nesta luta!

domingo, 17 de maio de 2009

O SEPE convoca os profissionais da REDE MUNICIPAL para uma Assembleia



Ops, ops...o pessoal do SEPE nos enviou mensagem para retificar a data da assembléia da categoria...Presta atenção aí, e compareça...


Quem não luta por seus direitos, vive a espera de favores..."

A Direção do SEPE/RJ pede divulgação e ainda retifica a data da próxima assembleia que será dia 19 e não 18 conforme divulgação anterior.

O Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação , SEPE/Núcleo Campos, se reuniu com a Secretária de Educação Auxiliadora Freitas no dia 26 de março .Na ocasião apresentou a secretária a pauta de reivindicações da categoria.
Realizou assembléias com a categoria onde deliberou pela realização do lançamento da Campanha "Eu quero votar:Eleições Diretas para a direção de Escolas".
O lançamento aconteceu , dia 8 de maio ao meio dia no Calçadão em Campos.Logo após O SEPE se reuniu com a Secretária de Educação e o Secretário de Administração no dia 12 de maio e pudemos ver pelo relato do Professor Renato Gonnçalves que infelizmente deu SEPE X SMEC, em vez de SEPE + SMEC.

A próxima assembléia da categoria acontece no próximo dia 19 de maio às 17h no Sindicato dos Bancários.


NOvamente volto a postar o que havia dito anteriormente....

É preciso pensar com urgência o que está te impedindo os profissionais da rede municipal a se moverem...

Todos estão procurando melhores condições de trabalho,muitos querem o plano de cargo, condições estruturais para atuarem,querem a democratização na escola , mas insistem em se distanciar radicalmente de qualquer movimento...

A desvalorização dos profissionais e e o descaso com a Educação e as condições impostas às quais somos forçados a nos submeter deveria gerar no grupo um forte sentimento de inadequação diante de valores que não nos diz respeito, levando todos a querer uma mudança.

O quadro social do SEPE parece ser psicologicamente favorável, é natural o ajuntamento ,aglutinados em grupos na mesma luta, é fácil cultivar valores deixados para trás,e na tentativa de conquistar melhores condições dividimos o mesmo tipo de sentimento ,ficando mais fácil associar e dinamizar nossas ações para a formação de um movimento social,na defesa de nossos interesses .

Não entendo o porque das pessoas não se sentirem estimuladas à formação de movimentos sociais , pois eu como você sabemos o tamanho do descaso de nossos governantes em relação à Educação.

O isolamento e a alienação que afetam as pessoas que, por razões econômicas ou por conta de doenças, entre outros motivos, acabam se afastando da sociedade que lhes é comum não pode contaminar a classe!!!

Nossos representantes políticos,precisam tornar-se inseguros,a classe precisa ajudá-los a vivenciar a ameaça de perder o status alcançado e para isso é necessário engajar em movimentos que assegure uma melhoria na área de atuação profissional.

A depressão que assola a tantos poderia levar pessoas a se ocuparem de outras, no afã de se sentirem úteis e de resolver problemas comuns, poderiam se engajar em movimentos sociais.

Temos que entender que o momento que a gente vive é histórico e o espaço da planície campista é um espaço geográfico perfeito para propiciar um movimento social para o agir, no afã de instaurar mudanças sociais.

Fatores individuais e sociais não faltam para levar uma pessoa a atuar como um membro para a formação de um movimento .Por que tanta resistência???

Nós e a sociedade em partes ou no todo somos uma só rede de relações que transformamos e nos transformam...É fácil entender que há motivos e as condições estruturais são favoráveis aos movimentos sociais.

Mantenha seu pensamento voltado para a pessoa humama – o ator social,o sujeito impulsionador das mudanças, das transformações. Identifique as condiçõesde estrutura social que possam ter levado qualquer grupo à formação de ummovimento social; procure descobrir quais fatores individuais contribuíram para tal e como o movimento foi se formando.Se você está “em dia” com a cidadania, ótimo! Não estando tão bem quanto o que imagina que deveria, providencie a releitura, debata com seus colegas de profissão, recorra ao SEPE.O importante é não deixar pendências que futuramente poderão destruir o que você já conquistou. Afinal, a atualização da ordem social depende da ação do coletivo – e você não pertence a ele?


sábado, 16 de maio de 2009

Também me indigno..."Eu sou Auxiliar de Secretaria e também EDUCO".


Recebi este e-mail de uma leitora do blog e achei muito interessante,pois a indignação com o descaso na Educação não é só dos educadores,mas também das secretárias que também educam!!!
Confira:

Quero manifestar minha indignação pela situação não só da educação municipal mas também pela estadual. Passei no concurso da SMEC e fui convocada em
2006 para assumir como Auxiliar de secretaria.

Fui trabalhar em uma escola super problemática, sem nenhuma estrutura, mas com ótimos profissionais que realmente tiravam dinheiro do próprio bolso para realizar as atividades em sala de aula.Orgulho de dizer que saí dessa escola deixando minha marca lá.

Consegui transferência para uma escola municipalizada próxima a minha residência e o que acontece lá é incompreensível.

Trabalho em uma secretaria que tem 1 computador, que há aproximadamente um mês e meio queimou o HD e, portanto não funciona. A SMEC ainda não nos mandou um novo, pois "não tem" verbas disponíveis. A parte cômica da história é que o Governo Federal nos deu 10 computadores para montarmos um laboratório de informática (já chegaram há aproximadamente 7 meses) e até hoje não puderam ser instalados porque depende da SMEC vistoriar/instalar tomadas na sala. Também não podemos utilizar esses computadores para serviços da secretaria. Resultado: uma escola com quase 400 alunos voltando à Pré-história. Tenho mais de 50 históricos para fazer manuscrito (em duas vias originais) sujeito a refazer, pois não aceita-se rasura.
Não temos computador, máquina de escrever, nem xerox, mas temos que emitir declarações, históricos e outros. Não recebemos nenhuma verba como unidade Executora pq somos municipalizada e a máquina de xerox da SMEC está parada.

Mas de quem é o problema? Deve ser meu, porque da Secretária de educação não parece ser. Será que Rosinha deixaria um de seus filhos estudar durante um bimestre pelo menos nessa escola?
O terreno da escola é enorme e o mato maior ainda. Existem inúmeros focos de dengue e muitos ratos, mas isso também não deve ser problema da PMCG ou da SMEC, afinal nem respondem aos nossos ofícios. A diretora e a vice-diretora são indicadas, mas pelo menos são professoras da rede e lotadas na U.E. São pessoas comprometidas e que estão desenvolvendo um bom trabalho. Faço o meu trabalho com muito amor e dedicação.

Gostaria muito de saber de quem é a responsabilidade por todo esse descaso com a educação. Talvez seja melhor rasgar o regimento da SMEC, afinal ninguém é responsável por nada.
Fica a minha indignação e o meu apoio ao seu blog e a sua luta.
Eu sou Auxiliar de Secretaria e também EDUCO.
Um grande abraço!!!


quinta-feira, 14 de maio de 2009

Parece que o SEPE tem demonstrado que é um Sindicato que vem de encontro com os educadores.
Às vezes ficamos inconformados e achamos que existe um imobilismo do SEPE-Campos.Mas não podemos esquecer que o sindicato não pode manter uma dinâmica de lutas e de mobilização, sem a participação da categoria.

Educadores:"Reivindicar em nome de uma categoria que lida com algo tão importante, como Educação, é muito mais que agitar palavras de ordens...Sobre os ombros dos interlocutores da categoria estão o ônus de negociar com governos que além de não enxergarem a Educação como nós, ainda por cima não abrirão mão de ditar a agenda, quer dizer, nunca aceitarão ser pautados por nenhum sindicato..."

O SEPE convoca todos os profissionais da educação para a Assembleia do dia 19 de maio, às 17h no Sindicato dos Bancários de Campos.

Apelo da blogueira: não se deixe levar pelo desânimo....Anime-se e não viva a espera de favores..."

É hora da categoria aproximar-se...

Parabéns aos profissionais da Escola Frederico Paes Barbosa que mostrou que é participando que exercemos cidadania!!!!

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Deveria ser SEPE + SMEC ,mas foi SEPE X SMEC


Poderíamos narrar aqui o resultado da audiência de 12/05 com o título SEPE + SMEC mas na planície campista ainda isto está difícil de acontecer...

Relatado por Renato Gonçalves.
Informes da audiência do SEPE com a SMEC em 12/05/09


A audiência aconteceu com a presença da secretária de Educação Auxiliadora Freitas e do secretário de Administração e Recursos Humanos Fábio Ribeiro que se fez presente para discutir principalmente a questão do PCCS.
Sobre este ponto o secretário informou que foi orientado pela prefeita que se comece exatamente pelo magistério a revisão e aplicação do plano. Para isso foi proposto pelo SEPE a formação de um Grupo de trabalho para analisar as mudanças necessárias o que foi aceito com o prazo de até o fim do mês de Maio para publicação desta resolução com a nomeação dos membros do governo e das entidades envolvidas.


Sobre a questão do enquadramento por tempo de serviço o secretário não demonstrou a principio ter nada contra ressaltando que no Estado é assim e que sua experiência na FENORTE também se deu com este sistema.


Sobre a questão dos Pedagogos a secretária informou que enviou ofício para a secretaria de Administração solicitando novo estudo de impacto na folha e parecer da Procuradoria. Propusemos então que este grupo de trabalho também desse conta desta questão o que também foi aceito.
O secretário também informou antes de se retirar que a política salarial deste governo tende a repor linearmente somente as perdas inflacionárias e que os chamados ganhos “reais”, ou seja, acima da inflação se dariam com a aplicação do PCCS e seus enquadramentos.


No ponto seguinte sobre a questão da ELEIÇÃO DIRETA PARA DIRETORES, foi possível notar um ligeiro recuo em relação à audiência anterior. A secretária substituiu o termo eleições por “processo seletivo” termo amplo já utilizado no programa de governo da então candidata Rosinha, que pode significar desde eleição com listas trípices até a atual “análise” de currículos. Reapresentamos a proposta de formação de um grupo de trabalho para este tema,mas ao contrário do anterior a mesma falou que precisava de uma conversa anterior com a prefeita para então talvez publicar a composição do GT.


Sobre a “junção” de turmas a secretária garantiu que não estão se formando “super-turmas” que os parâmetros de número máximos por ano de escolaridade não estão sendo desrespeitados.


Ao final da audiência reafirmamos a importância das eleições e do debate aprofundado que só será possível se constituirmos este Grupo de Trabalho e que gostaríamos inclusive de tentar expor nossos argumentos a própria Prefeita que foi segundo Auxiliadora, convidada para o encontro de hoje, mas que infelizmente não teve agenda.
Pelo SEPE participaram da audiência os diretores: Renato Gonçalves, Graciete Santana e Amaro Sérgio Azevedo.

sábado, 2 de maio de 2009

A Educação Municipal em Campos vai de mal à pior ...


Eu gostaria de escrever algo positivo sobre a Educação Municipal em Campos para alegrar um pouco o coração dos leitores deste blog mas realmente está difícil...
A mudança de governo, não melhorou em nada a qualidade do ensino.

Mas uma vez faço uso deste espaço para relatar algumas situações que têm ocorrido e que muito tem me atingido,não só a mim ou a categoria em si mas, há muitos cidadãos campistas;se o vereador Nelson Nahin se sentiu incomodado com as críticas dos blogueiros, eu como professora me sinto muito mais com o descaso dos nossos representantes com a Educação Pública.

Na Escola Municipal em Santa Maria temos da 1ª á 5ª fase 16 alunos analfabetos que estão frequentando a escola e que agora não mais poderão frequentar as aulas na Rede Municipal pois a Prefeitura lavou as mãos,se livrando desta responsabilidade, querendo que os alunos frequentem aulas no Programa Brasil Alfabetizado,desenvolvido pelo Governo Federal.Não tenho muito o que falar sobre este programa,mas sei que estes 16 alunos não têm condições de frequentá-lo pois as aulas são ministradas na casa do professor,não oferecendo transporte e nem alimentação para os mesmos.A maioria destes alunos moram em regiões vizinhas,trabalham desde às 5:00 hs da manhã,fazendo um esforço imenso para correr atrás do prejuízo pois na época que teriam que estar nas escolas tiveram que trabalhar para ajudar no sustento de suas famílias.Esta realidade não é só neste Distrito...Ou é?

Onde estão os vereadores eleitos que não se dispõe a criarem Resoluções para resolver este dilema? A Prefeitura nunca desenvolveu uma política pública voltada para a EJA e isto muito têm me incomodado.

Nesta mesma escola temos uma turma sem Professor de Língua Portuguesa,no dia 06 de Abril a Secretaria liberou um Ret para a disciplina e a professora me disse na quinta feira que depois de ter trabalhado 35 dias ,recebeu a notícia que o Ret havia sido cancelado e o pior que trabalhou de graça este tempo todo.O Conselho de classe será no início de maio e nem professores nós temos....Neste bimestre os alunos foram muito prejudicados,primeiro pelo início do ano letivo conturbado que tivemos:Sem merenda,sem transporte,sem material para trabalhar,sem diretores ...

A questão está ficando cada vez mais séria,com a municipalização, muitas escolas aumentaram seu número de alunos e o espaço físico permaneceu o mesmo,a número de alunos por metros quadrados só está na lei.

Para evitar contratar os concursados do ano 2008,as supervisoras obedecendo as ordens impostas pela Secretária têm juntado as turmas,ficando o professor com muitos alunos em uma sala e o pior sem condições de trabalhar.Com isto sobram professores que têm sido remanejados para outras Unidades escolares que estão em falta.

Não há respeito pelo profissional,eu mesma que alfabetizo adultos não sei nem o que me reserva daqui uns dias...pois eu só posso trabalhar no horário noturno.Não estou falando por mim mas também por todos aqueles que já estão há anos em uma escola serem obrigados a remanejarem para um local bem mais distante,muitos estão preocupadísssimos achando até que terão que largar a sua matrícula,pois a maioria deles não poderão ir para os locais onde estão sendo designados.

Cada caso é um caso ....mas todos muito parecidos:A educação continua um caos!

Nas escolas da Zona rural as salas são pequenas,até porque as localidades também são pequenas e o número de alunos estipulados pela secretaria não observa este detalhe.Nesta mesma escola que trabalho estão sobrando 3 professores, que estão cumprindo seu horário porque as turmas se juntaram...A maioria é casada, moram distante e a situação tende a piorar....

Daqui uns dias começam aparecendo novos Projetos e para quê se os que existem não funcionam direito?

A Rosinha iniciou o ano letivo com atrasos e agora temos que trabalhar todos os sábados e o que não funciona, aí inventaram Projetos para tapear o prejuízo dos alunos e nós somos obrigados a seguir o que eles estipularam...É muito duro!!!

segunda-feira, 27 de abril de 2009

A Educação como campo de disputa política


Artigo escrito para o Jornal Brasil de Fato por Sérgio Haddad, economista, doutor em educação, coordenador geral da Ação Educativa e Diretor Presidente do Fundo Brasil de Direitos Humanos.


Os meses de abril e março vêm sendo marcados por uma intensa batalha de posições no jogo político, tendo a Educação como foco da cena. Ainda no final do mês de março, um artigo do Ministro Fernando Haddad ateou fogo ao debate por classificar como progressistas e conservadoras, posições tomadas no campo da educação onde, evidentemente, colocava as políticas do governo Lula no campo progressista e estocava as políticas do PSDB/DEM do Estado e Município de São Paulo como dentro do campo conservador. Afirmava que os conservadores - tucanos e democratas – defendem menores volumes de recursos, acusando os adversários por trabalhar contra a vinculação constitucional dos recursos para a educação. Confrontava a utilização das avaliações como mecanismo para premiar e punir trabalhadores da educação por parte da oposição, enquanto o MEC amplia os recursos daqueles que, a partir dos resultados, se comprometem com melhorias pedagógicas e de valorização do professorado. Por fim, acusa os conservadores de colocar toda a culpa dos males do ensino nas costas dos professores e sua formação, não assumindo a parte de responsabilidade que cabe ao poder público, enquanto o MEC está preocupado em valorizar o professorado e punir as agências formadoras que não cumprem com a qualidade necessária.

Dias depois, o secretário municipal de Educação de São Paulo, Alexandre Schneider, respondeu ao ministro, também em artigo publicado no mesmo jornal, desqualificando a classificação de conservadores e progressistas, acusando-o de simplificar e politizar a questão educacional. Ironicamente acusa o ministro de proclamar resultados utilizando as mesmas políticas do PSDB/DEM, de defender aumento de recursos no final da sua gestão para aumentar os encargos dos governos que virão, e saiu em defesa das políticas do governo Serra de bônus ao professorado como uma “forma de premiar aqueles que cumprem melhor o seu papel: educar”.

Reforço no time

Ainda no mês de março, novos lances ocorreram. No dia 11, o ministro Fernando Haddad anunciou, em solenidade na Andifes - A Associação Nacional dos Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior, a proposta de mudança no acesso às universidades pelo novo Enen. . No dia 30, as diretrizes da proposta foram enviadas formalmente à associação e a discussão ganhou visibilidade pública provocando polêmicas entre os principais contendores da batalha política.

O governo Serra, por sua vez, substituiu a secretária de Educação Maria Helena Guimarães pelo ex-ministro do governo FHC e atual deputado federal, Paulo Renato de Souza. Depois de uma desastrada gestão, que culminou com a distribuição de livros didáticos com mapas onde havia dois países com nome de Paraguai e o Equador não existia, Maria Helena Guimarães saiu para dar lugar a um profissional da política, um dos caciques do PSDB, que chegou com a clara intenção de reforçar a campanha do Governador Serra.

Na sua primeira entrevista, Paulo Renato afirmou que sua chegada à secretaria é "compromisso partidário em um momento delicado da vida política do país". Quanto às políticas educacionais da sua antecessora, nada muda, pois o ex-ministro não só elogiou como convidou sua colega a permanecer como auxiliar das suas ações, assim como já havia ocorrido no tempo de ministro, quando Maria Helena foi uma das principais colaboradoras e técnicas. Quanto ao novo Enem, o secretário disparou em entrevista ao jornal FSP: “ A proposta tem méritos, mas está mal formulada...O exame hoje avalia competências e habilidades gerais. Não serve para selecionar candidatos para cem vagas disputadas. Ele ficará descaracterizado.”

Sindicatos e movimentos sociais também em cena

Mas o ambiente de disputa não se encerra no âmbito dos principais partidos e entre os pólos do governo federal e o governo estadual e municipal de São Paulo. Os movimentos sociais e sindicais saíram a campo para se posicionar sobre temas variados que impactam os pólos políticos em disputa.

Depois dos intensos protestos nacionais pelo fechamento das escolas itinerantes do estado do Rio Grande do Sul, governado pelo PSDB de Ieda Crusius, em função da decisão do Ministério Público daquele Estado, o secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do MEC, André Lázaro, manifestou sua contrariedade com o fato durante audiência pública realizada pela Comissão de Direitos Humanos do Senado. Em solidariedade ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, o secretário defendeu a prioridade do direito à educação das crianças e alunos privados de freqüentar as escolas.

Em São Paulo, ao mesmo tempo em que ocorria a mudança na Secretaria do Estado, os movimentos estudantis UNE e UBES saíram às ruas em passeata para apoiar o fim do vestibular, mas em defesa de um Enem que fosse seriado e não apenas no último ano, como forma de aprimorar o ensino médio. As manifestações dos estudantes deixaram claramente uma marca de oposição e crítica ao novo secretário Paulo Renato de Souza.

No plano federal a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE pediu audiência ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, para acelerar o processo de julgamento do novo piso salarial. Com paralisação dos professores marcada para o dia 24 de abril, a CNTE defende a proposta governamental do piso salarial nacional com um terço das horas dedicadas a atividades externas à sala de aula, como preparação de aulas, correção de material e reuniões pedagógicas. Alguns governos estaduais, particularmente os de oposição, questionam no supremo o seu mérito.

Fiel da balança?

O que está em jogo em meio a estas lutas de posições? Por um lado, o governo Serra e sua candidatura à presidência da República. A Educação é um dos pontos mais criticados da gestão tucana, que em 15 anos no poder do estado mais rico da federação poucos resultados têm a apresentar. Depois de inúmeros secretários e secretárias, com propostas e estilos completamente diversos, que vai do carismático-religioso secretário Gabriel Chalita à truculência da secretária Maria Helena Guimarães, o governo tucano não conseguiu conferir identidade à política educacional do Estado de modo a impor suas orientações programáticas e prever resultados. Nem mesmo resultados quantitativos, como ocorreram na época do Governo FHC, quando uma equipe permanente e coordenada ideologicamente logrou impor suas políticas em acordo com as orientações neoliberais do momento.

No outro pólo o governo Lula, com o Ministro Fernando Haddad, um dos candidatos do PT ao governo do Estado. Diferentemente do que ocorre no governo Serra, a área educacional do governo Lula tem sido uma das mais bem avaliadas pelas pesquisas de opinião, apesar de estarmos muito longe de um bom sistema educacional. Depois de um primeiro mandato com 3 ministros em 4 anos, sem uma atuação coordenada e lógica que mostrasse uma política educacional petista, e que pudesse confrontar o arrumado discurso neoliberal do governo anterior, o segundo mandato mostrou mais estabilidade, com um discurso mais coerente e algumas ações inclusivas e diferenciadas, com resultados ainda por serem avaliados.



Quem manda?

Por trás destes pólos de luta política, há o regime federativo, um dos nós da política educacional brasileira e para o sistema nacional de educação. O governo federal tem dificuldades em gerir políticas nacionais na educação básica, pois a responsabilidade é dos estados e municípios. Muitas das propostas nacionais promovidas pelo governo federal encontram resistências, principalmente nos governos estaduais de oposição, que acabam por questionar inclusive a constitucionalidade destas medidas. Assim foi e tem sido com a proposta do piso salarial nacional, com a implementação de uma política nacional de formação de professores, com o novo Enem, com os modelos de avaliação. Sem entrar no mérito destas medidas, o que se percebe é que o regime federativo, por suas características, tem sido instrumento nesta batalha de posições.

Resta, portanto, ao cidadão comum, aos movimentos sociais e sindicais, e à população em geral, influir para que a disputa política eleitoral, que tem na educação um campo agora privilegiado, seja voltado para algo que é central: uma política de Estado que tome nas mãos a responsabilidade por universalizar a oferta e garantir a qualidade do ensino.




domingo, 22 de março de 2009

Um minuto...O que você acha ?



Ao ser humano é dada a missão de fundar uma
concordância intrínseca entre ambas as suas
naturezas (sensível e racional), de ser sempre um
todo harmonioso e de atuar empenhando toda a
sua humanidade de plena voz. Mas essa beleza de
caráter, sendo o fruto mais maduro de sua
humanidade, constitui apenas uma idéia da qual
ele pode tentar aproximar-se, mas que nunca pode
alcançar totalmente apesar de todo o esforço.
(Friedrich Schiller)

Palpite da blogueira:
Relacionar este texto com Educação é um grande desafio, ainda mais sabendo o quão polissêmico é esse termo, podendo ser visto de diferentes maneiras, em diversos contextos.

Se eu pensar em políticas públicas em educação e Friedrich Schiller seria uma tarefa desafiadora, principalmente quando observo a proposta governamental da dimensão que é o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (FUNDEF).

Analisando esse plano descubro que ele surgiu em meio a um contexto mundial e brasileiro de questionamentos da racionalidade como uma redentora da humanidade e ao mesmo tempo apresenta-se como um contexto de expansão da chamada política neoliberal, que diverge da atuação do Estado na esfera dos benefícios sociais.

As diferentes interpretações formuladas acerca da atuação da sociedade civil, e a dúvida se há condições na realidade das políticas públicas no Brasil de haver a ação comunicativa, elaborada , ou pelo menos se temos tido possibilidade de perceber tais políticas como ações estratégicas nas disputas pelo poder.

domingo, 8 de março de 2009

Educação em Campos dos Goytacazes pede socorro!!



Acredito que todo educador que leva a sério o que faz após as férias espera chegar na Instituição e dar conta do seu recado....mas parece que no município mesmo quem estava com esta disposição recebeu foi um spray de pimementa em vez do incentivo!!


Mesmo sem diretora,sem merenda,sem vigia,sem pessoal de apoio,sem livros didáticos,sem material escolar,sem Projeto Político Pedagógico,sem regimento...a secretária resolveu iniciar o ano letivo !!!!

A Semana de Iniciação Pedagógica que foi aberta no dia 17 de fevereiro que teria que priorizar a capacitação dos Profissionais da rede foi um fiasco...Palestra envolvendo Políticas Públicas não pode contar com muitos diretores,pois muitos como o da minha escola ainda não foram nomeados....

Os 5 mil professores das 247 unidades escolares da rede municipal voltaram às aulas com os 51 mil alunos, no dia 2 de março com cara de palhaço!O lema que a secretária de Educação, Auxiliadora Freitas adotou para sua gestão: "Educação, minha profissão, meu amor".... ao som das "Rosas não falam,simplesmente exalam " ...parece ter levantado aplausos da platéia no TRIANON mas na prática não funcionou!

As "rainhas supervisoras"ganham força neste governo,fazendo valer as leis que sustentam uma educação falida há anos.....Na falta do diretor é ela quem manda...e nenhum Projeto Pedagógico de peso tem valor e muito menos a fala de um profissional que quer trabalhar...Eles matam a lei por analizá-las ao pé da letra...Para o governo federal liberar verbas inventaram umas salas fantasmas que estão longe de funcionarem:As salas de Recursos e de Leitura!Na hora da escolha elas entram e quem as assumem ficam o ano todo trabalhando ,digo cumprindo horário na Instituição,enquanto isso escolhem alguns professores palhaços e dão para estes uma multisseriada com 20,18 alunos e têm a cara de pau de dizer que a turma é pequena para ter um professor!Multisseriada pode,professores à toa na secretaria também pode,o que não pode é um aluno que trabalhou o dia inteiro chegar na escola para cumprir uma carga horária puxadíssima e tendo apenas 6 meses para aprender o que lhe foi negado a vida inteira ter que dividir atenção do professor com duas e até 3 turmas!Muitos professores estão procurando o Regimento da Unidade Escolar mas parece que muitas escolas perderam,e o Projeto Político Pedagógico então ninguém tem consciência de sua existência....nem existem,quando precisamos dele para os estágios na Faculdade,temos que inventar um....

Temos muitos supervisores e coordenadores sem visão,sem perpectiva,nossa secretária depois de ficar sem autonomia e autoridade em público corre o risco de perder o pouco da autoridade que lhe restou para este grupo!!!Mais do que resolver problemas de emergência e explicar as dificuldades de relacionamento ou aprendizagem dos alunos, o papel desses profissionais deveria ser o de ajudar na formação dos professores e não enojá-los com suas atitudes ditadoras!!!.

Há anos que a Prefeitura não capacita estes profissionais para atuarem ajudando os professores no sucesso de seu trabalho!Na maioria das vezes este profissional atua como na visão tradicional:Aquele que povoa o imaginário da escola sob as mais estranhas caricaturas. Às vezes, atua como fiscal, alguém que checa o que ocorre em sala de aula e normatiza o que pode ou não ser feito. Pouco sabe de ensino e não conhece os reais problemas da sala de aula e da instituição. Obviamente, não é bem aceito na sala dos professores como alguém confiável para compartilhar experiências.

Outra imagem recorrente desse velho coordenador é a de atendente. Sem um campo específico de atuação, responde às emergências, apaga focos de incêndios e apazigua os ânimos de professores, alunos e pais. Engolido pelo cotidiano, não consegue construir uma experiência no campo pedagógico. Em ocasiões esporádicas, ele explica as causas da agressividade de uma criança ou as dificuldades de aprendizagem de uma turma.
Hoje o coordenador organiza eventos, orienta os pais sobre a aprendizagem dos filhos e informa a comunidade sobre os feitos da escola.

Mas isso é muito pouco. Na verdade, ele se faz cada vez mais necessário porque professores e alunos não se bastam.
Além das histórias individuais que todos escrevemos, é preciso construir histórias institucionais.
É duro constatar a fragilidade de tantas escolas que montam um currículo e uma prática efetiva durante anos e perdem tudo com a transferência ou a aposentadoria de professores.
Construir história nos torna humanos, e é de estranhar que, justamente na escola, tantas vezes tudo recomece do zero.
O coordenador eficiente centraliza as conquistas do grupo de professores e assegura que as boas idéias tenham continuidade


Sou professora da rede Municipal e trabalho com a EJA e a política Educacional do município está um caos!!!!Eu e mais 14 profissinais fomos capacitados em 2008 para iniciarmos este ano com a ALFAEJA(Alfabetização de Adultos).A expectativa era grande até o veridito da "Rainha supervisora" :A turma somente será formada se tiverem 10 alunos matriculados!!!


Ano passado lecionei para 20 alunos numa classe multisseriada (Alfabetização,1ª e 2ª fase)e olha que tinha vários professores cumprindo horário nas famosas salas de Recurso e de Leitura!!!

Conseqüência????Muitos desistiram porque nem sendo artista um profissional pode dar conta de ensinar para um grupo que trabalhou o dia inteiro,e que não aguentam as 4 horas estipuladas pela rede ,desconsiderando que a EJA é uma modalidade de Ensino precisando ser adaptada e não copiada do Ensino Fundamental!!!!E você sabia que a prefeitura não oferecia Alfabetização para Adultos e que muitos chegavam na escola e eram matriculados de cara na Primeira Fase e nunca conseguiram progredir pois o profissional tem que avaliá-lo a nível da série que está matriculado...

No ano passado saiu uma resolução para implantar A Alfabetização de adultos para este ano,mas a resolução deixou a desejar pois é difícil levantar a auto-estima daqueles que já tentaram várias vezes aprenderem a ler e a escrever,digo isto pois meus 10 alunos que não foram alfabetizados não poderão ser matriculados na classe que será formada pois já estão matriculados na primeira!Aí eu te pergunto a turma só será formada se tiver um número de 10 alunos ,matriculamos 3 novos alunos e como poderei convencer mais 7 pessoas já que os 10 que precisam ser alfabetizados não podem?

Fico pensando se essa lei saiu só para tapar buraco e servir para mostrar serviço pelas verbas recebidas para este fim ...pois não vejo condições de acabar com o analfabetismo no município de Campos com o descaso que está!!!

A secretaria que cumpre o papel da diretora ,já que esta ainda não foi nomeada,disse que eles estarem matriculados na 1ª fase é um direito adquirido ,mas eles querem é ter direito à leitura e infelizmente nem assinar sabem para isto,eles preferem ter a ficha dos alunos cheia de impressão digital,mas não muda o esquema!!!

É fácil?Isso não seria um descaso à política educacional da EJA?E o que torna a questão mais complicada é que os alunos que chegarem este ano não poderão ser matriculados na ALFAEJA pois não temos 10 no papel!!

Seria complicado para as autoridades tornar a resolução mais clara e adequada para a realidade de todo município,já que não existia até apresente data a classe de Alfabetização em nenhuma unidade escolar do município?

Será que nossos vereadores estão tão preocupados com as nomeações de Diretores que esqueceram que sua função é elaborar leis possíveis de serem cumpridas???

Socorro!!!!!!

domingo, 18 de janeiro de 2009

A escola pública vai mal e a culpa é dos professores?



No último mês o debate sobre as diretas já para diretor de escolas trouxe muitos comentários na globosfera campista ,uns surpreenderam ...Muitos acreditam como eu que para moralizar a administração publica municipal, nada mais justo começar com as eleições diretas para diretores de escolas do município.

Tão revoltante quanto a afirmação do Sr Avelino foi a sabedoria do Xacal para tratar o assunto Confira aqui:A TroLhA: Democracia é quando eles mandam, e todos obedecem...

Nesta mesma postagem li um comentário anônimo desqualificando os professores que me chamou a atenção,"infelizmente no caso de eleições para diretores, só concordo com uma lista tríplice para a escolha final pelo prefeito. Para evitar privilégios entre os professores, pois alguns não gostam de trabalhar."

Comentários como este coloca o magistério mais para baixo do que está.
Impressionante é a mídia servil concordar e alardear que a escola pública do nosso município vai mal e isto por culpa dos professores. Mentira.

A comunidade precisa compreender que estas campanhas serradas contra a escola pública e contra os professores têm, como única finalidade, desacreditar o ensino público para que mais pais procurem a escola privada e o Estado se livre da responsabilidade com educação. Nada contra o ensino privado, estou defendendo o público.

Percebi que alguns com prepotência, afirmam que a escolha democrática de nosssos representantes faria das Instituições um fracasso.Mas daí a questionar os trabalhadores de educação ???

"Precisamos todos nós, educadores, pais, alunos, toda a comunidade nos unir e salvar a educação dos ataques que usa todos os meios para desqualificar os educadores, apenas para satisfazer exigências impostas para o empréstimo. Mas o déficit não é zero?O empréstimo não precisará ser pago? Falta de educação é mentir, enganar, ludibriar a sociedade, convencê-la que os educadores precisam ser “comprados” com prêmios para trabalharem melhor. Nem precisarão estudar, basta transmitir os conhecimentos exigidos pela SMEC. É a desumanizarão total da educação. É a confecção de parafusos".

Será o fracasso total da escola pública se o governo conseguir seu intento. Somos falhos, mas somos também educadores, por isso somos contra a nomeação de diretores. Não somos de baixo, nem de cima, somos juntos com a comunidade e queremos a melhor educação para seus filhos, enquanto o governo só quer economizar para satisfazer exigências do Banco mundial, prejudicando milhares de estudante e educadores. Precisamos estar unidos e mobilizados. Estragos irreparáveis já foram feitos por esse governo, mas podemos impedir outros. Lutemos juntos pelo educando, pelo educador, pela educação.

Gestão Democrática Escolar



As mudanças vividas na atualidade (décadas de 80 e 90) em nível mundial, em termos econômicos, sociais e culturais, com a transnacionalização da economia e o intercâmbio quase imediato de conhecimentos e padrões sociais e culturais, através das novas tecnologias da comunicação, entre outros fatores, têm provocado uma nova atuação dos Estados nacionais na organização das políticas públicas, por meio de um movimento de repasse de poderes e responsabilidades dos governos centrais para as comunidades locais. Na educação, um efeito deste movimento são os processos de descentralização da gestão escolar, hoje percebidos como uma das mais importantes tendências das reformas educacionais em nível mundial (Abi-Duhou, 2002) e um tema importante na formação continuada dos docentes e nos debates educacionais com toda a sociedade.

Como essa tendência é vivida nas escolas e nos sistemas educacionais? Quais são as diferentes possibilidades de vivenciar processos de descentralização e autonomia nas escolas e nos sistemas? Que desafios precisam ser enfrentados, considerando uma tradição autoritária e centralizadora, comum em tantos países, dentre eles o Brasil? De que modo oportunizar a participação da comunidade educativa, a partir da diversidade dos diferentes atores sociais? Qual a relação entre democratização da escola e qualidade de ensino? O que se entende por gestão democrática na educação? Essas são algumas das preocupações que surgem quando se busca implementar processos de descentralização e autonomia no campo da educação.

A gestão democrática da educação formal está associada ao estabelecimento de mecanismos legais e institucionais e à organização de ações que desencadeiem a participação social: na formulação de políticas educacionais; no planejamento; na tomada de decisões; na definição do uso de recursos e necessidades de investimento; na execução das deliberações coletivas; nos momentos de avaliação da escola e da política educacional. Também a democratização do acesso e estratégias que garantam a permanência na escola, tendo como horizonte a universalização do ensino para toda a população, bem como o debate sobre a qualidade social dessa educação universalizada, são questões que estão relacionadas a esse debate. Esses processos devem garantir e mobilizar a presença dos diferentes atores envolvidos, que participam no nível dos sistemas de ensino e no nível da escola (Medeiros, 2003).

Esta proposta está presente hoje em praticamente todos os discursos da reforma educacional no que se refere à gestão, constituindo um "novo senso comum", seja pelo reconhecimento da importância da educação na democratização, regulação e "progresso" da sociedade, seja pela necessidade de valorizar e considerar a diversidade do cenário social, ou ainda a necessidade de o Estado sobrecarregado (Barroso, 2000) "aliviar-se" de suas responsabilidades, transferindo poderes e funções para o nível local.

Em nível prático, encontramos diferentes vivências dessa proposta, como a introdução de modelos de administração empresariais, ou processos que respeitam a especificidade da educação enquanto política social, buscando a transformação da sociedade e da escola, através da participação e construção da autonomia e da cidadania. Falar em gestão democrática nos remete, portanto, quase que imediatamente a pensar em autonomia e participação. O que podemos dizer sobre esses dois conceitos, já que há diferentes possibilidades de compreendê-los?

Pensar a autonomia é uma tarefa que se apresenta de forma complexa, pois se pode crer na idéia de liberdade total ou independência, quando temos de considerar os diferentes agentes sociais e as muitas interfaces e interdependências que fazem parte da organização educacional. Por isso, deve ser muito bem trabalhada, a fim de equacionar a possibilidade de direcionamento camuflado das decisões, ou a desarticulação total entre as diferentes esferas, ou o domínio de um determinado grupo, ou, ainda, a desconsideração das questões mais amplas que envolvem a escola.

Outro conceito importante é o da participação, pois também pode ter muitos significados, além de poder ser exercida em diferentes níveis. Podemos pensar a participação em todos os momentos do planejamento da escola, de execução e de avaliação, ou pensar que participação pudesse ser apenas convidar a comunidade para eventos ou para contribuir na manutenção e conservação do espaço físico. Portanto, as conhecidas perguntas sobre "quem participa?", "como participa?", "no que participa?", "qual a importância das decisões tomadas?" devem estar presentes nas agendas de discussão da gestão na escola e nos espaços de definição da política educacional de um município, do estado ou do país.

Quais são os instrumentos e práticas que organizam a vivência da gestão escolar? Em geral, esses processos mesclam democracia representativa - instrumentos e instâncias formais que pressupõem a eleição de representantes, com democracia participativa - estabelecimento de estratégias e fóruns de participação direta, articulados e dando fundamento a essas representações.

Vários autores, como Padilha (1998) e Dourado (2000), defendem a eleição de diretores de escola e a constituição de conselhos escolares como formas mais democráticas de gestão. Outro elemento indispensável é a descentralização financeira, na qual o governo, nas suas diferentes esferas, repassa para as unidades de ensino recursos públicos a serem gerenciados conforme as deliberações de cada comunidade escolar. Estes aspectos estarão conformados na legislação local, nos regimentos escolares e regimentos internos dos órgãos da própria escola, como o Conselho Escolar e a ampla Assembléia da Comunidade Escolar.

Para funcionar em uma perspectiva democrática, segundo Ciseki (1998), os Conselhos, de composição paritária, devem respaldar-se em uma prática participativa de todos os segmentos escolares (pais, professores, alunos, funcionários). Para tal, é importante que todos tenham acesso às informações relevantes para a tomada de decisões e que haja transparência nas negociações entre os representantes dos interesses, muitas vezes legitimamente conflitantes, dos diferentes segmentos da comunidade escolar. Os conselhos e assembléias escolares devem ter funções deliberativas, consultivas e fiscalizadoras, de modo que possam dirigir e avaliar todo o processo de gestão escolar, e não apenas funcionar como instância de consulta.

Em seu projeto político-pedagógico, construído através do planejamento participativo, desde os momentos de diagnóstico, passando pelo estabelecimento de diretrizes, objetivos e metas, execução e avaliação, a escola pode desenvolver projetos específicos de interesse da comunidade escolar, que devem ser sistematicamente avaliados e revitalizados. A gestão democrática da escola significa, portanto, a conjunção entre instrumentos formais - eleição de direção, conselho escolar, descentralização financeira - e práticas efetivas de participação, que conferem a cada escola sua singularidade, articuladas em um sistema de ensino que igualmente promova a participação nas políticas educacionais mais amplas.

Abordar as diferentes concepções que disputam, na arena educacional, as proposições e vivências em termos de autonomia escolar, na construção do projeto político-pedagógico de cada unidade de ensino;
A participação da comunidade na gestão escolar nos conselhos escolares e no provimento do cargo de direção;
A gestão dos recursos financeiros no âmbito da escola; a gestão de projetos inovadores que conferem identidade a cada escola;
A avaliação institucional da escola pública como o processo que confere informações para as decisões, suas possibilidades e limites;
As relações entre gestão democrática da escola e gestão democrática dos sistemas.

A primeira tentativa de romper com esta lógica no campo da administração educacional no Brasil, foi em 1935, quando Anísio Teixeira então Secretário de Educação e Cultura do Distrito Federal, ao entregar o cargo ao Prefeito Pedro Ernesto, publicou o relatório de seu trabalho, sob título de "Educação para a democracia: introdução à administração educacional". Neste relatório, Anísio Teixeira considerava a educação escolar a base de uma sociedade democrática. Escola e democracia constituíam uma unidade indivisível. Por outro lado, Anísio Teixeira convivia com uma realidade social profundamente desigual: o sistema educacional dualista, uma escola erudita para a burguesia e outra profissionalizante e em número reduzido para os filhos dos trabalhadores. Anísio Teixeira pretendia uma administração democrática, mas sua formação liberal e o pensamento de John Dewey como suporte ideológico não garantiram a consolidação de um projeto educacional democrático.

A segunda tentativa de romper com esta lógica, foi no contexto das greves do magistério público na segunda metade da década de 1970, em pleno regime da ditadura militar, quando o capitalismo se encontrava na fase de expansão continental, materializada pela rede de bancos e de empresas estrangeiras que se implantava no país, época denominada pela mídia como a do milagre brasileiro. A questão democrática se tornou uma questão de soberania. Os movimentos sociais desencadearam amplas lutas pela democratização do Estado e da Sociedade, suscitando a criação de partidos de esquerda, de sindicatos e da Central única dos Trabalhadores, culminando com a proclamação da Constituição Cidadã em 1988 e as eleições gerais. A democracia constituía a grande esperança de emancipação.

O movimento de democratização do Estado e da Sociedade fortaleceu as reivindicações dos sindicatos em três dimensões: a) organização política das classes trabalhadoras; b) enfrentamento do arrocho salarial produzido pelo esgotamento do fordismo e do estado de bem estar social através de greves anuais; c) eleição direta para dirigentes de escolas, universidades e associações científicas, controle das verbas destinadas e aplicadas na educação e participação na elaboração das políticas públicas de educação.

Participação enriquecedora
Na escola pública algumas práticas de participação começaram a enriquecer o cotidiano escolar. O processo eleitoral de dois em dois anos para eleger dirigentes escolares, introduziu a disputa política, substituindo o velho sistema clientelista de indicações de diretores de escola pelos políticos locais. O Conselho de Escola e Comunidade composto por membros representativos da escola e da comunidade fortaleceu a participação nas decisões administrativas e pedagógicas. O retorno dos Grémios Estudantis Livres abriu uma perspectiva para a educação política dos alunos. O direito de filiar-se a um sindicato e de organizar associações de pais e de professores veio contribuir para mudar a cultura autoritária da escola. O pensar, o decidir e o fazer coletivos começavam a democratizar a escola. Este é período denominado de transição democrática das décadas de 80 e de 90.

Embora estas práticas de democracia representativa tenham sido conquistadas no bojo dos movimentos de democratização do Estado e da Sociedade, a sua eficácia, a partir de 1995, no contexto das políticas (neo)liberais de educação, está sofrendo críticas dos governos e desconfiança dos educadores. No âmbito da gestão, a mais recente Lei 9.394 de 20 de dezembro de 1996, de Diretrizes e Bases da Educação Nacional é omissa em relação à participação popular e tímida quanto à participação dos professores, funcionários, pais e alunos. No cenário nacional, os governos embalados pelas políticas (neo)liberais alardeiam que esta escola pública está falida, porque não há verbas capazes de mantê-las, e a escola do futuro deverá ser uma escola em parceria com as empresas e com a comunidade. Em contrapartida, os focos de resistência em cenários regionais, quer pela iniciativa de sindicatos, de administrações municipais e/ou estaduais de partidos de oposição e de grupos ativos do Movimento dos Sem Terra (MST) vêm produzindo um número expressivo de escolas públicas que assumem o compromisso de fortalecer a idéia da construção de uma sociedade democrática de massas. Nestas escolas a participação popular é intensa.(Para ler o artigo na íntegra,confirme aqui Gestão democrática escolar - Portal Ensinando

sábado, 13 de dezembro de 2008

DIRETAS JÁ PARA DIRETORES DAS ESCOLAS MUNICIPAIS




A comunidade de Campos tem uma reivindicação antiga: eleição direta para diretor de escola.
Parece um pedido simplista, mas seria uma verdadeira revolução na educação.
Um diretor eleito pela comunidade escolar teria de assumir compromissos claros de objetivos e metas para a melhoria da educação.
Do jeito que está não pode continuar. O diretor não presta um concurso público,e é o governo de plantão que o nomeia nas escolas. Além disso, raramente encontramos o diretor designado na escola. A regra é a função estar sendo preenchida por um auxiliar enquanto o “diretor” está em “outra escola” ou mesmo desviado para cargos “em comissão” ou até mesmo em um gabinete político qualquer.

O GOVERNO ROSINHA APÓIA AS "DIRETAS JÁ"?

Chega de argumentos semelhantes aos que a ditadura militar usava para desqualificar a sabedoria do povo.

Onde está o Sindicato dos professores municipais em Campos?

Onde está o Projeto de Lei?

Podemos esperar que os vereadores aprovem o projeto, favorecendo a gestão democrática das escolas municipais em Campos?