sábado, 21 de novembro de 2009

Da informação ao conhecimento


Há muito tempo temos comentado na blogosfera sobre o descaso com a Educação e lendo o blog do Diguinidade fico triste porque as coisas começaram um caos e estão terminando piores.
A escola deve ser um espaço de tratamento,organização e mapeamento de informações relevantes à construção de significados.
O principal objetivo da escola não é transmitir informações,mas conectar conhecimentos.
A escola é um espaço social em que a construção do conhecimento pode ser ampliada pela troca de saberes e de experiÊncias entre professores,demais funcionários e alunos.Em síntese,a escola é um espaço em que o conviver relaciona-se diretamente ao processo de transformação da informação em conhecimento e à construção de conexões entre os diversos saberes.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Afinal o que é Educação de qualidade?


Na atual sociedade, promover a “educação de qualidade” não é fácil; e não é para qualquer um!
Podemos considerar Educação, como a promoção do desenvolvimento da capacidade intelectual e moral de uma pessoa.
A educação é um processo que envolve o desenvolvimento de todas as características humanas, podendo ser também considerada como cortesia, respeito, conhecimento e atitude.
Atualmente, a educação está ligada com conhecimentos. O conhecimento não tem barreiras, é a vontade própria que está movendo as pessoas cada vez mais próximas da educação.
Mas para que todas as razões acima, como respeito mútuo, justiça. Solidariedade, igualdade sejam obedecidos, é preciso, sem dúvida de um sistema educacional eficaz, não de mentira.
Algumas das saídas propostas aqui são:
a) Uma educação gratuita, compulsória e de “qualidade”;
b) Melhorar significavelmente a educação infantil;
c) Aprimorar as necessidades básicas do ensino jovem, por meio de acesso livre a programas de aprendizagens totalmente apropriados;
d) Atingir, o mais rapidamente nível de alfabetização de adultos;
e) Melhorar a qualidade da educação no Brasil e facilitar o acesso de todos à educação, seja primária ou secundária.
Talvez esta discussão seja somente uma utopia diante de muitos pensadores, filósofos, estudiosos, cientistas, universitários e populares, porém é importante ressaltarmos que uma educação de qualidade serve para condições básicas e essenciais para a convivência em grupo, seja familiar, social e no sucesso profissional!
“Educação não é algo que se guarda na gaveta de casa,
mas este é para a cidadania.”
Professor Especialista pela UNIFESP
Alexandre Vieira

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Ensino e educação de qualidade (!?)


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José Manuel Moran

Especialista em projetos inovadores na educação presencial e a distância

Texto publicado no livro Novas Tecnologias e Mediação Pedagógica, 12ª ed. Campinas: Papirus, p.12


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Há uma preocupação com ensino de qualidade mais do que com a educação de qualidade. Ensino e educação são conceitos diferentes. No ensino se organizam uma série de atividades didáticas para ajudar os alunos a que compreendam áreas específicas do conhecimento (ciências, história, matemáticas).



Na educação o foco, além de ensinar, é ajudar a integrar ensino e vida, conhecimento e ética, reflexão e ação, a ter uma visão de totalidade. Fala-se muito de ensino de qualidade. Muitas escolas e universidades são colocadas no pedestal, como modelos de qualidade. Na verdade, em geral, não temos ensino de qualidade. Temos alguns cursos, faculdades, universidades com áreas de relativa excelência. Mas o conjunto das instituições de ensino está muito distante do conceito de qualidade.



O ensino de qualidade envolve muitas variáveis:

Organização inovadora, aberta, dinâmica. Projeto pedagógico participativo.

Docentes bem preparados intelectual, emocional, comunicacional e eticamente. Bem remunerados, motivados e com boas condições profissionais.

Relação efetiva entre professores e alunos que permita conhecê-los, acompanhá-los, orientá-los.

Infra-estrutura adequada, atualizada, confortável. Tecnologias acessíveis, rápidas e renovadas.

Alunos motivados, preparados intelectual e emocionalmente, com capacidade de gerenciamento pessoal e grupal.

O ensino de qualidade é muito caro, por isso pode ser pago por poucos ou tem que ser amplamente subsidiado e patrocinado.
Poderemos criar algumas instituições de excelência. Mas a grande maioria demorará décadas para evoluir até um padrão aceitável de excelência.
Temos, no geral, um ensino muito mais problemático do que é divulgado. Mesmo as melhores universidades são bastante desiguais nos seus cursos, metodologias, forma de avaliar, projetos pedagógicos, infra-estrutura. Quando há uma área mais avançada em alguns pontos é colocada como modelo, divulgada externamente como se fosse o padrão de excelência de toda a universidade. Vende-se o todo pela parte e o que é fruto as vezes de alguns grupos, lideranças de pesquisa, como se fosse generalizado em todos os setores da escola, o que não é verdade. As instituições vendem externamente os seus sucessos - muitas vezes de forma exagerada - e escondem os insucessos, os problemas, as dificuldades.


Temos um ensino em que predomina a fala massiva e massificante, um número excessivo de alunos por sala, professores mal preparados, mal pagos, pouco motivados e evoluídos como pessoas.
Temos bastantes alunos que ainda valorizam mais o diploma do que o aprender, que fazem o mínimo (em geral) para ser aprovados, que esperam ser conduzidos passivamente e não exploram todas as possibilidades que existem dentro e fora da instituição escolar.
A infra-estrutura costuma ser inadequada. Salas barulhentas, pouco material escolar avançado, tecnologias pouco acessíveis à maioria.


O ensino está voltado, em boa parte, para o lucro fácil, aproveitando a grande demanda existe, com um discurso teórico (documentos) que não se confirma na prática.. Há um predomínio de metodologias pouco criativas; mais marketing do que real processo de mudança.
É importante procurar o ensino de qualidade, mas conscientes de que é um processo longo, caro e menos lucrativo do que as instituições estão acostumadas.


Nosso desafio maior é caminhar para uma educação de qualidade, que integre todas as dimensões do ser humano. Para isso precisamos de pessoas que façam essa integração em si mesmas do sensorial, intelectual, emocional, ético e tecnológico, que transitem de forma fácil entre o pessoal e o social. E até agora encontramos poucas pessoas que estejam prontas para a educação com qualidade.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Educação na Coréia do Sul

Essa eu amei, da professora Monica do blog ensianar projeto de Vida:


Os melhores alunos do mundo. Não são superdotados. Deram a sorte de estar na melhor escola do país que tem o melhor ensino básico do planeta.
Veja o que faz diferença:Na sala de aula, tudo o que é preciso para educar com motivação.
São oito horas por dia na escola. Estressante? Não, é divertido, dizem eles.
Todos têm notas acima de oito. O segredo é nunca permitir que o aluno passe um dia sem entender a lição, diz a professora, que ganha o equivalente a R$ 10,5 mil por mês.
É a média na Coréia, onde os professores precisam ter curso superior e são atualizados e avaliados a cada dois anos. Se o aluno não aprende, o professor é reprovado.
Tudo isso num país que nos anos 50 estava destruído por uma guerra civil que dividiu a Coréia ao meio, deixou um milhão de mortos e a maior parte da população na miséria. Um em cada três coreanos era analfabeto. Hoje, oito em cada dez chegam à universidade.
A virada começou com uma lei que tornou o ensino básico prioridade. Os recursos foram concentrados nos primeiros oito anos de estudo, tornados obrigatórios e gratuitos, como são até hoje. O ensino médio tem 50% de escolas privadas e as faculdades são todas pagas, mesmo as públicas.
Bons alunos têm bolsa de estudos e o governo incentiva pesquisas estratégicas.
O fato é que logo depois da reforma da Educação, a Economia da Coréia começou a crescer rápido, em média 9% ao ano durante mais de três décadas. E hoje, graças à multidão de cientistas que o país forma todos os anos, a Coréia está pronta para entrar no primeiro mundo, tendo como cartão de visitas uma incrível capacidade de inovação tecnológica. Desde a área de computação até na genética.
(Fonte: jornalnacional.globo.com)

Paralização na Rede Estadual

Aviso da guerreira Gracieteem Palavras acesas:

Dia 21 de outubro a categoria da educação vai fazer uma paralisação de 24 horas. Neste dia 21 haverá uma nova rodada de negociação com a SEPLAG, às 11 horas. Antes, dia 14, haverá uma reunião com a Secretaria de Educação.

O secretário Sérgio Ruy, SEPLAG, vai apresentar na próxima audiência um estudo para a adoção do salário mínimo nacional como piso salarial para os funcionários administrativos.

Quanto aos profissionais de 40 horas, a SEPLAG informou que foram feitas várias simulações para o enquadramento desse setor no plano de carreira e ficou de apresentar uma proposta oficial no dia 21.

É DE EXTREMA IMPORTÂNCIA A PARALISAÇÃO DO DIA 21 DE OUTUBRO. ESTAS QUESTÕES ESTÃO PENDENTES HÁ PELO MENOS 15 ANOS. SÓ COM MOBILIZAÇÃO E LUTA POR PARTE DA CATEGORIA É POSSÍVEL A VITÓRIA NA CONQUISTA DE DIREITOS.

É PRECISO OUSAR LUTAR, OUSAR VENCER!!!

Refletindo sobre o meio de transporte coletivo

Pensar sobre o meio de transporte utilizado na planície nos leva a refletir sobre o problema que tem afetado a quem o utiliza.
Passagem a R$1,00 é tudo de bom,mas não podemos ignorar os problemas relativo ao uso do mesmo.,pois esse tem deixado de ser eficiente,seguro e confortável e é necessário pensar em estratégias para diminuirmos deslocamentos dentro das cidades,reorganizando as moradias e as funções do bairro..
Moro em Santa Maria e o valor da passagem é R$11,45,embora a maioria pague R$1,00,o transtorno é grande pois o ônibus tem levado 4 horas de Campos à Santa Maria e tem apresentado o problema da super lotação,o ônibus tem quebrado com bastante frequencia e não faz nenhuma parada para os usuários ao menos ir ao banheiro.O ônibus tem lotado diariamente,pois moradores de diversos distritos embarcam no ônibus,como os de Guandú,Conselheiro,Morro do Coco...
A demora no deslocamento de um lugar a outro,a falta de segurança e o desconforto tem sido demais.
O que poderia ser feito?
De repente aumentar o número de Ônibus ou colocar ônibus direto para estes distritos mais distantes...
A falta de respeito tem sido demais......

domingo, 20 de setembro de 2009

Relacionamento entre governo e cidadãos


As relações entre governo e cidadãos necessita passsar por mudanças.Os cidadãos são os que elegem seus representantese nós somos vistos por eles como "clientes" das administrações publicas.

Já passou da hora de nós cidadãos termos um novo papel neste cenário e de sermos convidados a participar da formulação de políticas públicas,da tomada de decisões para o bem-estar coletivo.

É necessário representantes e representados encontrarem benefícios nessa tendência.O cidadão precisalargar de se comportar apenas como receptor de serviços públicos,e sim participar ativamente da formulação de políticas poúblicas em prol da comunidade.
Cidadania é participação.

Quando elegemos nossos representantes pensamos em sermos representados,mas esse mesmo governo age com independência,tornando impossível estabelecer conexões com as relações públicas.

Fico aqui imaginando como eu que trabalho para o governo,pois sou professora,fazer valer uma nova concepção de cidadão.

Fica complicado isso acontecer pois profissionais das relações públicas governamentais não informam a populaçãoe muito menos vciabilizam uma novaaneira depensar a política,novos momentos e oportunidades para o envolvimento em buscsa do bem-estar coletivo.

É necessário começar a trilhar um caminho para o reconhecimento de que a participação popular é positiva para ambas as partes e ninguem melhor que o profissional de relações públicas para construí-lo.

Muito há para dizer sobre as relações entre Estado,governo e cidadãos.História,evoluções,direitos e deveres,expectativas.No entanto,uma determinadaótica parece óbvia:O Estado existe em função do cidadão,governos somente são eleitos pelas mãos de cidadãose,finalmente,cidadãos dependem dos primeiros para garantir-lhes acesso a serviços essenciais para sua vida.Trata-se de uma relação de co-dependências e, por que não dizer,de uma possível e desejável cooperação.

Fazer com que governos se aproximnem dos cidadãos é fazer que haja entendimento mútuo.Representantes precisam conhecer as demandas da população.Para isso as relações públicas disponibilizam pesquisas e diagnósticos,das mais diversas formas e tecnicas.Para isso,basta uma decisão política.Para começar a trilhar o caminho até o cidadão,governos têm poder para chegar até eles.Prpofissionais de relações públicas podem trabalhar para isso.Comunicação dirigida,eventos,reuniões,canais de comunicação ouvidorias.Estratégias e instrumentos estão disponíveis.

POr outro lado,representados precisam de mais.Primeiramente,precisam reconhecer seu próprio papel neste contexto,conseguir responder a perguntas como "o que eu tenho a ver com o governo?", "o que o governo tem a ver comigo e com minha comunidade?".Compreeender que o governo está ali para representálo,para defender seus interesses,para servi-lo é o primeiro passo.

Sendo capaz de visualizar-se dentro do processo,o cidadão precisa ser convidado,envolvido na construção das políticas públicas.Dar oportunidades significa criar momentos,mas também criar disposição.O grande desafio do profissional de relaçoes públicas que trabalha na área gorvenamental não é oferecer momentos e espaços para a participaçãopopular,mas sim envolver cada indivíduo nesse processo>os resultados ,com certeza,serão compensadores.
Depois de participar de uma decisão para o bem da coletividade,o cidadão ganhará nova visão de mundo.Dará outro valor a si mesmo,as coisas públicas,a seus representantes.Sentirá verdadeiramente que o governo trabalha para seu bem-estar.Se fez parte do que foi construído,terá condições de compreender,apoiar,defender.Ao governo ,legitimidade.Ao cidadão,participação e cidadania.

domingo, 13 de setembro de 2009

Para pensar...


Guimarães Rosa:

O senhor...mire e veja:o mais importante e bonito do mundo é isto:que as pessoas não estão sempre iguais,não foram terminadas-mas que elas vão sempre mudando.È o que a vida me ensinou.Isso me alegra.Montão.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

A qualidade da educação brasileira

Tendo trabalhado alguns meses com Recursos Humanos, lidei um pouco com a contratação de pessoal e com a qualidade da mão de obra das pessoas que se formavam em nossas escolas de ensino médio e universidades.

A qualidade do ensino afeta o conhecimento das pessoas que entram no mercado de trabalho.É cada vez mais difícil se encontrar profissionais qualificados, apesar das escolas e universidades estarem formando cada vez mais alunos.

Um dos problemas está nos professores e nos investimentos que deveriam ser feitos para equipar as escolas, tanto de material como as próprias instalações físicas.

Com os salários reduzidos os professores têm que ter uma carga dobrada de trabalho para que possam dar condições mínimas de sobrevivência a sua família.
No entanto a carga horária do professor não se resume ao tempo que está em sala de aula. A maior parte de seu tempo é consumida com a preparação das aulas, correção de exercícios e atenção individual aos alunos com maiores dificuldades de aprendizado.

Com o fato de terem de dar aulas em dois ou até três escolas diferentes, o preparo das aulas fica prejudicado. O professor não tem tempo para dar atenção aos alunos que necessitam, muito menos de se reciclar e de se atualizar.

Resultado, a qualidade da mão de obra que nos é fornecida pelo sistema de ensino é cada vez mais deficiente.

Nossos impostos que deveriam ser aplicados em educação são gastos na manutenção de nossos políticos em Brasília e nos estados, no pagamento de cartões corporativos, nas viagens do Força Aérea 51, nos convescotes de prefeitos para lançamento de candidatura a presidência da república, em operações plásticas e aplicações de botox e na corrupção desenfreada do governo Lula.

Os leitores por favor me corrijam se falei alguma bobagem.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Independência do Sistema Educacional





Ao analisar as estruturas educacionais encontramos a falta de infra-estrutura deixada pelo colonialismo e também presente no "novo" sistema educacional .

Se formos analisar por meio da avaliação do desempenho de sucessivos governos que fizeram parte da história educacional da planície, destacamos, em primeiro momento, a ausência de instituições escolares , não que isto significasse a inexistência de ensinoaprendizagem, pois se tratava de urna cultura oral que veio a ser sobreposta pela cultura escrita européia.

Nesse sentido, no ensino colonial, a Igreja Católica desempenhou o papel fundamental na docilização dos goitacazes. A Igreja não só ajudou na implantação da política educacional, como também participou na legitimação do colonialismo português, sancionando e santificando a missão civilizadora e função histórica de Portugal.

Paralelamente a essa educação, o movimento de libertação nacional instaurou a educação em alguns pontos da planície, esta educação era mais aberta e mais dinâmica em relação ao mundo exterior. Ela não tinha mais como objetivo principal produzir uma situação de equilíbrio e de estagnação e sim procurava apoiar-se e favorecer o processo geral da luta de libertação em que se inseria.

Logo após a independência da planície, a educação tinha sido vista como um dos meios de realização de mudanças sociais implementando o novo sistema educacional, cujo projeto consistia em deslocar temporariamente os estudantes ao campo, para que pudessem trabalhar com os camponeses, os quais ensinavam as noções básicas de cultivo.

A periodização de mais de 187 anos obedeceu ao recorte das gestões governamentais. Se analizarmos os governos: do prefeito Zezé Barbosa ,Garotinho seguido do Sérgio Mendes e Garotinho seguido de Arnaldo Viana e o atual governo da Rosinha .

Não saberíamos determinar objetivos e direcionar ou procurarmos determinar os objetivos e diretrizes da politica organizacional, os principais programas, a organização institucional montada, os recursos financeiros alocados, a política de recursos humanos e uma avaliação do desempenho quantitativo sob o ponto de vista do desempenho do governo.

Identificar em que contexto essas diretrizes e ações foram formuladas, que alternativas estavam colocadas, a estratégia de implementação e uma avaliação dos resultados é complicado mas refletindo sobre a ação do governo, passamos a avaliar o desempenho da organização educacional como um todo, isto é, quais foram os resultados da organização com relação ao nível de escolarização da população e seu grau de eqüidade.

Se fizermos um aprofundamento na avaliação do desempenho da rede regional;poderíamos enfatizar aqueles aspectos da ação governamental que, a nosso ver, poderiam contribuir para o debate sobre o projeto de formação dos professores do ensino básico da escola pública na planície.

O estudo de perspectivas histórica da organização do sistema educacional da planície poderia contribuir para uma análise do sistema educacional , procurando mostrar uma perspectiva critica no que se refere aos fatores que condicionam a educação quanto às medidas por eles geradas na estrutura da sociedade campistas.

A organização educacional implementada em nosso município nas últimas duas décadas
foi direcionada pelo Estado para o cumprimento de pelo menos três funções básicas, a saber:

1°) transformação da então estrutura implantada pelo colonialismo português através da dualidade educacional existente em todo o país: uma colonial e outra adquirida nas zonas libertadas;

2°) unidade da educação com o trabalho produtivo, por meio de contato direto dos estudantes com a realidade do país e

3°) combater o analfabetismo que era de 90%, considerado uma das seqüelas do descaso com a educação durante a dominação colonial. Essas duas funções (transformação e educação voltada para a realidade do país) foram atribuídas à nova organização educacional e não poderiam ser concretizadas sem que a mesma fosse direcionada para o cumprimento da terceira (combate ao analfabetismo) e realizada simultaneamente com as demais (unir a educação ao trabalho produtivo e a transformação da educação herdada do colonialismo português).

Não obstante, a transmissão da ideologia subjacente ao próprio sistema que se queria implantar o Socialismo.

Por conseguinte, anos depois, quando houve a liberalização econômica, iniciou-se o descaso com a educação. Essa decadência parecia invadir todos os setores na planície e o sistema educacional foi atingido em todas as suas condições.

Destarte, as condições escolares começaram a piorar, as instalações tornaram-se precaríssimas juntamente com os profissionais mal preparados que ofereciam um ensino compatível com os seus próprios salários.

Hoje a planície e o Estado estão em processo de lutas pela sua consolidação institucional. A configuração da organização política é instável e, além disso, está permanentemente submetida aos impactos das mudanças políticas e econômicas mundiais.

O sistema educacional campistas e sua evolução refletem o estado de evolução histórica do país. A perspectiva da organização eficaz do sistema educacional depende das consolidações política e institucional no país,

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

O Blog aderiu a campanha "Fica Xacal!!!!

Contamos com sua permanência na trincheira,
lutando por dias melhores,
em nossa Planície Goytacá...


FICA XACAL !!!
Talvez essa personagem se vá mas com certeza os treze leitores estarão de olhos bem abertos pois acredito que essa personagem tem poder de resssugir com outro nome,outro jeito,mas com vontade de fazer dessa planície uma cidade bem melhor.
Volto a postar e nada melhor do que o nosso amado Xacal para iniciar essa nova jornada.
E agora aos comentários,pois estava com saudades...
Amado Xacal:A categoria tem que unir e também a nova ditetoria do SEpe resgatar essa para a luta.
Como sabe o tempo meu que é curto,me impediu de assumir cargo na direção colegiada....
Mas estou aguardando as promessas pois meu desejo é uma educação de qualidade e esta parece ter sumido até nas metas da atual gestão..
Nessa altura do campeonato imagina o clima que foi a conferência,uma secretaria cala a voz de todos no evento e outra continua não sei como....
Não sei se devemos acreditar que algo vai mudar pois o governo da mudança até agora só sinalizou contra.
Eu só sei que nas escolas particulares as aulas estão rufando e as avaliações acontecendo e na rede pública nem a direção sabe se vai ficar.E nos corredores das escolas ouve-se umas vozes querendo as diretas...
Mas a categoria não compareceu no Debate Público,esperou sair os nomes dos vereadores que votaram contra.
Estou aguardando o SEPE Xacal....
Agora as negociações são com outra ,mas com mesmo "chefe"..
Com Auxiliadora fomos ouvidos...mas nada foi feito...
E agora?
Se você não leu está aqui:Absurdo,absurdo(Xacal)


Os nossos treze leitores ficarão atentos...Esperamos que as autoridades também...É claro que o ato administrativo é recoberto pela conveniência e oportunidade, o que os jurisconsultos chamam de discricionariedade, em português raso, em certas ocasiões, o administrador escolhe o que quer fazer, e quando quer, desde que a lei permita, e o objeto(o seu querer) do seu ato seja lícito, e que todos saibam...


É o caso das indicações para diretores das escolas da rede pública municipal...todos sabem que em Campos dos G., o critério é só um: diretores e vice estão na coleira da administração, e ou dos "donos dos feudos" locais que a apóiam(vereadores, "líderes comunitários, e toda a sorte de asseclas)...


Bom, mas deveria haver um limite para tanta "liberdade", já que eleição para diretores nem passa pela cabeça da prefeita-marionete...


Vejam que com a degola da tia telettubies freitas, deverão ser degolados, ato contínuo, todos os diretores e vice-diretores que "batiam cabeça" para ela(ou pelo menos, boa parte deles, que "pilotavam" as escolas mais, digamos assim, "representativas")...O Diário Oficial deve começar a "cantar" essas exonerações em breve....


Como ficará a continuidade "administrativa" nessas unidades, em pleno segundo semestre, e com tantos problemas a resolver...???


Bom, dirão os mais pessimistas(como eu)que não pode sofrer interrupção aquilo que nunca começou...ahh, bom, que "alívio..."


Mesmo assim, imagine o ambiente em uma escola, agora em setembro, recebendo novos diretores, e toda a carga de conseqüências que esse tipo de tansição já causa em situações normais...


Desistam pais de alunos, esse ano já foi para o "espaço..."

quinta-feira, 23 de julho de 2009

A privatização da merenda escolar


Deu na Folha de S. Paulo - 21/02/2009

TENDÊNCIAS/DEBATES

A terceirização da merenda escolar é a melhor alternativa para adoção pelas escolas públicas?

NÃO
Um direito constitucional dos escolares

O PROGRAMA Nacional de Alimentação Escolar, criado na década de 1950 com a assessoria de Josué de Castro, é o mais antigo programa de alimentação do Brasil. O objetivo desse programa é atender parte das necessidades nutricionais dos alunos, contribuindo para o crescimento, o desenvolvimento, a aprendizagem e o rendimento escolar dos estudantes. Colabora também para a formação de hábitos alimentares saudáveis, além de valorizar a diversidade e a cultura alimentares.

No decorrer de sua existência, ocorreram modificações na gestão desse programa. Em seus primórdios, a própria administração pública o gerenciava (autogestão). Posteriormente, passou a admitir-se a terceirização do fornecimento das merendas. Partidários do "Estado mínimo", os defensores da terceirização sustentam que essa modalidade de gestão seria mais vantajosa para o poder público.

Primeiramente porque diminuiria as despesas com pessoal, incluindo os gastos com a remuneração de servidores enfermos ou com proventos de inativos. Em segundo, porque o poder público não mais seria obrigado a equipar adequadamente as escolas para a preparação das refeições (por exemplo, construindo cozinhas e adquirindo fogões, refrigeradores e outros eletrodomésticos).

Haveria supostamente uma racionalização dos gastos públicos. Em alguns locais onde ocorreu a terceirização (como no Espírito Santo e no município de São Paulo), os profissionais da educação detectaram graves problemas no programa de alimentação escolar, entre os quais: baixa qualidade nutricional dos alimentos; excesso de alimentos industrializados, ricos em açúcares e gorduras (em geral, mais baratos); fraude nas licitações; aumento considerável do custo unitário da refeição; falhas na prestação de serviços; falta de vínculo com a comunidade assistida; transporte inadequado das refeições para as escolas, quando há produção centralizada delas; descaso com a opinião dos alunos; exploração do trabalho das merendeiras ou oferta de condições de trabalho precárias; sucateamento das áreas de produção; e desestruturação da economia local, principalmente da produção de alimentos em pequenos municípios.

Outro agravante é que algumas empresas que são contratadas pelo poder público, ao elaborarem o cardápio, não inserem alimentos regionais. Elas alegam que contrataram nutricionistas para adequar os cardápios à cultura local. Porém, o que se observa, na maioria das vezes, é que o parecer técnico dos nutricionistas não é seguido pelas organizações terceirizadas que os contrataram. Na prática, verificou-se que a autogestão apresenta inúmeras vantagens em comparação com o outro sistema.

Com a autogestão, os gêneros alimentícios são, em regra, comprados de produtores locais -o que contribui para o aquecimento da economia da região, bem como propicia a inclusão, nas refeições, de alimentos naturais e comprovadamente mais saudáveis. Com frequência, os pais dos alunos participam mais efetivamente da execução do programa, por meio dos conselhos. Os órgãos governamentais de controle -como o Tribunal de Contas- têm acesso a mais informações sobre essa execução e, consequentemente, a fiscalizam mais efetivamente. O gestor tem de contar com a assessoria de um nutricionista (o qual assume a responsabilidade técnica do cardápio) e, com o dever de zelar pela educação e saúde dos escolares, acaba se comprometendo mais com o sucesso do programa.

Por fim, é preciso ter em mente que a alimentação escolar é um direito humano e constitucional dos escolares e um dever do poder público. A terceirização revela omissão do Estado em cumprir seu dever, já que a alimentação dos estudantes passa a ser encarada como mera mercadoria que pode ser negociada com a iniciativa privada. Diante dos sérios problemas que a terceirização vem apresentando, conclui-se que a presença do Estado, por meio de autogestão, é necessária para garantir o sucesso do programa e sua universalização.

SONIA LUCENA DE ANDRADE, nutricionista, é professora do curso de nutrição da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco). É conselheira titular do Consea Nacional (Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional) e membro da diretoria da Asbran (Associação Brasileira de Nutrição).

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Considerações sobre a Conferência Municipal em Campos dos Goytacazes

Tivemos a primeira Conferência Municipal em Campos dos Goytacazes...
Grandes expectativas,já que ali novas metas estavam em jogo e o que de interessante com a participação dos diversos segmentos da sociedade civil organizada.

Participei como representante da EJA,já que sou professora da rede do 1º segmento e luto para que a Prefeitura assuma o compromisso com os analfabetos que chegam à rede e só encontram a opção da 1ª fase,e caem numa repetência que dura anos e não os atendem da forma como merecem,já que desejam aprender a ler a escrever,pois este é um direito de todo cidadão brasileiro,e não se sentem confortáveis em participarem dos Projetos oferecidos em parceria com o Governo Federal,pois estes não lhe garantem transportes,alimentação e ainda aquela vontade nada escondida de se sentirem participantes da Escola .

Participei da 1ª palestra com o professor Hélio Coelho que nos fez entender que a Conferência nos daria oportunidade de contribuirmos ,como participantes da História de Campos dos Goytacazes,pois vivemos um momento em que a Democracia na planície está passando da forma representativa para participativa,já que ali tínhamos pais,alunos,professores,profissionais da Educação ,Sindicato dos Profissionais de Educação (SEPE), Sindicato dos Profissionais Servidores Públicos Municipais (SIPROSEP), Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino (SINEPE) e o Fórum Interinstitucional dos Dirigentes do Ensino Superior de Campos (FIDESC), PROCON/Campos, a Coordenadoria Regional Norte Fluminense I, representantes de escolas municipais(Aí eu estava) e a Câmara Municipal de Vereadores.

Se não tivemos uma melhor representatividade por parte tanto da sociedade civil,como da de pais e alunos foi talvez porque tenha faltado em algumas Unidades Escolares o Debate antes da Conferência,talvez alguns diretores não organizaram o debate para os eixos temáticos não despertando nos pais, alunos ,professores de participarem destas novas metas que culminará na CONAE 2010.

Percebi que vários representantes da sociedade civil compareceram e se eu não estou enganada as ausências de professores ,funcionários e alunos na minha opinião ficaram por conta de determinações de alguns diretores que consideraram a discussão irrelevante e não permitiu uma maior participação.

A Conferência é uma conquista e demorada,digo de passagem, não só dos campista mas de toda sociedade brasileira que se julga no direito de opinar sobre seu presente e seu futuro. Para isso, convoca os atores que considera fundamentais: professores, funcionários, estudantes, pais e gestores.

A Conferência é deliberativa, isto é, o poder público deve acatar as sínteses produzidas e transformá-las em políticas...


A Conferência é uma oportunidade de, finalmente, dar alguma concretude ao conceito de “sistema nacional de educação” que permeou o Manifesto dos Pioneiros da Educação, em 1932, mas esteve, muito antes, nas preocupações de pensadores brasileiros.
A Conferência é um espaço coletivo que visa elevar o protagonismo dos que se sentem responsáveis pelos rumos da educação.

Finalmente, a Conferência é um espaço para a crítica, para a polêmica, para a discordância que, pelo método de construção coletiva, pode converter-se em alguns consensos. Ou não. Mas, o direito à crítica supõe estar lá para fazê-la. É o que garante sua pertinência e sua legitimidade.


Se nem todas as etapas da Conferência, o debate primou "pela qualidade, pela garantia do processo democrático, pelo respeito à autonomia na relação federativa,a pluralidade, a representatividade dos segmentos sociais, dentro de uma visão ampla e sistêmica da educação"...não posso negar que houve representatividade,e que delegados foram escolhidos ,sendo que os representantes foram metade da Sociedade Civil e outra da Pública(Tentando atender na medida do possível todos ali representantados) ,foi remarcada outra data para a realização da plenária final desta Conferência, para a construção do documento que servirá de base para as discussões da Conferência Intermunicipal de Educação, em Agosto, também em Campos.
Na ocasião serão eleitos os 184 delegados que levarão as propostas da sociedade campista para o evento.
Em seguida, as propostas também serão levadas para a fase estadual e para a Conae, em Brasília, em abril de 2010.

Foi o segundo dia,onde o sociólogo João Antônio de Monlevade encaminhou as discussões em torno da eficácia da educação do município onde respondia a perguntas e sugestões do público, em tribuna aberta, junto à secretária...um "Reino foi dividido"...,confira o relato da Professora Monica Ensinar - Projeto de vida: "UM REINO DIVIDIDO, NÃO SUBSISTE"

Realmente no momento que ouvi pelo microfone o nome da Escola que trabalho,e a distorção a respeito justamente de um dos pontos positivos da Audiência postado aqui no meu blog,fui impulsionada a entrar no auditório para melhor entender a colocação da professora,...mas aí já era tarde demais para defender ou pelo menos relatar as verdades ditas e que com certeza foram encaminhadas a Secretária ,...

Mas é imaturidade como esta que nos fez ouvir da Secretária que teríamos que encerrar as perguntas e sugestões e que não estávamos acostumados a ter voz e vez por isso não sabíamos fazer uso das mesmas quando oportunidades nos eram oferecidas...

Como categoria digo,não havia necessidades de aumentar ou mentir sobre nada,temos muitas lutas reais que merecem mais atenção por parte de nossas autoridades...

domingo, 12 de julho de 2009

Debatendo os saldos da audiência na Câmara dos Vereadores para as eleições de diretores das escolas da rede municipal.



Antes de falar sobre o assunto,gostaria de chamar atenção dos leitores para os blogs que deram atenção ao assunto,e os mesmos postaram em parte I e parte II o assunto em pauta.

Primeiro vamos conferir as postagens POR UMA CAMPOS MORALIZADA, DIGNA E JUSTA!: SOBRE A AUDIÊNCIA PÚBLICA: GESTÃO DEMOCRÁTICA

Profª Luciana: Audiência pública

Logo depois de relatarem a audiência, os mesmos refletiram sobre a mesma:


POR UMA CAMPOS MORALIZADA, DIGNA E JUSTA!: AUDIÊNCIA PÚBLICA: GESTÃO DEMOCRÁTICA. PARTE II

Profª Luciana: Reflexões sobre a Audiência Pública, vejam que interessante!!!.

Informo em tempo que usei o artigo do Dignidade no Blog do Saulo Pessanha pois ninguém poderia ter relado melhor a audiência.Confira:Painel » A coluna desta sexta-feira

Tudo que foi dito na audiência foi muito importante mas fica aqui o meu parecer:
Depois dos relatos e reflexões acho que debate mesmo... aconteceu aqui na blogosfera, através dos muitos blogueiros que chamaram a atenção dos leitores para o assunto das eleições para diretores de escola .

O não comparecimento da Secretária de Educação não permtiu o confrontro de idéias.E fica aqui a minha sugestão para que o SEPE marque outro debate ,mas se possível com a presença da Secretária e que haja também uma mobilização do mesmo para atingir a categoria para eventos como estes ,pois a presença maciça da categoria é fundamental para as conquistas e que também o Sindicato convoque e apareça para debater os saldos positivos e negativos em assembleia ,pois a ausência da secretária não permitiu concluir alguns pareceres que levantaram algumas controvérsias...

Novamente ouvi da representante da Secretária que não poderíamos esplanar o assunto por este ferir a lei,e por isto ao meu ver parece que eles querem ganhar tempo para estabelecerem um projeto de Lei não como a Sociedade Campista merece mas de acordo com as intenções políticas .Pois foi dito sobre a possibilidade de existir um Processo Seletivo e não as Diretas Já para Diretores de Escola.Pois o próprio nome "seletivo" já me parece bem diferente de eleição direta...

O advogado Cléber Tinoco já postou sobre o assunto da eleição para diretor de escola municipal e já nos esclareceu que esta Lei já foi analisada algumas vezes pelo Supremo Tribunal Federal e que em suas manifestações a Corte Suprema destacou que o cargo de diretor é do tipo em comissão, ou seja, de livre nomeação e exoneração. Além disso, esclareceu que o STF deixou assentado que o cargo em comissão deve ser criado por lei de iniciativa do Chefe do Executivo, sendo inconstitucionais as leis originadas de projetos dos parlamentares (inconstitucionalidade formal), por ofensa aos arts. 2º, 37, II, 61, § 1º, II, "c", e 84, II e XXV, todos da Constituição Federal.Também nos informou que houve quem divergisse da tese prevalecente, como o ex-ministro Sepúlveda Pertence e o ministro Marco Aurélio, com fundamento no princípio federativo e na regra contida no artigo 206, IV da Constituição, que prevê a gestão democrática do ensino público, na forma da lei. Disse também que o Tribunal de Justiça do Estado do Rio, por sua vez, vem seguindo o entendimento dominante do Supremo Tribunal Federal.E deu sabiamente seu parecer:" Parece-me que a eleição de diretor seja viável, desde que a lei de iniciativa do Prefeito estabeleça esta forma de escolha, afastando, assim, a inconstitucionalidade por vício de iniciativa (inconstitucionalidade formal), conquanto reconheça que a matéria suscitará controvérsias exatamente pela necessidade de harmonizar o mecanismo da eleição com a natureza do cargo (cargo de livre nomeação e exoneração). É bem de ver que a maioria dos julgados do STF consultados enfrentaram apenas o aspecto formal das leis (a iniciativa para sua criação), deixando de fora o conteúdo material delas (a compatibilidade da eleição com o cargo em comissão). Considerando, entretanto, que as decisões não foram unânimes e houve ampla renovação entre os ministros nos últimos anos, a questão continua aberta e, portanto, não se descarta a possibilidade de eleição para diretores de escola."

Sabíamos que isto geraria controvérsias e que cabe a Prefeita estabelecer esta forma de escolha, afastando, assim, a inconstitucionalidade da Lei.

Não vejo um interesse por parte do Governo em melhorar a qualidade da educação
pois centenas de escolas e creches sem o devido planejamento e sem condições adequadas para receber as nossas crianças estão funcionando e imaginem discussões a respeito de projeto pedagógico e eleições diretas...

Mas como já disse o Erik Schunk "Infelizmente a constante em nosso município foi a tendência ao uso eleitoral da Secretaria de Educação trazendo a resposta que seria esperada, ou seja, uma qualidade péssima de ensino, constatada na pesquisa IDEB de 2005 e confirmada em 2007com um resultado até acima do esperado.

É óbvio que em relação ao “novo” Governo que se iniciou não se pode cobrar por todos os erros do passado, a possibilidade de escolha democrática por parte de comunidade dos diretores das escolas municipais com certeza seria positiva pelo menos para evitar os excessos praticados em nome da politicagem, ou seja, a nomeação de pessoas que não tenham qualquer envolvimento com a comunidade e também que não tenham preparação para trabalhar na área. Mas, essa eleição direta é importante se houver o respeito a decisão da comunidade, já que na época de Governadora Rosinha desrespeitava em torno de 20% das escolhas da comunidade. Enquanto em Campos a eleição direta não ocorre está em andamento no Congresso Nacional o texto substitutivo ao projeto de lei (PLS 344/07) que institui a eleição direta para as funções de direção das escolas públicas de educação básica, exceto nos entes federativos em que o cargo já esteja organizado em carreira e provido por intermédio de concurso público e de provas e títulos. De acordo com o substitutivo, o acesso às funções de direção das escolas públicas por eleição direta, dentre profissionais de educação, para mandato de no máximo dois anos, com direito a uma reeleição. A eleição contará com a participação da comunidade escolar, constituída por professores, funcionários, estudantes e seus responsáveis. Antes da eleição, os candidatos deverão ser aprovados em curso de capacitação em gestão educacional e terão sua administração avaliada para fins de direito à reeleição para qualquer das funções de direção.
Apenas quando a educação for de fato uma prioridade em nosso município será possível reverter esse quadro de séculos de atraso e acima de tudo de violência contra a população carente que continua aguardando a tal cidadania... Mas porque acreditar em Rosinha para liderar esse processo? Afinal, ela recentemente teve a oportunidade de provar que não apóia a educação pública de qualidade, pois como governadora do Estado do Rio de Janeiro fez todo o possível para atrapalhar a vida das professoras e das escolas públicas, culminando até em extrema violência policial contra as manifestações pacíficas dos professores..."

E para completar a enrolação à respeito do tema,a SMEC resolveu dar um jeitinho de garantir que os nomeados pudessem continuar na gestão,oferecendo a estes um curso de Gestão .Uma pergunta fica no ar :Essa oportunidade não deveria ser dada aos profissionais da rede que são formados em Pedagogia para melhor qualificá-los para que assim pudessem se candidatarem ao cargo de diretor?

Se temos 247 unidades escolares,com certeza o governo não tem nomes suficientes para ocuparem os cargos,já que a maioria das Unidades Escolares puxam vice e até mais de um diretor.Forma sábia de capacitar os seus para disputarem a seleção.Com certeza eles darão 3 nomes e colocará a comunidade para escolher entre os deles e assim a ditadura continua de forma mascarada.

Considerações sobre a audiência pública:Professora Monica


É para lá de bom falar sobre os saldos positivos,isto nos revigora para a luta!


Em meio ao debate,um dos assuntos que surgiu foi o abuso de poder por parte de alguns diretores e também a questão da qualificação profissional dos diretores escolares da Rede Municipal,e com uma inquietação da platéia, o presidente da câmara, quebrou o protocolo e concedeu a palavra a um Professor presente para falar em nome da categoria .

A professora Mônica que aqui na Blogosfera iniciou a campanha da Direja já para Diretor de Escola,nos representou ,ressaltando a importância da mesma,dizendo que esta não feria a lei e nem tiraria o mérito da Prefeita em dar posse àqueles que as comunidades elegeriam para representá-las ,mas sim teria a oportunidade de fazer da Escola a porta para a Democracia,já que é nela que pensamos quando queremos formar cidadãos;bem como deixou claro que ainda hoje na rede existem pessoas que foram indicadas e preenchem cargos de direção de escola sem a formação mínima exigida.

Enfatizou também a questão ,onde alunos de uma escola estudam com as carteiras encostadas no quadro;a situação dos alunos da EJA que estudam em turma multisseriada,onde apenas um professor tem que ministrar aulas para 4 turmas ao mesmo tempo ,dificultando a aprendizagem dos mesmos,pois estes acordam muito cedo para o trabalho ;da realidade de existirem professores sobrando .

Foi um momento realmente ímpar a sua participação...

Vale a pena conferir as suas considerações a respeito da Audiência Pública realizada na planície:
Ensinar - Projeto de vida: Considerações sobre a Audiência Pública no último dia 09.

sábado, 11 de julho de 2009

INFORMES DA REDE MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE CAMPOS

Divulgando a pedido de Graciete Santana...

"No dia 09 de julho tivemos uma audiência pública na Câmara dos Vereadores, com a comissão de educação da Câmara. Participamos, eu e o Fábio, com a apresentação da pauta de reivindicações da categoria. A questão central abordada foi a eleição direta para diretores de escola. O presidente da Câmara, a comisão de educação e demais vereadores presentes assumiram o compromisso de aprovar projeto de lei, com indicação ao executivo a fim de promover as eleições diretas para diretores de escola logo após término do recesso parlamentar.
Se isso se tornar realidade representará um avanço para os profissionais da rede municipal.
Além disso, como já afirmei, tive oportunidade durante a minha fala, de abordar outros assuntos, dentre os quais a necessidade de convocação de concursados de 2008, que a junção de turmas não soluciona a carência de profissionais de educação. A representante da Secretária de Educação informou que, o quadro é de carência em determinados distritos e excedentes em outros, mas que em relação aos remanejamentos ocorridos recentemente o PARECER DA PROCURADORIA DIZ QUE OS PROFISSIONAIS EM ESTÁGIO PROBATÓRIO NÃO PODEM SER REMANEJADOS. Portanto a secretaria terá que rever os remanejamentos feitos.
Solicito aos colegas que divulguem isso na rede municipal, para que os profissionais atingidos por essa ação estejam atentos a sua recondução ao distrito para o qual prestou concurso".

Saudações fraternas e revolucionárias

ATENÇÃO:Funcionários e professores da rede estadual

Achei legal divulgar:SEPE-NA LUTA PELA EDUCAÇÃO -CONTRA A CRISE E A PRIVATIZAÇÃO: Funcionários e professores da rede estadual!

ATENÇÃO

Funcionários e professores da rede estadual!

Concursados de 93, e que tem a matricula "5 milhões".


Dê entrada ao processo para receber os atrasados do triênio 97 a 99 que o governo não pagou até hoje. Os documentos necessários são:

Requerimento padrão ( pode ser pego na escola ou na coordenadoria);

Contracheque de outubro e novembro de 1999;

Cópia do ultimo contracheque;

Cópia do ato de investidura;

Cópia da identidade e do CPF.

Você pode dar entrada ao processo na escola ou na coordenadoria.

Endereço da metropolitana II: Rua José Ramos de Oliveira s/n – Paiva – São Gonçalo.
Telefone: 21 3703-2293

domingo, 5 de julho de 2009

Eleição Direta para Diretores de Escola é Debate em Audiência Pública na Câmara de Vereadores


Não custa lembrar: "Quem não luta por seus direitos,
vive a espera de favores..."


A Comissão de Educação da Câmara, por iniciativa dos vereadores Dona Penha (PPS) - presidente da comissão - e Renato Barbosa (PT), convocou a audiência pública para o DIA 09 DE JULHO ,às 15:00 horas na Câmara dos Vereadores para a discussão das eleições diretas para a direção das escolas da rede municipal, conforme solicitação do SEPE Campos motivada por deliberação em assembleia da categoria.

A Secretaria Maria Auxiliadora Freitas foi convocada para discutir o assunto com o Legislativo e a sociedade...

Tramita naquela Casa de Leis um projeto de Lei de autoria de Renato Barbosa (PT) que determina a gestão democrática nas escolas municipais. Na ultima audiência com o SEPE, a Secretaria Auxiliadora Freitas condicionou a instalação de um grupo de trabalho para implementar o processo à aprovação da prefeita Rosinha.


Todos lá....


domingo, 28 de junho de 2009

O assunto é...SEPE Campos 2...

Como já disse neste espaço, não entendo nada de sindicato,apenas não quero viver à espera de favores,prefiro lutar pelos meus direitos...e meu envolvimento com o SEPE começou logo após a professora Monica do Blog Ensinar - Projeto de vida iniciar a campanha para a Eleição Direta para diretores e vice-diretores de Campos dos Goytacazes ...foi querendo isso que procurei o SEPE e digo que muitos filiados ultimamente buscaram o sindicato pelo mesmo motivo.

Comecei indo às assembleias do Sepe e lá conheci alguns que representam a categoria e neste contato fui convidada para fazer parte de uma das chapas ..não nego que pela expectativa que me envolvia fui impulsionada a aceitar o convite.No início por insegurança e por não saber no que estava me envolvendo,questionei comigo e com alguns sobre inquietações que me afligiam...

Muito bem a eleição passou...minha chapa tem 26 componentes e estes foram subdivididos em 3 grupos...Dois destes terão 3 indicações e um apenas 2 representantes na direção...

A maioria que hoje ocupam cargos na direção,continuarão a acupá-los;fui comunicada por uma das componentes da chapa que ela estaria pleiteando a minha indicação,questionei de início se isso não deveria ser feito entre todos ,mas parece que em conversas informais já foi decidido que um não abria mão,outro teria o direito de indicar alguém e percebi que estava sendo envolvida nesta questão sem muito bem entendê-la...fico a pensar nos outros componentes que também fazem parte da luta e que não tem o direito de pleitear nada...não se sentiriam ofendidos em participarem de um jogo de cartas marcadas?Será que alguns foram usados por outros para atingirem os seus interesses?Você deve estar se perguntando o por quê do meu chororô se eu tenho possibilidades de fazer parte da direção.

Não poderia deixar de usar este espaço para comunicar minhas decisões,já que ele serviu de campanha por esses dias para a chapa da qual fiz parte.Não pretendo participar da direção no momento,pois nem uma licença sindical resolveria o meu problema:"O Tempo";pois sei que este terá que ser empregado para que a categoria seja representada como merece e a "nova direção" terá que se dedicar bastante para reaproximar a categoria do sindicato e confesso que sempre com expectativas vou para as assembleias do SEPE e como a professora Monica convoquei a categoria para a última que foi realizada na quarta-feira(24/04) e a falta de sintonia foi como um balde de água fria.

Eu não desisti da luta! Continuo nos bastidores e a minha preocupação é a mesma que invadiu a professora Monica.Veja o seu relato:

"...
Minha preocupação maior é: Será que todo aquele empenho de luta e ideal ficou depositado nas urnas?
...
De verdade tinha uma expectativa muito boa para essa assembleia, afinal acabamos de sair de uma eleição que, no meu ponto de vista, nos aguça a arregaçar as mangas e botar a mão na massa. Mas a realidade foi bem outra.

A proposta comum de todas as chapas era reaproximar a categoria ao SEPE, mas a categoria só se aproximará se acreditar e vir em sua liderança firmeza, determinação e principalmente compromisso.

(Confira na íntegra aqui.)

No mesmo dia encontrei com a professora Graciete e ela disse que havia feito um comentário em seu blog a respeito de uma postagem que escrevi "Sobre a eleição do SEPE" Palavras Acesas: COMENTÁRIO EM UM BLOG....

A respeito do comentário acima ,quero esclarecer que quando postei aqui no Blog sobre a eleição do SEPE, e afirmei que se a chapa 2, que corresponde a 5 em Campos, não ganhasse no SEPE CENTRAL não seria possível romper com os rumos que caracterizam a direção estadual é justamente por saber que apesar de todo esforço o SEPE não tem conseguido absorver com eficácia as políticas para os funcionários da Educação do Estado.Existe a desmobilizalção,este fato é real e isso prejudica e muito na conquista de nossos direitos.Não tem existido uma organização para este enfretamento,as assembleias não tem quórum,não são realizados encontros semestrais de funcionários e a luta por uma política salarial unificada entre todos os setores da categoria.

Muito bem :A categoria elegeu para o SEPE RJ as chapas 1 e 4 , com 71% dos votos, constituindo desta forma em maioria absoluta, ocupando 34 das 48 cadeiras, restando 14 cadeiras para as chapa 2 e 3, que continuarão sendo parte minoritária do SEPE RJ...mas daí a falar que esta gestão "têm garantido aos Diretores que representam estas duas chapas em Campos mobilizar a categoria para a luta no mandato que está terminando como também neste que se inicia " não é bem a verdade,a verdade é que não há uma aproximação da categoria com o SEPE ;se a culpa é "do grupo majoritário de Campos o NÚCLEO que fica no IMOBILISMO devido as ligações destes com o governo Lula e Cabral"(Como ela afirma)eu não sei ,eu só sei que nossas lutas tem sido um fracasso e nosso sindicato não tem exercido sua autonomia diante dos governos e partidos políticos e não tem defendido melhores condições salariais e de trabalho e por isso mesmo não temos uma Educação de qualidade.

O Sindicato não tem encaminhado nossas lutas de acordo com a vontade da maioria,pois não tem existido a participação maciça de professores e funcionários.

Infelizmente essa Democracia interna não está tão saudável assim ...pois o sectarismo,partidarismo e isolamento da atual direção do sindicato foi desfiliado da CNTE(Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação) e embora discordemos neste ponto eu acredito que a CNTE e a CUT são entidades que representam no país a luta geral dos profissioanais da educação,protagonizam importantes discussões em nível nacional como o direito do Piso Salarial Profissional Nacional(PSPN),entre outras ações.

A professora afirmou que "diretores do SEPE defendem poupar o governo dessas cobranças", se infelizmente isto acontece...não deveria estar acontecendo pois a prioridade deveria ser os interesses da categoria.

A categoria decidiu num plebiscito a desfiliação do SEPE da CUT e daí o que foi feito?

quarta-feira, 24 de junho de 2009

O Assunto é...SEPE CAMPOS...




Palavras Acesas: ELEIÇÕES DO SEPE...



FABIO SIQUEIRA: Sobre o chororô na rede

Já que entrei para a luta ... as antenas ficam ligadas quando o assunto é SEPE..

Acredito que após esta eleição o SEPE tem tudo para reaproximar a categoria da rede municipal ao sindicato ,resgatando assim a capacidade de mobilização que tanto contribui para alcançar conquistas;digo isto pois as 3 vezes que a urna chegou á escola muitos professores queriam participar mas, não eram filiados e alguns já me procuraram para este fim.

Eu penso e quero ver nossas assembleias com centenas de professores da rede e nós que já estamos na luta precisamos saber ouvir quem está chegando...pois os novatos que aparecerem com certeza querem e devem falar.E a diretoria precisa estar unida pois os desafios são reais!

É essa categoria nova nos bastidores que poderá fazer muito e até mais do que muitos que ocupam o assento na direção!...

Nossa categoria anda oprimida,sem ânimo,é preciso animá-la e nosso companheiro e visionário de luta Maicon Bezerra já disse " O sindicato precisa estar com a categoria para que a mesma esteja com o sindicato. A permanente prestação de contas e a constante convocação dos profissionais da educação para viver a dinâmica da mobilização devem ser os princípios básicos da ação do SEPE-Campos. Para isto é preciso atitude e disposição de luta e organização, utilizando recursos que devemos construir e adquirir, como jornal, carro de som, portal na Internet, e etc..."

É importante lembrarmos que a companheira Graciete Santana Nogueira Nunes, líder sindical do SEPE, militante-dirigente do PCB, sempre demonstrou sua capacidade de lutar pelo que acredita, ...Concorde-se ou não com suas crenças políticas, uma coisa é inegável: Ela tem coragem...!

Antes mesmo de saber que faria parte desse processo eleitoral fiquei bem atenta quando li sobre as eleições do SEPE (bem antes das chapas serem formadas)e procurei guardar comigo algumas coisas para na hora certa compartilhar neste espaço.

Em Campos dos G., o SEPE acabou de encerrar um processo de eleições internas para definir seus novos dirigentes...A própria estrutura do SEPE, colegiada e proporcional onde não há um presidente, e os menos votados ocupam assentos na direção, na proporção dos votos obtidos, "exige uma cauterização das cicatrizes deixadas no processo eleitoral..."(XACAL).

A Democracia interna do Sindicato é mais saudável... embora abrigue um número não muito pequeno de tendências e facções,não impedem de alcançarmos importantes conquistas e mantê-las ...lógico que algumas tendências permanecerão,algumas irão quando as incompatibilidades forem irremediáveis, e outras se fundirão...

Acho que agora mais do que nunca não podemos deixar que a disputa por hegemonia do aparato partidário e sindical imobilize o SEPE com lutas fraticidas...Pois não é hora de concentrarmos energias em derrubar o adversário interno e sim de unificarmos em torno do inimigo comum externo...

Nesse contexto, é importante a atual direção sindical não fazer corpo mole frente a necessidade de unificar a luta pelos direitos da categoria e conquistar direitos que são de todos!É preciso conseguirmos enxergar além dos cortes políticos das nossas tendências e facções...

Tomara que essa Assembleia de hoje sirva para romper esses laços que atam a conquista dos direitos dos profissionais de ensino da rede municipal...

"Mas que fique claro: melhor a democracia interna que a obediência cega e "religiosa" aos "senhores feudais partidários"...!"(Xacal)


A Assembleia de hoje, convocada pelo SEPE, às 17 horas no Sindicato dos Bancários, onde estarão profissionais da educação da rede municipal, professores e funcionários, é um evento importante pois estaremos articulando uma maneira de enfrentarmos o descaso,a manipulação e o autoritarismos do governo.

Pode ser que não haja tantas pessoas no encontro mas "política não se faz apenas com quantidade, porém muito mais com simbologia..."

É urgente despertar a categoria para comparecer ás assembleias, arrumar uma maneira das nossas reivindicações se alastrarem por cada Escola municipal, quer seja com a reivindicação por melhores condições materiais e salariais, quer seja com o movimento eleição direta, diretor...!

E aí categoria da Educação?
Quando conseguiremos falar bem alto aos ouvidos anestesiados da sociedade que o governo detesta a Educação pública, gratuita e de qualidade???

Quando diremos que não podem os mais trabalhar sob o jugo de diretores,indicados em esquemas de vereadores e cabos eleitorais???


E já está marcada a audiência pública na Câmara Municipal sobre as Diretas para as escolas municipais. Vai ser no dia 02 de Julho às 15:00.

terça-feira, 23 de junho de 2009

SEPE:Assembleia da Rede Municipal

O SEPE, Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação/Núcleo Campos, realiza amanhã assembleia da rede municipal .
O Sindicato convoca os profissionais a intensificarem a luta pelas eleições para diretores de escolas.

A Direção do Sindicato afirma que O princípio básico da democracia passa pela escolha livre de representantes nas diversas esferas de poder e na escola não pode ser de outra forma. Gestão democrática não é apenas eleição de diretores, mas esta é imprescindível para que uma gestão com participação de pais, professores, funcionários e alunos aconteça de fato.

Negar à comunidade escolar o direito de escolher seus gestores é o primeiro ataque que o governo faz à categoria, tentando impor “apadrinhados” para as direções das escolas municipais.

Abaixo a pauta básica de reivindicações apresentada pelo SEPE ao governo municipal.




· Realização imediata de eleições diretas para a direção das escolas.

· Convocação de concursados aprovados e classificados em 2008.

· Realização de concurso público para funcionários de escolas.

· Enquadramento por tempo de serviço.

· Equiparação salarial entre pedagogos (as) e demais cargos de profissionais da educação.


A assembléia acontece às 17 h na sede do Sindicato dos Bancários.


Ana Paula Motta - ASCOM- SEPE/CAMPOS

domingo, 21 de junho de 2009

Vitória da Chapa 5 em Campos

Boas novas devem ser anunciadas e trago com alegria o resultado sobre a eleição do SEPE (Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação), núcleo Campos. A Chapa 5 obteve 50% dos votos e vai ter a maioria da gestão colegiada do sindicato.
Os outros 50% vão ser dividos entre as outras chapas de acordo com o princípio da proporcionalidade.
No Rio de Janeiro a apuração do SEPE Central ainda não chegou ao fim, mas ao que parece as notícias não são muito promissoras.

Eu não entendo muito de Sindicato,mas não me falta vontade de aprender...

Agora a luta é luta ...e é para valer!!!

Se a chapa 2 não ganhar mesmo no Rio não teremos como romper com os rumos que caracterizaram a direção do estado mas ...o Núcleo em Campos parece que votou e provou que quer resgatar a parceria com a CUT e a CNTE.Como será que isto irá acontecer?

Seria a hora de fortalecermos o núcleo em Campos e reaproximarmos a categoria e resgatar a capacidade de mobilização para alcançar conquista como as Diretas já para Diretor de Escola e plano de carreiras!
É luta na certa!!!!


Estou feliz mesmo sabendo que a luta é grande!!!

Parcial:apuração dos votos das eleições do SEPE-RJ.


Com a palavra: FABIO SIQUEIRA: Parcial

"Do Rio nos chegam as primeiras notícias da apuração dos votos das eleições do SEPE-RJ.
Em Campos, a Chapa 5 - maioria na atual gestão - deve permanecer à frente do núcleo local, tendo conquistado mais de 50% dos votos e, provavelmente, 9 vagas no colegiado de 17 diretores.
Já para a direção estadual as notícias não são boas. A tendência é a manutenção das Chapas 1 e 4 - responsáveis pela gestão temerária do sindicato ao longo da década, tanto no plano político quanto no plano administrativo - no controle da entidade."

sábado, 20 de junho de 2009

Sobre o resultado da eleição do SEPE ...



A Eleição do SEPE foi tranquila e ficou o pedido de uma das pessoas que trabalhou nestes dias:"A próxima Direção deveria informatizar os dados dos filiados e colocar na frente dos seus nomes a escola que atua para assim facilitar a identificação dos mesmos."

As urnas já foram para o Rio de Janeiro pela manhã de hoje e o resultado geral deve sair no início da próxima semana.Mas o que soube é que as urnas de Campos devem ter a apuração concluída até a a tarde de Domingo.Qualquer novidade divulgaremos aqui neste espaço!

Antes mesmo de saber os resultados e o percentual de votos que a chapa 5 conseguiu... deixo aqui meu agradecimento à todos que confiaram no grupo,a todos os mesários e motoristas que trabalharam nesta eleição,à todos os leitores que tiveram paciência por esses dias em que este espaço foi utilizado para a divulgação da chapa,à todos os colegas componentes da chapa que apesar da correria do fim do bimestre letivo não deixaram a bateria descarregar;independente do resultado ...a luta continua e a Unidade na Luta que ajudará defendermos nossos direitos e a não vivermos a espera de favores...

I Conferência Local de Controle Social

Já vem sendo muito divulgada aqui na Blogosfera Campista a "I Conferência Local de Controle Social" em Campos dos Goytacazes,RJ...

Mas a chamada especial vai para o George Coutinho do Blog "Outros Campos".

"Divulgo com entusiasmo a programação da "I Conferência Local de Controle Social" em Campos dos Goytacazes, RJ, cidade no Norte Fluminense usualmente dotada de somas vultuosas de recursos e baixíssimo nível de "controle social" ou de "controles democráticos" sobre o erário.

Tanto o é que usualmente as ações de maior impacto político na cidade são deflagradas na esteira do que a literatura contemporânea chama de "judicialização da política", o que significa que o aparato judicial do Estado, mediante seu braço repressivo, desbarata e criminaliza práticas nefastas e ilegais contra o bem público. Mas, como venho argumentando, o revés da judicialização é a inércia dos atores atuantes na sociedade civil que tanto depositam sua fé cívica na ação da justiça quanto aguardam, placidamente, que o poder judiciário faça aquilo que deveria sua prerrogativa: a fiscalização do Estado e da classe política.

Por tudo isso a ousada tentativa, mais uma vez capitaneada pelo professor Hamilton Garcia de Lima (Laboratório de Estudos da Sociedade Civil e do Estado - UENF), deve ser acompanhada de perto pelos interessados nas tramas ocorridas no espaço público local. Afinal, fóruns e conferências como as que ele tem promovido são vias de injeçao de reflexividade e crítica em um espaço público carente de intervenções de alto nível (vide os miseráveis debates no legislativo local como um dos nossos exemplos mais patéticos).

Em suma, divulguem e prestigiem. Justamente por se tratar de um projeto de extensão universitária podemos ter aí deflagrados aprendizados políticos e gramáticas morais de grande valia para uma sociedade acostumada com dois móveis rastaquera da ação política: a ação carismática de um lado ou o poder sistêmico e instrumental do "dinheiro fácil" no outro."
Veja a postagem na íntegra

terça-feira, 16 de junho de 2009

Ainda sobre as eleições no SEPE



Ao iniciar aqui em novembro na blogosfera uma campanha pela Professora Monica do blog Ensinar - Projeto de vida: ELEIÇÕES PARA DIRETOR E VICE DIRETOR NAS ESCOLAS DO MUNICÍPIO DE CAMPOS DOS GOYTACAZES eu me envolvi automaticamente com esta questão e desde então percebi que o SEPE em nome de todos os funcionários da Educação já levantava essa bandeira há anos e foi aí que resolvi me filiar e desta filiação e do contato com o grupo fui convidada para então compor uma das chapas que concorrem as eleições do SEPE.

Desde que desencadeou aqui neste espaço o Debate sobre as Diretas já para Diretor de escola este blog assumiu a responsabilidade de tentar atacar de frente as principais questões da crise educacional contemporânea. Como professora, apaixonada pela causa educacional, que sou,me esbarrei aqui na blogosfera com a militância do Professor Fábio Siqueira e pelo que sei muitas lutas reais travadas nos gabinetes entre o SEPE e o Governo,ele muito bem nos representou e gostei de saber que ele apoia a Chapa 5-Campos-Unidade na Luta e Chapa 2 no Rio.

Confira aqui por quê do seu apoio !

domingo, 14 de junho de 2009

CHAPA 5: UNIDADE NA LUTA(Eleição SEPE Campos)

Como blogueira envolvida com as lutas reais que existem na Educação,não poderia deixar de divulgar na blogosfera a Chapa 5 ,da qual faço parte.

A chapa 5 concorre nas próximas eleições à direção do núcleo Campos do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação, a se realizar entre os dias 16 e 19 de junho.

A Chapa 5 “Unidade na Luta”, maioria da direção do SEPE- Núcleo Campos, é formada por profissionais da educação que ajudaram a construir a história do nosso sindicato, sempre pelos interesses da categoria e discordam radicalmente da postura adotada pelos dirigentes do SEPE- RJ.

Quem não se lembra das assembleias realizadas em Campos com a presença de mais de mil pessoas? E no Rio de Janeiro, quando muitas vezes conseguíamos reunir cerca de 5 mil profissionais da educação?

E hoje, como está o SEPE?

A maioria da direção do sindicato é formada por representantes do PSOL e do PSTU que há mais de uma década não conseguem atingir os verdadeiros anseios dos profissionais da educação. Estão mais preocupados em fazer oposição aos governos do que negociar e obter conquistas para a categoria. A partidarização das duas ações sindicais faz com que os profissionais da educação se afastem cada vez mais do sindicato.
Incapaz de conquistar vitórias, a maioria da direção levou a categoria a mais uma derrota em 2007 na rede estadual, quando recusaram o reajuste de 25% proposto pelo Governo e hoje tivemos apenas 12%. Além disso, insistem em realizar cursos e seminários que não abordam temas ligados ao cotidiano da escola e dos profissionais da educação.

Como se não bastasse, a atual direção do SEPE tem nos empurrado para paralisações esvaziadas, que nos têm levado a descontos em nossos contracheques e a nenhuma conquista. Não devemos nos iludir com propostas sectárias de mudanças, queremos reconstruir um sindicato forte, representativo, democrático, transparente, disposto a negociar e lutar por suas reivindicações.




1 Acima a partir da esquerda: Valdicéia Jacintho(C.E.Julião Nogueira), Adriana Marques(c.E.Julião Nogueira), Paula Torres(CIEP Clóvis Tavares), Ana Lúcia de Souza(C.E.Rotary II), Regina Paula(Aposentada), Eroseléia Marques(ISEPAM), Mª Virgínia Cerqueira(ISEPAM), Tânia Mara Barrozo(Creche Escola João Siqueira dos Santos), Simone Sobral(C.E.Rotary II), Mônica Pâni(E.M.Santa Maria) e Eduardo Peixoto. Abaixo: Renato Gonçalves(CIEP Pedro Álvares Cabral), Norma Dias(Aposentada), Ângela Barbosa(C.E.Nilo Peçanha) , A professora blogueira Hilda Helena(E.M.Santa Maria)e Sandrelene Antunes(Escola M. Bartolomeu Lizandro).

DEMAIS MEMBROS DA CHAPA 5:

Célia Regina Toledo Pessanha(C.E.Nelson Pereira Rebel)
Carlos Ernesto G. Santafé Gomes(E.E.Simões d Rezende)
Claudiana Chagas de Souza(E.M.Olga Linhares)
Josué Rodrigues da Hora (E.M.Lions I)
Sandra Maria R.Ferreira Gomes(C.E.Thiers Cardoso)
Sandra Regina M.Dutra de Almeida(Aposentada)
Ângela Maria de Souza Vieira(C.E.Benta Pereira)
Ilda Ribeiro Manhães((CIEP Wilson Batista)
Olivier Almeida Filho(C.E.Nilo Pessanha)
Ruth Ribeiro do Rosário(C.E.Almirante Barboso)

POR UM SEPE FORTE E VITORIOSO -Chapa 5-Campos
-Chapa 2-Rio- SEPE 2 - CUT

Porque eles votam na CHAPA 5: UNIDADE NA LUTA(Eleição SEPE Campos)



Luciano D’Angelo
Professor, fundador do SEPE

"A Chapa 5 é a chapa da CUT. Tem referência na base. É a
única credenciada a promover o reencontro do SEPE com as
mobilizações de massa que caracterizaram as conquistas históricas
da categoria.
Uma chapa composta por educadores comprometidos sobretudo
com novas conquistas para os profissionais da educação e com a
melhoria da qualidade da educação pública.”


Odisséia Carvalho
Professora

“Votar na Chapa 5 em Campos e na Chapa 2 no Rio,é resgatar
o SEPE de luta,mobilização e conquistas. Não podemos permitir
que nosso sindicato seja usado para fins eleitoreiros e partidários,
precisamos unir forças para vencer!
Os profissionais da educação que fazem parte dessa chapa
ajudaram a fundar o nosso sindicato, portanto estão
comprometidos com a educação pública de qualidade. É preciso
refiliar o SEPE a CNTE e a CUT para fortalecer nossas lutas
nacionais!”




João Antonio Felicio
Secretário Internacional da Cut Nacional

“Apoio a chapa 2 no Rio e a Chapa 5 em Campos, pois
representam a chapa da CUT com profissionais da educação
comprometidos com ensino de qualidade.
Portanto, a hora é de romper definitivamente com o passado de
mordaças e algemas que hoje se encontra o SEPE, descortinando
um novo tempo de desenvolvimento, garantindo direitos e
fortalecendo conquistas.”

A IMPORTÂNCIA DOS DEPARTAMENTOS NO SINDICATO



BOletim -Unidade na Luta- Chapa 5

Entendemos ser fundamental fortalecer nas
redes estadual e municipal, o contato do
sindicato com a categoria e escolher em cada
escola um representante de base, resgatar
a formação de departamentos, tais como :
aposentados, funcionários, professores de 40
horas e animadores culturais.

A estruturação dos departamentos tem por
finalidade tratar de forma mais específica esses
setores da categoria.

Nós aposentados da educação, boa parte
dos quais contribuímos na construção deste
sindicato, nos dispomos a arregaçar as mangas
e trabalhar!

Queremos um sindicato organizado, que
possa dar mais assistência aos aposentados,
com propostas específicas para este setor
da categoria, encontros bimestrais e ações
concretas no sentido de contribuir para a
consolidação dessas propostas num sindicato
coeso e democrático.

Chega de promessas! Queremos nossa
paridade já, a incorporação do Programa Nova
Escola, prometido em outubro de 2007 depois
do manifesto apresentado no Encontro de
Aposentados em Cabo Frio.

Chega
de promessas
vãs, chega de
autoritarismo.


Somos
educadores
sempre!


Aposentados
sim, inativos
jamais!


Há vários anos o SEPE vem tentando dar
respostas aos grandes ataques que o conjunto
dos trabalhadores da educação, e em particular
os funcionários, vêm sofrendo. No entanto a
única forma de resistir é continuar lutando.

Apesar de todo o esforço o SEPE não tem
conseguido absorver com eficácia as políticas
específicas para os funcionários da educação.

Hoje os governantes se beneficiam dessa
desmobilização e atacam retirando os direitos
conquistados. É preciso organização para o
enfrentamento.

É importante a realização de encontros
semestrais de funcionários e a luta por uma
política salarial unificada entre todos os setores
da categoria.

Queremos um sindicato mais presente nas
escolas e com propostas que dêem conta
de questões como racismo e ainda política
de valorização do papel de educadores dos
funcionários administrativos.


Por um SEPE forte e independente.Sem partidarismo!


Os animadores culturais têm um papel
importante na construção de uma escola
integrada à comunidade com ações onde as
questões culturais façam parte do dia-a-dia e
ajudem na promoção da cidadania e inclusão
social dos nossos alunos.

Para que nossas ações sejam eficazes temos
que resolver questões específicas deste setor
da categoria.

Para tanto propomos:

» A regularização funcional
» Plano de carreira
» Profissionalização
» Encontros semestrais.

POR UM SEPE FORTE E VITORIOSO

sábado, 13 de junho de 2009

A Professoora Ana Maria pediu para divulgar...


MEC - UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE
ESR - INSTITUTO DE CIÊNCIAS DA SOCIEDADE E DESENVOLVIMENTO REGIONAL
COORDENAÇÃO DE EXTENSÃO
DEPARTAMENTO DE SERVIÇO SOCIAL



Projeto de Extensão: “Segundas Debates: Estudos Acadêmicos Complementares à Graduação.”



CONVITE

O Projeto de Extensão Segundas Debates, convida você a participar da Mesa-redonda Os Assentamentos Rurais e a Inclusão Produtiva: um caminho possível, no 15 dia de Junho - segunda-feira, no horário de 16:00 às 18:00 h no ESR/UFF-Campos – sala 01. Convidados:

David Barbosa – Coordenador Geral da COOPERPROCIC( Cooperativa de Produção e Comercialização dos Assentados de Ilha Grande e Che Guevara - Marrecas);

Fábio Cunha Coelho – Professor e pesquisador da UENF-CCTA/LFIT .

Mineiro – ( Assentamento Antônio de Faria – Lagoa de Cima).


Profª Ana Maria Almeida da Costa

Coordenadora do Projeto

Informações: Rua José do Patrocínio, 71 – Centro – Tel. 27220622 e 27330319, Ramal 4104 e 4112 no horário de 14:30 às 17:30h. Os certificados poderão ser solicitados na Secretaria da Coordenação de Extensão.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Ecos sobre as Conferência Municipal de Educação



Hoje lendo o Diário Oficial da planície campista o DECRETO Nº 193/2009 que Institui a Conferência Municipal de Educação e dá outras providências;um trecho me chamou a atenção e abaixo o reproduzi,para enfim tocar num ponto primordial.

A PREFEITA MUNICIPAL DE CAMPOS DOS GOYTACAZES, Estadodo Rio de Janeiro, no uso de suas atribuições legais, nos termos dosartigos 73, incisos IX, da Lei Orgânica do Município de Campos dosGoytacazes;
CONSIDERANDO a necessidade de inserir no conjunto das ações do Município, políticas educacionais que garantam a democratização da gestão e a qualidade social da educação entre os municípios fluminenses; DECRETA:

Art. 1º - Fica instituída a Conferência Municipal de Educação.

Art. 2º - O Município de Campos dos Goytacazes sediará, conforme estabelecido pelo Conselho Estadual de Educação/RJ, a Conferência Intermunicipal de Educação, a ser promovida no prazo máximo de 60 (sessenta) dias contados da publicação deste Decreto;

Art. 3º - O tema central da Conferência Municipal de Educação será “Construindo o Sistema Municipal Articulado de Educação: Plano Municipal de Educação, Diretrizes e Estratégias de Ação”.

Art. 4º - Fica delegado à Secretária Municipal de Educação, no uso de suas atribuições:

§ 1° - Estabelecer a estrutura organizacional da Conferência Municipal;

§ 2°- Constituir a Comissão Municipal composta por representantes:

a) da Secretaria Municipal de Governo
b) da Superintendência Escolar da Secretaria Municipal de Educação de Campos dos Goytacazes;
c) do Departamento Pedagógico da Secretaria Municipal de Educação de Campos dos Goytacazes ;
d) do Departamento de Serviço Social da Secretaria Municipal de Educação de Campos dos Goytacazes;
e) do Departamento de Projetos Especiais da Secretaria Municipal de Educação de Campos dos Goytacazes;
f) da Comissão de Sindicância da Coordenadoria Regional Norte FluminenseI;
g) da Gerência de Ensino, Gestão e Integração da Coordenadoria Regional
Norte Fluminense I;
h) do Setor Financeiro da Coordenadoria Regional Norte Fluminense I;
i) da Assessoria de Acompanhamento e Avaliação Coordenadoria Regional
Norte Fluminense I;
j) da Fundação Municipal da Infância e da Juventude;
k) da Fundação Municipal Zumbi dos Palmares;
l) da Secretaria Municipal da Família e Assistência Social;
m) da Secretaria Municipal de Saúde;
n) do Sindicato dos Profissionais de Educação - SEPE;
o) do Sindicato dos Profissionais Servidores Públicos Municipais -SIMPROSEP;
p) do Sindicato dos Professores das Escolas Particulares de Campos- SINPRO;
q) do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra - (MST);
r) do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino - SINEPE;
s) do Conselho Municipal de Educação de Campos;
t) do Fórum Interinstitucional dos Dirigentes do Ensino Superior de Campos dos Goytacazes - FIDESC;
u) do Centro de Defesa dos Direitos Humanos;
v) da Associação de Pais e Alunos;
w) da Federação de Estudantes de Campos - FEC;
x) da Federação de Estudantes Universitários de Campos - FEUC;
y) da Federação das Associações de Moradores e Amigos de Campos- FAMAC;
z) Centro Norte Fluminense para a Conservação da Natureza -CNFC

§ 3° - Firmar instrumentos de parcerias com entidades públicas e privadas no sentido de apoiar e patrocinar a realização da Conferência Municipal de Educação;

Art. 5º - Os recursos necessários para a realização da Conferência Municipal de Educação correrão a contas da Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes.

Parágrafo único - O Município de Campos dos Goytacazes participará,juntamente com os demais municípios integrantes da Conferência Intermunicipal de Educação, com recursos financeiros necessários a sua realização, além dos provenientes do Ministério de Educação.

Art. 6º - Este Decreto entra em vigor a partir da data de sua publicação.

Art. 7º - Revogam-se as disposições em contrário.
Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes, 26 de maio de 2009.Rosinha Garotinho
Prefeita


Já estava com vontade de comentar sobre esta Conferência desde antes de ontem quando fiquei sabendo de sua realização na Unidade Escolar que trabalho.

Chegando à casa após o trabalho, recebi um telefonema de um colega de trabalho perguntando se já sabia deste evento e, demonstrou muita expectativa no mesmo e disse que eu precisava estar ligada.

Hoje,após algumas navegações na Internet constatei que a Conferência da Segurança Pública já havia sido realizada e a postagem do Xacal e a sua impressão sobre a mesma ecoou e atingiu a blogueira.

Sei que não será o número de participantes que garantirá que a história da política e da gestão pública do Estado em nosso país sofra uma transformação.

Fico pensando neste governo atual e na falta de vontade de implantar políticas educacionais que garantam a democratização da gestão e a qualidade social da educação no Município pois esta foi a sinalização diante da Mobilização:Eu quero votar para diretor de escola!

Todos queremos uma Educação Pública de qualidade mas, só isso não basta ...é preciso estarmos atentos pois o governo em questão parece já ter demonstrado que quer "tomar para si a primazia da direção dos rumos de movimentos que deveriam ser autônomos, porém não impermeáveis, a ação dos governos...

Já está na hora de não aceitarmos discursos prontos e exercermos nossa cidadania definindo políticas que serão incorporadas e praticadas não só na planície,mas no Estado,e na União.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Gestão Educacional: Algumas Considerações




Quando se fala em gestão escolar ou educacional, em geral nos vem à lembrança os modelos administrativos. Quase que de imediato nos lembramos de expressões ou conceitos como: gestão participativa, autonomia escolar, flexibilização da gestão. E tudo isso nos leva à algumas indagações como: Por que nosso sistema escolar ainda enfrenta problemas tanto gestionários como didático-pedagógicos? A causa do baixo rendimento escolar de nossos alunos se explica a partir dos modelos administrativos? Planejando, avaliando e recebendo apoio financeiro as escolas conseguirão resolver seus problemas? Ou direcionar dinheiro às escolas é só mais uma forma de mascarar o verdadeiro problema? Qual seria, então esse problema?

Olhando para a história constatamos que, principalmente a partir da década de 1970, começou-se a refletir sobre a administração escolar e sobre o papel do diretor. "Ao observar que não é possível para o diretor solucionar sozinho todos os problemas e questões relativos à sua escola, adotaram a abordagem participativa fundada no princípio de que, para a organização ter sucesso, é necessário que os diretores busquem o conhecimento específico e a experiência dos seus companheiros de trabalho". (LÜCK, 2000, p.19). E a autora afirma em seguida que as teorias da gestão escolar podem ser divididas a partir de duas bases: uma psicológica e outra social. As de base psicológica podem ser consideradas como de "modelo cognitivo" e "modelo afetivo"; as teorias de base social partem do "modelo de democracia" e do "modelo da consciência política".

Também é verdade que já houve tempo em que as escolas podiam ser consideradas reflexos do sistema autoritário de governo. Isso mudou, principalmente a partir da atual legislação, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB 9394/96) que menciona a preferência pelo modelo democrático e participativo da administração escolar. O artigo terceiro, inciso VIII da LDB, sobre os princípios do ensino no Brasil fala na: "gestão democrática do ensino público". Essa gestão democrática, como prevê o artigo 14, deve ter por base a participação tanto dos profissionais da educação, como da comunidade. E a LDB diz mais. No artigo 15 podemos ler: "Os sistemas de ensino assegurarão às unidades escolares públicas de educação básica que os integram progressivos graus de autonomia pedagógica e administrativa e de gestão financeira"

Do ponto de vista legal, portanto, estão completamente superados eventuais vestígios de autoritarismo.

Nossa questão, portanto é: como se efetivará a gestão democrática? Qual sua relação com o planejamento, o financiamento e a avaliação?

Começamos dizendo que deste ponto de vista a gestão escolar ou educacional pode ser entendida como o caminho, o modelo e as posturas envolvidas e desenvolvidas para gerir o sistema escolar ou as escolas. Para essa gestão é que a lei prevê a necessidade de ser democrática com crescente autonomia. Trata-se portanto de um movimento de alteração das relações de poder, do papel do Estado e dos atores sociais. Embora esteja falando a partir do modelo português, o que diz João Barroso, aplica-se à nossa realidade: "essa alteração vai no sentido de transferir poderes e funções do nível nacional e regional para o nível local, reconhecendo a escola como um lugar central de gestão e a comunidade local (em particular os pais e alunos) como um parceiro essencial na tomada de decisões" (BARROSO, 2003, p. 13)

Isso nos leva a mais uma indagação: em que consiste essa autonomia?

O sistema de ensino público, mesmo concedendo autonomia às instituições escolares, ainda mantém a supremacia legislativa e normativa: é o poder público que contrata e mantém os professores e demais funcionários das escolas; o dinheiro aplicado nas escolas vem do poder público. Mesmo no ensino superior, em instituições que mantêm fundações ou outras instituições para captação de recursos, o poder público mantém a normatização de funcionamento, além do quadro funcional. Na iniciativa privada não é diferente: o poder publico mantém constante e severa vigilância. Portanto a autonomia não é absoluta, pois acima das instituições de ensino permanecem as instituições do Estado. Neste caso para que aconteça a autonomia ela precisa ser construída mediante sintonia de interesses e pela crescente possibilidade de diálogo entre o poder público, a sociedade civil e a comunidade escolar. A gestão democrática e participativa se constrói, portanto, pela sintonia desses três vértices do triângulo dos interessados.

Neste caso nem a gestão democrática é algo pronto, nem a autonomia um ponto de chegada e definitivo. Mas se trata de um processo construído no cotidiano das ações.

Mas existe um outro lado da autonomia que pode soar um pouco mais problemático. Por que o poder público, ou o Estado, alimenta a gestão democrática? Por que quem detém o poder estaria abrindo mão dele?

É o mesmo João Barroso quem nos responde a partir de uma breve análise do conceito de "territorialização" e da autonomia consentida. A territorialização consiste numa diversidade de processos que "vão no sentido de valorizar os poderes periféricos, a mobilização dos actores e a contextualização da acção política". (2003, p. 14). E o autor continua, dizendo que: esse processo "tem por pano de fundo um conflito de legitimidade entre o Estado e a sociedade, entre o público e o privado, entre o interesse comum e os interesses individuais, entre o central e o local" (2003, p. 14).

Dentro desse processo, diz esse autor, podem existir mecanismos promovendo uma espécie de privatização da escola pública; ou uma forma do poder central transferir para as periferias os problemas aos quais não sabe ou não pode resolver; pode manifestar-se, também, como mecanismo de controle indireto. São efetivamente riscos que se corre, e que são previsíveis dentro da ideologia ou do modelo de um Estado que se assente no neoliberalismo. Mas, ao mesmo tempo, pode-se ver nesse processo o resultado de mobilizações de atores sociais locais, apropriando-se de espaços antes controlados exclusivamente pelo poder central. Em outras palavras, o que se percebe é a permanência dos conflitos, mas agora não de forma explosiva e sim dialogada, democratizada... não se pode dizer que as novas tendências de gestão superam os conflitos e contradições da sociedade capitalista, mas que abre espaço para o diálogo, acenando para uma perspectiva democrática do universo educacional. E com isso voltamos à afirmação da democratização do ambiente educacional.

Agora se pode perguntar: esse processo de democratização e de ampliação da autonomia educativa é positivo ou problemático para a sociedade? A reposta vai depender da análise do fenômeno, respondendo a estas indagações: trata-se de uma forma de transferir problemas insolúveis para a comunidade? Ou trata-se de um avanço da mobilização dos atores sociais?

O que podemos observar, concretamente é que, a partir de um processo de gestão democrática, a comunidade escolar – particularmente os gestores – é levada a melhor planejar o cotidiano escolar. Planejamento não só das ações pedagógicas, mas também dos processos financeiros e das relações com os pais e alunos. Dentro desse processo a escola tem condições de ultrapassar seus próprios muros.

Também se pode dizer que a partir dessa perspectiva o Estado, por meio de vários programas, direciona dinheiro para as escolas – e aqui estamos pensando, especificamente,nas escolas públicas estaduais. Esse dinheiro é administrado não somente pelo diretor e demais funcionários das escolas, mas por uma equipe gestora da qual também participam pais e alunos – essa equipe, recebe diferentes denominações: APP, APM, Caixa Escolar.... O processo participativo ocorre, não só pela recepção e distribuição do dinheiro, mas num processo anterior, quando pais, alunos e membros da escola opinam sobre como e onde deve ser aplicado o dinheiro que virá. Portanto, a previsão, o planejamento, é anterior à remessa. O dinheiro chega às escola, sim, mas a partir de planejamento.

Estamos, pois, diante de um novo modelo gestionário da ação escolar. Um modelo que democratiza a participação, que demanda planejamento, que, a partir do planejamento, consegue gerir e aplicar a verba destinada à escola. Podemos, inclusive, admitir que haja menor risco de desvio de verbas, o que seria assunto para outra discussão, evidentemente. Também podemos admitir que esse modelo pode ser um mecanismo que esteja ocultando a incapacidade ou a má vontade do centro do poder; pode ser uma manifestação da manipulação exercida sobre os atores sociais. Mas também pode ser mais uma conquista da mobilização social. E, talvez, havendo mais mobilização, haja mais conquistas...

Prof. Ms Neri P. Carneiro(Filósofo, Teólogo, Historiador
FALAESCRITA

terça-feira, 26 de maio de 2009

Gestores da Rede Municipal utilizam o poder do cargo para impor sua decisão.



Parece que a indignação é a palavra certa para definir o ocorrido ...
Leia aqui o relato da Professora Luciana - que foi pressionada e coagida no sentido da imposição da aplicação da tal "avaliação externa" à sua turma - em seu blog pessoal.

O Professor Fábio Siqueira nesta postagem esbanjou sabedoria ao retratar o assunto e caprichou no título nos ajudando a entender a ausência de democracia , o constrangimento e o desrespeito que passaram as crianças e a Professora.

A atitude da Professora em procurar o SEPE a ajudou e também facilitou a direção do Sindicato a intervir no problema.

Há dias atrás dei uma chamada paraesta postagem e desde que li ,esse trecho não me saiu da cabeça...Será que o Xacal já previa?

"Não digam que sou contra avaliações de desempenho...Não é nada disso...O problema é que avaliação como "punição" é uma mera estratégia para achatar salários, dividir a categoria(com vencimentos distintos), e finalmente, colocar a responsabilidade toda em cima do magistério, eximindo assim quem a tem, ou seja: os governos que formulam e executam as políticas públicas de Educação...

Avaliação é ferramenta de planejamento, para que os erros sejam sanados, e convertidos em soluções para o melhor desempenho...a quantificação isolada, e em si mesmada, não serve a nada, a não ser estigmatizar e impedir um verdadeiro diálogo para solução dos gargalos..."

O blogueiro campista Dignidade fez esta postagem retratando a FALSA DEMOCRACIA NA REDE MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO e demonstrando o seu apoio à professora envolvida na situação.

Também a professora Monica do blog Ensinar - Projeto de vida deu o seu recado através da imagem inserida na chamada para os link do relato da professora:Uma escola que não é democrática,não educa para a DEMOCRACIA!!!!

Eu,como a professora e blogueira que sou, não poderia deixar de demonstrar toda a minha indignação e meu total apoio à Professora Luciana e me junto a ela nesta luta!

domingo, 24 de maio de 2009

I SEMINÁRIO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DO CAMPO.


CONVITE

A SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE CAMPOS ESTARÁ REALIZANDO I SEMINÁRIO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DO CAMPO.
O Seminário representa um marco na implantação de uma política pública de educação do campo no município.
SUA PARTICIPAÇÃO É DE FUNDAMENTAL IMPORTÂNCIA!

/DATA- 28/05/09
LOCAL- CENTRO DE CONVENÇÕES DA UENF
HORA- 8h //ás 17h

Será fornecido certificado!

Participe! Divulgue!

Para maiores informações,clique abaixo:

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Assembleia do SEPE



No blog A TroLhA: Informe TROlHa sindical... já tivemos o informe sobre a Assembleia de ontem , o recado também foi dado pela Professora Monica Ensinar - Projeto de vida: Notícias da Assembleia do SEPE e também a Professora Luciana deu o seu parecer:Profª Luciana: Curso de formação para gestores em Campos. Enquanto isso a sonhada democracia continua nos sonhos!!!

Tudo confirma "Quem não luta por seus direitos, vive a espera de favores..."



A Graciete Santana em seu blog Palavras Acesas: já informou que um ofício foi enviado à COMISSÃO DE EDUCAÇÃO da Câmara dos Vereadores para solicitar uma AUDIÊNCIA PÚBLICA para que seja aberto o debate sobre a reivindicação da categoria para a eleição direta de diretores de escola.
Estamos aguardando a resposta!

Vale a pena conferir os links!!!!

terça-feira, 19 de maio de 2009

Assembleia hoje !


O SEPE/Campos (Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação) realiza assembleia hoje (19 de maio) às 17 h no Sindicato dos Bancários.
Na pauta da reunião estão:

-Informes da audiência com a Secretária Auxiliadora Freitas que aconteceu no dia 12 de maio.

- Seminário sobre Gestão Democrática que acontece na 1ª quinzena de junho

-Campanha "Eu Quero Votar: Eleições Diretas para diretores de escolas".

Abaixo os principais pontos da pauta de revindicações apresentada pelo SEPE (Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação).

· Realização imediata de eleições diretas para a direção das escolas.

· Convocação de concursados aprovados e classificados em 2008.

· Realização de concurso público para funcionários de escolas.

· Enquadramento por tempo de serviço.

· Equiparação salarial entre pedagogos (as) e demais cargos de profissionais da educação.



Ana Paula Motta - SECOM -SEPE/Campos

domingo, 17 de maio de 2009

O SEPE convoca os profissionais da REDE MUNICIPAL para uma Assembleia



Ops, ops...o pessoal do SEPE nos enviou mensagem para retificar a data da assembléia da categoria...Presta atenção aí, e compareça...


Quem não luta por seus direitos, vive a espera de favores..."

A Direção do SEPE/RJ pede divulgação e ainda retifica a data da próxima assembleia que será dia 19 e não 18 conforme divulgação anterior.

O Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação , SEPE/Núcleo Campos, se reuniu com a Secretária de Educação Auxiliadora Freitas no dia 26 de março .Na ocasião apresentou a secretária a pauta de reivindicações da categoria.
Realizou assembléias com a categoria onde deliberou pela realização do lançamento da Campanha "Eu quero votar:Eleições Diretas para a direção de Escolas".
O lançamento aconteceu , dia 8 de maio ao meio dia no Calçadão em Campos.Logo após O SEPE se reuniu com a Secretária de Educação e o Secretário de Administração no dia 12 de maio e pudemos ver pelo relato do Professor Renato Gonnçalves que infelizmente deu SEPE X SMEC, em vez de SEPE + SMEC.

A próxima assembléia da categoria acontece no próximo dia 19 de maio às 17h no Sindicato dos Bancários.


NOvamente volto a postar o que havia dito anteriormente....

É preciso pensar com urgência o que está te impedindo os profissionais da rede municipal a se moverem...

Todos estão procurando melhores condições de trabalho,muitos querem o plano de cargo, condições estruturais para atuarem,querem a democratização na escola , mas insistem em se distanciar radicalmente de qualquer movimento...

A desvalorização dos profissionais e e o descaso com a Educação e as condições impostas às quais somos forçados a nos submeter deveria gerar no grupo um forte sentimento de inadequação diante de valores que não nos diz respeito, levando todos a querer uma mudança.

O quadro social do SEPE parece ser psicologicamente favorável, é natural o ajuntamento ,aglutinados em grupos na mesma luta, é fácil cultivar valores deixados para trás,e na tentativa de conquistar melhores condições dividimos o mesmo tipo de sentimento ,ficando mais fácil associar e dinamizar nossas ações para a formação de um movimento social,na defesa de nossos interesses .

Não entendo o porque das pessoas não se sentirem estimuladas à formação de movimentos sociais , pois eu como você sabemos o tamanho do descaso de nossos governantes em relação à Educação.

O isolamento e a alienação que afetam as pessoas que, por razões econômicas ou por conta de doenças, entre outros motivos, acabam se afastando da sociedade que lhes é comum não pode contaminar a classe!!!

Nossos representantes políticos,precisam tornar-se inseguros,a classe precisa ajudá-los a vivenciar a ameaça de perder o status alcançado e para isso é necessário engajar em movimentos que assegure uma melhoria na área de atuação profissional.

A depressão que assola a tantos poderia levar pessoas a se ocuparem de outras, no afã de se sentirem úteis e de resolver problemas comuns, poderiam se engajar em movimentos sociais.

Temos que entender que o momento que a gente vive é histórico e o espaço da planície campista é um espaço geográfico perfeito para propiciar um movimento social para o agir, no afã de instaurar mudanças sociais.

Fatores individuais e sociais não faltam para levar uma pessoa a atuar como um membro para a formação de um movimento .Por que tanta resistência???

Nós e a sociedade em partes ou no todo somos uma só rede de relações que transformamos e nos transformam...É fácil entender que há motivos e as condições estruturais são favoráveis aos movimentos sociais.

Mantenha seu pensamento voltado para a pessoa humama – o ator social,o sujeito impulsionador das mudanças, das transformações. Identifique as condiçõesde estrutura social que possam ter levado qualquer grupo à formação de ummovimento social; procure descobrir quais fatores individuais contribuíram para tal e como o movimento foi se formando.Se você está “em dia” com a cidadania, ótimo! Não estando tão bem quanto o que imagina que deveria, providencie a releitura, debata com seus colegas de profissão, recorra ao SEPE.O importante é não deixar pendências que futuramente poderão destruir o que você já conquistou. Afinal, a atualização da ordem social depende da ação do coletivo – e você não pertence a ele?


Falésia de Lagoa Doce cai ....

Na madrugada de ontem ao ler esta postagem no Blog do Paulo Noel: Agora só em fotos e nas chamadas da mesma para uma entrevista com professor Aristides Soffiati pensei na importância de pensarmos em uma forma de exploração que seja mais sustentável tanto por parte do poder público, quanto por quem recebe o turista, mas, sobretudo, pelo turista.

Vale a pena ler....

sábado, 16 de maio de 2009

Também me indigno..."Eu sou Auxiliar de Secretaria e também EDUCO".


Recebi este e-mail de uma leitora do blog e achei muito interessante,pois a indignação com o descaso na Educação não é só dos educadores,mas também das secretárias que também educam!!!
Confira:

Quero manifestar minha indignação pela situação não só da educação municipal mas também pela estadual. Passei no concurso da SMEC e fui convocada em
2006 para assumir como Auxiliar de secretaria.

Fui trabalhar em uma escola super problemática, sem nenhuma estrutura, mas com ótimos profissionais que realmente tiravam dinheiro do próprio bolso para realizar as atividades em sala de aula.Orgulho de dizer que saí dessa escola deixando minha marca lá.

Consegui transferência para uma escola municipalizada próxima a minha residência e o que acontece lá é incompreensível.

Trabalho em uma secretaria que tem 1 computador, que há aproximadamente um mês e meio queimou o HD e, portanto não funciona. A SMEC ainda não nos mandou um novo, pois "não tem" verbas disponíveis. A parte cômica da história é que o Governo Federal nos deu 10 computadores para montarmos um laboratório de informática (já chegaram há aproximadamente 7 meses) e até hoje não puderam ser instalados porque depende da SMEC vistoriar/instalar tomadas na sala. Também não podemos utilizar esses computadores para serviços da secretaria. Resultado: uma escola com quase 400 alunos voltando à Pré-história. Tenho mais de 50 históricos para fazer manuscrito (em duas vias originais) sujeito a refazer, pois não aceita-se rasura.
Não temos computador, máquina de escrever, nem xerox, mas temos que emitir declarações, históricos e outros. Não recebemos nenhuma verba como unidade Executora pq somos municipalizada e a máquina de xerox da SMEC está parada.

Mas de quem é o problema? Deve ser meu, porque da Secretária de educação não parece ser. Será que Rosinha deixaria um de seus filhos estudar durante um bimestre pelo menos nessa escola?
O terreno da escola é enorme e o mato maior ainda. Existem inúmeros focos de dengue e muitos ratos, mas isso também não deve ser problema da PMCG ou da SMEC, afinal nem respondem aos nossos ofícios. A diretora e a vice-diretora são indicadas, mas pelo menos são professoras da rede e lotadas na U.E. São pessoas comprometidas e que estão desenvolvendo um bom trabalho. Faço o meu trabalho com muito amor e dedicação.

Gostaria muito de saber de quem é a responsabilidade por todo esse descaso com a educação. Talvez seja melhor rasgar o regimento da SMEC, afinal ninguém é responsável por nada.
Fica a minha indignação e o meu apoio ao seu blog e a sua luta.
Eu sou Auxiliar de Secretaria e também EDUCO.
Um grande abraço!!!


quinta-feira, 14 de maio de 2009

Parece que o SEPE tem demonstrado que é um Sindicato que vem de encontro com os educadores.
Às vezes ficamos inconformados e achamos que existe um imobilismo do SEPE-Campos.Mas não podemos esquecer que o sindicato não pode manter uma dinâmica de lutas e de mobilização, sem a participação da categoria.

Educadores:"Reivindicar em nome de uma categoria que lida com algo tão importante, como Educação, é muito mais que agitar palavras de ordens...Sobre os ombros dos interlocutores da categoria estão o ônus de negociar com governos que além de não enxergarem a Educação como nós, ainda por cima não abrirão mão de ditar a agenda, quer dizer, nunca aceitarão ser pautados por nenhum sindicato..."

O SEPE convoca todos os profissionais da educação para a Assembleia do dia 19 de maio, às 17h no Sindicato dos Bancários de Campos.

Apelo da blogueira: não se deixe levar pelo desânimo....Anime-se e não viva a espera de favores..."

É hora da categoria aproximar-se...

Parabéns aos profissionais da Escola Frederico Paes Barbosa que mostrou que é participando que exercemos cidadania!!!!

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Deveria ser SEPE + SMEC ,mas foi SEPE X SMEC


Poderíamos narrar aqui o resultado da audiência de 12/05 com o título SEPE + SMEC mas na planície campista ainda isto está difícil de acontecer...

Relatado por Renato Gonçalves.
Informes da audiência do SEPE com a SMEC em 12/05/09


A audiência aconteceu com a presença da secretária de Educação Auxiliadora Freitas e do secretário de Administração e Recursos Humanos Fábio Ribeiro que se fez presente para discutir principalmente a questão do PCCS.
Sobre este ponto o secretário informou que foi orientado pela prefeita que se comece exatamente pelo magistério a revisão e aplicação do plano. Para isso foi proposto pelo SEPE a formação de um Grupo de trabalho para analisar as mudanças necessárias o que foi aceito com o prazo de até o fim do mês de Maio para publicação desta resolução com a nomeação dos membros do governo e das entidades envolvidas.


Sobre a questão do enquadramento por tempo de serviço o secretário não demonstrou a principio ter nada contra ressaltando que no Estado é assim e que sua experiência na FENORTE também se deu com este sistema.


Sobre a questão dos Pedagogos a secretária informou que enviou ofício para a secretaria de Administração solicitando novo estudo de impacto na folha e parecer da Procuradoria. Propusemos então que este grupo de trabalho também desse conta desta questão o que também foi aceito.
O secretário também informou antes de se retirar que a política salarial deste governo tende a repor linearmente somente as perdas inflacionárias e que os chamados ganhos “reais”, ou seja, acima da inflação se dariam com a aplicação do PCCS e seus enquadramentos.


No ponto seguinte sobre a questão da ELEIÇÃO DIRETA PARA DIRETORES, foi possível notar um ligeiro recuo em relação à audiência anterior. A secretária substituiu o termo eleições por “processo seletivo” termo amplo já utilizado no programa de governo da então candidata Rosinha, que pode significar desde eleição com listas trípices até a atual “análise” de currículos. Reapresentamos a proposta de formação de um grupo de trabalho para este tema,mas ao contrário do anterior a mesma falou que precisava de uma conversa anterior com a prefeita para então talvez publicar a composição do GT.


Sobre a “junção” de turmas a secretária garantiu que não estão se formando “super-turmas” que os parâmetros de número máximos por ano de escolaridade não estão sendo desrespeitados.


Ao final da audiência reafirmamos a importância das eleições e do debate aprofundado que só será possível se constituirmos este Grupo de Trabalho e que gostaríamos inclusive de tentar expor nossos argumentos a própria Prefeita que foi segundo Auxiliadora, convidada para o encontro de hoje, mas que infelizmente não teve agenda.
Pelo SEPE participaram da audiência os diretores: Renato Gonçalves, Graciete Santana e Amaro Sérgio Azevedo.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Lançada Campanha "Eu quero votar: Eleições Diretas para Diretores de Escolas"‏


E-mail recebido da Ana Paula Motta, assessora de comunicação do núcleo do SEPE em Campos:


O SEPE, Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação, Núcleo Campos lançou hoje ao meio dia no Calçadão a campanha “Eu Quero Votar: Eleições Diretas para Diretores de Escolas.”O objetivo do ato no Calçadão foi apresentar a proposta da categoria para a população, informando como a prática do “apadrinhamento” político é prejudicial às escolas do município.Os diretores do SEPE/Campos e representantes da categoria distribuíram panfletos onde defendem queEleições diretas para diretores de escolas: questão de cidadaniaEleições diretas para diretores de escolas: questão de cidadaniao princípio básico da democracia passa pela escolha livre de representantes nas diversas esferas de poder e afirmam que a gestão democrática não é apenas eleição de diretores, mas esta é imprescindível para que uma gestão com participação de pais, professores, funcionários e alunos aconteça de fato.Negar à comunidade escolar o direito de escolher seus gestores é o primeiro ataque que o governo faz à categoria, tentando impor “apadrinhados” para as direções das escolas municipais.A próxima assembleia dos profissionais da educação da Rede Municipal acontece nodia 19 de maio, às 17h no Sindicato dos Bancários de Campos.

Ana Paula Motta- ASCOM/SEPE- Núcleo Campos

"Quem não luta por seus direitos, vive a espera de favores..."




"Ops, ops...o pessoal do SEPE nos envia mensagem para retificar a data da assembléia da categoria...Presta atenção aí, e compareça...


Quem não luta por seus direitos, vive a espera de favores..."


A Direção do SEPE/RJ pede divulgação e ainda retifica a data da próxima assembleia que será dia 19 e não 18 conforme divulgação anterior.

O Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação , SEPE/Núcleo Campos, se reuniu com a Secretária de Educação Auxiliadora Freitas no dia 26 de março.Na ocasião apresentou a secretária a pauta de reivindicações da categoria.
Realizou assembléias com a categoria onde deliberou pela realização do lançamento da Campanha "Eu quero votar:Eleições Diretas para a direção de Escolas".
O lançamento vai ser amanhã, dia 8 de maio ao meio dia no Calçadão em Campos.
A próxima assembléia da categoria acontece no próximo dia 19 de maio às 17h no Sindicato dos Bancários.




Abaixo os principais pontos da pauta de revindicações apresentada pelo SEPE (Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação).
· Realização imediata de eleições diretas para a direção das escolas.

· Convocação de concursados aprovados e classificados em 2008.

· Realização de concurso público para funcionários de escolas.

· Enquadramento por tempo de serviço.

· Equiparação salarial entre pedagogos (as) e demais cargos de profissionais da educação.

O SEPE convoca todos os profissionais da educação para a Assembleia do dia 19 de maio, às 17h no Sindicato dos Bancários de Campos.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

SEPE LANÇA CAMPANHA PELA ELEIÇÃO DIRETA PARA DIRETORES DE ESCOLAS NO CALÇADÃO EM CAMPOS


O lançamento da campanha “Eu quero votar: Eleições Diretas para Diretores de Escolas” vai acontecer no Boulevard Francisco de Paula Carneiro ( Calçadão de Campos) AMANHÃ, dia 8 de maio ao meio dia.

Os profissionais da educação fazem assembleia no dia 18 de maio às 17h no Sindicato dos Bancários.




O princípio básico da democracia passa pela escolha livre de nossos representantes nas diversas esferas de poder.

Na escola não pode ser de outra forma. Gestão democrática não é apenas eleição de diretores, mas esta é imprescindível para que uma gestão com participação de pais, professores, funcionários e alunos aconteça de fato.

Negar à comunidade escolar o direito de escolher seus gestores é o primeiro ataque que o governo faz à categoria, tentando impor “apadrinhados” para as direções das escolas municipais.



Ana Paula Motta- Jornalista- ASCOM/SEPE-Campos

domingo, 3 de maio de 2009

PROFESSORES:Vamos sacudir a Educação Goytacá!!!!Abaixo o cabresto, queremos nossos direitos!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


Campanha da Professora Monica em comentário nO:Blogger: TroLhA -

3 de Maio de 2009 22:04

sábado, 2 de maio de 2009

A Educação Municipal em Campos vai de mal à pior ...


Eu gostaria de escrever algo positivo sobre a Educação Municipal em Campos para alegrar um pouco o coração dos leitores deste blog mas realmente está difícil...
A mudança de governo, não melhorou em nada a qualidade do ensino.

Mas uma vez faço uso deste espaço para relatar algumas situações que têm ocorrido e que muito tem me atingido,não só a mim ou a categoria em si mas, há muitos cidadãos campistas;se o vereador Nelson Nahin se sentiu incomodado com as críticas dos blogueiros, eu como professora me sinto muito mais com o descaso dos nossos representantes com a Educação Pública.

Na Escola Municipal em Santa Maria temos da 1ª á 5ª fase 16 alunos analfabetos que estão frequentando a escola e que agora não mais poderão frequentar as aulas na Rede Municipal pois a Prefeitura lavou as mãos,se livrando desta responsabilidade, querendo que os alunos frequentem aulas no Programa Brasil Alfabetizado,desenvolvido pelo Governo Federal.Não tenho muito o que falar sobre este programa,mas sei que estes 16 alunos não têm condições de frequentá-lo pois as aulas são ministradas na casa do professor,não oferecendo transporte e nem alimentação para os mesmos.A maioria destes alunos moram em regiões vizinhas,trabalham desde às 5:00 hs da manhã,fazendo um esforço imenso para correr atrás do prejuízo pois na época que teriam que estar nas escolas tiveram que trabalhar para ajudar no sustento de suas famílias.Esta realidade não é só neste Distrito...Ou é?

Onde estão os vereadores eleitos que não se dispõe a criarem Resoluções para resolver este dilema? A Prefeitura nunca desenvolveu uma política pública voltada para a EJA e isto muito têm me incomodado.

Nesta mesma escola temos uma turma sem Professor de Língua Portuguesa,no dia 06 de Abril a Secretaria liberou um Ret para a disciplina e a professora me disse na quinta feira que depois de ter trabalhado 35 dias ,recebeu a notícia que o Ret havia sido cancelado e o pior que trabalhou de graça este tempo todo.O Conselho de classe será no início de maio e nem professores nós temos....Neste bimestre os alunos foram muito prejudicados,primeiro pelo início do ano letivo conturbado que tivemos:Sem merenda,sem transporte,sem material para trabalhar,sem diretores ...

A questão está ficando cada vez mais séria,com a municipalização, muitas escolas aumentaram seu número de alunos e o espaço físico permaneceu o mesmo,a número de alunos por metros quadrados só está na lei.

Para evitar contratar os concursados do ano 2008,as supervisoras obedecendo as ordens impostas pela Secretária têm juntado as turmas,ficando o professor com muitos alunos em uma sala e o pior sem condições de trabalhar.Com isto sobram professores que têm sido remanejados para outras Unidades escolares que estão em falta.

Não há respeito pelo profissional,eu mesma que alfabetizo adultos não sei nem o que me reserva daqui uns dias...pois eu só posso trabalhar no horário noturno.Não estou falando por mim mas também por todos aqueles que já estão há anos em uma escola serem obrigados a remanejarem para um local bem mais distante,muitos estão preocupadísssimos achando até que terão que largar a sua matrícula,pois a maioria deles não poderão ir para os locais onde estão sendo designados.

Cada caso é um caso ....mas todos muito parecidos:A educação continua um caos!

Nas escolas da Zona rural as salas são pequenas,até porque as localidades também são pequenas e o número de alunos estipulados pela secretaria não observa este detalhe.Nesta mesma escola que trabalho estão sobrando 3 professores, que estão cumprindo seu horário porque as turmas se juntaram...A maioria é casada, moram distante e a situação tende a piorar....

Daqui uns dias começam aparecendo novos Projetos e para quê se os que existem não funcionam direito?

A Rosinha iniciou o ano letivo com atrasos e agora temos que trabalhar todos os sábados e o que não funciona, aí inventaram Projetos para tapear o prejuízo dos alunos e nós somos obrigados a seguir o que eles estipularam...É muito duro!!!

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Municipalização de escolas não melhora ensino, aponta estudo.


Alunos de escolas estaduais que passaram para a gestão de prefeituras não aprenderam mais do que os que estudam em estabelecimentos onde não houve a mudança. Estudo inédito da Fundação Getúlio Vargas analisou o chamado processo de municipalização do ensino fundamental, que desde 1996 tem sido incentivado por leis federais. A premissa era que a descentralização favoreceria a educação porque a comunidade escolar estaria mais próxima dos tomadores de decisão, podendo exigir mais rapidamente a solução de problemas.
Medindo pela primeira vez o aprendizado das crianças no processo de municipalização, a pesquisa mostra que as notas em avaliações nacionais aumentaram entre 4 e 6 pontos tanto nas escolas que mudaram a gestão quanto nas que permaneceram como estavam. Especialistas avaliam que, em vários municípios, as prefeituras receberam a responsabilidade de gerenciar o ensino de 1ª a 8ª séries sem que estivessem preparadas. Havia falta de pessoal, de verba e de estrutura.
“Muito se dizia que o desempenho das escolas deveria melhorar à medida que elas ficassem mais perto do centro de tomada de decisões, mas esse processo se deu de forma descuidada”, diz o presidente da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação, Cesar Callegari. Para ele, isso é consequência da criação, em 1997, do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef) - mecanismo que repassa dinheiro aos municípios conforme o número de alunos matriculados na rede.
Callegari diz que os prefeitos, preocupados em conseguir mais dinheiro, assumiram as escolas sem um projeto que preparasse a prefeitura para isso. “Não tomaram as providências necessárias para capacitar professores, aparelhar escolas, estabelecer sistemas de avaliação e desenvolver projeto pedagógico.”
A secretária de Educação Básica do MEC, Maria do Pilar Lacerda, completa que 80% dos municípios têm menos de 20 mil habitantes e, portanto, pouca “massa crítica”, ou seja, equipes para fazer a gestão da educação. Em pequenos municípios, mesmo de São Paulo, a secretária da Educação costuma ser a diretora da única escola. (O Estado de S. Paulo)

segunda-feira, 27 de abril de 2009

A Educação como campo de disputa política


Artigo escrito para o Jornal Brasil de Fato por Sérgio Haddad, economista, doutor em educação, coordenador geral da Ação Educativa e Diretor Presidente do Fundo Brasil de Direitos Humanos.


Os meses de abril e março vêm sendo marcados por uma intensa batalha de posições no jogo político, tendo a Educação como foco da cena. Ainda no final do mês de março, um artigo do Ministro Fernando Haddad ateou fogo ao debate por classificar como progressistas e conservadoras, posições tomadas no campo da educação onde, evidentemente, colocava as políticas do governo Lula no campo progressista e estocava as políticas do PSDB/DEM do Estado e Município de São Paulo como dentro do campo conservador. Afirmava que os conservadores - tucanos e democratas – defendem menores volumes de recursos, acusando os adversários por trabalhar contra a vinculação constitucional dos recursos para a educação. Confrontava a utilização das avaliações como mecanismo para premiar e punir trabalhadores da educação por parte da oposição, enquanto o MEC amplia os recursos daqueles que, a partir dos resultados, se comprometem com melhorias pedagógicas e de valorização do professorado. Por fim, acusa os conservadores de colocar toda a culpa dos males do ensino nas costas dos professores e sua formação, não assumindo a parte de responsabilidade que cabe ao poder público, enquanto o MEC está preocupado em valorizar o professorado e punir as agências formadoras que não cumprem com a qualidade necessária.

Dias depois, o secretário municipal de Educação de São Paulo, Alexandre Schneider, respondeu ao ministro, também em artigo publicado no mesmo jornal, desqualificando a classificação de conservadores e progressistas, acusando-o de simplificar e politizar a questão educacional. Ironicamente acusa o ministro de proclamar resultados utilizando as mesmas políticas do PSDB/DEM, de defender aumento de recursos no final da sua gestão para aumentar os encargos dos governos que virão, e saiu em defesa das políticas do governo Serra de bônus ao professorado como uma “forma de premiar aqueles que cumprem melhor o seu papel: educar”.

Reforço no time

Ainda no mês de março, novos lances ocorreram. No dia 11, o ministro Fernando Haddad anunciou, em solenidade na Andifes - A Associação Nacional dos Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior, a proposta de mudança no acesso às universidades pelo novo Enen. . No dia 30, as diretrizes da proposta foram enviadas formalmente à associação e a discussão ganhou visibilidade pública provocando polêmicas entre os principais contendores da batalha política.

O governo Serra, por sua vez, substituiu a secretária de Educação Maria Helena Guimarães pelo ex-ministro do governo FHC e atual deputado federal, Paulo Renato de Souza. Depois de uma desastrada gestão, que culminou com a distribuição de livros didáticos com mapas onde havia dois países com nome de Paraguai e o Equador não existia, Maria Helena Guimarães saiu para dar lugar a um profissional da política, um dos caciques do PSDB, que chegou com a clara intenção de reforçar a campanha do Governador Serra.

Na sua primeira entrevista, Paulo Renato afirmou que sua chegada à secretaria é "compromisso partidário em um momento delicado da vida política do país". Quanto às políticas educacionais da sua antecessora, nada muda, pois o ex-ministro não só elogiou como convidou sua colega a permanecer como auxiliar das suas ações, assim como já havia ocorrido no tempo de ministro, quando Maria Helena foi uma das principais colaboradoras e técnicas. Quanto ao novo Enem, o secretário disparou em entrevista ao jornal FSP: “ A proposta tem méritos, mas está mal formulada...O exame hoje avalia competências e habilidades gerais. Não serve para selecionar candidatos para cem vagas disputadas. Ele ficará descaracterizado.”

Sindicatos e movimentos sociais também em cena

Mas o ambiente de disputa não se encerra no âmbito dos principais partidos e entre os pólos do governo federal e o governo estadual e municipal de São Paulo. Os movimentos sociais e sindicais saíram a campo para se posicionar sobre temas variados que impactam os pólos políticos em disputa.

Depois dos intensos protestos nacionais pelo fechamento das escolas itinerantes do estado do Rio Grande do Sul, governado pelo PSDB de Ieda Crusius, em função da decisão do Ministério Público daquele Estado, o secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do MEC, André Lázaro, manifestou sua contrariedade com o fato durante audiência pública realizada pela Comissão de Direitos Humanos do Senado. Em solidariedade ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, o secretário defendeu a prioridade do direito à educação das crianças e alunos privados de freqüentar as escolas.

Em São Paulo, ao mesmo tempo em que ocorria a mudança na Secretaria do Estado, os movimentos estudantis UNE e UBES saíram às ruas em passeata para apoiar o fim do vestibular, mas em defesa de um Enem que fosse seriado e não apenas no último ano, como forma de aprimorar o ensino médio. As manifestações dos estudantes deixaram claramente uma marca de oposição e crítica ao novo secretário Paulo Renato de Souza.

No plano federal a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE pediu audiência ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, para acelerar o processo de julgamento do novo piso salarial. Com paralisação dos professores marcada para o dia 24 de abril, a CNTE defende a proposta governamental do piso salarial nacional com um terço das horas dedicadas a atividades externas à sala de aula, como preparação de aulas, correção de material e reuniões pedagógicas. Alguns governos estaduais, particularmente os de oposição, questionam no supremo o seu mérito.

Fiel da balança?

O que está em jogo em meio a estas lutas de posições? Por um lado, o governo Serra e sua candidatura à presidência da República. A Educação é um dos pontos mais criticados da gestão tucana, que em 15 anos no poder do estado mais rico da federação poucos resultados têm a apresentar. Depois de inúmeros secretários e secretárias, com propostas e estilos completamente diversos, que vai do carismático-religioso secretário Gabriel Chalita à truculência da secretária Maria Helena Guimarães, o governo tucano não conseguiu conferir identidade à política educacional do Estado de modo a impor suas orientações programáticas e prever resultados. Nem mesmo resultados quantitativos, como ocorreram na época do Governo FHC, quando uma equipe permanente e coordenada ideologicamente logrou impor suas políticas em acordo com as orientações neoliberais do momento.

No outro pólo o governo Lula, com o Ministro Fernando Haddad, um dos candidatos do PT ao governo do Estado. Diferentemente do que ocorre no governo Serra, a área educacional do governo Lula tem sido uma das mais bem avaliadas pelas pesquisas de opinião, apesar de estarmos muito longe de um bom sistema educacional. Depois de um primeiro mandato com 3 ministros em 4 anos, sem uma atuação coordenada e lógica que mostrasse uma política educacional petista, e que pudesse confrontar o arrumado discurso neoliberal do governo anterior, o segundo mandato mostrou mais estabilidade, com um discurso mais coerente e algumas ações inclusivas e diferenciadas, com resultados ainda por serem avaliados.



Quem manda?

Por trás destes pólos de luta política, há o regime federativo, um dos nós da política educacional brasileira e para o sistema nacional de educação. O governo federal tem dificuldades em gerir políticas nacionais na educação básica, pois a responsabilidade é dos estados e municípios. Muitas das propostas nacionais promovidas pelo governo federal encontram resistências, principalmente nos governos estaduais de oposição, que acabam por questionar inclusive a constitucionalidade destas medidas. Assim foi e tem sido com a proposta do piso salarial nacional, com a implementação de uma política nacional de formação de professores, com o novo Enem, com os modelos de avaliação. Sem entrar no mérito destas medidas, o que se percebe é que o regime federativo, por suas características, tem sido instrumento nesta batalha de posições.

Resta, portanto, ao cidadão comum, aos movimentos sociais e sindicais, e à população em geral, influir para que a disputa política eleitoral, que tem na educação um campo agora privilegiado, seja voltado para algo que é central: uma política de Estado que tome nas mãos a responsabilidade por universalizar a oferta e garantir a qualidade do ensino.




sábado, 25 de abril de 2009

O SEPE encontra-se em pleno processo de eleições internas para definir seus novos dirigentes ...


Desde que iniciei este espaço, uma das minhas maiores expectativas como professora da rede municipal de Educação sempre foi a de querer contribuir de alguma forma para a melhoria da qualidade da Educação Pública.
Desde janeiro lancei aqui neste blog a campanha : "Direta já para diretores de Escola" ...desde então muitos blogueiros campistas vêm aderindo a campanha e ajudando no debate .

A questão da democratização nas escolas públicas foi um dos motivos pelo qual procurei o SEPE ,pois entre outros itens que envolvia a Educação era essa uma de suas bandeiras...Esta é, a propósito, uma das reivindicações mais antigas do SEPE em toda sua base de atuação.

Muito bem,eu não poderia deixar de usar este espaço para dizer que eu resolvi compor com mais 26 candidatos a chapa UNIDADE NA LUTA que concorre nas próximas eleições à direção do núcleo Campos do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação, a se realizar entre os dias 16 e 19 de junho.

Sinceramente, sei que o SEPE Campos recebeu duras críticas em relação à sua direção,mas entendo até onde sei que cada diretor responde apenas por 10% da responsabilidade, já que a direção é "colegiada e proporcional". Se o objetivo é apenas uma crítica democrática ao SEPE Campos, não posso responder pelo universo da direção, mas posso fazer algumas considerações:

De fato, o contato do sindicato com a base da rede municipal não foi o adequado até aqui.Muitos dos profissionais do município não somam a esta luta por isso mesmo resovi entrar nua chapa onde mais da metade pertence a rede municipal pois entendo que as 247 unidades não é tarefa simples para um conjunto de 10 diretores, num núcleo que não dispõe de carro próprio; que são apenas 3 licenças sindicais na rede municipal para cumprir tal tarefa , e como blogueira pertencendo aos quadros desta rede, acredito ser minha função prioritária acompanhar a rede municipal, o que contudo não me desobriga de responsabilidades para com a base estadual e sei também do parecer da Justiça que credencia o SEPE como representante da categoria municipal dando a este possibilidades de diálogo com o governo.

A responsabilidade do sindicato é se colocar a disposição da categoria e promover a luta por suas demandas quando estas são apresentadas.Na questão da gestão democrática e por tabela da eleição para diretores,é preciso que o conjunto dos profissionais da educação do município reconheça essa reivindicação como necessária e se some nesta luta.Na história da educação do município como em todo o Brasil,nunca aconteceu de conquista sem mobilização,portanto vamos a luta!

Creio que democracia interna das instituições seja mais saudável...É fácil rejeitar grupos partidários, sindicais, associativos onde a vontade do diretor seja a última e única palavra...Sei que esta Democracia interna pode produzir erros de avaliação, tática e estratégia eleitorais...pois não acredito que a democracia é um sistema perfeito e imaculado...Eu posso até errar ...mas prefiro errar do que obedecer aos caprichos do Governo Rosinha.


Eu não tenho experiência em luta sindical,percebo que existe a possibilidade das decisões serem tomadas a partir das discussões e votações, onde prevaleça a decisão majoritária, e sei que daí também surgirão os grupos e tendências internas...Eu no entanto procurei me associar aos semelhantes para exercer relações políticas e o que espero é que o fato de serem cutistas ou petistas..não atrapalhe as manifestações em prol das lutas dos trabalhadores...não quero ficar acorrentada em defesa de "correntes" e não posso deixar que políticas-partidárias ganhem importância maior que a luta pelos direitos dos servidores.Eu não quero deixar de enxergar além destas tendências e facções e o que desejo é ajudar a romper com laços nefastos que atam a conquista dos direitos dos profissionais de ensino da rede municipal e também espero que o grupo não faça corpo mole frente a necessidade de unificar a luta pelos direitos da categoria e espero que as conquistas sejam da categoria e não da chapa...
Depois voltarei com mais novidades....

terça-feira, 21 de abril de 2009

RODRIGO KLEM EM : ELEIÇÕES PARA DIRETOR DE ESCOLA PÚBLICA

O Advogado Público que se interessa por política e quer ver uma Campos dos Goytacazes melhor fala sobre o assunto!

Vale a pena conferir!!!!:BLOG DO RODRIGO KLEM: ELEIÇÕES X CONCURSO PARA DIRETOR DE ESCOLA PÚBLICA

Algo mudou?




Sonhou-se, com a melhoria da educação . Engano. A maioria das escolas e núcleos não têm Democracia.. Projetos Políticos Pedagógicos engavetados. O Regimento Escolar é desatualizado. Escolas que não têm conselhos escolares. Escolas sem valores definidos ..Educadores ? Onde estarão ?
A participação é o que sustenta a Gestão Democrática. A educação, "mais que um dever do Estado, é um dever da família" e da sociedade local. Portanto, nossos dirigentes devem buscar alternativas possíveis para efetivar a construção de uma escola e de uma sociedade democrático-participativas. Dentro dessa visão, acredito que falar em autonomia e em liberdade como fatores relevantes e possibilitadores da comunicação aberta chega a ser redundante. Gestão democrática é a que permite planejamento/ação participativa, envolvendo TODOS os sujeitos capazes de falar, agir, discutir e de decidir.
E pergunto: Mudou alguma coisa? Até agora não participamos de nada... as decisões continuam de cima para baixo...Quem decide na educação? Vou tentar responder. Os principais cargos que lá estão (alguns inaceitáveis, jamais os escolheríamos..optamos por mudanças no governo não em continuidade..)a fala deles não expressam a nossa vontade de jeito nenhum... Estarão surdos nossos dirigentes ? O que aconteceu ? Continuamos na mesmice de antes..Precisamos avançar...

Está chegando o dia...


Gestão Democrática constitui-se um fazer coletivo..não existe hierarquia: Secretário, professor, servente, diretor...essa diferença não concebe espaço para dominação e a subserviência..

o papel dos gestores é o de garantir a democracia.... a participação...

Tudo isso só é possivel, com a substituição da postura de resignação e passividade da consciência servil e alienada, pela consciência ativa...

Faltam 16 dias para o Ato no calçadão de lançamento oficial da campanha"EU QUERO VOTAR PARA DIRETOR".
Programe-se:08/05 (12:00 hs )

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Fim da DRU e ampliação da obrigatoriedade do ensino podem se atrapalhar no Congresso Nacional


Esse assunto passou despercebido pela blogueira no final de março,mas achei importante relatar mesmo assim...

Sob a liderança da deputada Maria do Rosário (PT-RS), a Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados promoveu em 25/03, um encontro entre o presidente da Casa, Michel Temer (PMDB-SP), o ministro da Educação, Fernando Haddad, e representantes da sociedade civil. A intenção foi discutir a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 277/2008, aprovada dia 24/03, na Comissão Especial que tratava da matéria na Câmara. O texto versa sobre o fim gradual da DRU (Desvinculação dos Recursos da União) e a extensão da obrigatoriedade do ensino dos atuais 6 a 14 anos (restrito ao ensino fundamental) para 4 a 17 anos (incluindo pré-escola e ensino médio).

Favorável ao projeto, o especialista em educação infantil, Vital Didonet, lembra que a matéria atende às reivindicações da sociedade civil, principalmente no que diz respeito ao fim da DRU, porém toca em um ponto pouco debatido. “O ensino médio já tem algo mais ou menos consolidado porque a idéia de obrigatoriedade progressiva vem desde a Constituição de 1988, mas a educação infantil é recente e não houve discussão”.

Didonet explica que o problema não está no texto em si, mas na idéia de quebrar a “unidade” referente à educação infantil. A etapa vai de 0 a 5 anos e se subdivide em creche (0 a 3) e pré-escola (4 e 5). Com a PEC 277 as creches passariam a não mais pertencer a essa unidade. “[O texto] modifica a política de valorização das creches. São implicações pedagógicas profundas e precisamos ter consciência de seus significados”, alerta.

O coordenador geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, concorda. “Toda medida que vise promover a ampliação dos anos de estudo da população brasileira é, em princípio, interessante porém as creches ficarão, sim, isoladas e o ensino médio carece de profundo debate antes de se tornar obrigatório. É preciso resolver esses nós críticos e a Campanha vai colaborar nesse sentido”.



Fim da DRU – Diferentemente da ampliação da obrigatoriedade, o fim da DRU é consensual no meio educacional. O mecanismo retira 20% do total dos 18% constitucionais que a União é obrigada a separar de sua arrecadação com impostos e direcionar para a educação. O governo federal fica livre para gastar esse percentual como quiser, prejudicando o desenvolvimento das redes públicas educacionais. O parecer do relator da PEC 277/2008, deputado Rogério Marinho (PSB/RN), indica que em 10 anos de vigência da desvinculação a educação perdeu cerca de R$ 80 bilhões.



A proposta será agora analisada no plenário da Câmara e se aprovada terá que voltar ao Senado, já que a junção da ampliação da obrigatoriedade à PEC do fim da DRU surgiu na Comissão Especial. Cara reconhece que os dois temas são positivos, porém considera que anexar as matérias pode impor riscos à aceitação das duas. “Se não estivessem conjugados, o fim da desvinculação seria mais rapidamente aprovado, porque já foi debatido no Senado e é consenso”. Segundo ele, a possibilidade de rejeição existe porque os senadores vão querer discutir a obrigatoriedade, o que levaria tempo, e a DRU pode não ser extinta se a crise mundial se agravar. “O governo arrecadará menos e a área econômica não vai abrir mão dos recursos advindos da DRU. É uma estratégia muito arriscada”.


No encontro de 25/03, na sala da presidência da Câmara dos Deputados, a Campanha Nacional pelo Direito à Educação foi representada por Gustavo Amora, da Rede Nacional pela Primeira Infância e membro do pró-comitê regional do Distrito Federal da Campanha. Compareceram ainda as deputadas Maria do Rosário (PT-RS) e Fátima Bezerra (PT-RN), os deputados Michel Temer (PMDB-SP), Gastão Vieira (PMDB-MA), Rogério Marinho (PSB/RN) e Carlos Abicalil (PT-MT), além de outros parlamentares e entidades da sociedade civil.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Representante do SEPE apresenta demandas da Classe na Tribuna Livre da Câmara



Nosso companheiro Félix Manhães e Professor Roberto Moraes já falaram da excelente iniciativa do Professor Fábio Siqueira, reinaugurar a Tribuna Livre da Câmara Municipal que já estava desativada a tempo...

A Tribuna Livre é um espaço que foi reinaugurado pela iniciativa do vereador e presidente da Câmara Nelson Nahin que permite diferentes representantes da sociedade civil expor suas demandas aos nossos representantes que ,além de fiscalizar o trabalho da Prefeita estão lá para fazer leis que interessam a toda sociedade.

O mais legal para a categoria dos professores foi ter um representante do SEPE lá para expor as demandas da classe aos vereadores presentes:

* A questão da Lei Municipal que foi revogada pelo ex-Prefeito Alexandre Mocaiber que permitia a eleição direta para as direções das Escolas Municipais.

* Pedido de apoio aos vereadores para a implementação do Plano de Cargos e Carreira dos profissionais do SEPE, que foi apresentado e aprovado pela Câmara há 7 anos e até hoje não foi implementado.

domingo, 12 de abril de 2009

CAMPOS EM DEBATE: Eleição para diretor de escola pública


Vale a pena conferir a palavra do advogado blogueiro Cleber Tinoco CAMPOS EM DEBATE: Eleição para diretor de escola pública ...

sábado, 11 de abril de 2009

YouTube - Curta " O Sindicato"

YouTube - Curta " O Sindicato": "Uma comedia simples e leve, mas bem refinada sobre as trapalhadas de um marido. Comedia sobre traição. Adaptação de um conto do Jô Soares.

YouTube - Ana Drago: "PS tem medo da democracia na escola"

Vale a pena conferir ...
No debate sobre a autonomia e democracia na organização da escola pública, a deputada Ana Drago criticou os deputados socialistas pelo silêncio sobre as alterações ao modelo de gestão escolar vindas do Ministério da Educação. "O ME vai pressionar as Direcções Gerais de Educação, que por sua vez vão pressionar os directores". E com o novo Código de Trabalho, "o banco de horas não vai deixar que os pais estejam presentes na organização da escola".
YouTube - Ana Drago: "PS tem medo da democracia na escola"

Maxsuel Barros Monteiro em "AS ELEIÇÕES PARA DIRETORAS E VICE DAS ESCOLAS MUNICIPAIS'.


O ADVOGADO MILITANTE NO MUNICÍPIO DE CAMPOS DOS GOYTACAZES E REGIÃO, EX-CONSULTOR JURÍDICO, EX-SUBPROCURADOR E ATUAL CONSULTOR LEGISLATIVO DA CÂMARA MUNICIPAL DE CAMPOS E EX- ASSESSOR DA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO deu seu parecer sobre o projeto lei que será apresentado na terça feira Maxsuel Barros Monteiro: AS ELEIÇÕES PARA DIRETORAS E VICE DAS ESCOLAS MUNICIPAIS.

Vale a pena conferir ...

Democracia nas escolas e no município



Vale a pena conferir o assunto na voz do blogueiro Maycon Bezerra : Razão e Crítica: Democracia nas escolas e no município ...

Eleição nas escolas municipais de Campos chega à Câmara



Hoje ao ler o jornal "Folha da Manhã" , me certifiquei que o Vereador Renato Barbosa com o aval de um dos diretores do SEPE (Fábio Siqueira ) apresentará projeto de lei nº 32/09 na próxima sessão da Câmara de vereadores(terça-feira) para estabelecer,enfim ,o pleito escolar.

Nós categoria(SEPE) há anos protestamos contra indicação política de diretorias escolares ,na última assembleia do SEPE, a categoria ao ficar sabendo que no último dia 26 a secretária Maria Auxiliadora em reunião com o Sepe, acenou com possibilidades apenas para 2010;resolvemos então lançar para o dia 08/05 um Ato no calçadão de lançamento oficial da campanha"EU QUERO VOTAR PARA DIRETOR".

Esperamos realmente que o projeto de lei sinalize positivamente satisfazendo a classe ...

Será que o atual governo irá se indispor a cumprir a a promessa de campanha e por conscidência um projeto criado em 1990 por iniciativa do próprio Garotinho onde determina a eleição detalhando em três páginas os trâmites das eleições???

O projeto iria entrar como objeto de deliberação na última terça-feira,mas não houve quorum.Nós categoria(SEPE)aguardamos a sua volta com expectativa!!!

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Blogosfera Campista :Embrião da sociedade civil organizada!!!!


CYBORGA (entidade máquina tornou-se numa prótese tão poderosa e íntima que reconfigura o próprio corpo e a sua relação com o real).A progressiva simbiose entre o homem e a tecnologia coloca a questão, já muito debatida, da dissolução do corpo, do desaparecimento da existência corporal, que daria lugar a uma existência virtual. Na realidade virtual é oferecida, não apenas a possibilidade de se escolherem livremente espaços e ambientes, mas também corpos e modos de interação com os outros.

Não poderia deixar de postar o assunto depois que li essas duas postagens ( Que vale a pena conferir) : Razão e Crítica: Do virtual ao real e A TroLhA: Razão e crítica...


Em Campos nem tudo está perdido....

A blogosfera campista é o embrião do desenvolvimento de uma sociedade civil organizada como muitos blogueiros apostaram!!!!Pois muitos são os que usam esta ferramenta para articular as demandas de certa parte da comunidade em rede!

Tomara que o SEPE como intituição faça juz a esta materialização .É preciso agora garantir o sucesso dessa nova experiência de interação entre blogosfera e vida política institucional , aproveitando do fato de ser movimento definido e direcionado...
E não custa nada atender à chamada do Xacal:

"O SEPE tem trabalhado bem essa possibilidade, e creio que já passa da hora do Sindicato adotar a blogosfera de forma sistêmica, com a criação de um espaço próprio, ainda que mantenham seus laços de afinidade com os outros blogs...

Tal providência ainda evitaria o erro de que os blogueiros identificados com sua luta possam ser confundidos como interlocutores oficiais do sindicato nos seus blogs pessoais...
E quem sabe, evitar também, o atraso na divulgação de suas notícias, bem como a dependência de espaços e a conveniência de outros blogs, que demonstram boa vontade, mas, certas ocasiões têm impedimentos por vários motivos...

O SEPE pode ser o embrião, e laboratório para a fusão entre a rede de blogs e o movimento social organizado, e quiçá, os partidos políticos..."

quarta-feira, 8 de abril de 2009



08/05 (12:00 hs )

Ato no calçadão de lançamento oficial da campanha"EU QUERO VOTAR PARA DIRETOR".

Assembleia do SEPE...




O comentário do Renato e do Soprador de vidro na postagem A TroLhA: Silêncio sepulcral... já esclareceu bastante sobre a reunião...O Maycon Bezerra do Razão e Crítica também apareceu por lá o que foi muito legal no meu ponto de vista ,pois sua participação acrescentou vivências ao grupo( acho que seria legal ele falar algo),a Ana Paula Motta (nossa jornalista),também a Monica do Ensinar Projeto de Vida,O Fábio Siqueira e muitos outros ...!!!



Vamos ver, então, os fatores, para melhor pensar sobre eles:


É preciso pensar com urgência o que está impedindo os profissionais da rede municipal a se moverem, todos estão procurando melhores condições de trabalho,muitos querem o plano de cargo, condições estruturais para atuarem,querem a democratização na escola , mas insistem em se distanciar radicalmente de qualquer movimento...

A desvalorização dos profissionais e e o descaso com a Educação e as condições impostas às quais somos forçados a nos submeter deveria gerar no grupo um
forte sentimento de inadequação diante de valores que não nos diz respeito, levando todos a querer uma mudança.

O quadro social do SEPE parece ser psicologicamente favorável, é natural o ajuntamento ,aglutinados em grupos na mesma luta, é fácil cultivar valores deixados para trás,e na tentativa de conquistar melhores condições dividimos o mesmo tipo de sentimento ,ficando mais fácil associar e dinamizar nossas ações para a formação de um movimento social,na defesa de nossos interesses .

Não entendo o porque das pessoas não se sentirem estimuladas à formação de movimentos sociais , pois eu como você sabemos o tamanho do descaso de nossos governantes em relação à Educação.

O isolamento e a alienação que afetam as pessoas que, por razões
econômicas ou por conta de doenças, entre outros motivos, acabam se
afastando da sociedade que lhes é comum não pode contaminar a classe!!!.

Nossos representantes políticos,precisam tornar-se inseguros,a classe precisa ajudá-los a vivenciar a ameaça de perder o status alcançado e para isso é necessário engajar em movimentos que assegure uma melhoria na área de atuação profissional.

A depressão que assola a tantos poderia levar pessoas a se ocuparem de outras, no afã de se sentirem úteis e de resolver problemas comuns, poderiam se engajar em movimentos sociais.

Temos que entender que o momento que a gente vive é histórico e o espaço da planície campista é um espaço geográfico perfeito para propiciar um movimento social para o agir, no afã de instaurar mudanças sociais.


Fatores individuais e sociais não faltam para levar uma pessoa a atuar como um membro para a formação de um movimento .

Por que tanta resistência???

Nós e a sociedade em partes ou no todo somos uma só rede de relações que
transformamos e nos transformam...

É fácil entender que há motivos e as condições estruturais são favoráveis aos movimentos sociais.

Mantenha seu pensamento voltado para a pessoa humama – o ator social,
o sujeito impulsionador das mudanças, das transformações. Identifique as condições
de estrutura social que possam ter levado qualquer grupo à formação de um
movimento social; procure descobrir quais fatores individuais contribuíram para
tal e como o movimento foi se formando.

Se você está “em dia” com a cidadania, ótimo! Não estando tão bem
quanto o que imagina que deveria, providencie a releitura, debata com seus colegas
de profissão, recorra ao SEPE.

O importante é não deixar pendências que futuramente poderão destruir o que você já conquistou. Afinal, a atualização da ordem social depende da ação do coletivo – e você não pertence a ele?

sábado, 4 de abril de 2009

Professores planejam paralisação nacional para o dia 24 de abril — Agência Brasil - EBC





Professores querem que a Lei do Piso seja respeitada por estados e municípios
A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e os sindicatos afiliados decidiram, hoje (3), a data e a duração para a greve nacional dos professores da educação básica da rede pública : no dia 24 de abril, os profissionais cruzam os braços por 24 horas. O objetivo é fazer com que a lei 11.738, que institui o piso salarial nacional do magistério, seja implementada nos estados e municípios conforme o texto aprovado no Congresso Nacional e sancionado pelo presidente Lula, em 2008.




Lisiane Wandscheer
Repórter da Agência Brasil







Brasília - O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Leão, afirmou hoje (3), durante reunião com representantes de sindicatos da categoria de todo o país, que os professores devem paralisar as atividades no dia 24 de abril. A categoria cruza os braços por 24 horas para exigir o cumprimento da lei que institui o piso do magistério no valor de R$ 950.

“Nosso indicativo é para o dia 24 de abril. A data não deve ser alterada porque foi uma sugestão dos estados”, afirmou Leão.

A lei foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em julho de 2008 e prevê que o piso nacional seja pago a todos os professores da rede pública para uma carga horária de 40 horas semanais, a partir de 2010.

O aplicação da Lei se dará de forma progressiva. O primeiro reajuste seria em janeiro de 2009, entretanto alguns estados não o fizeram por considerar a lei inviável do ponto de vista orçamentário.

Em outubro do ano passado, governadores de cinco estados entraram com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) no Superemo Tribunal Federal (STF) contra a lei. A Adin questionava a denominação “vencimento básico", em vez de “piso salarial”. O vencimento básico não contemplaria as gratificações, que passariam a ser recebidas com as horas extras, o que ultrapassaria o orçamento dos estados.

O STF definiu, em dezembro, que o piso salarial entraria em vigor em janeiro e que o aumento do tempo de planejamento de aulas para um terço da carga horária de trabalho do professor, previsto em lei, ficaria suspenso até novo julgamento.

“Queremos que o Supremo julgue o mérito da ação o mais rápido possível. Os governos estaduais tiveram oportunidade de opinar durante a votação da lei no Congresso Nacional. É um absurdo que agora posicionem-se contra”, destacou Roberto Leão.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Convocação dos profissionais da Rede Municipal!!

Hoje a Escola Municipal de Santa Maria recebeu os representantes do SEPE(Núcleo que representa os profissionais da Rede Municipal):Fábio Siqueira e Norma.
O SEPE está convocando os profissionais da REDE MUNICIPAL para uma Assembleia .Dia 06de abril será um dia de atividade importante para todos os profissionais de Educação do Município.Se o Xacal achou difícil usar as tecnologias da internet, eu achei muito mais...mas vamos publicar a convocação sem a Arte da Ana Paula Motta...








Eleições diretas para diretores de escolas: questão de cidadania

EU QUERO VOTAR !
DIRETAS JÁ PARA DIRETOR DE ESCOLA!!!
O princípio básico da democracia passa pela escolha livre de nossos representantes nas diversas esferas de poder.
Na escola não pode ser de outra forma. Gestão democrática não é apenas eleição de diretores, mas esta é imprescindível para que uma gestão com participação de pais, professores, funcionários e alunos aconteça de fato.
Negar à comunidade escolar o direito de escolher seus gestores é o primeiro ataque que o governo faz à categoria, tentando impor
“apadrinhados” para as direções das escolas municipais.


O SEPE convoca todos os profissionais da educação para a Assembleia do dia 6 de abril, às 17h no Sindicato dos Bancários de Campos.



• Realização imediata de eleições diretas para a direção das escolas.
• Convocação de concursados aprovados e classificados em 2008.
• Realização de concurso público para funcionários de escolas.
• Enquadramento por tempo de serviço.
• Equiparação salarial entre pedagogos (as) e demais cargos de profissionais da educação.




SEPE – Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação- Núcleo Campos dos Goytacazes
Praça do Santíssimo Salvador nº 41 – Sala 701- Centro – Tel.2735-2406
Jornalista responsável Ana Paula Motta

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Lei de Responsabilidade Educacional




Nosso companheiro Xacal em uma Trolha Mural postou o que recebeu de Georde Gomes Coutinho, uma postagem interessante sobre a criação de Lei de Responsabilidade Educacional....confira aqui...



O tema foi discutido pelo ministro Fernando Haddad com os parlamentares que integram a Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados, quarta-feira (18/03), no Ministério da Educação (MEC).

A Comissão Especial da Câmara aprovou na terça-feia(24) uma Proposta de Emenda à Constituição que propõe a retirada gradativa da educação da Desvinculação dos Recursos da União (DRU) e amplia a obrigatoriedade do ensino para crianças e jovens de 4 a 17 anos.



A DRU é um mecanismo que permite ao governo retirar até 20% das vinculações obrigatórias de áreas como saúde e educação e usá-las em outras áreas.

Agora, a proposta segue para ser votada no plenário da Câmara. Se for aprovada, voltará ao Senado. A expectativa do relator da proposta, o deputado federal Rogério Marinho (PSB/RN), é aprovar a medida até meados de maio.



Proporcional ao PIB

Criada em 2008, a PEC 277/08 também estabelece a vinculação do investimento dos recursos públicos em Educação como proporção do Produto Interno Bruto (PIB).

O presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer, comprometeu-se a dar prioridade à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 277/08, que garante mais recursos à Educação, ao destinar ao setor 18% das receitas da União com impostos. Ele reuniu-se, na quarta-feira (25), com o ministro da Educação, Fernando Haddad, e os integrantes da Comissão de Educação.

De acordo com a Agência Câmara, Temer disse que aguarda a definição do Supremo Tribunal Federal sobre a nova tramitação das medidas provisórias, que, segundo sua interpretação, não vão mais trancar a pauta do Plenário para votação de PECs, para então levar a proposta a voto. "Se o Supremo der razão a essa minha interpretação, eu me comprometi a colocar em pauta essa proposta de emenda constitucional", disse.

Segundo o presidente, a proposta é boa e tem o apoio tanto dos parlamentares ligados à educação, como da sociedade civil. Ele lembrou que já recebeu entidades ligadas ao setor com o mesmo pedido.

Mobilização da categoria




Esta será uma semana de atividades importantes para todos os profissionais de Educação. Por isso, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e suas afiliadas nos estados convocam a categoria a participar de todas as mobilizações organizadas em defesa do Piso Salarial do Magistério. Na próxima quinta-feira, 02, às 14h, em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF) será realizado um grande ato público para exigir a publicação do acórdão referente à liminar concedida à Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 4167, o julgamento do mérito da ação movida pelos governadores considerados “Inimigos da Educação” contra a Lei 11.738/08 e o cumprimento da Lei do Piso.

Leia mais ...O título tem um link direto...

domingo, 29 de março de 2009

Gestão Democrática e o Projeto Político Pedagógico



Falar em gestão democrática é associá-la ao projeto de escola, de educação e de sociedade. Antes de tudo é uma opção estratégica relacionada com o projeto social no qual a escola e a educação estão inseridas.

Se o ensino é um serviço público, está associado ao principio da democracia, que se consubstancia no caráter público e gratuito da educação, na inserção social e na intervenção organizada da comunidade escolar. Ficando evidente de que se a gestão pública inclui participação dos envolvidos na educação escolar, supõe a transparência de processos e de atos, ou então ela não é pública.

Para nós educadores a gestão democrática é mais do que a exigência de transparência, de Impessoalidade e moralidade. Ela expressa tanto a vontade de participação que tem se revelado na sociedade civil ao conseguir se organizar, de forma autônoma, quanto o empenho em reverter à tradição que confunde os espaços públicos com os privados.

Por isso, a importância da participação dos trabalhadores da educação e da comunidade escolar no seio de cada escola, especialmente no espaço de decisão que temos instituído que são os colegiados escolares. Instância esta que tem por principio levantar onde os problemas da escola, discuti-los e respeitar as decisões tomadas pelos trabalhadores da educação e pela comunidade escolar.

A gestão democrática se fundamenta na constituição de um espaço público de direito, que deve garantir a ocupação de novos espaços até agora dominados por organização de tipo hierárquico ou burocrático. Pois ao mesmo tempo em que a sociedade se democratiza, faz-se necessário que as instituições que a compõem passem pelo mesmo processo. E a escola é uma dessas instituições a ser ocupada e um elemento importante para o fortalecimento da sociedade civil e o exercício da cidadania.

Descentralização do poder e das decisões ( gestão escolar)



A concepção de gestão que nos interessa é a que reconhece a especificidade, a complexidade, a contextualização e a historicidade da educação escolar enquanto determinantes de sua gestão. Compreende a tomada de decisão, execução e regulação da prática educacional.

Compreendemos que gestão faz parte de um processo, que implica movimento e historicidade, que no caso específico da educação, se forja na inter-relação de duas dimensões da prática educacional: a política e administrativa, que deve ser contextualizado a partir de inúmeras condições, determinações, âmbitos, faces e interfaces.

Outra marca da gestão é seu caráter instrumental e utilitário, o caminho pelos quais se organiza, se orienta e viabiliza a educação escolar. Conteúdo e forma são determinados pela razão instrumental e utilitária. As ações administrativas, tanto nas escolas quanto nas secretarias de educação, devem ser entendidas a partir de uma inter-relação com as ações pedagógicas e descentralizadas.

O sistema de gestão deve organizar-se a partir das unidades escolares e não dos órgãos centrais.

O termo gestão vem de gestio, que vem de gerere (trazer em si, produzir) ficando evidente que gestão não é só o ato de administrar um bem fora - de - si (alheio), mas é algo que se traz em si, porque nele está contido. E o valor deste bem é a própria capacidade de participação, sinal da maior democracia.

Participar é dar parte e ter parte. O primeiro movimento visa informar, dar publicidade, e o segundo, é estar presente, ser considerado um parceiro nas grandes definições de uma deliberação ou de um ordenamento.

Os Conselhos devem conter, como alta prioridade, a dinâmica da participação, da abertura e do diálogo. Conselhos com essas características é uma forma de democratização do Estado, tornando-se possível a entrada da sociedade civil no âmbito dos governos com o objetivo de fiscalizá-los e mesmo controlá-los.

Para os gregos, o logos é aquela dimensão humana que busca a razão e o sentido das coisas, evita as guerras e busca a cidadania. Esta por sua vez, se põe e se impõe pelo diá-logo, na praça pública. É nela que a cidadania se sente co-responsável pelos destinos de uma comunidade. O logos encontra sua expressão máxima no diálogo público entre cidadãos e entre estes e os ocupantes de cargos no governo. O logos pressupõe e se expressa na democracia.

Temos claro que isso não é algo tranquilo ou mesmo sem conflito, pois o diálogo sempre foi precedido pela ironia nos debates e nas discussões. A solução democrática dos conflitos ancora-se no logos, que postula o convencimento como forma mais elevada de discussão entre iguais a fim de buscar na razão a solução dos problemas da Cidade. Não se trata da guerra cujo objetivo é vencer o outro pela força das armas. Ser não-violento e, ao mesmo tempo, ser respeitador da razão e do ponto de vista diferente de um adversário, é a tentativa de vencer com o outro, isto é, convencer. Persuadir com argumentos mais amplos e mais explicativos, em busca da verdade, implica em considerar as verdades existentes em e entre todos os participantes da praça.

Práticas participativas nas escolas, socialização dos conhecimentos e eleição dos diretores escolares



A democracia popular, com premissas coletivas, enfatiza os macrosujeitos, com destaque para a soberania e vontade populares absolutas. Para Gramsci na ótica da democracia popular de esquerda, a democracia política, que abarca a representação e a participação direta, deve ser complementada pela democracia econômica, com vistas à democracia plena.

Gramsci defende também de que a sociedade civil é também o território de disputa e definições do poder, o campo onde se lançam as premissas concretas, capilares e abrangentes de um projeto global de sociedade. É o espaço dos embates e a busca de formas concretas e convincentes para o aumento das forças que lutam para fazer prevalecer os interesses da maioria da população. Ele valoriza a autodeterminação da grande massa e dos setores subjugados. Corroborando a tese de que ambos eduquem-se reciprocamente, defendendo que a atuação da sociedade civil não é apenas para se proteger do poder de colonização do Estado e do mercado, mas especialmente, para desmascarar suas contradições e superá-las radicalmente com a configuração de um novo Estado e de uma economia radicalmente democrática.

Dessa forma, consideramos que as práticas participativas nas escolas, tais como eleição dos diretores escolares, faz com que a socialização dos conhecimentos seja um instrumento de co-relação de forças entre o Estado e a sociedade civil.

Portanto, defendemos que a eleição dos dirigentes de instituições educacionais deve ser direta e integrar o projeto político-pedagógico da instituição. Esse projeto político-pedagógico deve garantir o trabalho coletivo de todos os segmentos da comunidade escolar.


Por isso, é fundamental assegurar tanto as questões objetivas quanto as questões subjetivas do processo pedagógico. Basso (1994) afirma que as condições objetivas observáveis estão imbricadas tanto na organização da escola quanto na remuneração dos professores, considerando estes como fatores externos, mas que influenciam decisivamente na qualidade do ensino, assim como, as “condições subjetivas” que são intrínsecas ao trabalho do professor. O processo de trabalho docente não se objetiva completamente, permanecendo certa autonomia ao professor. Este mantém essa autonomia, como uma característica da docência, utilizada para escolher metodologias, fazer a seleção de conteúdos e das atividades mais adequadas a seus alunos, de acordo com os interesses ou dificuldades apresentadas pelos mesmos.


Esse fato proporciona uma valorização das condições subjetivas, entendida como a formação inicial e continuada, a capacitação do professor para a realização da atividade pedagógica, assim como a construção do projeto político pedagógico da escola, uma vez que as condições subjetivas se manifestarão na compreensão do significado que o professor possui de sua atividade.

Dentro da concepção que temos de escola, como um espaço democrático, de construção coletiva do conhecimento e não apenas um espaço de transmissão de conteúdos, não cabe trabalhadores e trabalhadoras em educação que sejam apenas “serviço de apoio”, “serviços gerais”, “auxiliares”, “serventes”, “agentes”, etc., ou seja, aquele/a, que é suporte ao processo ensino-aprendizagem como historicamente a visão que predominava até então dos funcionários e funcionárias administrativos da educação.

A concepção de valorização com relação aos funcionários e funcionárias administrativos é a de que todos os que atuam no processo ensino-aprendizagem dentro das escolas são educadores e educadoras, independente do espaço que estejam, nos pátios, cozinhas, secretarias, bibliotecas, salas de aula, ou seja, em todos os espaços da escola.

Essa concepção parte do pressuposto de que a vivência com o processo educacional transforma os/as funcionários/as de simples ocupantes de funções de manutenção, administrativas e burocráticas em pessoas identificadas com os problemas da escola, com os objetivos educacionais, com os alunos e com a melhoria da qualidade do ensino.

Nesse sentido, a luta vai ser grande após conseguirmos que a "Diretas já para diretores" seja uma realidade no município pois teremos que lutar junto ao governo do Município, pela implantação de um programa de profissionalização dos funcionários e funcionárias administrativos da educação, em cursos técnicos de nível médio, criando 04 categorias de novos profissionais educadores na escola:
• Técnico em Administração Escolar.
• Técnico em Alimentação Escolar.
• Técnico em Multi-meios didáticos.
• Técnico e m Manutenção de Infra-estruturas escolares.

Esse processo tem o objetivo de:


• Construir novas identidades profissionais dos funcionários e funcionárias administrativos das escolas;
• Romper com o modelo que pressupõe hierarquias nas escolas para quem na prática executa funções iguais;
• Combater as idéias de terceirização que destroem a identidade profissional;
• Imprimir o caráter de educadores aos novos profissionais e,
• Construir uma identificação com o Projeto Político Pedagógico da escola.



E lembre-se a a assembleia do SEPE (Sindicato da Classe em Campos) será no dia 06 de abril no Sidicato dos bancários!!!

Uma historinha de "mudança "para relaxar no domingo...




Por Professor Simão Pedro Marinho


Um diretor de uma escola brasileira - só pode ser particular, já que na rede pública o professor é "imexível" - demitiu um professor extremamente tradicional, que ali lecionava há 30 anos. Não porque não gostasse dele. Era boa gente, atencioso, frequente, pontual.


Mas o diretor queria mudar o formato do ensino na escola e, por isso, contratou um recém- egresso da universidade.


Era jovem, deveria ter uma formação mais moderna, mais de acordo com o que deve ser preciso em uma escola do Século XXI.


Seguramente o novato aprendera coisas sobre didática, psicologia, tecnologia educacional que o antigo professor sequer ouvira quando estava na universidade.


O desejo do diretor de oferecer um ensino inovador era mesmo enorme e naquele professor recém-formado estava essa chance.

E o diretor, sedento por ver a rápida mudança acontecer, decidiu acompanhar o novo professor em seu trabalho. Ele seria o modelo para a mudança dos demais.

Percebeu que a arrumação da sala se mantinha como antes. As carteiras continuavam enfileiradas, cada aluno assentado atrás de outro.


Contudo, pensou, isso é o de menos. Mais importante que alterar o aspecto das salas, o essencial seria modificar as aulas.


Uma nova didática, novo ensino, uma educação moderna, ainda que as carteiras estivessem enfileiradas.


Acompanhou então uma primeira aula do professor novato.

Ele usava o computador e o projetor multimídia. Enquanto falava, mostrava aos alunos uma série quase infindável de slides.


Eram tantos que as luzes só se acenderam no final da aula. E o professor prometeu aos alunos, jovens que sem dúvida gostam de usar o computador, que enviaria a apresentação por e-mail.


Isso era a modernidade, pensou o diretor.


Mas, depois de algumas aulas, viu que eram todas iguais. A dinâmica em todas era a mesma. Aulas expositivas, alunos silentes, slides projetados em uma tela.


O diretor constatou, com enorme tristeza, que afinal era a mesma forma de abordar o conteúdo adotada pelo professor que demitira. Não fosse pelo computador, era a mesma aula.

As provas, verificou depois, permaneciam do mesmo jeito, cobrando aos alunos a matéria que deviam decorar.

O diretor, incomodado, resolveu abordar o professor recém-chegado.


Questionou-o sobre as aulas, sobre o ensino. Afinal, tudo permanecia na mesma.


O professor, recém-formado, repetia o que o demitido fizera por anos e anos na escola, três décadas para sermos exatos.

"Por que nada mudou?", perguntou então o diretor, em uma conversa reservada com o professor novato

Do novato ouviu uma resposta: “Desculpe-me, mas a minha educação básica foi feita assim, em todas as escolas que frequentei, ao longo de onze anos. Depois foram mais quatro anos na universidade. Tudo era dessa mesma maneira."

E, encerrou o professor novato, desculpando-se: "Não sei como fazer isso diferente”.


Foi demitido na hora, apesar de toda a honestidade que foi imediatamente reconhecida pelo diretor.


Logo depois aquele novo desempregado foi chamado para ser professor em uma universidade. Agora podia realizar o que era seu grande sonho: formar novos professores