domingo, 16 de novembro de 2008

A história de um homem que lutou pela liberdade.






Em 2002, o Dia 20 de Novembro foi instituído feriado estadual no Rio de Janeiro, para marcar a morte do líder mais conhecido de resistência à escravidão, Zumbi dos Palmares.
O Quilombo de Palmares surgiu no início do século XVII, na região da Serra da Barriga, entre as Capitanias de Pernambuco e de Alagoas, a partir da fuga de escravos dos engenhos de açúcar da região. Nas décadas seguintes, o crescimento do Quilombo foi impulsionado pelas invasões holandesas a Pernambuco - que levaram a um relaxamento da vigilância dos senhores e, por consequência, as constantes fugas de escravos.
A partir daí, o Quilombo de Palmares tornou-se um símbolo de resistência e liberdade na região, passando a acolher escravos fugidos e todos aqueles perseguidos pelas autoridades, independentemente da cor. Ao mesmo tempo, o local ganhava notoriedade por resistir aos ataques dos holandeses, durante o seu domínio – 1630 a 1654 – e depois da expulsão dos holandeses, durante décadas, aos ataques dos senhores de engenho.
O professor de História, Manoel Cantalejo, da Escola Estadual Araribóia, em Duque de Caxias, conta que coube a Zumbi, na hierarquia do Quilombo de Palmares, o posto de comandante guerreiro, estando abaixo apenas de seu tio Ganga Zumba, o rei de Palmares, que assinou acordos de paz com as autoridades, depois descumpridos por elas.
Em 1695, os senhores de engenho e as autoridades de Coroa Portuguesa contrataram o bandeirante Domingos Jorge Velho, com larga experiência de guerras e destruição de tribos indígenas, para destruir o Quilombo de Palmares.
- Valendo-se de informações privilegiadas, passadas por um traidor local em troca de liberdade e terras, Domingos Jorge Velho invadiu e dominou Palmares sem, entretanto, prender Zumbi inicialmente. Logo depois, o esconderijo foi descoberto e o líder negro executado, no mesmo ano, passando a ser visto como um símbolo de resistência à escravidão e de busca pela liberdade.

Um comentário:

Professora Hilda Helena disse...

Ótima reportagem para relembrarmos um pouco de nossa história e para sabermos o motivo do feriado!!!