segunda-feira, 20 de julho de 2015

DEGUSTANDO

DEGUSTANDO
Copos haviam sido quebrados
Que ela, acreditando
Entregou-se a tantos brindes.
O bar era o mesmo
O vinho, o de sempre
A fragrância do agora
Permeava a vida.
Em mãos, uma taça suada
Em cada golada
Amores eternizados
Eram enterrados.
O vinho era a
Safra da liberdade
Sozinha na penumbra
Sentia-se radiante.
O espaço vazio no copo
Era imprescindível
Para novas histórias
Saboreava-se.
Hilda Helena Dias

domingo, 19 de julho de 2015

POR INTEIRO

POR INTEIRO
Podiam amar, desejar e ter
Amavam, desejavam e tinham.
No chão, dois exaustos
Cansados de se saciarem
Vazios de si mesmos
Plenos um do outro.
De abrasados corpos
Secaram os suores
Que já não mais colados
Aprisionaram-se soltos.
Hilda Helena Dias

AS INCERTEZAS DA CERTEZA

AS INCERTEZAS DA CERTEZA
Seria inacreditável
Se dissesse que o
Revelado desconhecia?
Encontraria no delírio
De suas dúvidas
Um ponto final?
Não conhecia o íntimo
Do início e do fim.
Diante da certeza
Petrificava-se.
Hilda Helena Dias

VIAGEM NO ESCURO

VIAGEM NO ESCURO
Como podia a ausência de luz
Com seus mistérios obscuros
Ser mapa de viagem?
Tinha como guia a escuridão
Que o cegou na estrada.
Ele era desorientado cadáver
Sem visibilidade à frente
Mergulhando no profundo escuro
Que dele se alimentava.
Uma luz de cobre foi
Crescendo e o escuro fez-se
A mais profunda penumbra
Na mudez mais silenciosa.
O escuro adensou-se
De novo e a luz morreu.
O espectro junto foi
Para o lugar do nada.
Hilda Helena Dias

A inexistência da existência própria


A inexistência da existência própria

Escondida estava
Dimensão rasa não a encontraria
Bem antes do escuro do útero
Ela já tinha a própria morte e vida.
Nasceu obscura
Para os loucos lúcidos
Encontrarem sua luz
Eles que, embriagados,
Bebem e comem em memória à morte -
Acreditando ser ela o princípio e o fim.
Hilda Helena Dias

REMATE

REMATE
Em rotinas programadas
Buscava razão para viver.
O sentido de tudo
Era, amar, amar-se
Respirar a cor do dia
Pintar os tons da terra pisada
(Detalhar as estações)
Nem sabia que o amor
Era o ornato e o acabamento
Que o deixaria verdadeiramente belo.
Hilda Helena Dias

LOUCURA

LOUCURA
Sabia que comuns mortais
A viam ou imaginavam –
Mergulhando na sua insensatez,
Encontrava sua lucidez.
Vivia como o Cavaleiro da Triste Figura.
Temperava a realidade
Com doses de fantasia.
Tinha alucinado o espírito,
Que nunca se deparara com a paz,
Almejava e cria no impossível.
Ela tinha asas, para lhe dar.
Com golpes de loucura,
Ia construindo epopeias.
Hilda Helena Dias
Desenho de Portinari

quinta-feira, 25 de junho de 2015

SEGUNDAS INTENÇÕES

Segundas intenções

Quem não tem?
Os ajuizados que me perdoem.
Meu canto não é minha única voz.

Costumo dar vida ao que não existe;
Pois vivo,me encanto,desejo.
Há tempos perdi minha inocência.

O desconhecido,as flores,as borboletas,
A lábia e o prazer me encantam.

Me cativo por algo que não compreendo,
Mas sinto.
O que me seduz e fascina não é a beleza,
Mas sim as segundas intenções.

Enquanto travam espadas e beijos pelo amor,

Minha intensa fantasia é o predador.

CONFRONTO

CONFRONTO
Hoje estava naqueles dias,
Em um confronto com o passado.
A alma acelerada e apertada.
Não sentia saudade, mas a falta de um grito.
Leve, suave, exuberante, ser raro.
Foi vítima abusada pelo medo.
Como um predador ele a cercou,
Matou a inocência e a culpou.
O abuso virou segredo.
Hilda Helena Dias.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Remate

REMATE
Sempre era assim,
Sentia a necessidade de dar retoques
Como um sábio oriental,buscava perfeição
Em ciclos diários.
Coisas sempre precisavam de um fim,
Conclusões ,metas,rotas para o sucesso,
Eram rotinas programadas.
O sentido da vida era amar-se
Respirar a cor da vida:
Pintar os tons da terra pisada,
Detalhar estações
Ele era o ornato.
Dependia dele o embelezamento,
O acabamento.
(Hilda Helena )

A MORTE DO AMOR

A MORTE DO AMOR
Como reconstruir sua alma,
Depois da morte do amor?
Revirando o baú descobriu o ajuntado.
De amores entre paredes
Ficou repleto o espaço.
Sentia-se nu.
Criou a despedida por não suportar
A longevidade do amor
Por invejar que ele fosse
Maior que a própria vida.
Talvez tenha matado seus amores,
Seria uma serial killer,a fazer da dor uma alegria-
Colhendo da morte rebentos nascidos.

Hilda Helena Dias


VERDADE

VERDADE
Pareço tão real
Mas sou o imaginário, realidade e ficção
Questionamentos da própria razão.
Toda investigação me limita–
Tenho múltiplas faces.
E quem vive a metamorfose
Parece ser quem me define.
Vejo minha autenticidade
Quando alguém encontra a sua.
Fugindo do senso comum,
Criando a própria opinião.
Sou o que sou
Sem explicação ou descrição.
Arrebato o espírito
Enlargueço almas.
Num mundo perde
O real de si mesmo .
Hilda Helena Dias

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Rabiscando poema...

Isolamento
Apesar dos ruídos internos,
Da pressa de caminhar,
Sua atitude foi isolar-se.
Tentava buscar o eterno
Na existência do silêncio não fixo.
Num mergulho na sua interioridade,
Viu multiplicidade de suas cores
Em geometrias complexas.
Preferia buscar alternativas,
Já que não podia fugir às regras,
Percorreria trilhas,
Renovando velhos caminhos.
O silêncio para ele foi :
Uma atitude diante do mistério.
Um diálogo consigo mesmo.
Seu santuário (espelho da alma).

(Hilda Helena)

domingo, 24 de maio de 2015

Prefeitura de Campos fecha salas de leitura no munícípio .

O Projeto de Leitura na rede municipal não existe mais.Este ano o governo conseguiu acabar com a sala de Coordenação de Leitura da Secretaria de Educação e fechar praticamente todas as salas de leitura da rede municipal.
Como avançar na área de educação se a leitura é ignorada pelos nossos governantes? Essa política do Garotinho reconhece que o povo sem cultura é facilmente manipulável, e, portanto, não têm interesse na solução dos problemas na educação. Tudo que se tem feito a respeito é pura demagogia.
O ônibus de leitura há anos está parado no galpão de material e os livros acabando; o que me causa uma grande indignação.
Como a escola, que tem a função de formar cidadãos conscientes, poderá reverter essa realidade, se o governo desconhece o valor da leitura na formação do cidadão?
A Bienal do livro deixou de existir no município, o que é lamentável.
Como explicar um governo que não investe na leitura como um ato verdadeiramente cultural?
Dessa forma ele nega aos cidadãos o direito da informação, deixa de investir maciçamente em instrumentos que facilitam a educação e, conseqüentemente, a produção de conhecimentos; não seria isto inconstitucional?

sábado, 23 de maio de 2015

SEPE CAMPOS entrará em processo de eleições interna para definir seus novos dirigentes.

Já que entramos para a luta,nossas antenas precisam ficar ligadas,quando o assunto for SEPE .As eleições do SEPE estão próximas,precisamos escolher com consciência a chapa que nos representa. 
Em Campos dos Goytacazes o SEPE entrará em um processo de eleições internas para definir seus novos dirigentes...A estrutura do SEPE é colegiada e proporcional onde não há um presidente, os mais votados ocupam mais assentos na direção.
A Democracia interna do Sindicato é mais saudável... embora abrigue um número não muito pequeno de tendências e facções,mas isso não impede de alcançarmos importantes conquistas e mantê-las ...lógico que algumas tendências permanecerão,algumas irão quando as incompatibilidades forem irremediáveis, e outras se fundirão...
Acho que agora mais do que nunca é hora de concentrarmos energias para unificarmos em torno do inimigo comum externo...
Nesse contexto, é importante que a futura direção sindical não faça corpo mole frente a necessidade de unificar a luta pelos direitos da categoria e conquistar direitos que são de todos!É preciso conseguirmos enxergar além dos cortes políticos das nossas tendências e facções...
Tomara que essa Assembleia de hoje sirva para romper esses laços que atam a conquista dos direitos dos profissionais de ensino da rede municipal...
"Mas que fique claro: melhor a democracia interna que a obediência cega e "religiosa" aos "senhores feudais partidários"...!"(Xacal)
Precisamos votar com consciência para conseguirmos falar bem alto aos ouvidos anestesiados da sociedade que o governo detesta a Educação pública, gratuita e de qualidade.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Educação de Campos em greve.

Estou eu aqui no município de Campos dos Goytacazes ,juntamente com mais de 90% da categoria da rede municipal em greve.
Neste momento histórico, em que a educação anda de mal a pior na rede pública, resolvemos parar em prol da educação!
Em vez de a sociedade achar que é prejudicada pela ação grevista, o bom seria se a greve não fosse vista como um ato isolado,como se só interessasse aos educadores, mas como uma prática política necessária para a formação da consciência de toda nação.
Muitos falam, nos prejuízos da greve para os alunos, como se de fato estivessem preocupados com a vida desses alunos, já vítimas de um sistema desigual, carregado de diversas formas de opressão, que sequer é trazido a exame.
Ouvimos sempre que a educação é o maior patrimônio de uma nação, e consequentemente,a mais nobre das profissões.Na China ,o imperador se curva diante de um professor.Mas no Brasil a realidade é outra.
Os professores deixaram de ser vistos como educadores e são vistos como mais uma mão-de-obra barata no mercado.
A greve é um instrumento legítimo e dela estamos utilizando para alcançarmos o respeito devido de nossos governantes.
Aí vem os questionamentos: de quem é a culpa? Dos trabalhadores que requerem aumento de salário e melhores condições de trabalho? Dos empregadores que, insensíveis aos movimentos e alheios aos pedidos, restam inertes e omissos?
Sem ser necessário adentrar muito no mérito, não é difícil atribuir a culpa aos professores, O que torna injustificável o não acerto ainda em mesas de negociação!
É impossível imaginar que todos os servidores do município estejam errados, ora, algum problema existe nas hostes do Governo do Município.

Se procurar no Google terá informações sobre várias greves instaladas no país e suas principais reivindicações, e essas deixam claro que as escolas param porque o sistema educacional não funciona como deveria.
Esta situação faz com que se questionem as responsabilidades destes profissionais. Afinal, como pode um professor deixar seus alunos em casa? O que levou praticamente toda categoria aderir a greve no município?
A classe entendeu ser a greve,um instrumento necessário para pressionar nossos governantes,para que nossas reivindicações sejam atendidas.
Em comum acordo, sob orientação do sindicato lutamos pela garantia dos nossos direitos,por isto entramos em greve.
Não se trata, portanto, de interromper atividades porque se quer ficar sem ensinar, mas de reivindicar condições dignas de trabalho.
De modo geral, hoje, a greve é um direito assegurado por lei para os diversos setores da sociedade (saúde, educação, transporte etc.), de paralisar suas atividades enquanto fazem acordos com os empregadores, sobre suas condições de trabalho. Obviamente, apesar de se ter a mesma lei para todos os setores, as condições de negociação não são as mesmas visto as necessidades são diferentes.
Sei como os educadores se sentem ao negociarem com o governo, pois só eles sabem o desgaste do desrespeito à autonomia da instituição.
Mas minha opinião é que lutemos unidos por uma educação de qualidade, pois estamos envolvidos no processo educacional. Assim não corremos o risco de sermos omissos ao caos que foi instalado.
Não devemos esperar que providências sejam tomadas tão imediatamente,pois sabemos que as reivindicações levam em conta os transtornos que algumas paralisações trazem a sociedade.E infelizmente a greve educacional não para a cidade,pois não afeta a produção.
Mas é lutando que recuperamos os direitos que nos foram tomados e conquistamos alguns reivindicados.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

 SONETO DO RENASCIMENTO




Pisa a terra,marcando o chão,
Vive antes da finita razão.
Exala vida,cheiros e sabores,
Certezas inventadas com cores.

Sonhando,lutando,vencendo,
Negando,sofrendo,rompendo.
Voa no limite possível,
Tocando o impenetrável.

Da morte que morre, vida renasce
Uma vida abundante e plena.
A cada dia que amanhece.

Crendo e vivendo um futuro
Por ele inventado e amado.
O escuro, conhecia do útero.


sábado, 16 de maio de 2015

Toques Literários!!!

Antologia Poética

Antologia Poética

Viajando através das letras.: Como escrever um soneto. - Autor ( Bernardo Tranco...

Viajando através das letras.: Como escrever um soneto. - Autor ( Bernardo Tranco...:                                                                                    COMO ESCREVER UM SONETO Introdução É quase um d...
O BLOG ESTÁ DE CARA NOVA

Faz um ano que deixei esta página desativada.Mas me deu saudades...eu mudei muito e continuo mudando ,mudo o   tempo todo.Não que eu seja inconstante,mas por ser "a mudança a única verdade constante".
 Ando inovando minha vida,rabiscando,construíndo histórias.Mudei o estilo por questão de sobrevivência,tentando preservar a conciência ,que é minha identidade.
Muitas coisas aconteceram,hoje me sinto mais a vontade para viver de poesia,me sinto mais viva.
Talvez a nova roupagem não agrade,mas fazer o que? Tenho tentado atualizar e colocar um pouco de sonhos em minha vida...
Esbarrei com a vontade de mudar e encarei,tenho me permitido uma interação maior comigo.
Talvez quando começou seguindo este blog,sua procura era outra,mas senti necessidade de mudar o perfil do blog,segui meu coração...tenho andado viciada em emoções...
A mudança surgiu da necessidade de registrar um pouco do que ando rabiscando e que estava guardado..Será um prazer tê-lo por aqui



A Palavra
A palavra dá sentido de existência.
Seja ela escrita ou falada :
Expressa pensamentos,afirma e os declara.
Acaba sendo uma conversa bem particular,
Opiniões que temos da vida.
Ela nega e afirma existências.
Com ela damos conta ou não de nossas promessas;
Quando não,vira discursos vãos.
Ela é viva,permite o outro entrar no próprio pensamento,
Por isso precisa ser medida;
Se não,vira bala perdida.
Costurando a vida
Parte de um todo,
Pedaços de mim.
Reinvento-me..
Morro aos poucos.
Quando perco batalhas,
Procuro um rumo.
Equipados somos,
É natural renascer,
Sonho Voando.
Tenho um truque:
Nunca desacredito,
Na minha vida.
Abraço,amo,beijo,
Canto,grito,danço,choro,
Tento e desespero.
Tento de novo,
Caio,levanto,rasgo-me,
,Remendo-me sempre.
Pretensão tenho:
Tento fazer a vida,
Valer a pena.
Sim, remendando
Com tecidos coloridos,
O que descosturou.
Velho Homem
Na velhice,a cada dia,
Via a morte se aproximar.
Imensa vontade de viver plenamente.
Lamentava não ter tido mais tempo
De buscar o real sentido da sua vida.
Bem sabia ele que pensando assim,
Não era o suficiente para espantar a morte.
Não tinha como levá-la para bem longe.
A morte,o maior sentido da vida,pensava.
Rir não bastava;sentia medo.
Um sofrimento imenso,
A morte iria arrastá-lo com grande força.
Sugando a vida.
Relembrando momentos,
Via quantas vezes com ela já tinha lutado.
Deu-se ao luxo de sonhar acordado:
Dançava com a morte,
Contava vantagens,ria e com ela brincava.

LIMERIQUES DE UMA CIDADEZINHA
Queria eu poder ,transformar em poesia,
O meu passo de cada dia.
Cidade pequena é interessante,
Você ouve seu nome a todo instante.
Parece uma melodia.


Vejo patriarcas, sentados em bancos, de prosa.
Na janela, uma senhora idosa.
Gente conhecida,
Parece que de toda uma vida.
Sou minhoca da terra e acho-a deliciosa.

Crianças brincam cheias de graça,
Matriarcas fofocam na praça.
Não tem muitas opções o lugar.
No escurinho,namorados são banhados pelo luar.
Da varanda vejo o tempo passar.
Palavras dançam na minha cabeça...
Esvoaçam como embaladas pelo vento,
Palavras as vezes sem pé nem cabeça,
Palavras que desenham a lua no chão..
Palavras que lentamente dançam e estremecem,
Palavras que embaladas pelo som,
Rodopiam e dançam,
Mexem e remexem.,
Nascem e reluzem em movimentos.
Em cada passo um rodopio de sentimentos
A dança das palavras é arte,magia e mistério
Palavras dançando,é uma poesia desconhecida.
Uma bailarina atreVIDA
Na tempestade,
Você é maior que pensa.
No deserto jorra.
HH-‪#‎haicai‬

Entristecido
O dia amanheceu.
Eu ,o respeito.
Dias nebulosos,
Obscuros e tristes.
Nascem pros vivos.
Coberta de nuvens
Fica minha cabeça.
Celebro a vida!
HH
‪#‎haicai
Olho da janela:
Chove suavemente,
Lavo a alma.
Luz,água,asfalto:
Ruas viram espelhos,
Reflexos de sonhos.
Dias chuvosos:
São muito convidativos,
Merecem brindes.
‪#‎haicai‬

Somos da terra,
Gente é como fruto.
Morre e germina.
Replantamos a vida
Abraçando,amando,
Sendo estações.
‪#‎hacai‬
HH

Na penumbra, via.
Numa noite fria,chuvosa, da janela do seu quarto observava o efeito que as luzes da chuva davam no asfalto e nos outdoors ,era o suficiente para colorir a sua imaginação .Com o coração adocicado de pensamentos bons,ela se sentia acompanhada.
Relembrava cenas de filmes com pessoas dançando na chuva ,de momentos de conquistas impossíveis de esquecer.Esses pensamentos iam amaciando sua alma devagarzinho e até o ditado popular:“Está na chuva,é pra se molhar” ela não deixou escapar.
De repente, viu aquela figura na penumbra.A luz do poste não refletia seu rosto,mas iluminava todo seu corpo,o que a tornava mais exótica molhada.
Há quanto tempo estaria ali? De cabeça baixa parecia só e triste ou quem sabe estaria ali para encantar alguém que de outra janela observava?Não parecia precisar de abrigo .Não era da rua,estava na rua,a rua não era seu lar.Como desconhecidos podiam encantá-la ao ponto de vida dar a eles e até destino traçar?

sábado, 17 de maio de 2014

Marina Colasanti marca presença na 8ª Bienal em Campos



 Ontem tive o privilégio de ouvir e me reencantar  com Marina Colasanti.
   Entre alguns contos,tive o privilégio de ler Ana Z,aonde vai você?, da autora,o que me impulsionou a ler o livro foi uma resposta que ela deu em entrevista com Antonio Carlos Oliviere para a edição do livro;quando o entrevistador  perguntou à autora se era era possível fazer uma aproximação da obra com o clássico Alice no país das maravilhas de Lewis Carrol ,ela respondeu"Foi bom você fazer essa pergunta,porque me permite responder antecipadamente a um comentário inevitável.As pessoas gostam de se reportar ao que já conhecem,e o fato de Ana fazer uma viagem a partir de uma descida pode bastar para remetê-las a Alice.Mas há diferenças fundamentais,diferenças de conceito e de momento social.Alice cai na toca,Ana não cai,ela escolhe descer,ir ao fundo.Alice é levada pelos acontecimentos.Ana realiza uma busca voluntária,vai atrás do seu desejo.Alice acorda tudo foi um sonho.Ana não precisa acordar,porque não sonhou.Ana renasce ao término da viagem,passa,como em um parto simbólico,da infância à adolescência.Ana cresceu na viagem.Minha intenção foi escrever uma novela de formação,cheia de fatos,quase como um videoclipe".
   Como eu não me despertaria para esta leitura?Amo a literatura Infantil e juvenil brasileira e para mim ,ela junto com  Monteiro Lobato,Lygia Bonjuga,Silvia Orthof , Ruth Rocha e Ana Maria Machado é a base para formação de leitores que mudarão o mundo,e eu como promotora de leitura na Escola Municipal Santa Maria sempre procuro motivar os leitores para leitura como estas.

Luiz Antonio Barros hoje na 8ª Bienal do livro em Campos


 " O professor Luiz Antonio Barros,da Academia Niteroiense de Letras,um filósofo que nadou em largas braçadas pelo vocabulário  inusitado e pelas criações surpreendentes de José Cândido de Carvalho,com o seu universo de coronéis,bergantins e mafagafes,estará me Campos hoje na 8ª Bienal do livro .O livro  inaugura  as comemorações do nascimento de JCC,registrado em 2014.
 

  

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Considerações sobre a 8ª Bienal do Livro em Campos.


Estou aqui pensado nos meus amados professores da Escola Municipal Santa Maria,pois eles tem sido meu braço direito agindo como promotores de leitura.A Biblioteca da Escola Municipal Santa Maria está funcionando há 2 meses e meio e para minha alegria e realização ,foram mais de 1600 empréstimos de livros,no entanto os alunos que mais frequentaram a biblioteca foram convidados para participarem da 8ª Bienal do Livro.Agendamos 2 ônibus para o dia 22,onde levaremos 100 alunos.Os professores que nos acompanharão moram à uma distância de 3 horas e meia do município,terminam de lecionar às 17:00 horas e no entanto se dispuserem à ir até Campos para pegar os tiquetiques terão que pegar o ônibus às 18:00 horas ,chegando à Campos depois do horário do último ônibus de volta.É muito desestimulante acompanhar os alunos até a bienal não podendo utilizar os tiquetiques para a compra de livros.Estive na Secretaria de Educação,tentei conversar mas nada consegui, então aqui estou em rede social criticando sim aos organizadores do evento que não pensaram com carinho na gente que mora na zona rural e reclamando pois nos tiraram a oportunidade de usufruirmos de nosso direito,outorgado em lei pela Prefeita Rosinha e bom seria se este depoimento chegasse até aos organizadores e daí quem sabe eles resolveriam abrir um espaço na bienal para atender a esses professores que moram na zona rural,lembrando ainda que a maioria tem duas matriculas não podendo também irem pela manhã.Tínhamos negociado uma van para levar alguns professores na palestra de Marina Colasanti ,Nélida Pilon e Martinho da Vila ,mas da maneira como os organizadores pensaram, nos prejudicou e muito,digo até que fomos ignorados e também os animadores culturais,pois foi negado a estes o direito aos tíquetes Quem puder ajuda!!!!Crendo no impossível!

Hilda Helena Raymundo Dias -Escola Municipal Santa Maria.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Sociedade Blog: PREFEITURA DIVULGA PROGRAMAÇÃO DA BIENAL DO LIVRO

Sociedade Blog: PREFEITURA DIVULGA PROGRAMAÇÃO DA BIENAL DO LIVRO: Do:http://www.campos.rj.gov.br/ A programação da 8ª edição da Bienal do Livro de Campos – Leitura que muda o mundo, onde o homenageado ...

8ª Bienal do livro em Campos

   

  O evento acontece entre os dias 16 e 25 de maio, no Centro de Eventos Populares Osório Peixoto (Cepop) e vai homenagear o escritor campista José Cândido de Carvalho,que foi um advogado,jornalista e escritor brasileiro,mais conhecido como o autor da obra "O Coronel e o lobisomem" e também em 1974 foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras, ocupando a cadeira 31.Acho maravilhoso o campista ser homenageado,mas sendo professora da rede municipal não escondo a frustração dos professores e alunos não poder contar com o seu acervo literário nas bibliotecas escolares do município,o que dificulta bastante o aprofundamento e um trabalho paralelo ao evento.
   Fui informada através do site da  prefeitura que a bienal contará com a participação do cantor Martinho da Vila na abertura da programação ,, assim como, alguns nomes da literatura brasileira que estão confirmados, como  Laura Muller, Marina Colasanti, Martha Medeiros e Roberto DaMatta; os cantores Fernando Anitelli, Saulo Fernandes, Bia Bedran,
   Foram criados oficialmente por meio da Lei 8.549, sancionada pela prefeita Rosinha Garotinho,os benefícios Credilivro e Notinha Legal. A lei foi publicada nesta quarta-feira  (7) no Diário Oficial (DO) do Município, direcionados a professores e alunos da rede municipal de ensino  e também autoriza o convênio entre o Poder Executivo Municipal e a Associação Brasileira de Difusão do Livro, para o incentivo à leitura e o aprimoramento do conhecimento dos profissionais do magistério.
   O Credilivro consiste na concessão de um crédito de R$ 80 para os professores da rede. A Notinha Legal, por sua vez, dá um crédito de R$ 10 para os alunos das escolas municipais. Tanto o Credilivro quanto a Notinha Legal deverão ser usados para a aquisição de obras literárias que estiverem à disposição nos estandes da 8ª Bienal.
   Acho justa toda tentativa de incentivar à leitura e  de aprimorar a capacitação dos profissionais de educação e um evento como esse é um pote de ouro para quem ama a leitura. Mas estou  inquieta,pois faltam 7 dias para o evento e nem temos uma programação definida o que dificulta planejar a ida dos alunos ao evento.Trabalho na biblioteca da Escola Municipal Santa Maria e por ser interior a dificuldade aumenta pois dependemos do transporte que virá de Campos e que também precisa ser agendado de acordo com as possibilidades ;digo com preocupação, que em outras vezes os alunos dependeram do transporte e ficaram arrumados e nada do bendito aparecer.Começamos a funcionar a biblioteca escolar no início do ano e com um trabalho de formiguinha me aventurei a promover leitores,fiquei impressionada como todos aqueles livros ganharam vidas e saíram viajando por muitas casas na localidade.Em 2 meses foram mais de 1.600  empréstimos ,para minha alegria  e realização.Percebo que estão contagiados e ao ficarem sabendo do evento ,ficaram com muita vontade de participar.O problema é que funcionamos do 2º ao 9º ano,no entanto a clientela é diferente,necessitando no minimo de 2 ônibus,pois nada mais justo os alunos que mais frequentaram a biblioteca terem a oportunidade de irem ao evento .Acho as leis ,o incentivo tudo válido,mas é preciso tecerem com cuidado a organização,para que o dinheiro investido atenda realmente quem necessita e mereça.
   A direção da escola necessita de uma liberação de verba destinada á aquisição de livros e a construção da sala de leitura,mas está difícil liberar,uma visão ampla é necessária quando falamos em projeto de leitura,os órgãos envolvidos precisam estar entrelaçados  para que as coisas possam realmente funcionar.
   Estou feliz com as presenças confirmadas,e realizada me sentiria se alguns exemplares dos escritores convidados chegassem  nas bibliotecas.Tenho tristeza ao confessar que na biblioteca da escola não temos nenhum livro da Martha Medeiros,embora muitos já tenham procurado,isso é injusto pois ela tem uma maneira especial de falar sobre sentimentos e relacionamentos,e de certa forma nos sentimos lesados.A Marina Colasanti é hoje sem dúvida,uma das mais importantes vozes femininas  da literatura brasileira.Sua produção literária abre-se num variado leque de opções,que incluem a prosa jornalística,o ensaio,a crônica do cotidiano,a poesia,o conto e o miniconto para leitores adultos;bem como a poesia,a novela e o conto para o público infantil e juvenil.,mas temos apenas um livro da autora e dois minicontos.Eu só acredito na leitura para mudar o mundo,mas a forma como a conduzem  não permite ficar calada.Programação:.www.bienalcampos.com.
















sábado, 30 de março de 2013

6º Encontro Internacional de Astronomia e Astronáutica será em Campos



http://daterraparaasestrelas.blogspot.com.br/p/6-encontro-internacional-de-astronomia.html

6º Encontro Internacional de Astronomia e Astronáutica

Considerado um dos maiores eventos de divulgação científica do mundo, o Encontro Internacional de Astronomia e Astronáutica é realizado todo ano no mês de abril, em Campos dos Goytacazes.
Esse ano o evento chega a sexta edição com os seguintes palestrantes confirmados até agora:

- Marcos Pontes (primeiro astronauta brasileiro);
- Dr James Thieman (criador do projeto Radio JOVE, da NASA);
- Scott Roberts (presidente da Scientific Explorer);
- Pedro Russo ( Programa UNAWE - Holanda - Leiden University)
- José Funes (Diretor do Observatório do Vaticano - Roma - Itália)
- Carlos Gurgel (AEB - Agência Espacial Brasileira)
- Carlos Alexandre Wuensche (INPE - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais)
- Gennady Saenko (ROSCOSMOS - a agência espacial da Rússia)
- Laurent Laveder (astrofotógrafo, criador do 'moon games'  - fotos brincando com a Lua - Projeto TWAN - França)
- Nazar Sallam (UAE - Emirados Árabes Unidos)
- Sebastián Musso (Presidente do Centro de Estudos Astronômicos de Mar del Plata - Argentina)
- Marcos Roberto Palhares (Agência Marcos Pontes).http://daterraparaasestrelas.blogspot.com.br/p/6-encontro-internacional-de-astronomia.html

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

AMPLIAR O NÚMERO DE DIAS LETIVOS NAS ESCOLAS NÃO RESOLVE O PROBLEMA DA EDUCAÇÃO

Texto da sindicalista Graciete Santana:

Comentário da blogueira:
O Ministro da Educação quer aumentar o número de dias letivos nas escolas - de 200 para 220 - como se o problema da educação pública fosse esse.

Uma coisa é a implantação da escola integral onde o aluno teria um atendimento completo para adquirir conhecimento e desenvolver suas potencialidades em atividades extracurriculares. Outra é aumentar o número de dias letivos e manter o descaso com a educação pública por falta dos investimentos necessários.

Hoje há uma luta nacional para que 10º do PIB seja destinado a educação. Atualmente este percentual é de 5º e as escolas públicas não reune condições para oferecer uma educação de qualidade.

Aumentar o número de dias letivos serviria somente para acelerar o processo de desgaste dos profissionais de educação que seriam obrigados a conviver por mais tempo com as mazelas da educação. Além disso, representaria a finalização do processo de sucateamento das escolas públicas do país.

Defendemos a escola em tempo integral como dizia o Professor Darcy Ribeiro "lugar de criança é na escola" entretanto, para que isso aconteça será necessário amplo investimento para estruturação das escolas. Esse negócio de 220 dias letivos é uma falácia do Excelentíssimo Ministro. Se aumentar dias letivos fosse o cerne da questão a educação brasileira estaria em outro patamar por conta da ampliação já feita de 180 para 200 dias.

- Exigimos respeito à Educação Pública e aos Profissionais de Educação;
-10° do PIB para a Educação;
- Escola em tempo integral para o aluno;
- Manutenção dos 200 dias letivos.

Abaixo leia matéria sobre o tema.


Matéria publicada no Jornal Folha da Manhã edição de 12/11/2011

Aumento de horas na escola e dias letivos aprovados em Campos



O aumento do número de horas do aluno na escola e a ampliação dos dias letivos, que estão em estudo pelo Ministério da Educação, tiveram aprovação em Campos. Mas, tanto o Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe), quanto os diretores, acreditam que as medidas não surtirão efeito se não houver melhoria da estrutura pedagógica e administrativa das unidades escolares.

A diretora do Sepe, Graciete Santana, defende a permanência do aluno em tempo integral. Para isso, segundo ela, será preciso investimento. “As escolas necessitam, por exemplo, de laboratórios para que os estudantes tenham condições de desenvolver suas habilidades”, afirmou ela, contestando, no entanto, a ampliação dos dias letivos. “Isso não é garantia de qualidade. Aumentaram de 180 para 200 dias e de nada adiantou”, indagou Graciete.

Neiva Sampaio, que integra a equipe da diretoria pedagógica da Regional Norte Fluminense, também defende a permanência em tempo integral, mas com atividade extra curso. “O Governo do Estado está implantando nas escolas da rede o ensino médio integrado, que vai agregar o currículo normal ao profissionalizante. Ainda não temos a listagem das escolas que vão oferecer essa nova modalidade, mas as unidades do município, certamente, serão beneficiadas”.

Já a diretora geral do Liceu de Humanidades, Celina Mateus Barbosa, afirmou que aumentar o número de horas do aluno na escola é uma necessidade, como também mais professores e material. “A gente continua convivendo com a carência de profissionais e material pedagógico. Diminuíram de Geografia, por exemplo, de três para duas/semanais, assim como História, quando deveriam priorizar a carga horária de matérias básicas”.


Segundo o ministro da Educação, Fernando Haddad, atualmente, a criança ou o adolescente ficam 800 horas por ano na sala de aula, carga considerada baixa quando comparada a de outros países. “O aprendizado está relacionado à exposição ao conhecimento. Há um consenso no Brasil de que a criança tem pouca exposição ao conhecimento seja porque a carga horária diária é baixa ou porque o número de dias letivos é inferior ao dos demais países”, disse o ministro.
Postado por Graciete Santana às 14:46:00

sábado, 8 de outubro de 2011

Troca por Douglas da Mata




Pelo que li nos blogs da cidade, a prefeita-cantora resolveu encurtar o ditado, aquele que dizia: "Dêem-lhes pão e circo".

Com os salários aviltados, planos de cargos improvisados e com a dignidade reduzida pelo fato de que ser concursado quase virou crime na terra dos terceiros, a prefeita tira o pão, e em troca dá o circo.

Só isso justifica o show do cantor daniel na praça.

Em meio a uma crise institucional dessa envergadura, e ao descontentamento geral do funcionalismo, só pode ser sacanagem.
Mais um deboche de quem perdeu por completo qualquer compostura ou liturgia para o cargo que ocupa.

Bom, mas enquanto os servidores vão ao circo na praça, e ficam sem pão, alguns têm milhares de bons motivos de inexigibilidade para sorrirem.

E o palhaço do circo? Você, respeitável público e contribuinte.

Planície Lamacenta

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Supremo decide conflito de atribuição relativos a investigações sobre verbas da educação

"O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu quatro casos de conflito de atribuição entre o Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público Estadual (MP Estadual) para apurar supostas irregularidades na gestão e prestação de contas de recursos do Fundef (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e Valorização do Magistério) em municípios de São Paulo.



De acordo com a decisão, cabe ao MPF apurar eventuais as infrações penais cometidas na gestão das verbas educacionais, mesmo que elas não envolvam repasses de dinheiro federal, uma vez que a política de educação é nacional e há evidente interesse da União na correta aplicação dos recursos. No âmbito cível, de apuração de ato de improbidade administrativa por parte dos gestores da verba, a competência somente se desloca para o âmbito federal se houver dinheiro federal envolvido (patrimônio nacional) ou caso haja superveniente intervenção da União na gestão das verbas.



O caso concreto, analisado por meio de quatro Ações Cíveis Originárias (ACOs 1109, 1206, 1241 e 1250), envolve verbas do Estado de São Paulo que teriam sido empregadas de forma irregular pelas Prefeituras de Jaciba, Mirassol, Pradópolis e Itapecerica. Diante desse fato, o Plenário assentou que é do Ministério Público do Estado de São Paulo a competência para propor a ação de improbidade administrativa contra os gestores das verbas recebidas do Fundef, hoje denominado Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), subordinado ao Ministério da Educação.



Esse foi o entendimento externado pela relatora das ações, ministra Ellen Gracie (aposentada), em agosto deste ano, quando o julgamento da matéria começou. Nesta tarde, votaram dessa forma os ministros Luiz Fux, Dias Toffoli, Cármen Lúcia Antunes Rocha, Ricardo Lewandowski, Ayres Britto, Celso de Mello e Cezar Peluso.



'A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido do reconhecimento da atribuição do Ministério Público Federal para atuar em matéria penal e pelo reconhecimento da atribuição do Ministério Público do Estado de São Paulo para atuar em matéria cível e de improbidade administrativa, sendo certo que, na improbidade, há o deslocamento da competência para a Justiça Federal caso haja superveniente intervenção da União ou diante do reconhecimento ulterior de lesão ao patrimônio nacional', sintetizou o ministro Luiz Fux hoje, que retomou o julgamento com seu voto-vista.



Somente o ministro Marco Aurélio divergiu. Para ele, se o caso é de serviço voltado à educação do estado, com verbas estaduais, e há desvio de conduta na prestação desse serviço, a competência para propor tanto a ação penal quanto a cível (de improbidade) é do Ministério Público Estadual. 'Na espécie, não está em jogo nem serviço público federal nem recursos federais, por isso eu peço vênia para entender que a atribuição para uma e outra dessas ações é do Ministério Público estadual', disse.



Preliminar



Apesar de acompanhar a relatora dos processos no mérito da questão, o ministro Luiz Fux iniciou seu voto levantando uma preliminar: a de que o STF não seria competente para julgar casos que não envolvam um real conflito federativo. Para ele, a análise de conflitos de competência entre o MP Federal e Estadual pelo Supremo é uma “vulgarização” da competência da Corte, que deveria somente analisar causas que dão ensejo a uma ruptura do pacto federativo.



De acordo com a alínea 'f' do inciso I do artigo 102 da Constituição Federal, compete ao Supremo processar e julgar originariamente as causas e os conflitos entre a União e os Estados, a União e o Distrito Federal, ou entre uns e outros, inclusive as respectivas entidades da administração indireta.



'O conflito federativo gravita em torno da ideia de que a lide pode criar uma ruptura da federação', disse. 'No que tange ao disposto no artigo 102, inciso I, alínea ´f` da Constituição de 88, a competência do Supremo Tribunal Federal se justifica para decidir sobre o equilíbrio do sistema federativo, para julgar causas que possam comprometer a existência do Estado brasileiro', afirmou. Para Fux, o pacto federativo somente se vê 'estremecido em razão de conflitos institucionais de grande significação e de cunho político'.



Assim, ele propôs que o STF não julgasse as ações por não ser competente para tanto. Entretanto, com exceção do decano da Corte, ministro Celso de Mello, os demais ministros mantiveram a posição atual do Supremo, no sentido de analisar esse tipo de conflito de atribuição.



Conforme explicou o ministro Marco Aurélio, 'não há regência da matéria na Carta (da República)'. Diante disso, o Supremo decidiu que, se o conflito ocorre entre o Ministério Público Federal e um Ministério Público estadual, e não entre Ministérios Públicos estaduais, a competência para analisar o caso é da Corte Suprema. Ele frisou que esse entendimento foi assentado pelo STF em vários pronunciamentos. 'Estou convencido de que essa é a melhor solução', avaliou."


Fonte:
http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=191038

Postado por Cleber Tinoco às 15:07