terça-feira, 21 de fevereiro de 2017
sábado, 18 de fevereiro de 2017
limite
limite
morro sempre
mato-me
invento raízes
libertas da carne
ressuscito argila
de olhos úmidos
em órbitas vazias
cansa ser
morte
viver a vida
no breu
na solidão do outro
o encontro da terra
dada por gentileza
mortos em mim
ressuscitam
no medo
guiados pela carne
aflita
teço teias
adentro bosques
levo mar e aves
com riso aberto
ser penitência
brasa
espinho
no secreto
consumir
da própria chama
existir estranha lavra
sem sonhar eternidade
tatear sombras
no amor reservado
mirabolantes
afetos imprecisos
ser tomada
possuída
cubro-me
no peso do
limite da carne
Hilda Helena Dias
Foto: Sebastião Salgado
Serra Pelada, 1986
morro sempre
mato-me
invento raízes
libertas da carne
ressuscito argila
de olhos úmidos
em órbitas vazias
cansa ser
morte
viver a vida
no breu
na solidão do outro
o encontro da terra
dada por gentileza
mortos em mim
ressuscitam
no medo
guiados pela carne
aflita
teço teias
adentro bosques
levo mar e aves
com riso aberto
ser penitência
brasa
espinho
no secreto
consumir
da própria chama
existir estranha lavra
sem sonhar eternidade
tatear sombras
no amor reservado
mirabolantes
afetos imprecisos
ser tomada
possuída
cubro-me
no peso do
limite da carne
Hilda Helena Dias
Foto: Sebastião Salgado
Serra Pelada, 1986
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017
domingo, 12 de fevereiro de 2017
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017
#alagunas GATILHO9
Gatilho pretende ser uma arma apontada de volta. Não só na cabeça, mas nos sentidos, na história, nas certezas, nos tipos que constituem o nosso Real e nos torna servos voluntários.
Contribuem para a edição: || Alberto Lins Caldas || Bárbara Bento || Bruna Wanderley Pereira || Carla Andressa || Cid Brasil || Fátima Costa || Felipe Soares || Gabriele Rosa || Geovanne Otavio Ursulino || Guilherme Ramos || Gustavo Petter || Henrique Pitt || Hilda Helena Dias || Iriwelton Caetano || Laís Araruna || Leonardo Viana || Lucas Litrento || Luna Salazar || Nayara Fernandes || Paulo César Moreira || Rubens Jardim || Sara Albuquerque || Sérgio Prado Moura ||
Acesse pelo link:
alagunas.com/gatilho
Contribuem para a edição: || Alberto Lins Caldas || Bárbara Bento || Bruna Wanderley Pereira || Carla Andressa || Cid Brasil || Fátima Costa || Felipe Soares || Gabriele Rosa || Geovanne Otavio Ursulino || Guilherme Ramos || Gustavo Petter || Henrique Pitt || Hilda Helena Dias || Iriwelton Caetano || Laís Araruna || Leonardo Viana || Lucas Litrento || Luna Salazar || Nayara Fernandes || Paulo César Moreira || Rubens Jardim || Sara Albuquerque || Sérgio Prado Moura ||
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alagunas.com/gatilho
o monstro
o monstro
tensa
mergulho no
gozo momento
sorvo as horas
embriagada pelo
sangue
em minha veia
nada digo
não quero dizer
penso de dentro
entre fumaças
respiro
todo meu
eu
escancara pelo
corpo a
consciência
vejo o antes e
depois
iludo-me
de nada ser e
nem continuar
a ser nada
o ser em mim
luta com
a monstruosidade de
nada ser
de repente o
silêncio
minha língua
viva e monstruosa
de ser o horror
me fere
serei obstruído
do real
doente
não digo
que nada significo
recuso-me a falar
mergulho e falo de
dentro das dobras
que sou feita de
carne
contra todos
os contras
enlouqueço
supero-me
com a cabeça sangrando
não escapo de
mim
enfrento-me
sou um arsenal
em um corpo
disposto.
Hilda Helena Dias
tensa
mergulho no
gozo momento
sorvo as horas
embriagada pelo
sangue
em minha veia
nada digo
não quero dizer
penso de dentro
entre fumaças
respiro
todo meu
eu
escancara pelo
corpo a
consciência
vejo o antes e
depois
iludo-me
de nada ser e
nem continuar
a ser nada
o ser em mim
luta com
a monstruosidade de
nada ser
de repente o
silêncio
minha língua
viva e monstruosa
de ser o horror
me fere
serei obstruído
do real
doente
não digo
que nada significo
recuso-me a falar
mergulho e falo de
dentro das dobras
que sou feita de
carne
contra todos
os contras
enlouqueço
supero-me
com a cabeça sangrando
não escapo de
mim
enfrento-me
sou um arsenal
em um corpo
disposto.
Hilda Helena Dias
sexta-feira, 20 de janeiro de 2017
sábado, 14 de janeiro de 2017
perfeição
perfeição
a navalha não cansa
múltiplas imagens refletidas
descaminhos
esquinas
mistérios não domados
a arma branca não se
submete
não se extermina
é disfarce
forma monopolista sem
representação
o aço intimida fixo
com a delicadeza gélida
disfarce bárbaro limpo
como ceder-te em gêneros
uma experiência
uma designação?
quinta-feira, 12 de janeiro de 2017
há de vir
Há de vir
virá o todo-poderoso
sombra corrosiva
respirando meu miolo
na torcida pétala
de carne
o que há dentro
será arrancado pelos
dentes do tigre
com lâminas o obscuro será
desenhado em sangue rosado
filtrado da veia explosiva
ao vento
longe da masmorra
me verei toda nua
em círculos intensos
aspirando e vomitando
amores além da medida.
Hilda Helena Dias
virá o todo-poderoso
sombra corrosiva
respirando meu miolo
na torcida pétala
de carne
o que há dentro
será arrancado pelos
dentes do tigre
com lâminas o obscuro será
desenhado em sangue rosado
filtrado da veia explosiva
ao vento
longe da masmorra
me verei toda nua
em círculos intensos
aspirando e vomitando
amores além da medida.
Hilda Helena Dias
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