sábado, 29 de novembro de 2008

Qual seria o melhor modelo educacional?


Será que é difícil as pessoas pensarem a educação de forma diferente da convencional....eu vivo imaginando isto!!!!

Muitos conceitos foram formulados levando as pessoas a pensarem e atuarem na Educação de maneiras muito diferentes...várias posturas foram interiorizadas em muitos profissionais da Educação no decorrer dos séculos.

Para alguns ensinar se resumiu em informar uma tonelada de informações e pensam que estão passando conhecimento ...é como um negócio onde se tem métodos e as metas vão sendo atingidas ...a partir do momento em que o aluno adquire o produto chamado de conhecimento fornecido pelo dono do pacote (o professor), este,transfere a mercadoria supondo atender as necessidades do cliente....

Se educar se resumir a isto dá para imaginar o estrago que será o ato de avaliar? Se o produto informação de posse do cliente não surtir o efeito social tipo passar num concurso público;no CEFET;numa Universidade Pública;não tem PROCON para procurar...

Esse modelito ultrapassado de Educação nada mais é do que os PCNs (Os Parâmetros Curriculares Nacional), um conjunto de conteúdos que são tranferidos para o aluno organizados convencionalmente em disciplinas acadêmicas.
Faz bem mais de cem anos que um monte de gente importante ,entre eles o brasileiro Paulo Freire vem questionando esse conceito de educação e os modelos e paradigmas embutidos nele. Educar, diz esse e outros críticos, não é entregar informações, não é transferir conhecimentos...

O currículo escolar nada mais é do que um conjunto de disciplinas onde o educador é especialista,no caso do ensino básico; em todas as áreas disciplinares.Sua função?Promoter! ; Ele apresenta as informações de forma segmentada e organizada com exercícios que pressupõe ser o nível de desenvolvimento intelectual dos alunos...

Alguns alunos passam pelo "funil" e alcançam sucesso,mas esses alunos só se envolveram no processo, não porque considerem as informações que lhes são passadas interessantes ou úteis, mas porque vão ter de fazer testes, provas, exames que têm como objetivo determinar se, e em que medida, absorveram aquilo que lhes foi passado.

Um outro modelo que temos também é ultrapassado e ainda enfrenta muitos tabus e resistências por parte de alguns professores e intituições apesar dos seus 150 anos!!!!

Segundo esse "novo e centenário paradigma" aprender é construir, desenvolver capacidades,competências e habilidades...e não apenas passar informação...Neste modelito a aprendizagem deve ser algo prático e ativo,onde o aluno possa aprender fazendo,vendo ou tentando fazer... Aprender é algo prático e ativo.A melhor forma de aprender, dentro desse paradigma, é resolvendo problemas.É a famosa metodologia de projetos,que na realidade não funciona pois os professores não permitem que os alunos aprendam coisas importantes pois o que interessa para eles é o que eles querem que os alunos aprendam e nem deixam os mesmos descobrirem o conhecimento!

O currículo, neste caso, é uma xerox de competências: listas organizadas e coerentes daquilo que se espera que as pessoas saibam fazer no tipo de sociedade em que a educação está acontecendo. Na Idade Média não era necessário saber ler e escrever -- hoje é indispensável; há trinta anos não era necessário saber lidar com tecnologia sofisticada -- hoje é indispensável. E assim vai.

Aprendemos a falar,reconhecer fisionomias,correr,andar,etc.;sem que ninguém nos ensine como a maioria das vezes se ensina na sala de aula.Mas mesmo assim aprendemos convivendo com "o outro",no estreitamento de laços,isto quer dizer 'JUNTO",em harmonia com o universo...

Como as escolas brasileiras querem ser um ambiente de aprendizagem significativo, se elas estão nas últimas...tornou-se um gueto ,só sendo útil dentro do próprio contexto escolar.

O professor seria um orientador,tipo a Central de ajuda do Blogger ,dentro deste paradgma e avaliação se daria tipo as observações,interações,diálogos com o todo envolvido,tipo a "blogsfera'e aluno seria como um dos blogueiros...

O paradigma tradicional da educação ainda está enraizado nas pessoas a ponto de nem conseguirmos experimentar a menor indicação de que um outro" novo e centenário paradigma " seria possível ou até mesmo exista.E este seria melhor que o convencional?
Liberal Space: Blog de Eduardo Chaves: Educação: conceito, modelos, paradigmas - I

3 comentários:

diego disse...

Brigado Hilda Helena..
o seu cantinho tambem e muito legal
gostei bastante e goste a ideia das fotos..

Xacal disse...

Cara professora,

Na minha leiga opinião, esse é o ponto chave: vivemos a procura de modelos...

Abandonar a busca por modelos não significa, no entanto, abrir mão de objetivos...

Creio que a escola é uma instituição que deve ajudar o aluno a descobrir seus interesses, e enxergar que suas preferências podem se articular com assuntos onde não sejam tão proeficientes...

Sabemos que todos nós aprendemos mais, ou menos, na razão dessas preferências...

Portanto, eu acredito em uma escola que seja capaz de mediar esse "conflito" entre o que queremos, o que gostamos e o que "precisamos" aprender...

De uma coisa eu sei: o modelo que até agora experimentamos é um fracasso...essa "gincana escolar", que empaturra os alunos de conteúdo, para participar de "quiz shows" (vestibulares) retira grande parte do prazer em estudar...

Está aí a palavra-chave:prazer...A escola tem que ser um aambiente prazeroso,e não sufocante e opressor...

Quimeras, apenas quimeras...

Monica disse...

Xacal, concordo com vc de que a escola deve ser um lugar prazeroso, onde o ato de estudar seja desejado. Porém, como professora da rede pública e privada, posso dizer que a maior barreira para a Educação é o próprio sistema. Ele está falido! A visão educacional é primitiva. Os professores não são motivados a produzir, os alunos não são motivados a querer aprender.Diz-se por aí que a Escola é autônoma, mas não vemos ninguém ousar o novo, o diferente.E o problema maior é que a sociedade acredita nesse sistema.
Só pra vc entender, Hilda Helena e eu temos uma escola particular há 8 anos. Quando começamos tínhamos idéias revolucionárias para nossa escola e uma delas eram os cantos de estudos, onde cada disciplina era estudada no seu ambiente e em alguns desses cantos não tinham carteiras e cadeiras mas sim almofadas e colchões. Quando a vistoria do MEC veio nos visitar nos disse que não podia ser assim e que deveríamos ter carteiras em todos os cantos. Na Escola da Ponte, em Portugal os alunos estudam na beira do rio. Será que eles se sentam em carteiras e cadeiras? Aqui mesmo no Brasil, alunos de escolas localizadas em matas e reservas indígenas estudam ao ar livre, debaixo de árvores.
Eu amo ser professora e mesmo nessas situações sei que meu lugar é aqui. No que depende de mim, faço do ato de estudar um prazer, mas há coisas que estão fora do meu alcance. Quisera eu, que o Ministro da Educação pudesse me ouvir!rsrs
Um beijo!