quinta-feira, 25 de junho de 2015

SEGUNDAS INTENÇÕES

Segundas intenções

Quem não tem?
Os ajuizados que me perdoem.
Meu canto não é minha única voz.

Costumo dar vida ao que não existe;
Pois vivo,me encanto,desejo.
Há tempos perdi minha inocência.

O desconhecido,as flores,as borboletas,
A lábia e o prazer me encantam.

Me cativo por algo que não compreendo,
Mas sinto.
O que me seduz e fascina não é a beleza,
Mas sim as segundas intenções.

Enquanto travam espadas e beijos pelo amor,

Minha intensa fantasia é o predador.

4 comentários:

douglas da mata disse...

Eis que a chapeuzinho
Esperta como ela só
Nua em pelo
Devora o lobo até os ossos
E ainda leva um bolo para a vovó.

douglas da mata disse...

Se de boas intenções
O inferno está cheio
Levo todas
As minhas segundas, terceiras
E as penúltimas inten(ta)ções até o paraíso
Onde quem sabe também moram o gozo e o riso?

Professora Hilda Helena disse...

Douglas,impressionante como você capta a essência do poema,este foi inspirado mesmo na Chapeuzinho Vermelho,fiquei impressionada como você associou o poema ao conto.
Que não nos falte,segundas e terceiras intenções!!!

douglas da mata disse...

Não faltarão, e que sempre sejam as penúltimas...