domingo, 12 de julho de 2009

Debatendo os saldos da audiência na Câmara dos Vereadores para as eleições de diretores das escolas da rede municipal.



Antes de falar sobre o assunto,gostaria de chamar atenção dos leitores para os blogs que deram atenção ao assunto,e os mesmos postaram em parte I e parte II o assunto em pauta.

Primeiro vamos conferir as postagens POR UMA CAMPOS MORALIZADA, DIGNA E JUSTA!: SOBRE A AUDIÊNCIA PÚBLICA: GESTÃO DEMOCRÁTICA

Profª Luciana: Audiência pública

Logo depois de relatarem a audiência, os mesmos refletiram sobre a mesma:


POR UMA CAMPOS MORALIZADA, DIGNA E JUSTA!: AUDIÊNCIA PÚBLICA: GESTÃO DEMOCRÁTICA. PARTE II

Profª Luciana: Reflexões sobre a Audiência Pública, vejam que interessante!!!.

Informo em tempo que usei o artigo do Dignidade no Blog do Saulo Pessanha pois ninguém poderia ter relado melhor a audiência.Confira:Painel » A coluna desta sexta-feira

Tudo que foi dito na audiência foi muito importante mas fica aqui o meu parecer:
Depois dos relatos e reflexões acho que debate mesmo... aconteceu aqui na blogosfera, através dos muitos blogueiros que chamaram a atenção dos leitores para o assunto das eleições para diretores de escola .

O não comparecimento da Secretária de Educação não permtiu o confrontro de idéias.E fica aqui a minha sugestão para que o SEPE marque outro debate ,mas se possível com a presença da Secretária e que haja também uma mobilização do mesmo para atingir a categoria para eventos como estes ,pois a presença maciça da categoria é fundamental para as conquistas e que também o Sindicato convoque e apareça para debater os saldos positivos e negativos em assembleia ,pois a ausência da secretária não permitiu concluir alguns pareceres que levantaram algumas controvérsias...

Novamente ouvi da representante da Secretária que não poderíamos esplanar o assunto por este ferir a lei,e por isto ao meu ver parece que eles querem ganhar tempo para estabelecerem um projeto de Lei não como a Sociedade Campista merece mas de acordo com as intenções políticas .Pois foi dito sobre a possibilidade de existir um Processo Seletivo e não as Diretas Já para Diretores de Escola.Pois o próprio nome "seletivo" já me parece bem diferente de eleição direta...

O advogado Cléber Tinoco já postou sobre o assunto da eleição para diretor de escola municipal e já nos esclareceu que esta Lei já foi analisada algumas vezes pelo Supremo Tribunal Federal e que em suas manifestações a Corte Suprema destacou que o cargo de diretor é do tipo em comissão, ou seja, de livre nomeação e exoneração. Além disso, esclareceu que o STF deixou assentado que o cargo em comissão deve ser criado por lei de iniciativa do Chefe do Executivo, sendo inconstitucionais as leis originadas de projetos dos parlamentares (inconstitucionalidade formal), por ofensa aos arts. 2º, 37, II, 61, § 1º, II, "c", e 84, II e XXV, todos da Constituição Federal.Também nos informou que houve quem divergisse da tese prevalecente, como o ex-ministro Sepúlveda Pertence e o ministro Marco Aurélio, com fundamento no princípio federativo e na regra contida no artigo 206, IV da Constituição, que prevê a gestão democrática do ensino público, na forma da lei. Disse também que o Tribunal de Justiça do Estado do Rio, por sua vez, vem seguindo o entendimento dominante do Supremo Tribunal Federal.E deu sabiamente seu parecer:" Parece-me que a eleição de diretor seja viável, desde que a lei de iniciativa do Prefeito estabeleça esta forma de escolha, afastando, assim, a inconstitucionalidade por vício de iniciativa (inconstitucionalidade formal), conquanto reconheça que a matéria suscitará controvérsias exatamente pela necessidade de harmonizar o mecanismo da eleição com a natureza do cargo (cargo de livre nomeação e exoneração). É bem de ver que a maioria dos julgados do STF consultados enfrentaram apenas o aspecto formal das leis (a iniciativa para sua criação), deixando de fora o conteúdo material delas (a compatibilidade da eleição com o cargo em comissão). Considerando, entretanto, que as decisões não foram unânimes e houve ampla renovação entre os ministros nos últimos anos, a questão continua aberta e, portanto, não se descarta a possibilidade de eleição para diretores de escola."

Sabíamos que isto geraria controvérsias e que cabe a Prefeita estabelecer esta forma de escolha, afastando, assim, a inconstitucionalidade da Lei.

Não vejo um interesse por parte do Governo em melhorar a qualidade da educação
pois centenas de escolas e creches sem o devido planejamento e sem condições adequadas para receber as nossas crianças estão funcionando e imaginem discussões a respeito de projeto pedagógico e eleições diretas...

Mas como já disse o Erik Schunk "Infelizmente a constante em nosso município foi a tendência ao uso eleitoral da Secretaria de Educação trazendo a resposta que seria esperada, ou seja, uma qualidade péssima de ensino, constatada na pesquisa IDEB de 2005 e confirmada em 2007com um resultado até acima do esperado.

É óbvio que em relação ao “novo” Governo que se iniciou não se pode cobrar por todos os erros do passado, a possibilidade de escolha democrática por parte de comunidade dos diretores das escolas municipais com certeza seria positiva pelo menos para evitar os excessos praticados em nome da politicagem, ou seja, a nomeação de pessoas que não tenham qualquer envolvimento com a comunidade e também que não tenham preparação para trabalhar na área. Mas, essa eleição direta é importante se houver o respeito a decisão da comunidade, já que na época de Governadora Rosinha desrespeitava em torno de 20% das escolhas da comunidade. Enquanto em Campos a eleição direta não ocorre está em andamento no Congresso Nacional o texto substitutivo ao projeto de lei (PLS 344/07) que institui a eleição direta para as funções de direção das escolas públicas de educação básica, exceto nos entes federativos em que o cargo já esteja organizado em carreira e provido por intermédio de concurso público e de provas e títulos. De acordo com o substitutivo, o acesso às funções de direção das escolas públicas por eleição direta, dentre profissionais de educação, para mandato de no máximo dois anos, com direito a uma reeleição. A eleição contará com a participação da comunidade escolar, constituída por professores, funcionários, estudantes e seus responsáveis. Antes da eleição, os candidatos deverão ser aprovados em curso de capacitação em gestão educacional e terão sua administração avaliada para fins de direito à reeleição para qualquer das funções de direção.
Apenas quando a educação for de fato uma prioridade em nosso município será possível reverter esse quadro de séculos de atraso e acima de tudo de violência contra a população carente que continua aguardando a tal cidadania... Mas porque acreditar em Rosinha para liderar esse processo? Afinal, ela recentemente teve a oportunidade de provar que não apóia a educação pública de qualidade, pois como governadora do Estado do Rio de Janeiro fez todo o possível para atrapalhar a vida das professoras e das escolas públicas, culminando até em extrema violência policial contra as manifestações pacíficas dos professores..."

E para completar a enrolação à respeito do tema,a SMEC resolveu dar um jeitinho de garantir que os nomeados pudessem continuar na gestão,oferecendo a estes um curso de Gestão .Uma pergunta fica no ar :Essa oportunidade não deveria ser dada aos profissionais da rede que são formados em Pedagogia para melhor qualificá-los para que assim pudessem se candidatarem ao cargo de diretor?

Se temos 247 unidades escolares,com certeza o governo não tem nomes suficientes para ocuparem os cargos,já que a maioria das Unidades Escolares puxam vice e até mais de um diretor.Forma sábia de capacitar os seus para disputarem a seleção.Com certeza eles darão 3 nomes e colocará a comunidade para escolher entre os deles e assim a ditadura continua de forma mascarada.

Considerações sobre a audiência pública:Professora Monica


É para lá de bom falar sobre os saldos positivos,isto nos revigora para a luta!


Em meio ao debate,um dos assuntos que surgiu foi o abuso de poder por parte de alguns diretores e também a questão da qualificação profissional dos diretores escolares da Rede Municipal,e com uma inquietação da platéia, o presidente da câmara, quebrou o protocolo e concedeu a palavra a um Professor presente para falar em nome da categoria .

A professora Mônica que aqui na Blogosfera iniciou a campanha da Direja já para Diretor de Escola,nos representou ,ressaltando a importância da mesma,dizendo que esta não feria a lei e nem tiraria o mérito da Prefeita em dar posse àqueles que as comunidades elegeriam para representá-las ,mas sim teria a oportunidade de fazer da Escola a porta para a Democracia,já que é nela que pensamos quando queremos formar cidadãos;bem como deixou claro que ainda hoje na rede existem pessoas que foram indicadas e preenchem cargos de direção de escola sem a formação mínima exigida.

Enfatizou também a questão ,onde alunos de uma escola estudam com as carteiras encostadas no quadro;a situação dos alunos da EJA que estudam em turma multisseriada,onde apenas um professor tem que ministrar aulas para 4 turmas ao mesmo tempo ,dificultando a aprendizagem dos mesmos,pois estes acordam muito cedo para o trabalho ;da realidade de existirem professores sobrando .

Foi um momento realmente ímpar a sua participação...

Vale a pena conferir as suas considerações a respeito da Audiência Pública realizada na planície:
Ensinar - Projeto de vida: Considerações sobre a Audiência Pública no último dia 09.

sábado, 11 de julho de 2009

INFORMES DA REDE MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE CAMPOS

Divulgando a pedido de Graciete Santana...

"No dia 09 de julho tivemos uma audiência pública na Câmara dos Vereadores, com a comissão de educação da Câmara. Participamos, eu e o Fábio, com a apresentação da pauta de reivindicações da categoria. A questão central abordada foi a eleição direta para diretores de escola. O presidente da Câmara, a comisão de educação e demais vereadores presentes assumiram o compromisso de aprovar projeto de lei, com indicação ao executivo a fim de promover as eleições diretas para diretores de escola logo após término do recesso parlamentar.
Se isso se tornar realidade representará um avanço para os profissionais da rede municipal.
Além disso, como já afirmei, tive oportunidade durante a minha fala, de abordar outros assuntos, dentre os quais a necessidade de convocação de concursados de 2008, que a junção de turmas não soluciona a carência de profissionais de educação. A representante da Secretária de Educação informou que, o quadro é de carência em determinados distritos e excedentes em outros, mas que em relação aos remanejamentos ocorridos recentemente o PARECER DA PROCURADORIA DIZ QUE OS PROFISSIONAIS EM ESTÁGIO PROBATÓRIO NÃO PODEM SER REMANEJADOS. Portanto a secretaria terá que rever os remanejamentos feitos.
Solicito aos colegas que divulguem isso na rede municipal, para que os profissionais atingidos por essa ação estejam atentos a sua recondução ao distrito para o qual prestou concurso".

Saudações fraternas e revolucionárias

ATENÇÃO:Funcionários e professores da rede estadual

Achei legal divulgar:SEPE-NA LUTA PELA EDUCAÇÃO -CONTRA A CRISE E A PRIVATIZAÇÃO: Funcionários e professores da rede estadual!

ATENÇÃO

Funcionários e professores da rede estadual!

Concursados de 93, e que tem a matricula "5 milhões".


Dê entrada ao processo para receber os atrasados do triênio 97 a 99 que o governo não pagou até hoje. Os documentos necessários são:

Requerimento padrão ( pode ser pego na escola ou na coordenadoria);

Contracheque de outubro e novembro de 1999;

Cópia do ultimo contracheque;

Cópia do ato de investidura;

Cópia da identidade e do CPF.

Você pode dar entrada ao processo na escola ou na coordenadoria.

Endereço da metropolitana II: Rua José Ramos de Oliveira s/n – Paiva – São Gonçalo.
Telefone: 21 3703-2293

domingo, 5 de julho de 2009

Eleição Direta para Diretores de Escola é Debate em Audiência Pública na Câmara de Vereadores


Não custa lembrar: "Quem não luta por seus direitos,
vive a espera de favores..."


A Comissão de Educação da Câmara, por iniciativa dos vereadores Dona Penha (PPS) - presidente da comissão - e Renato Barbosa (PT), convocou a audiência pública para o DIA 09 DE JULHO ,às 15:00 horas na Câmara dos Vereadores para a discussão das eleições diretas para a direção das escolas da rede municipal, conforme solicitação do SEPE Campos motivada por deliberação em assembleia da categoria.

A Secretaria Maria Auxiliadora Freitas foi convocada para discutir o assunto com o Legislativo e a sociedade...

Tramita naquela Casa de Leis um projeto de Lei de autoria de Renato Barbosa (PT) que determina a gestão democrática nas escolas municipais. Na ultima audiência com o SEPE, a Secretaria Auxiliadora Freitas condicionou a instalação de um grupo de trabalho para implementar o processo à aprovação da prefeita Rosinha.


Todos lá....


domingo, 28 de junho de 2009

O assunto é...SEPE Campos 2...

Como já disse neste espaço, não entendo nada de sindicato,apenas não quero viver à espera de favores,prefiro lutar pelos meus direitos...e meu envolvimento com o SEPE começou logo após a professora Monica do Blog Ensinar - Projeto de vida iniciar a campanha para a Eleição Direta para diretores e vice-diretores de Campos dos Goytacazes ...foi querendo isso que procurei o SEPE e digo que muitos filiados ultimamente buscaram o sindicato pelo mesmo motivo.

Comecei indo às assembleias do Sepe e lá conheci alguns que representam a categoria e neste contato fui convidada para fazer parte de uma das chapas ..não nego que pela expectativa que me envolvia fui impulsionada a aceitar o convite.No início por insegurança e por não saber no que estava me envolvendo,questionei comigo e com alguns sobre inquietações que me afligiam...

Muito bem a eleição passou...minha chapa tem 26 componentes e estes foram subdivididos em 3 grupos...Dois destes terão 3 indicações e um apenas 2 representantes na direção...

A maioria que hoje ocupam cargos na direção,continuarão a acupá-los;fui comunicada por uma das componentes da chapa que ela estaria pleiteando a minha indicação,questionei de início se isso não deveria ser feito entre todos ,mas parece que em conversas informais já foi decidido que um não abria mão,outro teria o direito de indicar alguém e percebi que estava sendo envolvida nesta questão sem muito bem entendê-la...fico a pensar nos outros componentes que também fazem parte da luta e que não tem o direito de pleitear nada...não se sentiriam ofendidos em participarem de um jogo de cartas marcadas?Será que alguns foram usados por outros para atingirem os seus interesses?Você deve estar se perguntando o por quê do meu chororô se eu tenho possibilidades de fazer parte da direção.

Não poderia deixar de usar este espaço para comunicar minhas decisões,já que ele serviu de campanha por esses dias para a chapa da qual fiz parte.Não pretendo participar da direção no momento,pois nem uma licença sindical resolveria o meu problema:"O Tempo";pois sei que este terá que ser empregado para que a categoria seja representada como merece e a "nova direção" terá que se dedicar bastante para reaproximar a categoria do sindicato e confesso que sempre com expectativas vou para as assembleias do SEPE e como a professora Monica convoquei a categoria para a última que foi realizada na quarta-feira(24/04) e a falta de sintonia foi como um balde de água fria.

Eu não desisti da luta! Continuo nos bastidores e a minha preocupação é a mesma que invadiu a professora Monica.Veja o seu relato:

"...
Minha preocupação maior é: Será que todo aquele empenho de luta e ideal ficou depositado nas urnas?
...
De verdade tinha uma expectativa muito boa para essa assembleia, afinal acabamos de sair de uma eleição que, no meu ponto de vista, nos aguça a arregaçar as mangas e botar a mão na massa. Mas a realidade foi bem outra.

A proposta comum de todas as chapas era reaproximar a categoria ao SEPE, mas a categoria só se aproximará se acreditar e vir em sua liderança firmeza, determinação e principalmente compromisso.

(Confira na íntegra aqui.)

No mesmo dia encontrei com a professora Graciete e ela disse que havia feito um comentário em seu blog a respeito de uma postagem que escrevi "Sobre a eleição do SEPE" Palavras Acesas: COMENTÁRIO EM UM BLOG....

A respeito do comentário acima ,quero esclarecer que quando postei aqui no Blog sobre a eleição do SEPE, e afirmei que se a chapa 2, que corresponde a 5 em Campos, não ganhasse no SEPE CENTRAL não seria possível romper com os rumos que caracterizam a direção estadual é justamente por saber que apesar de todo esforço o SEPE não tem conseguido absorver com eficácia as políticas para os funcionários da Educação do Estado.Existe a desmobilizalção,este fato é real e isso prejudica e muito na conquista de nossos direitos.Não tem existido uma organização para este enfretamento,as assembleias não tem quórum,não são realizados encontros semestrais de funcionários e a luta por uma política salarial unificada entre todos os setores da categoria.

Muito bem :A categoria elegeu para o SEPE RJ as chapas 1 e 4 , com 71% dos votos, constituindo desta forma em maioria absoluta, ocupando 34 das 48 cadeiras, restando 14 cadeiras para as chapa 2 e 3, que continuarão sendo parte minoritária do SEPE RJ...mas daí a falar que esta gestão "têm garantido aos Diretores que representam estas duas chapas em Campos mobilizar a categoria para a luta no mandato que está terminando como também neste que se inicia " não é bem a verdade,a verdade é que não há uma aproximação da categoria com o SEPE ;se a culpa é "do grupo majoritário de Campos o NÚCLEO que fica no IMOBILISMO devido as ligações destes com o governo Lula e Cabral"(Como ela afirma)eu não sei ,eu só sei que nossas lutas tem sido um fracasso e nosso sindicato não tem exercido sua autonomia diante dos governos e partidos políticos e não tem defendido melhores condições salariais e de trabalho e por isso mesmo não temos uma Educação de qualidade.

O Sindicato não tem encaminhado nossas lutas de acordo com a vontade da maioria,pois não tem existido a participação maciça de professores e funcionários.

Infelizmente essa Democracia interna não está tão saudável assim ...pois o sectarismo,partidarismo e isolamento da atual direção do sindicato foi desfiliado da CNTE(Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação) e embora discordemos neste ponto eu acredito que a CNTE e a CUT são entidades que representam no país a luta geral dos profissioanais da educação,protagonizam importantes discussões em nível nacional como o direito do Piso Salarial Profissional Nacional(PSPN),entre outras ações.

A professora afirmou que "diretores do SEPE defendem poupar o governo dessas cobranças", se infelizmente isto acontece...não deveria estar acontecendo pois a prioridade deveria ser os interesses da categoria.

A categoria decidiu num plebiscito a desfiliação do SEPE da CUT e daí o que foi feito?

quarta-feira, 24 de junho de 2009

O Assunto é...SEPE CAMPOS...




Palavras Acesas: ELEIÇÕES DO SEPE...



FABIO SIQUEIRA: Sobre o chororô na rede

Já que entrei para a luta ... as antenas ficam ligadas quando o assunto é SEPE..

Acredito que após esta eleição o SEPE tem tudo para reaproximar a categoria da rede municipal ao sindicato ,resgatando assim a capacidade de mobilização que tanto contribui para alcançar conquistas;digo isto pois as 3 vezes que a urna chegou á escola muitos professores queriam participar mas, não eram filiados e alguns já me procuraram para este fim.

Eu penso e quero ver nossas assembleias com centenas de professores da rede e nós que já estamos na luta precisamos saber ouvir quem está chegando...pois os novatos que aparecerem com certeza querem e devem falar.E a diretoria precisa estar unida pois os desafios são reais!

É essa categoria nova nos bastidores que poderá fazer muito e até mais do que muitos que ocupam o assento na direção!...

Nossa categoria anda oprimida,sem ânimo,é preciso animá-la e nosso companheiro e visionário de luta Maicon Bezerra já disse " O sindicato precisa estar com a categoria para que a mesma esteja com o sindicato. A permanente prestação de contas e a constante convocação dos profissionais da educação para viver a dinâmica da mobilização devem ser os princípios básicos da ação do SEPE-Campos. Para isto é preciso atitude e disposição de luta e organização, utilizando recursos que devemos construir e adquirir, como jornal, carro de som, portal na Internet, e etc..."

É importante lembrarmos que a companheira Graciete Santana Nogueira Nunes, líder sindical do SEPE, militante-dirigente do PCB, sempre demonstrou sua capacidade de lutar pelo que acredita, ...Concorde-se ou não com suas crenças políticas, uma coisa é inegável: Ela tem coragem...!

Antes mesmo de saber que faria parte desse processo eleitoral fiquei bem atenta quando li sobre as eleições do SEPE (bem antes das chapas serem formadas)e procurei guardar comigo algumas coisas para na hora certa compartilhar neste espaço.

Em Campos dos G., o SEPE acabou de encerrar um processo de eleições internas para definir seus novos dirigentes...A própria estrutura do SEPE, colegiada e proporcional onde não há um presidente, e os menos votados ocupam assentos na direção, na proporção dos votos obtidos, "exige uma cauterização das cicatrizes deixadas no processo eleitoral..."(XACAL).

A Democracia interna do Sindicato é mais saudável... embora abrigue um número não muito pequeno de tendências e facções,não impedem de alcançarmos importantes conquistas e mantê-las ...lógico que algumas tendências permanecerão,algumas irão quando as incompatibilidades forem irremediáveis, e outras se fundirão...

Acho que agora mais do que nunca não podemos deixar que a disputa por hegemonia do aparato partidário e sindical imobilize o SEPE com lutas fraticidas...Pois não é hora de concentrarmos energias em derrubar o adversário interno e sim de unificarmos em torno do inimigo comum externo...

Nesse contexto, é importante a atual direção sindical não fazer corpo mole frente a necessidade de unificar a luta pelos direitos da categoria e conquistar direitos que são de todos!É preciso conseguirmos enxergar além dos cortes políticos das nossas tendências e facções...

Tomara que essa Assembleia de hoje sirva para romper esses laços que atam a conquista dos direitos dos profissionais de ensino da rede municipal...

"Mas que fique claro: melhor a democracia interna que a obediência cega e "religiosa" aos "senhores feudais partidários"...!"(Xacal)


A Assembleia de hoje, convocada pelo SEPE, às 17 horas no Sindicato dos Bancários, onde estarão profissionais da educação da rede municipal, professores e funcionários, é um evento importante pois estaremos articulando uma maneira de enfrentarmos o descaso,a manipulação e o autoritarismos do governo.

Pode ser que não haja tantas pessoas no encontro mas "política não se faz apenas com quantidade, porém muito mais com simbologia..."

É urgente despertar a categoria para comparecer ás assembleias, arrumar uma maneira das nossas reivindicações se alastrarem por cada Escola municipal, quer seja com a reivindicação por melhores condições materiais e salariais, quer seja com o movimento eleição direta, diretor...!

E aí categoria da Educação?
Quando conseguiremos falar bem alto aos ouvidos anestesiados da sociedade que o governo detesta a Educação pública, gratuita e de qualidade???

Quando diremos que não podem os mais trabalhar sob o jugo de diretores,indicados em esquemas de vereadores e cabos eleitorais???


E já está marcada a audiência pública na Câmara Municipal sobre as Diretas para as escolas municipais. Vai ser no dia 02 de Julho às 15:00.

terça-feira, 23 de junho de 2009

SEPE:Assembleia da Rede Municipal

O SEPE, Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação/Núcleo Campos, realiza amanhã assembleia da rede municipal .
O Sindicato convoca os profissionais a intensificarem a luta pelas eleições para diretores de escolas.

A Direção do Sindicato afirma que O princípio básico da democracia passa pela escolha livre de representantes nas diversas esferas de poder e na escola não pode ser de outra forma. Gestão democrática não é apenas eleição de diretores, mas esta é imprescindível para que uma gestão com participação de pais, professores, funcionários e alunos aconteça de fato.

Negar à comunidade escolar o direito de escolher seus gestores é o primeiro ataque que o governo faz à categoria, tentando impor “apadrinhados” para as direções das escolas municipais.

Abaixo a pauta básica de reivindicações apresentada pelo SEPE ao governo municipal.




· Realização imediata de eleições diretas para a direção das escolas.

· Convocação de concursados aprovados e classificados em 2008.

· Realização de concurso público para funcionários de escolas.

· Enquadramento por tempo de serviço.

· Equiparação salarial entre pedagogos (as) e demais cargos de profissionais da educação.


A assembléia acontece às 17 h na sede do Sindicato dos Bancários.


Ana Paula Motta - ASCOM- SEPE/CAMPOS

domingo, 21 de junho de 2009

Vitória da Chapa 5 em Campos

Boas novas devem ser anunciadas e trago com alegria o resultado sobre a eleição do SEPE (Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação), núcleo Campos. A Chapa 5 obteve 50% dos votos e vai ter a maioria da gestão colegiada do sindicato.
Os outros 50% vão ser dividos entre as outras chapas de acordo com o princípio da proporcionalidade.
No Rio de Janeiro a apuração do SEPE Central ainda não chegou ao fim, mas ao que parece as notícias não são muito promissoras.

Eu não entendo muito de Sindicato,mas não me falta vontade de aprender...

Agora a luta é luta ...e é para valer!!!

Se a chapa 2 não ganhar mesmo no Rio não teremos como romper com os rumos que caracterizaram a direção do estado mas ...o Núcleo em Campos parece que votou e provou que quer resgatar a parceria com a CUT e a CNTE.Como será que isto irá acontecer?

Seria a hora de fortalecermos o núcleo em Campos e reaproximarmos a categoria e resgatar a capacidade de mobilização para alcançar conquista como as Diretas já para Diretor de Escola e plano de carreiras!
É luta na certa!!!!


Estou feliz mesmo sabendo que a luta é grande!!!

Parcial:apuração dos votos das eleições do SEPE-RJ.


Com a palavra: FABIO SIQUEIRA: Parcial

"Do Rio nos chegam as primeiras notícias da apuração dos votos das eleições do SEPE-RJ.
Em Campos, a Chapa 5 - maioria na atual gestão - deve permanecer à frente do núcleo local, tendo conquistado mais de 50% dos votos e, provavelmente, 9 vagas no colegiado de 17 diretores.
Já para a direção estadual as notícias não são boas. A tendência é a manutenção das Chapas 1 e 4 - responsáveis pela gestão temerária do sindicato ao longo da década, tanto no plano político quanto no plano administrativo - no controle da entidade."

sábado, 20 de junho de 2009

Sobre o resultado da eleição do SEPE ...



A Eleição do SEPE foi tranquila e ficou o pedido de uma das pessoas que trabalhou nestes dias:"A próxima Direção deveria informatizar os dados dos filiados e colocar na frente dos seus nomes a escola que atua para assim facilitar a identificação dos mesmos."

As urnas já foram para o Rio de Janeiro pela manhã de hoje e o resultado geral deve sair no início da próxima semana.Mas o que soube é que as urnas de Campos devem ter a apuração concluída até a a tarde de Domingo.Qualquer novidade divulgaremos aqui neste espaço!

Antes mesmo de saber os resultados e o percentual de votos que a chapa 5 conseguiu... deixo aqui meu agradecimento à todos que confiaram no grupo,a todos os mesários e motoristas que trabalharam nesta eleição,à todos os leitores que tiveram paciência por esses dias em que este espaço foi utilizado para a divulgação da chapa,à todos os colegas componentes da chapa que apesar da correria do fim do bimestre letivo não deixaram a bateria descarregar;independente do resultado ...a luta continua e a Unidade na Luta que ajudará defendermos nossos direitos e a não vivermos a espera de favores...

I Conferência Local de Controle Social

Já vem sendo muito divulgada aqui na Blogosfera Campista a "I Conferência Local de Controle Social" em Campos dos Goytacazes,RJ...

Mas a chamada especial vai para o George Coutinho do Blog "Outros Campos".

"Divulgo com entusiasmo a programação da "I Conferência Local de Controle Social" em Campos dos Goytacazes, RJ, cidade no Norte Fluminense usualmente dotada de somas vultuosas de recursos e baixíssimo nível de "controle social" ou de "controles democráticos" sobre o erário.

Tanto o é que usualmente as ações de maior impacto político na cidade são deflagradas na esteira do que a literatura contemporânea chama de "judicialização da política", o que significa que o aparato judicial do Estado, mediante seu braço repressivo, desbarata e criminaliza práticas nefastas e ilegais contra o bem público. Mas, como venho argumentando, o revés da judicialização é a inércia dos atores atuantes na sociedade civil que tanto depositam sua fé cívica na ação da justiça quanto aguardam, placidamente, que o poder judiciário faça aquilo que deveria sua prerrogativa: a fiscalização do Estado e da classe política.

Por tudo isso a ousada tentativa, mais uma vez capitaneada pelo professor Hamilton Garcia de Lima (Laboratório de Estudos da Sociedade Civil e do Estado - UENF), deve ser acompanhada de perto pelos interessados nas tramas ocorridas no espaço público local. Afinal, fóruns e conferências como as que ele tem promovido são vias de injeçao de reflexividade e crítica em um espaço público carente de intervenções de alto nível (vide os miseráveis debates no legislativo local como um dos nossos exemplos mais patéticos).

Em suma, divulguem e prestigiem. Justamente por se tratar de um projeto de extensão universitária podemos ter aí deflagrados aprendizados políticos e gramáticas morais de grande valia para uma sociedade acostumada com dois móveis rastaquera da ação política: a ação carismática de um lado ou o poder sistêmico e instrumental do "dinheiro fácil" no outro."
Veja a postagem na íntegra

terça-feira, 16 de junho de 2009

Ainda sobre as eleições no SEPE



Ao iniciar aqui em novembro na blogosfera uma campanha pela Professora Monica do blog Ensinar - Projeto de vida: ELEIÇÕES PARA DIRETOR E VICE DIRETOR NAS ESCOLAS DO MUNICÍPIO DE CAMPOS DOS GOYTACAZES eu me envolvi automaticamente com esta questão e desde então percebi que o SEPE em nome de todos os funcionários da Educação já levantava essa bandeira há anos e foi aí que resolvi me filiar e desta filiação e do contato com o grupo fui convidada para então compor uma das chapas que concorrem as eleições do SEPE.

Desde que desencadeou aqui neste espaço o Debate sobre as Diretas já para Diretor de escola este blog assumiu a responsabilidade de tentar atacar de frente as principais questões da crise educacional contemporânea. Como professora, apaixonada pela causa educacional, que sou,me esbarrei aqui na blogosfera com a militância do Professor Fábio Siqueira e pelo que sei muitas lutas reais travadas nos gabinetes entre o SEPE e o Governo,ele muito bem nos representou e gostei de saber que ele apoia a Chapa 5-Campos-Unidade na Luta e Chapa 2 no Rio.

Confira aqui por quê do seu apoio !

domingo, 14 de junho de 2009

CHAPA 5: UNIDADE NA LUTA(Eleição SEPE Campos)

Como blogueira envolvida com as lutas reais que existem na Educação,não poderia deixar de divulgar na blogosfera a Chapa 5 ,da qual faço parte.

A chapa 5 concorre nas próximas eleições à direção do núcleo Campos do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação, a se realizar entre os dias 16 e 19 de junho.

A Chapa 5 “Unidade na Luta”, maioria da direção do SEPE- Núcleo Campos, é formada por profissionais da educação que ajudaram a construir a história do nosso sindicato, sempre pelos interesses da categoria e discordam radicalmente da postura adotada pelos dirigentes do SEPE- RJ.

Quem não se lembra das assembleias realizadas em Campos com a presença de mais de mil pessoas? E no Rio de Janeiro, quando muitas vezes conseguíamos reunir cerca de 5 mil profissionais da educação?

E hoje, como está o SEPE?

A maioria da direção do sindicato é formada por representantes do PSOL e do PSTU que há mais de uma década não conseguem atingir os verdadeiros anseios dos profissionais da educação. Estão mais preocupados em fazer oposição aos governos do que negociar e obter conquistas para a categoria. A partidarização das duas ações sindicais faz com que os profissionais da educação se afastem cada vez mais do sindicato.
Incapaz de conquistar vitórias, a maioria da direção levou a categoria a mais uma derrota em 2007 na rede estadual, quando recusaram o reajuste de 25% proposto pelo Governo e hoje tivemos apenas 12%. Além disso, insistem em realizar cursos e seminários que não abordam temas ligados ao cotidiano da escola e dos profissionais da educação.

Como se não bastasse, a atual direção do SEPE tem nos empurrado para paralisações esvaziadas, que nos têm levado a descontos em nossos contracheques e a nenhuma conquista. Não devemos nos iludir com propostas sectárias de mudanças, queremos reconstruir um sindicato forte, representativo, democrático, transparente, disposto a negociar e lutar por suas reivindicações.




1 Acima a partir da esquerda: Valdicéia Jacintho(C.E.Julião Nogueira), Adriana Marques(c.E.Julião Nogueira), Paula Torres(CIEP Clóvis Tavares), Ana Lúcia de Souza(C.E.Rotary II), Regina Paula(Aposentada), Eroseléia Marques(ISEPAM), Mª Virgínia Cerqueira(ISEPAM), Tânia Mara Barrozo(Creche Escola João Siqueira dos Santos), Simone Sobral(C.E.Rotary II), Mônica Pâni(E.M.Santa Maria) e Eduardo Peixoto. Abaixo: Renato Gonçalves(CIEP Pedro Álvares Cabral), Norma Dias(Aposentada), Ângela Barbosa(C.E.Nilo Peçanha) , A professora blogueira Hilda Helena(E.M.Santa Maria)e Sandrelene Antunes(Escola M. Bartolomeu Lizandro).

DEMAIS MEMBROS DA CHAPA 5:

Célia Regina Toledo Pessanha(C.E.Nelson Pereira Rebel)
Carlos Ernesto G. Santafé Gomes(E.E.Simões d Rezende)
Claudiana Chagas de Souza(E.M.Olga Linhares)
Josué Rodrigues da Hora (E.M.Lions I)
Sandra Maria R.Ferreira Gomes(C.E.Thiers Cardoso)
Sandra Regina M.Dutra de Almeida(Aposentada)
Ângela Maria de Souza Vieira(C.E.Benta Pereira)
Ilda Ribeiro Manhães((CIEP Wilson Batista)
Olivier Almeida Filho(C.E.Nilo Pessanha)
Ruth Ribeiro do Rosário(C.E.Almirante Barboso)

POR UM SEPE FORTE E VITORIOSO -Chapa 5-Campos
-Chapa 2-Rio- SEPE 2 - CUT

Porque eles votam na CHAPA 5: UNIDADE NA LUTA(Eleição SEPE Campos)



Luciano D’Angelo
Professor, fundador do SEPE

"A Chapa 5 é a chapa da CUT. Tem referência na base. É a
única credenciada a promover o reencontro do SEPE com as
mobilizações de massa que caracterizaram as conquistas históricas
da categoria.
Uma chapa composta por educadores comprometidos sobretudo
com novas conquistas para os profissionais da educação e com a
melhoria da qualidade da educação pública.”


Odisséia Carvalho
Professora

“Votar na Chapa 5 em Campos e na Chapa 2 no Rio,é resgatar
o SEPE de luta,mobilização e conquistas. Não podemos permitir
que nosso sindicato seja usado para fins eleitoreiros e partidários,
precisamos unir forças para vencer!
Os profissionais da educação que fazem parte dessa chapa
ajudaram a fundar o nosso sindicato, portanto estão
comprometidos com a educação pública de qualidade. É preciso
refiliar o SEPE a CNTE e a CUT para fortalecer nossas lutas
nacionais!”




João Antonio Felicio
Secretário Internacional da Cut Nacional

“Apoio a chapa 2 no Rio e a Chapa 5 em Campos, pois
representam a chapa da CUT com profissionais da educação
comprometidos com ensino de qualidade.
Portanto, a hora é de romper definitivamente com o passado de
mordaças e algemas que hoje se encontra o SEPE, descortinando
um novo tempo de desenvolvimento, garantindo direitos e
fortalecendo conquistas.”

A IMPORTÂNCIA DOS DEPARTAMENTOS NO SINDICATO



BOletim -Unidade na Luta- Chapa 5

Entendemos ser fundamental fortalecer nas
redes estadual e municipal, o contato do
sindicato com a categoria e escolher em cada
escola um representante de base, resgatar
a formação de departamentos, tais como :
aposentados, funcionários, professores de 40
horas e animadores culturais.

A estruturação dos departamentos tem por
finalidade tratar de forma mais específica esses
setores da categoria.

Nós aposentados da educação, boa parte
dos quais contribuímos na construção deste
sindicato, nos dispomos a arregaçar as mangas
e trabalhar!

Queremos um sindicato organizado, que
possa dar mais assistência aos aposentados,
com propostas específicas para este setor
da categoria, encontros bimestrais e ações
concretas no sentido de contribuir para a
consolidação dessas propostas num sindicato
coeso e democrático.

Chega de promessas! Queremos nossa
paridade já, a incorporação do Programa Nova
Escola, prometido em outubro de 2007 depois
do manifesto apresentado no Encontro de
Aposentados em Cabo Frio.

Chega
de promessas
vãs, chega de
autoritarismo.


Somos
educadores
sempre!


Aposentados
sim, inativos
jamais!


Há vários anos o SEPE vem tentando dar
respostas aos grandes ataques que o conjunto
dos trabalhadores da educação, e em particular
os funcionários, vêm sofrendo. No entanto a
única forma de resistir é continuar lutando.

Apesar de todo o esforço o SEPE não tem
conseguido absorver com eficácia as políticas
específicas para os funcionários da educação.

Hoje os governantes se beneficiam dessa
desmobilização e atacam retirando os direitos
conquistados. É preciso organização para o
enfrentamento.

É importante a realização de encontros
semestrais de funcionários e a luta por uma
política salarial unificada entre todos os setores
da categoria.

Queremos um sindicato mais presente nas
escolas e com propostas que dêem conta
de questões como racismo e ainda política
de valorização do papel de educadores dos
funcionários administrativos.


Por um SEPE forte e independente.Sem partidarismo!


Os animadores culturais têm um papel
importante na construção de uma escola
integrada à comunidade com ações onde as
questões culturais façam parte do dia-a-dia e
ajudem na promoção da cidadania e inclusão
social dos nossos alunos.

Para que nossas ações sejam eficazes temos
que resolver questões específicas deste setor
da categoria.

Para tanto propomos:

» A regularização funcional
» Plano de carreira
» Profissionalização
» Encontros semestrais.

POR UM SEPE FORTE E VITORIOSO

sábado, 13 de junho de 2009

A Professoora Ana Maria pediu para divulgar...


MEC - UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE
ESR - INSTITUTO DE CIÊNCIAS DA SOCIEDADE E DESENVOLVIMENTO REGIONAL
COORDENAÇÃO DE EXTENSÃO
DEPARTAMENTO DE SERVIÇO SOCIAL



Projeto de Extensão: “Segundas Debates: Estudos Acadêmicos Complementares à Graduação.”



CONVITE

O Projeto de Extensão Segundas Debates, convida você a participar da Mesa-redonda Os Assentamentos Rurais e a Inclusão Produtiva: um caminho possível, no 15 dia de Junho - segunda-feira, no horário de 16:00 às 18:00 h no ESR/UFF-Campos – sala 01. Convidados:

David Barbosa – Coordenador Geral da COOPERPROCIC( Cooperativa de Produção e Comercialização dos Assentados de Ilha Grande e Che Guevara - Marrecas);

Fábio Cunha Coelho – Professor e pesquisador da UENF-CCTA/LFIT .

Mineiro – ( Assentamento Antônio de Faria – Lagoa de Cima).


Profª Ana Maria Almeida da Costa

Coordenadora do Projeto

Informações: Rua José do Patrocínio, 71 – Centro – Tel. 27220622 e 27330319, Ramal 4104 e 4112 no horário de 14:30 às 17:30h. Os certificados poderão ser solicitados na Secretaria da Coordenação de Extensão.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Ecos sobre as Conferência Municipal de Educação



Hoje lendo o Diário Oficial da planície campista o DECRETO Nº 193/2009 que Institui a Conferência Municipal de Educação e dá outras providências;um trecho me chamou a atenção e abaixo o reproduzi,para enfim tocar num ponto primordial.

A PREFEITA MUNICIPAL DE CAMPOS DOS GOYTACAZES, Estadodo Rio de Janeiro, no uso de suas atribuições legais, nos termos dosartigos 73, incisos IX, da Lei Orgânica do Município de Campos dosGoytacazes;
CONSIDERANDO a necessidade de inserir no conjunto das ações do Município, políticas educacionais que garantam a democratização da gestão e a qualidade social da educação entre os municípios fluminenses; DECRETA:

Art. 1º - Fica instituída a Conferência Municipal de Educação.

Art. 2º - O Município de Campos dos Goytacazes sediará, conforme estabelecido pelo Conselho Estadual de Educação/RJ, a Conferência Intermunicipal de Educação, a ser promovida no prazo máximo de 60 (sessenta) dias contados da publicação deste Decreto;

Art. 3º - O tema central da Conferência Municipal de Educação será “Construindo o Sistema Municipal Articulado de Educação: Plano Municipal de Educação, Diretrizes e Estratégias de Ação”.

Art. 4º - Fica delegado à Secretária Municipal de Educação, no uso de suas atribuições:

§ 1° - Estabelecer a estrutura organizacional da Conferência Municipal;

§ 2°- Constituir a Comissão Municipal composta por representantes:

a) da Secretaria Municipal de Governo
b) da Superintendência Escolar da Secretaria Municipal de Educação de Campos dos Goytacazes;
c) do Departamento Pedagógico da Secretaria Municipal de Educação de Campos dos Goytacazes ;
d) do Departamento de Serviço Social da Secretaria Municipal de Educação de Campos dos Goytacazes;
e) do Departamento de Projetos Especiais da Secretaria Municipal de Educação de Campos dos Goytacazes;
f) da Comissão de Sindicância da Coordenadoria Regional Norte FluminenseI;
g) da Gerência de Ensino, Gestão e Integração da Coordenadoria Regional
Norte Fluminense I;
h) do Setor Financeiro da Coordenadoria Regional Norte Fluminense I;
i) da Assessoria de Acompanhamento e Avaliação Coordenadoria Regional
Norte Fluminense I;
j) da Fundação Municipal da Infância e da Juventude;
k) da Fundação Municipal Zumbi dos Palmares;
l) da Secretaria Municipal da Família e Assistência Social;
m) da Secretaria Municipal de Saúde;
n) do Sindicato dos Profissionais de Educação - SEPE;
o) do Sindicato dos Profissionais Servidores Públicos Municipais -SIMPROSEP;
p) do Sindicato dos Professores das Escolas Particulares de Campos- SINPRO;
q) do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra - (MST);
r) do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino - SINEPE;
s) do Conselho Municipal de Educação de Campos;
t) do Fórum Interinstitucional dos Dirigentes do Ensino Superior de Campos dos Goytacazes - FIDESC;
u) do Centro de Defesa dos Direitos Humanos;
v) da Associação de Pais e Alunos;
w) da Federação de Estudantes de Campos - FEC;
x) da Federação de Estudantes Universitários de Campos - FEUC;
y) da Federação das Associações de Moradores e Amigos de Campos- FAMAC;
z) Centro Norte Fluminense para a Conservação da Natureza -CNFC

§ 3° - Firmar instrumentos de parcerias com entidades públicas e privadas no sentido de apoiar e patrocinar a realização da Conferência Municipal de Educação;

Art. 5º - Os recursos necessários para a realização da Conferência Municipal de Educação correrão a contas da Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes.

Parágrafo único - O Município de Campos dos Goytacazes participará,juntamente com os demais municípios integrantes da Conferência Intermunicipal de Educação, com recursos financeiros necessários a sua realização, além dos provenientes do Ministério de Educação.

Art. 6º - Este Decreto entra em vigor a partir da data de sua publicação.

Art. 7º - Revogam-se as disposições em contrário.
Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes, 26 de maio de 2009.Rosinha Garotinho
Prefeita


Já estava com vontade de comentar sobre esta Conferência desde antes de ontem quando fiquei sabendo de sua realização na Unidade Escolar que trabalho.

Chegando à casa após o trabalho, recebi um telefonema de um colega de trabalho perguntando se já sabia deste evento e, demonstrou muita expectativa no mesmo e disse que eu precisava estar ligada.

Hoje,após algumas navegações na Internet constatei que a Conferência da Segurança Pública já havia sido realizada e a postagem do Xacal e a sua impressão sobre a mesma ecoou e atingiu a blogueira.

Sei que não será o número de participantes que garantirá que a história da política e da gestão pública do Estado em nosso país sofra uma transformação.

Fico pensando neste governo atual e na falta de vontade de implantar políticas educacionais que garantam a democratização da gestão e a qualidade social da educação no Município pois esta foi a sinalização diante da Mobilização:Eu quero votar para diretor de escola!

Todos queremos uma Educação Pública de qualidade mas, só isso não basta ...é preciso estarmos atentos pois o governo em questão parece já ter demonstrado que quer "tomar para si a primazia da direção dos rumos de movimentos que deveriam ser autônomos, porém não impermeáveis, a ação dos governos...

Já está na hora de não aceitarmos discursos prontos e exercermos nossa cidadania definindo políticas que serão incorporadas e praticadas não só na planície,mas no Estado,e na União.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Gestão Educacional: Algumas Considerações




Quando se fala em gestão escolar ou educacional, em geral nos vem à lembrança os modelos administrativos. Quase que de imediato nos lembramos de expressões ou conceitos como: gestão participativa, autonomia escolar, flexibilização da gestão. E tudo isso nos leva à algumas indagações como: Por que nosso sistema escolar ainda enfrenta problemas tanto gestionários como didático-pedagógicos? A causa do baixo rendimento escolar de nossos alunos se explica a partir dos modelos administrativos? Planejando, avaliando e recebendo apoio financeiro as escolas conseguirão resolver seus problemas? Ou direcionar dinheiro às escolas é só mais uma forma de mascarar o verdadeiro problema? Qual seria, então esse problema?

Olhando para a história constatamos que, principalmente a partir da década de 1970, começou-se a refletir sobre a administração escolar e sobre o papel do diretor. "Ao observar que não é possível para o diretor solucionar sozinho todos os problemas e questões relativos à sua escola, adotaram a abordagem participativa fundada no princípio de que, para a organização ter sucesso, é necessário que os diretores busquem o conhecimento específico e a experiência dos seus companheiros de trabalho". (LÜCK, 2000, p.19). E a autora afirma em seguida que as teorias da gestão escolar podem ser divididas a partir de duas bases: uma psicológica e outra social. As de base psicológica podem ser consideradas como de "modelo cognitivo" e "modelo afetivo"; as teorias de base social partem do "modelo de democracia" e do "modelo da consciência política".

Também é verdade que já houve tempo em que as escolas podiam ser consideradas reflexos do sistema autoritário de governo. Isso mudou, principalmente a partir da atual legislação, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB 9394/96) que menciona a preferência pelo modelo democrático e participativo da administração escolar. O artigo terceiro, inciso VIII da LDB, sobre os princípios do ensino no Brasil fala na: "gestão democrática do ensino público". Essa gestão democrática, como prevê o artigo 14, deve ter por base a participação tanto dos profissionais da educação, como da comunidade. E a LDB diz mais. No artigo 15 podemos ler: "Os sistemas de ensino assegurarão às unidades escolares públicas de educação básica que os integram progressivos graus de autonomia pedagógica e administrativa e de gestão financeira"

Do ponto de vista legal, portanto, estão completamente superados eventuais vestígios de autoritarismo.

Nossa questão, portanto é: como se efetivará a gestão democrática? Qual sua relação com o planejamento, o financiamento e a avaliação?

Começamos dizendo que deste ponto de vista a gestão escolar ou educacional pode ser entendida como o caminho, o modelo e as posturas envolvidas e desenvolvidas para gerir o sistema escolar ou as escolas. Para essa gestão é que a lei prevê a necessidade de ser democrática com crescente autonomia. Trata-se portanto de um movimento de alteração das relações de poder, do papel do Estado e dos atores sociais. Embora esteja falando a partir do modelo português, o que diz João Barroso, aplica-se à nossa realidade: "essa alteração vai no sentido de transferir poderes e funções do nível nacional e regional para o nível local, reconhecendo a escola como um lugar central de gestão e a comunidade local (em particular os pais e alunos) como um parceiro essencial na tomada de decisões" (BARROSO, 2003, p. 13)

Isso nos leva a mais uma indagação: em que consiste essa autonomia?

O sistema de ensino público, mesmo concedendo autonomia às instituições escolares, ainda mantém a supremacia legislativa e normativa: é o poder público que contrata e mantém os professores e demais funcionários das escolas; o dinheiro aplicado nas escolas vem do poder público. Mesmo no ensino superior, em instituições que mantêm fundações ou outras instituições para captação de recursos, o poder público mantém a normatização de funcionamento, além do quadro funcional. Na iniciativa privada não é diferente: o poder publico mantém constante e severa vigilância. Portanto a autonomia não é absoluta, pois acima das instituições de ensino permanecem as instituições do Estado. Neste caso para que aconteça a autonomia ela precisa ser construída mediante sintonia de interesses e pela crescente possibilidade de diálogo entre o poder público, a sociedade civil e a comunidade escolar. A gestão democrática e participativa se constrói, portanto, pela sintonia desses três vértices do triângulo dos interessados.

Neste caso nem a gestão democrática é algo pronto, nem a autonomia um ponto de chegada e definitivo. Mas se trata de um processo construído no cotidiano das ações.

Mas existe um outro lado da autonomia que pode soar um pouco mais problemático. Por que o poder público, ou o Estado, alimenta a gestão democrática? Por que quem detém o poder estaria abrindo mão dele?

É o mesmo João Barroso quem nos responde a partir de uma breve análise do conceito de "territorialização" e da autonomia consentida. A territorialização consiste numa diversidade de processos que "vão no sentido de valorizar os poderes periféricos, a mobilização dos actores e a contextualização da acção política". (2003, p. 14). E o autor continua, dizendo que: esse processo "tem por pano de fundo um conflito de legitimidade entre o Estado e a sociedade, entre o público e o privado, entre o interesse comum e os interesses individuais, entre o central e o local" (2003, p. 14).

Dentro desse processo, diz esse autor, podem existir mecanismos promovendo uma espécie de privatização da escola pública; ou uma forma do poder central transferir para as periferias os problemas aos quais não sabe ou não pode resolver; pode manifestar-se, também, como mecanismo de controle indireto. São efetivamente riscos que se corre, e que são previsíveis dentro da ideologia ou do modelo de um Estado que se assente no neoliberalismo. Mas, ao mesmo tempo, pode-se ver nesse processo o resultado de mobilizações de atores sociais locais, apropriando-se de espaços antes controlados exclusivamente pelo poder central. Em outras palavras, o que se percebe é a permanência dos conflitos, mas agora não de forma explosiva e sim dialogada, democratizada... não se pode dizer que as novas tendências de gestão superam os conflitos e contradições da sociedade capitalista, mas que abre espaço para o diálogo, acenando para uma perspectiva democrática do universo educacional. E com isso voltamos à afirmação da democratização do ambiente educacional.

Agora se pode perguntar: esse processo de democratização e de ampliação da autonomia educativa é positivo ou problemático para a sociedade? A reposta vai depender da análise do fenômeno, respondendo a estas indagações: trata-se de uma forma de transferir problemas insolúveis para a comunidade? Ou trata-se de um avanço da mobilização dos atores sociais?

O que podemos observar, concretamente é que, a partir de um processo de gestão democrática, a comunidade escolar – particularmente os gestores – é levada a melhor planejar o cotidiano escolar. Planejamento não só das ações pedagógicas, mas também dos processos financeiros e das relações com os pais e alunos. Dentro desse processo a escola tem condições de ultrapassar seus próprios muros.

Também se pode dizer que a partir dessa perspectiva o Estado, por meio de vários programas, direciona dinheiro para as escolas – e aqui estamos pensando, especificamente,nas escolas públicas estaduais. Esse dinheiro é administrado não somente pelo diretor e demais funcionários das escolas, mas por uma equipe gestora da qual também participam pais e alunos – essa equipe, recebe diferentes denominações: APP, APM, Caixa Escolar.... O processo participativo ocorre, não só pela recepção e distribuição do dinheiro, mas num processo anterior, quando pais, alunos e membros da escola opinam sobre como e onde deve ser aplicado o dinheiro que virá. Portanto, a previsão, o planejamento, é anterior à remessa. O dinheiro chega às escola, sim, mas a partir de planejamento.

Estamos, pois, diante de um novo modelo gestionário da ação escolar. Um modelo que democratiza a participação, que demanda planejamento, que, a partir do planejamento, consegue gerir e aplicar a verba destinada à escola. Podemos, inclusive, admitir que haja menor risco de desvio de verbas, o que seria assunto para outra discussão, evidentemente. Também podemos admitir que esse modelo pode ser um mecanismo que esteja ocultando a incapacidade ou a má vontade do centro do poder; pode ser uma manifestação da manipulação exercida sobre os atores sociais. Mas também pode ser mais uma conquista da mobilização social. E, talvez, havendo mais mobilização, haja mais conquistas...

Prof. Ms Neri P. Carneiro(Filósofo, Teólogo, Historiador
FALAESCRITA

terça-feira, 26 de maio de 2009

Gestores da Rede Municipal utilizam o poder do cargo para impor sua decisão.



Parece que a indignação é a palavra certa para definir o ocorrido ...
Leia aqui o relato da Professora Luciana - que foi pressionada e coagida no sentido da imposição da aplicação da tal "avaliação externa" à sua turma - em seu blog pessoal.

O Professor Fábio Siqueira nesta postagem esbanjou sabedoria ao retratar o assunto e caprichou no título nos ajudando a entender a ausência de democracia , o constrangimento e o desrespeito que passaram as crianças e a Professora.

A atitude da Professora em procurar o SEPE a ajudou e também facilitou a direção do Sindicato a intervir no problema.

Há dias atrás dei uma chamada paraesta postagem e desde que li ,esse trecho não me saiu da cabeça...Será que o Xacal já previa?

"Não digam que sou contra avaliações de desempenho...Não é nada disso...O problema é que avaliação como "punição" é uma mera estratégia para achatar salários, dividir a categoria(com vencimentos distintos), e finalmente, colocar a responsabilidade toda em cima do magistério, eximindo assim quem a tem, ou seja: os governos que formulam e executam as políticas públicas de Educação...

Avaliação é ferramenta de planejamento, para que os erros sejam sanados, e convertidos em soluções para o melhor desempenho...a quantificação isolada, e em si mesmada, não serve a nada, a não ser estigmatizar e impedir um verdadeiro diálogo para solução dos gargalos..."

O blogueiro campista Dignidade fez esta postagem retratando a FALSA DEMOCRACIA NA REDE MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO e demonstrando o seu apoio à professora envolvida na situação.

Também a professora Monica do blog Ensinar - Projeto de vida deu o seu recado através da imagem inserida na chamada para os link do relato da professora:Uma escola que não é democrática,não educa para a DEMOCRACIA!!!!

Eu,como a professora e blogueira que sou, não poderia deixar de demonstrar toda a minha indignação e meu total apoio à Professora Luciana e me junto a ela nesta luta!

domingo, 24 de maio de 2009

I SEMINÁRIO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DO CAMPO.


CONVITE

A SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE CAMPOS ESTARÁ REALIZANDO I SEMINÁRIO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DO CAMPO.
O Seminário representa um marco na implantação de uma política pública de educação do campo no município.
SUA PARTICIPAÇÃO É DE FUNDAMENTAL IMPORTÂNCIA!

/DATA- 28/05/09
LOCAL- CENTRO DE CONVENÇÕES DA UENF
HORA- 8h //ás 17h

Será fornecido certificado!

Participe! Divulgue!

Para maiores informações,clique abaixo:

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Assembleia do SEPE



No blog A TroLhA: Informe TROlHa sindical... já tivemos o informe sobre a Assembleia de ontem , o recado também foi dado pela Professora Monica Ensinar - Projeto de vida: Notícias da Assembleia do SEPE e também a Professora Luciana deu o seu parecer:Profª Luciana: Curso de formação para gestores em Campos. Enquanto isso a sonhada democracia continua nos sonhos!!!

Tudo confirma "Quem não luta por seus direitos, vive a espera de favores..."



A Graciete Santana em seu blog Palavras Acesas: já informou que um ofício foi enviado à COMISSÃO DE EDUCAÇÃO da Câmara dos Vereadores para solicitar uma AUDIÊNCIA PÚBLICA para que seja aberto o debate sobre a reivindicação da categoria para a eleição direta de diretores de escola.
Estamos aguardando a resposta!

Vale a pena conferir os links!!!!

terça-feira, 19 de maio de 2009

Assembleia hoje !


O SEPE/Campos (Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação) realiza assembleia hoje (19 de maio) às 17 h no Sindicato dos Bancários.
Na pauta da reunião estão:

-Informes da audiência com a Secretária Auxiliadora Freitas que aconteceu no dia 12 de maio.

- Seminário sobre Gestão Democrática que acontece na 1ª quinzena de junho

-Campanha "Eu Quero Votar: Eleições Diretas para diretores de escolas".

Abaixo os principais pontos da pauta de revindicações apresentada pelo SEPE (Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação).

· Realização imediata de eleições diretas para a direção das escolas.

· Convocação de concursados aprovados e classificados em 2008.

· Realização de concurso público para funcionários de escolas.

· Enquadramento por tempo de serviço.

· Equiparação salarial entre pedagogos (as) e demais cargos de profissionais da educação.



Ana Paula Motta - SECOM -SEPE/Campos

domingo, 17 de maio de 2009

O SEPE convoca os profissionais da REDE MUNICIPAL para uma Assembleia



Ops, ops...o pessoal do SEPE nos enviou mensagem para retificar a data da assembléia da categoria...Presta atenção aí, e compareça...


Quem não luta por seus direitos, vive a espera de favores..."

A Direção do SEPE/RJ pede divulgação e ainda retifica a data da próxima assembleia que será dia 19 e não 18 conforme divulgação anterior.

O Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação , SEPE/Núcleo Campos, se reuniu com a Secretária de Educação Auxiliadora Freitas no dia 26 de março .Na ocasião apresentou a secretária a pauta de reivindicações da categoria.
Realizou assembléias com a categoria onde deliberou pela realização do lançamento da Campanha "Eu quero votar:Eleições Diretas para a direção de Escolas".
O lançamento aconteceu , dia 8 de maio ao meio dia no Calçadão em Campos.Logo após O SEPE se reuniu com a Secretária de Educação e o Secretário de Administração no dia 12 de maio e pudemos ver pelo relato do Professor Renato Gonnçalves que infelizmente deu SEPE X SMEC, em vez de SEPE + SMEC.

A próxima assembléia da categoria acontece no próximo dia 19 de maio às 17h no Sindicato dos Bancários.


NOvamente volto a postar o que havia dito anteriormente....

É preciso pensar com urgência o que está te impedindo os profissionais da rede municipal a se moverem...

Todos estão procurando melhores condições de trabalho,muitos querem o plano de cargo, condições estruturais para atuarem,querem a democratização na escola , mas insistem em se distanciar radicalmente de qualquer movimento...

A desvalorização dos profissionais e e o descaso com a Educação e as condições impostas às quais somos forçados a nos submeter deveria gerar no grupo um forte sentimento de inadequação diante de valores que não nos diz respeito, levando todos a querer uma mudança.

O quadro social do SEPE parece ser psicologicamente favorável, é natural o ajuntamento ,aglutinados em grupos na mesma luta, é fácil cultivar valores deixados para trás,e na tentativa de conquistar melhores condições dividimos o mesmo tipo de sentimento ,ficando mais fácil associar e dinamizar nossas ações para a formação de um movimento social,na defesa de nossos interesses .

Não entendo o porque das pessoas não se sentirem estimuladas à formação de movimentos sociais , pois eu como você sabemos o tamanho do descaso de nossos governantes em relação à Educação.

O isolamento e a alienação que afetam as pessoas que, por razões econômicas ou por conta de doenças, entre outros motivos, acabam se afastando da sociedade que lhes é comum não pode contaminar a classe!!!

Nossos representantes políticos,precisam tornar-se inseguros,a classe precisa ajudá-los a vivenciar a ameaça de perder o status alcançado e para isso é necessário engajar em movimentos que assegure uma melhoria na área de atuação profissional.

A depressão que assola a tantos poderia levar pessoas a se ocuparem de outras, no afã de se sentirem úteis e de resolver problemas comuns, poderiam se engajar em movimentos sociais.

Temos que entender que o momento que a gente vive é histórico e o espaço da planície campista é um espaço geográfico perfeito para propiciar um movimento social para o agir, no afã de instaurar mudanças sociais.

Fatores individuais e sociais não faltam para levar uma pessoa a atuar como um membro para a formação de um movimento .Por que tanta resistência???

Nós e a sociedade em partes ou no todo somos uma só rede de relações que transformamos e nos transformam...É fácil entender que há motivos e as condições estruturais são favoráveis aos movimentos sociais.

Mantenha seu pensamento voltado para a pessoa humama – o ator social,o sujeito impulsionador das mudanças, das transformações. Identifique as condiçõesde estrutura social que possam ter levado qualquer grupo à formação de ummovimento social; procure descobrir quais fatores individuais contribuíram para tal e como o movimento foi se formando.Se você está “em dia” com a cidadania, ótimo! Não estando tão bem quanto o que imagina que deveria, providencie a releitura, debata com seus colegas de profissão, recorra ao SEPE.O importante é não deixar pendências que futuramente poderão destruir o que você já conquistou. Afinal, a atualização da ordem social depende da ação do coletivo – e você não pertence a ele?


Falésia de Lagoa Doce cai ....

Na madrugada de ontem ao ler esta postagem no Blog do Paulo Noel: Agora só em fotos e nas chamadas da mesma para uma entrevista com professor Aristides Soffiati pensei na importância de pensarmos em uma forma de exploração que seja mais sustentável tanto por parte do poder público, quanto por quem recebe o turista, mas, sobretudo, pelo turista.

Vale a pena ler....

sábado, 16 de maio de 2009

Também me indigno..."Eu sou Auxiliar de Secretaria e também EDUCO".


Recebi este e-mail de uma leitora do blog e achei muito interessante,pois a indignação com o descaso na Educação não é só dos educadores,mas também das secretárias que também educam!!!
Confira:

Quero manifestar minha indignação pela situação não só da educação municipal mas também pela estadual. Passei no concurso da SMEC e fui convocada em
2006 para assumir como Auxiliar de secretaria.

Fui trabalhar em uma escola super problemática, sem nenhuma estrutura, mas com ótimos profissionais que realmente tiravam dinheiro do próprio bolso para realizar as atividades em sala de aula.Orgulho de dizer que saí dessa escola deixando minha marca lá.

Consegui transferência para uma escola municipalizada próxima a minha residência e o que acontece lá é incompreensível.

Trabalho em uma secretaria que tem 1 computador, que há aproximadamente um mês e meio queimou o HD e, portanto não funciona. A SMEC ainda não nos mandou um novo, pois "não tem" verbas disponíveis. A parte cômica da história é que o Governo Federal nos deu 10 computadores para montarmos um laboratório de informática (já chegaram há aproximadamente 7 meses) e até hoje não puderam ser instalados porque depende da SMEC vistoriar/instalar tomadas na sala. Também não podemos utilizar esses computadores para serviços da secretaria. Resultado: uma escola com quase 400 alunos voltando à Pré-história. Tenho mais de 50 históricos para fazer manuscrito (em duas vias originais) sujeito a refazer, pois não aceita-se rasura.
Não temos computador, máquina de escrever, nem xerox, mas temos que emitir declarações, históricos e outros. Não recebemos nenhuma verba como unidade Executora pq somos municipalizada e a máquina de xerox da SMEC está parada.

Mas de quem é o problema? Deve ser meu, porque da Secretária de educação não parece ser. Será que Rosinha deixaria um de seus filhos estudar durante um bimestre pelo menos nessa escola?
O terreno da escola é enorme e o mato maior ainda. Existem inúmeros focos de dengue e muitos ratos, mas isso também não deve ser problema da PMCG ou da SMEC, afinal nem respondem aos nossos ofícios. A diretora e a vice-diretora são indicadas, mas pelo menos são professoras da rede e lotadas na U.E. São pessoas comprometidas e que estão desenvolvendo um bom trabalho. Faço o meu trabalho com muito amor e dedicação.

Gostaria muito de saber de quem é a responsabilidade por todo esse descaso com a educação. Talvez seja melhor rasgar o regimento da SMEC, afinal ninguém é responsável por nada.
Fica a minha indignação e o meu apoio ao seu blog e a sua luta.
Eu sou Auxiliar de Secretaria e também EDUCO.
Um grande abraço!!!


quinta-feira, 14 de maio de 2009

Parece que o SEPE tem demonstrado que é um Sindicato que vem de encontro com os educadores.
Às vezes ficamos inconformados e achamos que existe um imobilismo do SEPE-Campos.Mas não podemos esquecer que o sindicato não pode manter uma dinâmica de lutas e de mobilização, sem a participação da categoria.

Educadores:"Reivindicar em nome de uma categoria que lida com algo tão importante, como Educação, é muito mais que agitar palavras de ordens...Sobre os ombros dos interlocutores da categoria estão o ônus de negociar com governos que além de não enxergarem a Educação como nós, ainda por cima não abrirão mão de ditar a agenda, quer dizer, nunca aceitarão ser pautados por nenhum sindicato..."

O SEPE convoca todos os profissionais da educação para a Assembleia do dia 19 de maio, às 17h no Sindicato dos Bancários de Campos.

Apelo da blogueira: não se deixe levar pelo desânimo....Anime-se e não viva a espera de favores..."

É hora da categoria aproximar-se...

Parabéns aos profissionais da Escola Frederico Paes Barbosa que mostrou que é participando que exercemos cidadania!!!!

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Deveria ser SEPE + SMEC ,mas foi SEPE X SMEC


Poderíamos narrar aqui o resultado da audiência de 12/05 com o título SEPE + SMEC mas na planície campista ainda isto está difícil de acontecer...

Relatado por Renato Gonçalves.
Informes da audiência do SEPE com a SMEC em 12/05/09


A audiência aconteceu com a presença da secretária de Educação Auxiliadora Freitas e do secretário de Administração e Recursos Humanos Fábio Ribeiro que se fez presente para discutir principalmente a questão do PCCS.
Sobre este ponto o secretário informou que foi orientado pela prefeita que se comece exatamente pelo magistério a revisão e aplicação do plano. Para isso foi proposto pelo SEPE a formação de um Grupo de trabalho para analisar as mudanças necessárias o que foi aceito com o prazo de até o fim do mês de Maio para publicação desta resolução com a nomeação dos membros do governo e das entidades envolvidas.


Sobre a questão do enquadramento por tempo de serviço o secretário não demonstrou a principio ter nada contra ressaltando que no Estado é assim e que sua experiência na FENORTE também se deu com este sistema.


Sobre a questão dos Pedagogos a secretária informou que enviou ofício para a secretaria de Administração solicitando novo estudo de impacto na folha e parecer da Procuradoria. Propusemos então que este grupo de trabalho também desse conta desta questão o que também foi aceito.
O secretário também informou antes de se retirar que a política salarial deste governo tende a repor linearmente somente as perdas inflacionárias e que os chamados ganhos “reais”, ou seja, acima da inflação se dariam com a aplicação do PCCS e seus enquadramentos.


No ponto seguinte sobre a questão da ELEIÇÃO DIRETA PARA DIRETORES, foi possível notar um ligeiro recuo em relação à audiência anterior. A secretária substituiu o termo eleições por “processo seletivo” termo amplo já utilizado no programa de governo da então candidata Rosinha, que pode significar desde eleição com listas trípices até a atual “análise” de currículos. Reapresentamos a proposta de formação de um grupo de trabalho para este tema,mas ao contrário do anterior a mesma falou que precisava de uma conversa anterior com a prefeita para então talvez publicar a composição do GT.


Sobre a “junção” de turmas a secretária garantiu que não estão se formando “super-turmas” que os parâmetros de número máximos por ano de escolaridade não estão sendo desrespeitados.


Ao final da audiência reafirmamos a importância das eleições e do debate aprofundado que só será possível se constituirmos este Grupo de Trabalho e que gostaríamos inclusive de tentar expor nossos argumentos a própria Prefeita que foi segundo Auxiliadora, convidada para o encontro de hoje, mas que infelizmente não teve agenda.
Pelo SEPE participaram da audiência os diretores: Renato Gonçalves, Graciete Santana e Amaro Sérgio Azevedo.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Lançada Campanha "Eu quero votar: Eleições Diretas para Diretores de Escolas"‏


E-mail recebido da Ana Paula Motta, assessora de comunicação do núcleo do SEPE em Campos:


O SEPE, Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação, Núcleo Campos lançou hoje ao meio dia no Calçadão a campanha “Eu Quero Votar: Eleições Diretas para Diretores de Escolas.”O objetivo do ato no Calçadão foi apresentar a proposta da categoria para a população, informando como a prática do “apadrinhamento” político é prejudicial às escolas do município.Os diretores do SEPE/Campos e representantes da categoria distribuíram panfletos onde defendem queEleições diretas para diretores de escolas: questão de cidadaniaEleições diretas para diretores de escolas: questão de cidadaniao princípio básico da democracia passa pela escolha livre de representantes nas diversas esferas de poder e afirmam que a gestão democrática não é apenas eleição de diretores, mas esta é imprescindível para que uma gestão com participação de pais, professores, funcionários e alunos aconteça de fato.Negar à comunidade escolar o direito de escolher seus gestores é o primeiro ataque que o governo faz à categoria, tentando impor “apadrinhados” para as direções das escolas municipais.A próxima assembleia dos profissionais da educação da Rede Municipal acontece nodia 19 de maio, às 17h no Sindicato dos Bancários de Campos.

Ana Paula Motta- ASCOM/SEPE- Núcleo Campos

"Quem não luta por seus direitos, vive a espera de favores..."




"Ops, ops...o pessoal do SEPE nos envia mensagem para retificar a data da assembléia da categoria...Presta atenção aí, e compareça...


Quem não luta por seus direitos, vive a espera de favores..."


A Direção do SEPE/RJ pede divulgação e ainda retifica a data da próxima assembleia que será dia 19 e não 18 conforme divulgação anterior.

O Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação , SEPE/Núcleo Campos, se reuniu com a Secretária de Educação Auxiliadora Freitas no dia 26 de março.Na ocasião apresentou a secretária a pauta de reivindicações da categoria.
Realizou assembléias com a categoria onde deliberou pela realização do lançamento da Campanha "Eu quero votar:Eleições Diretas para a direção de Escolas".
O lançamento vai ser amanhã, dia 8 de maio ao meio dia no Calçadão em Campos.
A próxima assembléia da categoria acontece no próximo dia 19 de maio às 17h no Sindicato dos Bancários.




Abaixo os principais pontos da pauta de revindicações apresentada pelo SEPE (Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação).
· Realização imediata de eleições diretas para a direção das escolas.

· Convocação de concursados aprovados e classificados em 2008.

· Realização de concurso público para funcionários de escolas.

· Enquadramento por tempo de serviço.

· Equiparação salarial entre pedagogos (as) e demais cargos de profissionais da educação.

O SEPE convoca todos os profissionais da educação para a Assembleia do dia 19 de maio, às 17h no Sindicato dos Bancários de Campos.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

SEPE LANÇA CAMPANHA PELA ELEIÇÃO DIRETA PARA DIRETORES DE ESCOLAS NO CALÇADÃO EM CAMPOS


O lançamento da campanha “Eu quero votar: Eleições Diretas para Diretores de Escolas” vai acontecer no Boulevard Francisco de Paula Carneiro ( Calçadão de Campos) AMANHÃ, dia 8 de maio ao meio dia.

Os profissionais da educação fazem assembleia no dia 18 de maio às 17h no Sindicato dos Bancários.




O princípio básico da democracia passa pela escolha livre de nossos representantes nas diversas esferas de poder.

Na escola não pode ser de outra forma. Gestão democrática não é apenas eleição de diretores, mas esta é imprescindível para que uma gestão com participação de pais, professores, funcionários e alunos aconteça de fato.

Negar à comunidade escolar o direito de escolher seus gestores é o primeiro ataque que o governo faz à categoria, tentando impor “apadrinhados” para as direções das escolas municipais.



Ana Paula Motta- Jornalista- ASCOM/SEPE-Campos

sábado, 2 de maio de 2009

A Educação Municipal em Campos vai de mal à pior ...


Eu gostaria de escrever algo positivo sobre a Educação Municipal em Campos para alegrar um pouco o coração dos leitores deste blog mas realmente está difícil...
A mudança de governo, não melhorou em nada a qualidade do ensino.

Mas uma vez faço uso deste espaço para relatar algumas situações que têm ocorrido e que muito tem me atingido,não só a mim ou a categoria em si mas, há muitos cidadãos campistas;se o vereador Nelson Nahin se sentiu incomodado com as críticas dos blogueiros, eu como professora me sinto muito mais com o descaso dos nossos representantes com a Educação Pública.

Na Escola Municipal em Santa Maria temos da 1ª á 5ª fase 16 alunos analfabetos que estão frequentando a escola e que agora não mais poderão frequentar as aulas na Rede Municipal pois a Prefeitura lavou as mãos,se livrando desta responsabilidade, querendo que os alunos frequentem aulas no Programa Brasil Alfabetizado,desenvolvido pelo Governo Federal.Não tenho muito o que falar sobre este programa,mas sei que estes 16 alunos não têm condições de frequentá-lo pois as aulas são ministradas na casa do professor,não oferecendo transporte e nem alimentação para os mesmos.A maioria destes alunos moram em regiões vizinhas,trabalham desde às 5:00 hs da manhã,fazendo um esforço imenso para correr atrás do prejuízo pois na época que teriam que estar nas escolas tiveram que trabalhar para ajudar no sustento de suas famílias.Esta realidade não é só neste Distrito...Ou é?

Onde estão os vereadores eleitos que não se dispõe a criarem Resoluções para resolver este dilema? A Prefeitura nunca desenvolveu uma política pública voltada para a EJA e isto muito têm me incomodado.

Nesta mesma escola temos uma turma sem Professor de Língua Portuguesa,no dia 06 de Abril a Secretaria liberou um Ret para a disciplina e a professora me disse na quinta feira que depois de ter trabalhado 35 dias ,recebeu a notícia que o Ret havia sido cancelado e o pior que trabalhou de graça este tempo todo.O Conselho de classe será no início de maio e nem professores nós temos....Neste bimestre os alunos foram muito prejudicados,primeiro pelo início do ano letivo conturbado que tivemos:Sem merenda,sem transporte,sem material para trabalhar,sem diretores ...

A questão está ficando cada vez mais séria,com a municipalização, muitas escolas aumentaram seu número de alunos e o espaço físico permaneceu o mesmo,a número de alunos por metros quadrados só está na lei.

Para evitar contratar os concursados do ano 2008,as supervisoras obedecendo as ordens impostas pela Secretária têm juntado as turmas,ficando o professor com muitos alunos em uma sala e o pior sem condições de trabalhar.Com isto sobram professores que têm sido remanejados para outras Unidades escolares que estão em falta.

Não há respeito pelo profissional,eu mesma que alfabetizo adultos não sei nem o que me reserva daqui uns dias...pois eu só posso trabalhar no horário noturno.Não estou falando por mim mas também por todos aqueles que já estão há anos em uma escola serem obrigados a remanejarem para um local bem mais distante,muitos estão preocupadísssimos achando até que terão que largar a sua matrícula,pois a maioria deles não poderão ir para os locais onde estão sendo designados.

Cada caso é um caso ....mas todos muito parecidos:A educação continua um caos!

Nas escolas da Zona rural as salas são pequenas,até porque as localidades também são pequenas e o número de alunos estipulados pela secretaria não observa este detalhe.Nesta mesma escola que trabalho estão sobrando 3 professores, que estão cumprindo seu horário porque as turmas se juntaram...A maioria é casada, moram distante e a situação tende a piorar....

Daqui uns dias começam aparecendo novos Projetos e para quê se os que existem não funcionam direito?

A Rosinha iniciou o ano letivo com atrasos e agora temos que trabalhar todos os sábados e o que não funciona, aí inventaram Projetos para tapear o prejuízo dos alunos e nós somos obrigados a seguir o que eles estipularam...É muito duro!!!