sábado, 2 de janeiro de 2016

sombra de mim

sombra de mim
ajusto-me no nunca mais
o eu como o agora
se fará disforme
a morte me exclui
minha sombra é loucura
habito em suas estalagens
vivo meu avesso
nas máscaras da volúpia
me deleito
na minha extensidade
o inatingível
sem armaduras vive-se
aprendo a morte
perco-me a cada dia
prefiro preexistir
pertenço à morte
que me separa de mim
dela não me escondo
...desdobro-me na minha sombra.
Foto Arô Ribeiro -OKÊ -
Série "Poéme dans te béton-
Performance Laura Cornejo- Centro Cultural São Paulo.

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